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Como lidar com um cão potencialmente agressivo




caes_logo

chamada_caocidadao0022Agressividade é um assunto importante para quem possui um cão. Muita gente acha que só quem tem raças grandes é que está sujeito a ter um cão agressivo em casa. Podemos encontrar muitos pitbulls e rottweilers extremamente dóceis e, em contrapartida, lhasa-apsos e malteses bem agressivos. Vamos explicar os motivos.

A raça influencia o comportamento? Em grande parte, sim. Algumas raças consideradas cães de guarda já tem uma tendência a não aceitar muito bem a presença de estranhos, por exemplo. Outras raças já são consideradas mais dóceis e sociáveis. Mas isso não é uma regra. Tudo vai depender da linhagem, do temperamento e da educação de cada cão. É por isso que podemos encontrar alguns cães labradores, golden retrievers, poodles, entre outros, bem agressivos. Podemos encontrar também pitbulls, rottweilers, especialmente aqueles que são obrigados a usar focinheira e são considerados “perigosos”, visitando crianças e idosos em instituições, com comportamento totalmente dócil e sociável. A linhagem e o temperamento também são importantes de serem pesquisados. Conheça os pais da ninhada. E dentro da ninhada também pode encontrar diferentes temperamentos.

Adestramento e educação influenciam o comportamento? Se todo mundo tivesse a oportunidade de passar por um período de adestramento e educação do seu cão, desde filhotinho, muitos problemas comportamentais poderiam ser evitados, inclusive a agressividade. Cães extremamente mimados, que ganham tudo o que querem na hora em que pedem, podem ter um comportamento agressivo quando forem contrariados por alguém, por exemplo. Com adestramento e educação para o cão, a família passa a ser orientada a se comportar adequadamente e, assim, deixar o cão mais seguro e equilibrado para a convivência com as pessoas.

É importante deixar claro também que existem vários tipos de agressividade. Vamos explicar quais são as mais comuns e como melhorar.

Agressividade por dominância: acontece quando o cão é contrariado. Geralmente, é um cão extremamente mimado que faz tudo o que quer. Ele fica agressivo quando alguém o impede de fazer o que deseja. Casos assim podem ser melhorados quando as pessoas passam a dar limites ao cão: não ceder aos pedidos dele e ainda atribuir algumas regras como não subir no sofá sem autorização, não passar pela porta antes do dono etc.

Agressividade por medo ou dor: acontece quando o cão se sente ameaçado e ataca para se defender. Para melhorar o comportamento de agressividade, começamos a associar o estímulo de medo ou de dor a algo agradável, como petisco, por exemplo. Se o cão tem medo do veterinário, o dono deve passar a levá-lo à clínica só para receber petiscos. Isso deve acontecer várias vezes, até que ele associe o veterinário a algo positivo. Ele passa a gostar de visitar o médico veterinário e, assim, diminui a resposta de agressividade nessa situação.

Agressividade por posse: acontece quando alguém chega perto da comida dele ou quando vai retirar algum objeto da sua boca. Pode ser agressividade por ciúme também. O cão deve associar que pode ganhar coisas quando alguém vai ser aproximar da sua comida ou do objeto. A pessoa pode se aproximar do cão sempre com um petisco gostoso e ainda perceber que não vai ser “roubado”.

Tudo isso deve ser feito com cuidado e sob orientação de um profissional da área que possui técnicas específicas para que ninguém se machuque durante o treinamento. Nunca deixe de consultá-lo.

Texto: Tatiane Ichitane (adestradora e consultora de comportamento da Cão Cidadão)
Revisão: Alex Candido