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Doberman




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doberman Escreve o famoso especialista Setgast: “Há poucas raças de cães tão aptas para a defesa e a guarda. As qualidades físicas e psíquicas do Dobermann o colocaram em pouco tempo em primeiríssima linha. Dotado de grande desconfiança com os desconhecidos, sempre prefere estar perto do dono sua vigilância é incessante, seu olhar vivaz investiga sem descanso ao seu redor, de modo que possa advertir o dono de qualquer perigo eventual. Não conhece medo. No momento do perigo, o seu corpo musculoso põe-se tenso, sua fisionomia se endurece, o olho se acende e ao menor sinal ou ordem do dono ataca corajosamente o adversário.”

doberman02Surpreende que, no caso desta raça, a obra de seleção tenha sido lograda em um período muito breve, obtendo com rigor características excepcionais. A origem do Dobermann é recente: tal como a conhecemos, a raça existe desde há pouco decênios, e ainda antes, quando se apresentava menos refinada, a sua origem não ia mais além da metade do século passado.

Não obstante, sabemos pouco sobre a sua origem. Os franceses consideram que deriva do seu cão pastor de Beauce e é certo que entre ambas as raças há uma notável semelhança. Por sua vez, os cinófilos alemães preferem derivar o Dobermann de diversos antepassados; por exemplo o consideram originário da doberman03Teringia e, precisamente da aldeia de apold, onde um simples porteiro de palácio de nome Dobermann (de quem derivaria o nome da raça) haveria conseguido obter este cão pelo cruzamento de várias raças, entre elas o pastor alemão antigo e o pincher alemão. No princípio, a raça tivera por nome “belling”, aparente mente o apelido daquele porteiro, mas há quem diga que o belling era um cão completamente diferente. Segundo outros especialistas , o velho pastor alemão haveria sido a raça básica para criar o Dobermann, mas empregando, além do pincher, o braco de Weimar. Não falta, finalmente, quem supõe a intervenção do black and tan terrier e do Rottweiler, mas isto foi rejeitado categoricamente por Otto Goller, que seguiu na criação a Dobermann; diz-se que Goller foi o verdadeiro selecionador, o que fixou a raça. É provável também, que mais adiante o Dobermann tenha recebido sangue inglês no sentido de que, num primeiro momento, era um pouco tosco e longo afinou-se através do cruzamento com o terrier preto fogo (blanck and tan), presente na Alemanha com dimensões consideráveis. Parece que somente em 1900 o dobermann adquiriu a conformação ágil que ostenta hoje.

Já nos referimos aos dotes psíquicos e as aptidões da raça. Agreguemos que possui grande capacidade de aprendizagem e é fácil de adestrar. De constituição muito robusta, suporta facilmente fadigas e intempéries e, em qualquer circunstância, está disposto a sacrificar a vida para proteger o dono.

doberman04PADRÃO DA RAÇA: Bruno Tausz

Aspecto geral – tamanho médio, construção quase quadrada, forte e musculoso. Linhas elegantes, postura ereta e orgulhosa, temperamento firme e expressão determinada.

Talhe – altura: machos 68 a 72 cm. e fêmeas 63 a 68 cm.
– comprimento: a fêmea pode ser um pouco mais alongada.
– peso: machos 40 a 45 quilos e fêmeas 32 a 35 quilos.

Pelagem – simples, pêlo curto, duro, espesso e bem assentado. Pele retesada e aderente, enaltecendo sua modelagem seca e refinada.

Cor – preto, marrom escuro e azul, com marcação castanho, claramente definida, isenta de pêlos pretos: no focinho; lábios; uma em cada bochecha e acima de cada olho; na garganta; duas marcas no antepeito; pernas e patas: na face interna das coxas e sob a cauda.

Cabeça – 1:1 – // – cuneiforme, com paralelismo de crânio/focinho. Nitidamente destacada do pescoço
Crânio – de perfil, a linha superior plana se desnivela da do nariz até o topo, descendo, do osso frontal em suave curva até a nuca, de frente é plano e horizontal, sem caimento na direção das orelhas.
Stop – suave declive.
Olhos – ovais, tamanho médio o mais escuros possível. Para cães marrons e azuis é permitida uma tonalidade mais clara, mas devem parecer escuros.
Orelhas – inserção alta, portada dobrada e caída rente às faces, quando cortadas, ficam eretas.
Focinho – profundo e largo.
Trufa – preta e nos marrons e azuis, deve parecer escura.
Lábios – bem cerrados.
Mordedura – em tesoura.

Tronco – é curto e firme. A cernelha bem evidenciada, especialmente nos machos, define, pela altura e comprimento, o traçado da linha superior descendente até a garupa.
Pescoço – de bom comprimento seco e musculoso eleva-se do peito e dos ombros, em harmoniosa e arqueada linha. Portado alto em notável expressão de nobreza.
Dorso – largura adequada.
Lombo – bem musculoso.
Costelas – ligeiramente arqueadas.
Peito – boa largura antepeito bem desenvolvido, profundidade superior a 50% da altura. O antepeito, projeta-se à frente da articulação dos ombros.
Ventre – linha inferior levemente esgalgada.
Garupa – arredondada sem ser caída.

Membros –
Ombros – escápula longa, inclinada, angulação escápuloumeral em angulo quase reto. A escápula, bem musculada e firmemente acoplada ao tórax, aparece acima do nível do dorso, marcando a linha superior.
Anteriores – fortemente constituídos e bem aprumados, com os cotovelos trabalhando bem acoplados ao tórax e os metacarpos corretamente direcionados para a frente.
Posteriores – coxas de boa largura, fortemente musculadas e anguladas a 130°. As pernas fazem ângulo obtuso com os Jarretes.
Patas – pés de gato, curtas, fechadas e arqueadas. Sem ergôs nos posteriores.
Cauda – (padrão não comenta). ( N.R.: amputada deixando 2 ou 3 vértebras).

Movimentação – elástica, elegante, ágil, livre, com boa cobertura de solo e movimentos simultâneos, de um membro anterior de um lado com um posterior do outro. A passada dos anteriores têm bom alcance e os posteriores com propulsão vigorosa e elástica.

Faltas – ossatura leve. Cabeça curta e grosseira (arco zigomático protuberante). Convexidade dos ossos da testa, crânio e nariz (nariz romano). Muito ou pouco stop. Focinho pontudo e fino. Lábios pendentes. Inserção de orelhas muito alta ou muito baixa. Falta de dentes. Prognatismo superior ou inferior. Olhos rasgados salientes, demasiado profundos claros. Pescoço curto e grosso papada ou barbela. Anteriores com ombros curtos, soltos e de angulação aberta. Articulação de cotovelo torcida e patas viradas para fora (posição francesa) ou para dentro. Patas longas, abertas ou flácidas. Dorso longo, selado ou carpeado. Garupa caída. Peito em forma de barril. Costelas planas. Falta de profundidade de peito, falta de antepeito. Peito estreito. Posteriores mal angulados. Jarretes virados para fora (pernas em barril) ou para dentro (jarretes de vaca). Movimentação de pouca propulsão e alcance, cambaleante travada, marcha. Pelagem longa ondulada ou macia. Marcas muito claras e sem limitações, marcas sujas (fuliginosas) Marcas brancas. Subpêlo visível. Temperamento tímido, insegurança, medo.

DESQUALIFICAÇÕES – as gerais e mais:
1 – olhos amarelos. ou cores diferentes.
2 – prognatismo ou em torquês.
3 – faltas dentárias.
4- manchas brancas.
5 – pelagem com falhas, longa ou rala, pêlo ondulado.
6 – temperamento muito agressivo, nervoso, timido.
7 – altura maior ou menor que 2 cm dos limites do padrão.

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe e Diretora de Conteúdo