PLANTAS ORNAMENTAIS TÓXICAS
Renato
Faria Sanches
Médico Veterinário
FATORES PARA QUE OCORRA A INTOXICAÇÃO:
TÓXICAS:
PLANTAS DE VASO:
JARDINS E QUINTAIS:
PLANTAS QUE CAUSAM GASTRITE E ESTOMATITE
* A azaléa produz uma toxina (antrometotoxina); uma pequena quantidade
é capaz de provocar a intoxicação que ocorre após
6 horas. Há um aumento de defecação (não é
diarréia), porém dificilmente causa a morte.
Tratamento: sintomático + fluidoterapia
PLANTAS QUE CAUSAM GASTRITE E ENTERITE
*O Abrus precatorius possui a toxina (uma proteína) mais potente conhecida,
onde meia semente é capaz de matar uma pessoa. Oanimal apresenta diarréia
catarral hemorrágica intensa, ocorrendo óbito após 24h
se não tratado.
Tratamento: lavagem gástrica + protetor de mucosa
PLANTAS QUE CAUSAM ESTOMATITE E GLOSSITE
* a toxina
é uma substância semelhante à uma proteína, que promove
liberação de histamina pelos mastócitos. Pode promover
edema de glote e o animal morrer por asfixia.
Tratamento: anti-histamínico + diurético
PLANTAS QUE ATUAM SOBRE O SNC
De uso lícito:
* age
em receptores nicotínicos colinérgicos (ação semelhante
ao curare). Em doses pequenas, provoca excitação, tremores musculares
e ataxia. Em doses altas provoca depressão.
Tratamento: bloqueador ganglionar do tipo não despolarizante, que é
um antagonista da nicotina quando o animal está excitado (ex:mecamelamina).
Respiração artificial quando o animal está na segunda fase
( fase de depressão ). É importante realizar diagnóstico
diferencial com intoxicação por organofosforados, onde se usa
atropina.
De uso ilícito:
Pricípio
ativo: alcalóides tropânicos (escopolamina, niosciamina, atropina).
Atuam em receptores colinérgicos muscarínicos. Os sintomas são
alucinações, delírios, secura das secreções,
taquicardia, midríase, pele seca e quente emeteorismo.
Tratamento: anticolinesterásico, antagonista colinérgico (neostigmina).
Para auxílio diagnóstico, deve-se coletar urina, instilar no olho
do camundongo e observar midríase.
Princípio
ativo: THC (tetrahidrocanabiol)
Os sintomas são: animal depressivo e às vezes agressivo quando
estimulado, olhos "vidrados", perda de noção de ambiente.
Tratamento: estimulante inespecífico de SNC, pentileno tetrazol(0,25
mg/Kg) + anequetamina (analéptico respiratório).
PLANTAS DE AÇÃO CARDIOTÓXICA
Princípio tóxico: glicosídeos cardioativos (aumentamos níveis de digoxina), atuam na bomba de NaK ATPase.
Os sintomas
são: bradicardia, aumento da força decontração cardíaca,
fibrilação cardíaca, com os bat. chegando perto de 20/min.,
a morte estápróxima.
Tratamento: antiarrítmico, procainamida (100-500 mg) , cloridrato de
potássio (monitorar pelo ECG).
Renato
Faria Sanches
Médico Veterinário
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