
Caprinos
e outras raças
Dr.
Renato Faria Sanches
Raças
EUROPÉIAS
- essencialmente
leiteiras
- apresentam
chanfro reto ou subcôncavo, orelhas pequenas e leves
- precocidade
reprodutiva
- boa
conversão alimentar e maior produção leiteira
- PRINCIPAIS
RAÇAS: Saanen, Alpina, Toggembourg e Alpina Britânica
ASIÁTICAS
- média
e baixa produção leiteira
- animais
de maior porte, com orelhas grandes e pesadas, chanfro convexo ou ultra-convexo
- PRINCIPAIS
RAÇAS: Mambrina, Jamnapari, Bhuj, Boer e Alpina Americana
BRASILEIRAS
- baixa
produção leiteira
- porte
reduzido
- perfeitamente
adaptadas ao meio ambiente
- possuem
pelos curtos
- bem
manejadas e alimentadas, podem se reproduzir durante todo o ano
- caprinos
introduzidos no Nordeste do Brasil por colonizadores, deram origem às
raças: Canindé, Marota, Repartida e Moxotó
Início
Sistemas
de Criação
- EXTENSIVO
- animais
criados soltos, exclusivamente a pastos
- sistema
característico de grandes propriedades
- o
animal sofre com variações de clima, quantidade e qualidade
de alimentos
- animais
destinados, principalmente, à produção de carne e
peles
- sistema
característico da região Norte do Brasil
- SEMI-EXTENSIVO
- animais
permanecem a pasto apenas parte do dia, recebendo suplementação
alimentar em cochos
- sistema
adotado tanto para a produção de carne, quanto para a produção
leiteira
- INTENSIVO
- sistema
característico de pequenas e médias propriedades
- requer
maior investimento e mão-de-obra especializada
- sistema
adotado, quase que exclusivamente, à produção leiteira
- o
animal recebe alimentação balanceada em cochos
- sistema
característico das regiões Sul e Sudeste do Brasil
Início
Instalações
- baias
coletivas para animais de zero a três meses
- baias
coletivas para recria de fêmeas de três a dez meses
- baias
coletivas para fêmeas adultas
- sala
de ordenha
- baia
individual para cada reprodutor, localizada longe do galpão das fêmeas
e da sala de ordenha
- quarentenário
- área
para depósito de ração, feno, sala de medicamentos e
escritório
O capril
deve ser construído em local de fácil acesso, seco, alto e ventilado,
sempre direcionado no sentido norte-sul (evitando a incidência de fortes
ventos que possam causar problemas respiratórios aos animais).
Pode ser construído de forma suspensa (com piso ripado), facilitando
a limpeza ou do tipo cama (utilizando-se palha de arroz, serragem ou feno).
Início
Manejo
Nutricional
HÁBITOS
ALIMENTARES
- animais
altamente seletivos; preferem vegetação arbustiva, brotos e
leguminosas
- apreciam
um grande número de espécies vegetais
- recusam
alimentos fermentados e sujos; a manutenção dos cochos deve
ser diária
- qualquer
mudança na alimentação deve ser feita de forma gradual,
evitando indisposição intestinal ao animal
FORMAÇÃO
DE PASTAGENS
- LOCAL
- terreno
de topografia regular com disponibilidade de água e área
para capineira
- PREPARO
DO SOLO
- antes
do plantio da forrageira, deve ser feita análise do solo, para
que sejam feitas as correções necessárias
- ESCOLHA
DE FORRAGEIRA E PLANTIO
- CAPINEIRA:
capins napier ou camerum
- LEGUMINOSAS:
leucena, feijão guandú, soja, alfafa, cunhã, amora
e algaroba
- PASTO:
capins como: rhodes, gordura, estrela africana, buffel, coast-cross e
kicuiu (Brachiaria decumbens, colonião e jaraguá
podem ser aproveitados)
NECESSIDADE
ALIMENTAR POR CATEGORIA ANIMAL
Início
Manejo
Sanitário
- LIMPEZA
E DESINFECÇÃO DAS INSTALAÇÕES
- limpeza
diária dos cochos
- vassoura
de fogo ou desinfetante ao menos uma vez por ano
- troca
periódica da cama
- varrer
as baias diariamente
- QUARENTENA
PARA ANIMAIS ADQUIRIDOS
- ISOLAMENTO
DE ANIMAIS DOENTES
- EXAMES
PERIÓDICOS PARA DOENÇAS INFECCIOSAS, COMO: LEPTOSPIROSE, BRUCELOSE,
ETC
- SEPARAÇÃO
DOS ANIMAIS POR FAIXA ETÁRIA
- zero
a três meses
- três
a dez meses
- fêmeas
secas
- fêmeas
em lactação
- fêmeas
gestantes
- reprodutores
e machos jovens não castrados em baias individuais
- CUIDADOS
NA ORDENHA PARA A PREVENÇÃO DE MASTITES
- EVITAR
SUPER LOTAÇÃO NAS BAIAS
- EVITAR
A PRESENÇA DE ROEDORES, MORCEGOS, MOSCAS E GATOS
- MANTER
EM DIA O QUADRO DE VACINAÇÕES E VERMIFUGAÇÕES
- UTILIZAR
MATERIAL DESCARTÁVEL PARA APLICAÇÕES (NUNCA USANDO UMA
MESMA AGULHA PARA DOIS OU MAIS ANIMAIS)
- ANIMAIS
COM IDADE INFERIOR A QUATRO MESES NÃO DEVERÃO IR A PASTO, SOMENTE
SOLÁRIO
- ROTAÇÃO
DE PASTAGENS E PASTOREIO APENAS EM CAPINS COM MAIS DE VINTE CENTÍMETROS
DE ALTURA
- CUIDADOS
COM A FÊMEA GESTANTE
- secagem
do leite sessenta dias antes da parição
- vermifugar
apenas entre o final do segundo e início do quarto mês de
gestação
- alimentação
balanceada durante toda a gestação
- CUIDADOS
COM O RECÉM-NASCIDO
- realizar
o corte e cura do umbigo imediatamente após ao nascimento
- realizar
pesagens ao nascimento, trinta, sessenta, noventa e cento e vinte dias,
aos sete, doze e vinte e quatro meses de vida
- fazer
com que o recém-nascido mame em até seis horas após
o nascimento
- identificação
dos animais logo que possível, com brincos, coleiras ou tatuador
- VERMIFUGAR
FÊMEAS PARIDAS ENTRE O QUINTO E DÉCIMO QUINTO DIA PÓS-PARTO,
REPETINDO APÓS TRÊS SEMANAS. DEVEM SER USADOS VERMÍFUGOS
A BASE DE ALBENDAZOLE, LEVAMIZOLE OU IVERMECTINA
Início
Manejo
Reprodutivo
- as raças
leiteiras mostram-se
estacionais, apresentando
cio apenas quando o período de luz diário diminui (final do
verão/início do outono)
- as fêmeas
mestiças podem ciclar o ano inteiro
- o ciclo
estral é de aproximadamente vinte e um dias e o cio tem duração
média de trinta e seis horas
- a fêmea
em cio perde o apetite, fica agitada, bale e urina com frequência, agitando
a cauda com movimentos rápidos. A vulva torna-se edemaciada, exibindo
fluido mucoso claro
- as fêmeas
mostram-se mais receptivas no período médio do cio
- a gestação
dura em média cento e cinquenta dias, podendo variar entre cento e
quarenta e cento e sessenta dias
- a vida
reprodutiva de fêmeas leiteiras inicia-se por volta dos sete meses de
idade
- fêmeas
acasaladas precocemente podem apresentar problemas de parto, crias pequenas
e fracas
- a seperação
entre machos e fêmeas deve ocorrer por volta do quarto mês de
idade
- os machos
só devem ser usados como reprodutores a partir de um ano de idade
MÉTODOS
DE ACASALAMENTO
- MONTA
A CAMPO: proporção de um macho para cada trinta a trinta e
cinco fêmeas. Não requer mão-de-obra especializada,
não é possível determinar a data de cobertura e parto.
- MONTA
CONTROLADA: um macho pode realizar de três a quatro coberturas diárias.
É necessária a detecção de cio (por observação
ou uso de rufião). Esse método proporciona melhor controle
de coberturas e previsões de partos.
- INSEMINAÇÃO
ARTIFICIAL: provoca rápida melhora genética do plantel, já
que são usados apenas reprodutores testados. Requer mão-de-obra
técnica e especializada.
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Dr.
Renato Faria Sanches
Médico Veterinário
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