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PLANTAS
ORNAMENTAIS TÓXICAS
Renato
Faria Sanches
Médico Veterinário
FATORES
PARA QUE OCORRA A INTOXICAÇÃO:
-
Idade
(filhotes são mais susceptíveis
pela curiosidade)
-
Fastio
-
Mudanças
à sua volta
FONTE
DE PLANTAS TÓXICAS:
PLANTAS DE VASO:
- Dieffenbachia
picta (comigo ninguém pode)
- Monstera
sp (costela de adão, dragão
fedorento, 7 facadas)
- Alocasia
sp (orelha de elefante, orelha de burro, pulmão
de aço)
- Nerium
oleander (espirradeira)
JARDINS
E QUINTAIS:
- Ricinus
comunis (mamona)
- Iris
sp
- Tulipa
sp
- Rhododendron
sp (azaléa)
- Arbus
precatorius (olho de cabra)
- Euphorbia
pulcherrina
- Philodendron
sp (cipó-imbé, barra de macaco,
filodendro)
- Nicotiana
tabacum
- Narcisus
sp
PLANTAS QUE CAUSAM GASTRITE E ESTOMATITE
- Amaryllis
sp
- Rhododendron
sp
- Tulipa
sp
- Narcisus
sp
- Iris
sp
- Euphorbia
pulcherrina (bico de papagaio)
* A azaléa produz uma toxina (antrometotoxina);
uma pequena quantidade é capaz de provocar
a intoxicação que ocorre após
6 horas. Há um aumento de defecação
(não é diarréia), porém
dificilmente causa a morte.
Tratamento:
sintomático + fluidoterapia
PLANTAS
QUE CAUSAM GASTRITE E ENTERITE
- Abrus
precatorius (toxina é a abrina)
- Ricinus
comunis (toxina é a ricina)
*O Abrus precatorius possui a toxina (uma proteína)
mais potente conhecida, onde meia semente é
capaz de matar uma pessoa. Oanimal apresenta diarréia
catarral hemorrágica intensa, ocorrendo óbito
após 24h se não tratado.
Tratamento:
lavagem gástrica + protetor de mucosa
PLANTAS
QUE CAUSAM ESTOMATITE E GLOSSITE
- Dieffenbachia
picta
- Monstera
sp
- Alocasia
sp
- Philodendron
sp
*
a toxina é uma substância semelhante
à uma proteína, que promove liberação
de histamina pelos mastócitos. Pode promover
edema de glote e o animal morrer por asfixia.
Tratamento: anti-histamínico + diurético
PLANTAS QUE ATUAM SOBRE O SNC
De uso lícito:
-
Nicotina tabacum (princípio ativo=
nicotina)
*
age em receptores nicotínicos colinérgicos
(ação semelhante ao curare). Em doses
pequenas, provoca excitação, tremores
musculares e ataxia. Em doses altas provoca depressão.
Tratamento: bloqueador ganglionar do tipo não
despolarizante, que é um antagonista da nicotina
quando o animal está excitado (ex:mecamelamina).
Respiração artificial quando o animal
está na segunda fase ( fase de depressão
). É importante realizar diagnóstico
diferencial com intoxicação por organofosforados,
onde se usa atropina.
De uso ilícito:
- Datura
stramonium (saia branca, trombeta)
Pricípio
ativo: alcalóides tropânicos (escopolamina,
niosciamina, atropina).
Atuam em receptores colinérgicos muscarínicos.
Os sintomas são alucinações,
delírios, secura das secreções,
taquicardia, midríase, pele seca e quente
emeteorismo.
Tratamento: anticolinesterásico, antagonista
colinérgico (neostigmina). Para auxílio
diagnóstico, deve-se coletar urina, instilar
no olho do camundongo e observar midríase.
- Cannabis
sativa (maconha)
Princípio
ativo: THC (tetrahidrocanabiol)
Os sintomas são: animal depressivo e às
vezes agressivo quando estimulado, olhos "vidrados",
perda de noção de ambiente.
Tratamento: estimulante inespecífico de SNC,
pentileno tetrazol(0,25 mg/Kg) + anequetamina (analéptico
respiratório).
PLANTAS DE AÇÃO CARDIOTÓXICA
- Digitalis
purpura (dedaleira)
- Nerium
oleander (espirradeira)
Princípio
tóxico: glicosídeos cardioativos (aumentamos
níveis de digoxina), atuam na bomba de NaK
ATPase.
Os
sintomas são: bradicardia, aumento da força
decontração cardíaca, fibrilação
cardíaca, com os bat. chegando perto de 20/min.,
a morte estápróxima.
Tratamento: antiarrítmico, procainamida (100-500
mg) , cloridrato de potássio (monitorar pelo
ECG).
Renato
Faria Sanches
Médico Veterinário
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