Saúde Animal

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Cão da Carolina




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american_dingo3Caroline Dog
American Dingo

Quando os primeiros humanos primitivos cruzaram o Estreito de Bering para os EUA vindos da Ásia, vieram acompanhados de cães na forma primitiva resultantes da domesticação dos lobos do Sudeste Asiático, na região do Iraque algumas centenas de anos antes.

Estes pequenos cães comuns deslocaram-se rapidamente com seus companheiros humanos através da região ocidental dos EUA. Remanescentes esqueletos e corpos mumificados desses cães foram encontrados adiante com artefatos da cultura dos cesteiros dos indígenas do Sudoeste. De lá esses cães primitivos deslocaram-se para a região oriental dos EUA. Documentos arqueológicos documentaram cerimônias de funerais desses cães, uma indicação de sua presença no sudeste arborizado das florestas como companheiros dos índios da região, muito antes da chegada dos homens brancos no continente.

american_dingo2Recentemente, estudos do percurso livre dos cães de certa região da Carolina do Sul e Geórgia revelaram a continuidade da existência de pequenos cães primitivos cuja aparência, bem como comportamento e ecologia geral, sugere um ancestral próximo (senão descendente direto) do tipo daqueles primeiros cães primitivos. Chamados de “cão da Carolina” estes animais lembram mais próximo o cão dingo australiano, o qual pode realmente estar entre os seus parentescos mais próximos. A semelhança espantosa entre esses cães e o dingo, meio globo terrestre de distância, é como se o caminho no qual ambos animais povoaram a mesma terra livre ou conhecido nicho pária na guarnição da civilização humana.

O cão da Carolina foi reconhecido pelo U.K.C. United Kennel Club em 1º de janeiro de 1995.

american_dingoPadrão Oficial da Raça U.K.C. *
© Copyright 1996, United Kennel Club, Inc.

Origem: EUA
Nome de origem: Caroline Dog – American Dingo.
Utilização: guarda e caça.

Classificação UKC – Grupo de lebréis – Sem prova de trabalho.

ASPECTO GERAL – cão de construção média, tendo a aparência de um pequeno chacal ou lobo combinada com algumas características de um pequeno lebrél. As características diferenciadas da raça são as que conferem vantagens na sobrevivência em condições de vida silvestre em savanas de capim alto e pântanos alagados, hábitats de floresta do sudeste dos EUA. O cão tem, tipicamente um dorso reto de comprimento médio, com um peito profundo, um lombo arqueado e ventre bem esgalgado. A cauda na forma de anzol e porte variável dependendo de sua disposição física. Orelhas grandes e empinadas, gracioso pescoço como o de um pequeno, versátil e habilidoso predador. Em condições ideais, tem aspecto fino e firme. O cão deve ser apresentado ao natural, com pouca ou nenhuma preparação ou tosa com tesoura. Bigodes não devem ser removidos.
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PROPORÇÕES – (padrão não comenta).
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TALHE – altura na cernelha: varia entre 45 e 50 cm, podendo variar de acordo com a estrutura.
Tipo e proporção são mais importantes do que a altura.
– – comprimento: (padrão não comenta).
– peso: de 15 a 20 quilos. As fêmeas geralmente são mais leves que os machos.
Os exemplares jamais poderão parecer pesados.
Nota: Exemplares muito acima do peso devem ser severamente penalizados.
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TEMPERAMENTO – geralmente tímido e naturalmente desconfiado, mas sem medo excessivo e sendo indesejável qualquer resistência ao exame. Não se deve esperar que exemplar algum seja amistoso e extrovertido, nem que aprecie contatos físicos com estranhos.
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PELE – flexível, maleável mas não frouxa ou flácida.
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PELAGEM – de afetado por influências sazonais. No inverno a pelagem é mais pesada que no verão. Nos meses mais frios apresenta um rico subpêlo.
Os exemplares que apresentarem queda de pêlos (muda) na época apropriada não devem ser penalizados.
Na cabeça, orelhas e face anterior dos membros a pelagem é mais curta e lisa.
Em torno do pescoço, ombros, cernelha e dorso, a pelagem é mais longa.
A pelagem atrás das escápulas são freqüentemente mais claros.
Quando excitado, os pelos ficam eriçados.
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COR – Cores preferenciais: um ruivo gengibre profundo com marcações pálidas cor-de-búfalo nos ombros e no focinho.
– Cores aceitáveis: variações na cor da palha, através da trigueira até o amarelo búfalo pálido.
Inaceitável: todo branco.
As cores preferenciais e aceitáveis incluem as cores mais claras da linha inferior, peito e garganta, às vezes quase branco na garganta. Um pouco de branco nas patas é comum e não deve ser penalizado. Zibelina escura no dorso, lombo e cauda é permitida. Exemplares com menos de dois anos de idade freqüentemente tem focinhos todos pretos, mas isso não é exigido.
– Cores permitidas, que não devem ser encorajadas: preto-e-castanho, pintas malhadas e manto preto.
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CABEÇA – vista de cima, forma um triângulo largo; A proporção crânio-focinho é de um para um.
– Crânio – forte e impressivo. Largo entre as orelhas, moderadamente arqueado e amplamente musculado com um inconfundível sulco sagital entre os olhos. A testa é ligeiramente arqueada e o occipital evidenciado. Cães mais jovens freqüentemente apresentam uma nítida ruga na testa, conferindo um efeito de franzimento.
– Stop – leve, mas bem marcado.
– Focinho – com acentuado afilamento em função do alto desenvolvimento dos músculos mandibulares.
– Trufa – preta com narinas bem abertas.
– Lábios – pretos e fortemente ajustados.
– Mordedura – Maxilares: poderosos, bem delineados e profundos
Dentes: dentadura completa, bem desenvolvida com a mordedura em tesoura ou torquês.
– Olhos – amendoados, de cor marrom escura. Inseridos obliquamente. O contorno das pálpebras é preto e uniforme. Expressão suave, inteligente, mas altamente cautelosa.
– Orelhas
– expressivas e de porte variável. Ligeiramente arredondadas nas pontas e de textura fina. Em forma de triangulo eqüilátero embora a base possa ser ligeiramente menor que as bordas laterais. Portadas erguidas quando em alerta, mas podem ser portadas dobradas em direção do pescoço. De inserção alta, bem no topo do crânio, apontando ligeiramente para fora. A inserção das orelhas é mais importante que o tamanho, embora seja imprescindível que apontem ligeiramente para fora e sejam inseridas no topo do crânio.
Uma posição característica é uma orelha ficar parada firmemente erguida e a outra girando a procura dos sons.
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PESCOÇO – forte e bem desenvolvido. bem arqueado, bem engastado nos ombros, embora o acentuado arqueamento dê à cabeça um porte altivo, gracioso e semelhante ao do cisne.
Embora musculoso e bem arqueado, proporciona ao cão movimentos rápidos e eficazes movimentos da cabeça quando caça em capim alto.
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TRONCO –
– Linha superior – (padrão não comenta).
– Cernelha – (padrão não comenta).
– Dorso – forte e reto, de comprimento médio, podendo ser moderadamente longo, mas sem indícios de debilidade.
– Peito – profundo, alcançando o nível dos cotovelos, de largura média para estreita.
– Costelas – bem arqueadas.
– Ventre – bem esgalgado.
– Lombo – ligeiramente arqueado.
– Linha inferior – A profundidade de peito define a cintura com um esgalgamento bem definido.
– Garupa – (padrão não comenta).
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MEMBROS
Anteriores – retos, ossatura moderada e musculatura perceptível.
– Ombros – longos e bem inclinados.
– Braços – de bom comprimento.
– Cotovelos – (padrão não comenta).
– Antebraços – (padrão não comenta).
– Carpos – (padrão não comenta).
– Metacarpos – moderadamente retos, de bom comprimento e flexíveis.
– Patas – ligeiramente voltadas para fora de forma equilibrada. Moderadamente pequenas e compactas. Dígitos bem arqueados, almofadas duras e unhas fortes.
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Posteriores – fortes, poderosos e musculados, bem angulados, revelando tremenda propulsão e agilidade, habilitando o cão a rápidas mudanças de direção durante a movimentação.
– Coxas – grossas, fortes e bem musculadas, quase como em lebréis de corrida bem preparados.
– Joelhos – (padrão não comenta).
– Pernas – (padrão não comenta).
– Metatarsos – (padrão não comenta).
– Jarretes – ergôs nos posteriores são desejáveis, mas sua ausência não deve ser penalizada.
– Patas – moderadamente pequenas e compactas. Dígitos bem arqueados, almofadas duras e unhas fortes.
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Cauda – como as orelhas é uma característica bem expressiva dessa raça. Inserida em continuação com a espinha dorsal. Tem um moderado pincel sendo mais bem guarnecida na face ventral, que é sempre de cor mais clara que a face dorsal que pode apresentar alguma nuança zibelina.
Quando em alerta, a cauda é portada em forma de anzol, normalmente em torno de 45º com a horizontal.
Na movimentação a trote, a cauda é normalmente portada para baixo em forma de manivela. Em outra situação, especialmente quando da aproximação de estranhos, a cauda pode ser portada baixa ou entre as pernas, mas jamais relaxada ou pesadamente caída.
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Movimentação – baixa, fluente, fácil e plana. Indícios de oscilação na linha superior devem ser esperados para um lebrel pequeno capaz de realizar um galope de dupla suspensão. Os posteriores movimentam-se paralelos em plena passada.
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Faltas – avaliadas conforme a gravidade.
– pelagem longa, encaracolada, ondulada ou manchada.
– orelhas semi-eretas e caídas são permitidas, mas devem ser penalizadas de acordo como grau de desvio da posição ereta.
– trufa cor de fígado, despigmentada ou manchada.
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Faltas graves – – prognatismo superior ou inferior.
– pescoço curto e com barbelas.
– cauda enroscada, enrolada ou portada apoiada sobre o dorso.
– visivelmente agressivo.
– movimentação alta, picotada ou hackney. Patas voltadas para dentro ou para fora. Movimentação muito próxima nos posteriores
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DESQUALIFICAÇÕES – as gerais e mais
– Agressividade ou timidez extrema.
– Mono ou criptorquidismo.
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NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

Bruno Tausz
Consultor e Colaborador em cinologia, cinotecnia, comportamento animal e adestramento