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EQUITAÇÃO TERAPÊUTICA
Uma nova forma de tratamento

Ninguém pode negar que estar em fazendas e montar cavalos são bons para a saúde e bem-estar de qualquer pessoa. Muitas histórias, estudos de casos e projetos de pesquisas têm validado que a equitação é uma forma efetiva de tratamento para muitas disfunções físicas e cognitivas.

Milagres têm acontecido! Pessoas têm abandonado suas cadeiras de rodas. Equitadores portadores de deficiências físicas ou mentais têm triunfado em Olimpíadas Especiais. Todas estas experiências vêm promovendo e fortalecendo a teoria de que a arte de equitar e o convívio com cavalos é maravilhoso, divertido e produtivo tanto para crianças quanto para adultos. Equitação Terapêutica, Terapia por meio do cavalo, Equoterapia, Equitação para pessoas portadoras de deficiências, Hipoterapia, todos querem designar o mesmo método científico, que utiliza o cavalo como instrumento terapêutico para fins de saúde, educação e lazer.

Historicamente, os benefícios da Equitação Terapêutica são vistos desde 460 AC. Sendo altamente difundido na Europa, desde 1960, esta forma de atividade terapêutica tomou forma nos Estados Unidos através da estruturação dos centros da NARHA (North American Riding for the Handicapped Association), e mais recentemente com a formação da AHA (American Hippotherapy Association). No Brasil, esta atividade teve seu início na década de 70, onde os primeiros trabalhos foram realizados na Granja do Torto, em Brasília.

Atualmente, é nesta que se encontra a sede da Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-BRASIL). Em todo país, existem mais de 50 centros, sendo o Centro de Equitação Terapêutica da Escola de Equitação do Exército (CETA) um dos pioneiros. O trabalho que a equipe vem desenvolvendo neste centro, desde 1991, é levado a efeito pela Drª Tânia Frazão que é fisioterapeuta e professora da UFRJ, UCB e da UGF, sendo que, nesta última, é titular da disciplina de Hipoterapia, desde 1995. Além de atender uma demanda grande de pacientes, promovem cursos para profissionais das áreas de saúde e de educação, com intuito de expandir a formação de recursos humanos para a aplicação desta técnica.

A AETERJ (Associação de Equitação Terapêutica do Estado do Rio de Janeiro), recentemente criada, tem como finalidade primeira: "contribuir para a educação, reeducação e reabilitação de pessoas portadoras de necessidades especiais, mediante a prática da equitação terapêutica" - seu objetivo principal.

A equitação terapêutica utiliza atividades no cavalo que são úteis para o cliente. Em um ambiente natural, informações sensoriais são enviadas ao participante em busca de respostas adaptativas apropriadas. O objetivo não é ensinar técnicas de equitação específicas e sim estabelecer melhores funções neurológicas e melhor processamento sensorial. Assim, os participantes percebem suas potencialidades, minimizam suas deficiências, e tem como proposta uma vida melhor, mais feliz e com maior integração social.

A utilização do cavalo como instrumento terapêutico nos proporciona um movimento que é tridimensional, variável, rítmico e repetitivo. O movimento resultante no cliente se assemelha aos movimentos da pelve durante a marcha.

A variedade de movimentos disponíveis pelo cavalo favorece o terapeuta a graduar a quantidade de informações sensoriais a serem enviadas ao cliente, associadamente a outras técnicas terapêuticas para chegar a um objetivo comum. A resposta do cliente é entusiasmada para esta forma de aprendizado em um ambiente natural.

Os clientes que podem se beneficiar da hipoterapia são portadores das seguintes patologias:

  • Paralisia Cerebral
  • Síndrome de Down
  • Esclerose Múltipla
  • Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor
  • Traumatismos Crânio-encefálicos
  • Acidentes Vasculares Cerebrais
  • Autismo
  • Dificuldades em Aprendizagem e Fala
  • Dificuldades de Atenção
  • Espinha Bífida
  • Distúrbios visuais e/ou auditivos
  • Distrofias musculares
  • Retardo Mental
  • Desordens Emocionais
  • Amputações
Dentre os principais BENEFÍCIOS físicos, mentais, sociais e emocionais observados em crianças submetidas à Equitação Terapêuticas que se destacam são: O cavalo proporciona ao corpo movimentos rítmicos e naturais, de uma forma semelhante a marcha humana, melhorando o equilíbrio, a postura, o controle motor, a mobilidade e as atividades funcionais.

A equitação terapêutica melhora a concentração, o processamento dos pensamentos, a habilidade para articular as emoções e orientação espacial. Proporciona a relação amigável dos participantes com o cavalo, com o instrutor, e voluntários, desenvolvendo a confiança. É eficaz no controle das emoções e reforça comportamentos adequados. O contato com o cavalo e treinamento proporciona um meio não-competitivo de aprendizagem. Novas habilidades, auto-disciplina e melhora da concentração constrói auto-confiança.

Através da Equitação obtêm-se uma imagem pessoal positiva. Geralmente, as pessoas portadoras de deficiência experimentam independência pela primeira vez em suas vidas. Eles também desenvolvem o sentido de equipe, a auto-estima e a arte de equitar. A hipoterapia necessita de uma equipe composta por cliente, cavalo, guias de cavalo, terapeutas, instrutor de equitação e cuidados especiais.

  • O papel do Terapeuta é o de avaliar, indicar, contra-indicar e reavaliar, além de promover a terapia para o cliente, em cima e fora do cavalo.
  • O papel do Instrutor de Equitação é o de escolher o cavalo que proporcione o movimento ideal para alcançar os objetivos terapêuticos. Ele também escolhe o equipamento adequado, realiza o treinamento, orienta o encilhamento e supervisiona a atividade do cavalo durante a terapia.
  • Os guias tem a função de preparar o cavalo para terapia e servir para conduzi-lo durante esta.
  • Equipe de apoio constituída de tratadores, serviço de veterinária e ferradores.

A total integração e treinamento da equipe é fundamental para o sucesso da terapia. O nosso objetivo maior é a segurança, progresso e bem estar do cliente acima de tudo. Ciente da importância do emprego das técnicas terapêuticas e educativas e da carência de recursos de grande parcela da população, a AETERJ foi concebida como uma "sociedade civil, de caráter filantrópico, terapêutico, educativo, cultural, desportivo e assistencial, sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado" e que buscará atender, também, na prática da equitação terapêutica, as camadas sociais menos favorecidas.

Os Centros de Equitação Terapêutica vinculados a AETERJ são:

CENTRO HÍPICO DO EXÉRCITO ® São Cristovão, Rio de Janeiro
ESCOLA DE EQUITAÇÃO DO EXÉRCITO ® Vila Militar, Deodoro, R.J.
ITANHANGÁ ® Barra da Tijuca, Rio deJaneiro
FORTE RIO BRANCO ® Jurujuba, Niterói
CENTRO EQUESTRE- - VETCHECK ® Areal (Região Serrana), R.J.
ARARUAMA ® Região dos Lagos

"Apesar dos cavalos serem maiores que as crianças o respeito acontece naturalmente. E através do aprendizado, diversão, relaxamento, prazer, renovação, amizade observa-se a reconecção destas pessoas na magia do espírito humano. A vida muda para melhor! O nosso mundo se torna um lugar melhor, graças ao amor e reabilitação através do cavalo..."

Cristiane Alvarenga Silveira
e Tãnia Del Duca Frazão
(Fisioterapeutas)

 

(Fonte: http://www.narha.org - 1998).

Maiores Informações:
Paula S. de C. Chagas (Fisioterapeuta): (024) 243-2998
® MOBI (021) 508-1001 cód.2108558
E-mail: adpaju@compuland.com.br

Cristiane Alvarenga Silveira (Fisioterapeuta): (021) 710-1251
® TRIM: (021) 460-1010 cód. 6461800
E-mail: ly@nitnet.com.br

Tãnia Del Duca Frazão (Fisioterapeuta): (021) 457-4791
® CEL: (021) 9973-4819
E-mail: taniafrazao@hotmail.com.br

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