Saúde Animal

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Chinese Crested ou Cão Cristado Chinês




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chinesO Chinese Crested ou Cão Cristado Chinês, outrora conhecido como Cão Chinês Comestível, descende de um ascendente africano sem pêlos. A seleção dos menores cães em cada ninhada, para reprodução, produziu o atual tamanho miniatura. Estes cães navegavam com os marinheiros chineses, eliminando animais daninhos dos navios, e eram vendidos a comerciantes em portos do mundo todo. No seculo XVIII, viveram na África, Ásia, Europa e nas Américas.

Atualmente, existe tanto o tipo sem pêlos como tipo pompom, freqüentemente na mesma ninhada. Surpreendentemente, uns têm apenas pêlos na cabeça, nos pés, na extremidade da cauda e, eventualmente, um pouco no dorso, enquanto que os outros são totalmente cobertos e têm aparência diferente entre si. O Chinese Crested libera o calor através de glândulas sudoríparas, em vez de fazê-lo pelo método canino usual de resfolegar.

chines4Os ingleses os chamam de Powder Puff (Pompom), os peludos podem ter pelagens de comprimento variado, de textura macia, sedosa e quase lisa, com subpêlo curto e sedoso e ainda pêlos finos e longos acima do subpêlo. Já o pelado, nas partes peludas, apresenta variação na quantidade de pêlos, tanto em abundância como na extensão. Na parte pelada a pele é macia, lisa e ao mesmo tempo mais grossa e endurecida do que a dos peludos.

Tanto o pelado como o peludo, são fundamentais para uma criação de sucesso. Como o pelado geralmente tem dentes esparsos, muitas vezes faltando os pré-molares , e o peludo os tem completos, o cruzamento entre ambos é indispensável, pois cruzar só pelados por diversas gerações ressalta a falta de dentição e, pior, traz um gene que provoca a morte dos filhotes pelados, apesar de normalmente muito resistentes.

Normalmente o chinese crested é um ótimo amigo, adora as pessoas, é muito sociável e extrovertido. Em geral tanto os pelados quanto os peludos têm o mesmo temperamento, em geral alegre e festeiro. Entrosam-se logo ao ambiente em que vivem e são muito espertos e alerta, aprendem com facilidade. Geralmente eles dão o alerme quando alguém se aproxima e são ótimos companheiros para as crianças.

O cão de crista chinês (Chinese Crested Dog) é uma raça, o cão pelado mexicano é outra, completamente diferente.
Estou lhe enviando o Padrão Oficial das duas raças para comparação. Nada melhor do que comparar documentos oficiais para assumir uma posição definitiva.

chines2CÃO DE CRISTA CHINÊS (Informações de Bruno Tausz)

ASPECTO GERAL: um cãozinho simpático, esguio, de ossatura refinada, com um véu macio de pêlos por todo o corpo que lhe confere o nome de puf de pó-de-arroz.

TEMPERAMENTO: alegre e inteligente, e ainda, ao mesmo tempo digno e dócil.

TALHE :

altura na cernelha: ideal para os machos é 28-33 cm, na cernelha; fêmeas de 23 a 30 cm. Sendo uma raça toy, em igualdade ou em superioridade o menor tamanho deve ter toda a consideração. Peso: não deverá ultrapassar os 4,5 quilos em proporção à altura do exemplar.

CABEÇA:

Crânio: suavemente arredondado e alongado com inserção baixa das orelhas. O ponto mais alto da base das orelhas fica no nível do canto externo dos olhos.

Bochechas: são magras e planas, e afinam para o focinho.

Stop: pronunciado, sem ser ao extremo. A distância do occipital ao stop é igual à distância do Stop à ponta da trufa.

Focinho: afina suavemente sem chegar a ser pontudo, sendo bem modelado sem “flues”.

Trufa: é uma característica proeminente fina, em conjunto com o focinho. Para a trufa, qualquer cor é aceitável. No conjunto, a cabeça deve revelar uma aparência agradável, sem indícios de rusticidade ou debilidade.

Lábios: são ajustados e finos.Orelhas: grandes de couro fino. O porte das orelhas pode ser ereto ou caído, devido ao peso dos pêlos; se forem caídas, ambas devem ter caimento igual. Os pêlos das orelhas poderão ser aparados, se desejar, para manter eretas as orelhas.

Olhos: tão escuros que pareçam pretos. Mostrando pouco ou nenhuma parte do branco. Sem sinais de cegueira. Proeminentes mas não esbugalhados, formato amendoado e inseridos afastados.

Dentes: mordedura em torquês ou tesoura. Os dentes são fortes e retos.

PESCOÇO: esguio e sem barbelas. Longo e gracioso. Em movimento o pescoço é portado alto e levemente arqueado para a cabeça, inclinando-se gradualmente para a forte cernelha.

TRONCO: flexível. Ombros bem colocados e estreitos, com as escápulas bem anguladas fazendo com o braço um angulo de 90º. O peito é largo e profundo, mas a caixa torácica não deve ser arqueada. O esterno não é excessivamente pronunciado. A profundidade do peito deve atingir o nível dos cotovelos. A linha superior é nivelada. O comprimento do tronco deve ser levemente maior que a altura na cernelha.

CAUDA: de inserção alta na garupa e, em movimento, portada tanto alta quanto para fora. Longa e afinando, razoavelmente reta, não encaracolada ou enrolada para qualquer lado. Deve poder cair naturalmente quando em repouso ou parado para exame.

MEMBROS ANTERIORES: longos e esguios, bem situados sob o tronco o suficiente para apresentar uma movimentação elegante. Cotovelos bem ajustados trabalhando fluentemente rente ao tórax. Metacarpos finos mas fortes, próximos à vertical. Patas corretamente direcionadas para a frente. Movimento longo e fluente com bom alcance de passada.

MEMBROS POSTERIORES: o joelho fino é moderadamente angulado; garupa bem redonda e musculosa. Lombo curto. Pernas firmes e longas, conectando-se aos jarretes curtos e firmes. O jarrete estende-se em linha paralela à base da cauda mas atrás. Angulação suficiente para produzir linha superior nivelada. Os posteriores trabalham afastados. Os posteriores apresentam propulsão.

PATAS: pés de lebre extremos, estreitos e muito longos, com um particular alongamento dos ossos pequenos entre as articulações dos dígitos, principalmente nas patas anteriores que quase parece possuir uma articulação extra o que de fato não têm. Unhas moderadamente longas. As unhas podem ser da cor das patas, pretas ou brancas.

COR: qualquer cor ou combinação de cores.

PELAGEM: subpêlos muito curtos, pêlos são finos e muito longos, produzindo claramente um efeito de véu. A pelagem longa é preferida, mas jamais deve ser tão longa que prejudique a movimentação. A textura é macia e sedosa, sendo levemente mais macia nos cães menores e levemente mais rústicas nos cães maiores. A pelagem do Puf de Pó de Arroz é apresentado naturalmente sem repartições ou amarrações.

NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

FALTAS: agressividade.cães gordos, fora de estado ou de aparência grosseira.
cana nasal convexa; nariz arrebitado.olhos louçados; olhos claros ou
inseridos muito juntos.dentes tortos.
pescoço de ovelha.
ou selado, garupa consideravelmente mais alta ou mais baixa que a cernelha.
cauda em anel ou parafuso; portada entre as pernas quando em movimento.
frente estreita; cotovelos presos e movimentação do tipo hackney.
jarretes frouxos, joelhos muito angulados e jarretes de vaca.
qualquer outro tipo de patas diferente dos pés de lebre extremos.

DESQUALIFICAÇÕES: 1. machos ou fêmeas acima de 35,5cm na cernelha;2. acima de 5,3 quilos;3. orelhas operadas;4. prognatismo muito forte, superior ou inferior.

CÃO PELADO MEXICANO

(Xoloiztcuintle)

ASPECTO GERAL: é muito atrativo: sua característica principal é a ausência total ou quase total de pêlo com pele suave e ajustada. Seu corpo é bem proporcionado com peito amplo e tórax espaçoso, membros longos e cauda longa. Sua conformação recorda ao Manchester Terrier.

PROPORÇÕES IMPORTANTES: o tronco é ligeiramente mais longo em relação a sua altura. Aproximadamente de 10:9, permitindo-se as fêmeas ligeiramente mais longas que os machos. Os cães longilíneos de membros curtos devem ser penalizados.

TEMPERAMENTO / COMPORTAMIENTO: é silencioso e tranqüilo, alegre, alerta e inteligente, desconfiado com os estranhos, bom guardião e excelente companheiro.

REGIÃO CRANIANA

Cabeça : o crânio é do tipo lupóide; visto de cima, é largo e forte porém muito elegante, adelgaçando-se para o focinho, com a crista occipital pouco marcada.
Stop: Ligeiro porém bem definido com as linhas superiores crânio-focinho quase paralelas.

REGIÃO FACIAL

Trufa: deve ser bem escura nos cães escuros, rosa ou café nos exemplares bronze ou ruivos e manchada nos cães manchados.
Focinho: visto de perfil é reto, com a maxila e a mandíbula muito fortes.
Lábios: modelados e ajustados.
Bochechas: ligeiramente desenvolvidas.
Dentes: os incisivos devem ocluir perfeitamente com mordedura em tesoura; o prognatismo superior e inferior (retrognatismo) assim como desvios dos maxilares considera-se faltas muito graves. Não se penaliza a ausência de pré-molares e molares.
Olhos: são de tamanho mediano e de forma amendoada com expressão alerta e sumamente inteligente; a cor varia de acordo com a cor da pele, em tons pretos, café, castanho, âmbar ou amarelo. Prefere-se o mais escuro possível e os dois da mesma cor. As pálpebras são pigmentadas de preto, café ou cinza, permitindo-se as pálpebras claras ou rosadas, sem que seja o mais apropriado.
Orelhas: as orelhas são longas, grandes, expressivas, muito elegantes e de textura delicada; recordam as orelhas de morcego. Sempre portadas eretas em estado alerta; nesta posição seu eixo deverá ter uma inclinação de 50° a 80° em relação a uma linha horizontal. Não se aceitam os exemplares com orelhas cortadas ou caídas: devem ser desqualificados.

PESCOÇO:

Linha superior: portado alto.
Comprimento: proporcionalmente longo.
Forma: delgado, flexível, bem musculado, ligeiramente arqueado e sumamente elegante.
Pele: a pele do pescoço é firme, elástica e ajustada, sem barbelas. Os cachorros (filhotes) apresentam rugas que desaparecem com a idade.

TRONCO: fortemente construído.
Cernelha: parece pouco marcada.
Dorso: retilíneo; a linha superior do dorso parece perfeitamente reta; são indesejáveis os exemplares com o dorso cedido (lordose) ou carpeado (xifose) nem longelíneo de membros curtos.
Lombo: forte e musculoso.
Garupa : o perfil superior da garupa é levemente convexo; sua inclinação forma um ângulo aproximado de 40°; de conformação sólida, musculosa e levemente arredondada.
Peito: visto de perfil é largo e profundo, descendo até o cotovelo; as costelas são ligeiramente arqueadas, nunca planas. Visto de frente o antepeito tem boa amplitude; a quilha do esterno não é proeminente.
Abdome: a linha inferior é elegantemente marcada, começando pela parte inferior do peito e terminando na retração ventral, a qual é musculosa e bem recolhida.
Cauda: de inserção baixa, longa, fina e inteira com alguns pêlos hirsutos; prolongando-se até os jarretes e adelgaçando-se para a ponta; em ação é portada alegremente elevada em forma curva, nunca enroscada sobre o dorso. Em repouso é caída terminando em um gancho ligeiro. Em algumas ocasiões a coloca entre as pernas para o ventre, sendo este um sinal de timidez.

MEMBROS ANTERIORES: vistos de frente são retos, bem aprumados, proporcionados ao corpo e de bom comprimento. Os ombros são planos e musculosos com boa angulação escápuloumeral que permite um passo largo, fluente e elegante. Os cotovelos firmes ajustados ao tórax, nunca salientes.

MEMBROS POSTERIORES: vistos por atrás parecem perfeitamente retos e paralelos; coxas largas e fortemente musculadas nunca juntas. As angulações coxofemorais, de joelho e tíbio-társica são amplas, indispensáveis para permitir uma ação livre e poderosa aos membros. Os jarretes unidos são fortemente penalizados.

PATAS: as patas são alongadas (pata de lebre) com os dedos recolhidos e compactos; apresentam pêlos hirsutos; as unhas são curtas e de cor preta nos exemplares escuros e mais claras nos cães bronze ou ruivos. As almofadas plantares são fortes e muito resistentes a qualquer terreno. As membranas interdigitais são bem desenvolvidas; os ergôs devem ser amputados de todos os membros.

MOVIMENTO: de acordo com as angulações, deve deslocar-se com passos elegantes, largos e flexíveis; trote rápido, desenvolto com a cabeça e cauda sempre alta.

PELE: devido à ausência total de pêlo, a pele desta raça adquire grande importância; é lisa, muito sensível ao toque, e mais quente como resultado de uma emanação de calor direta a diferença das raças com pêlo, nas quais o calor se dispersa através da ventilação natural; portanto a pele requer maiores cuidados, por carecer de proteção natural, ao estar exposta ao sol e às inclemências do tempo. Não se penaliza as cicatrizes acidentais. O cão pode transpirar pelas patas (almofadas e membranas interdigitais) pelo que quase não fica ofegante.

PELAGEM: a característica desta raça é a ausência total de pêlo no corpo (cão desnudo); ainda que apresente alguns pêlos hirsutos curtos e densos na frente na nuca de qualquer cor, que nunca devem alcançar nem o comprimento nem a suavidade do topete do Cão de Crista Chinês ou Tai-Tai. É usual encontrar pelo áspero nas patas e ao final da cauda; se não existir no deve ser penalizado. Os espécimens de pelo longo são desqualificados.

Cor: prefere-se as cores uniformes sólidas e escuras. A gama varia do negro, cinza enegrecido, cinza lousa, cinzas escuro, avermelhado, fígado, bronze ou ruivo; também se apresentam manchados em qualquer cor incluindo manchas em branco.

TALHE : Existem dois talhes para machos e fêmeas.
a) Variedade Standard : de 35 a 58 cm aceitando-se até 60 cm.

Os exemplares maiores se desqualificam.
b) Variedade Miniatura : (ou de piso) mede 35 cm como máximo.

FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
Cabeça muito larga; tronco muito largo; caráter tímido ou agressivo. Despigmentação exagerada (albinismo); pelo em outras regiões não especificadas; pele frouxa, solta e enrugada; barbela; presença de ergôs; olhos claros, redondos e esbugalhados; cauda curta; corpo muito longo com membros curtos.

DESQUALIFICAÇÕES:
cães com capa de pelo em todo o corpo;
orelhas cortadas ou caídas;
prognatismo superior ou inferior (retrognatismo);
topete longo e suave como no Cão de Crista Chinês; exemplares maiores que 60 cm;
cauda cortada.

NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe