A Zoologia, conforme esta implícito em seu próprio
nome, é a ciência que estuda os animais, pois
conforme seus étimos: ZOON significa ANIMAL
e LOGOS significa discurso.
A
vastidão e a complexidade do seu estudo, visto que
o animal pode ser encarado sob diferentes aspectos, justifica
a divisão da Zoologia em diversas outras ciências.
O
homem a fim de poder sistematizar qualquer estudo, primeiro
tem necessidade de ordenar seus conhecimentos, agrupando o
que já for conhecido por suas semelhanças, e
a medida que novos conhecimentos são obtidos pela pesquisa
vai incorporando-os àqueles conhecimentos anteriores
segundo suas particularidades conhecidas, e com isso tendo
idéia de conjunto sobre o universo que o rodeia.
A
MORFOLOGIA ZOOLÓGICA estuda os animais sob o ponto
de vista estático, tratando de sua forma física
e sua estrutura . Pode ser dividida em outras ciências,
como a Anatomia que estuda sua estrutura grosseira, a Histologia
que estuda os tecidos que dão forma a essa anatomia
e a Citologia que estuda em particular as células constituintes
dos tecidos e suas inter-relações.
A
FISIOLOGIA ZOOLÓGICA estuda os animais sob o ponto
de vista dinâmico ou das suas atividades funcionais.
Ao contrário da Morfologia, o estudo das atividades
orgânicas não podem ser encaradas de forma fragmentária
ou independente para cada parte do organismo, já que
existe uma inter-relação harmônica entre
as diferentes funções do organismo vivo, e a
fisiologia necessita para ser compreendida de ser estudada
no contexto dessas inter-relações.
A
SISTEMÁTICA OU TAXIONOMIA ZOOLÓGICA estuda
e ordena a unidade zoológica, grupando-as segundo suas
afinidades recíprocas e as diferenças da sua
organização. O cálculo das espécies
já descritas apenas no reino animal vai além
de um milhão, acreditando-se não ser inferior
a 3 milhões as espécies de animais hoje existentes
na Terra.
A
EMBRIOLOGIA estuda as transformações por
que passa o organismo do animal desde a formação
do ovo até seu definitivo desenvolvimento.
A
GENÉTICA ZOOLÓGICA estuda a herança
e a variação das espécies animais. Trata
da semelhança e das diferenças entre os ascendentes
e os descendentes e das causas que as determinam.
A
PALEOZOOLOGIA estuda os animais que deixaram de existir
e que se conservam sob a forma de fósseis através
de milhões de anos nas camadas do substrato geológico.
É uma zoologia especializada por tratar apenas dos
animais extintos.
A
ECOLOGIA ZOOLÓGICA estuda as relações
entre os organismos animais e o meio, assim como as relações
dos seres vivos com outros seres vivos da mesma espécie
ou de espécies diferentes. Foi empregado pela primeira
vez por Haeckel em 1869, sendo hoje ciência em franca
evolução. À relação entre
os seres vivos, alguns biologistas dão o nome de ETOLOGIA.
ZOOGEOGRAFIA,
também chamada COROLOGIA OU GEONEMIA, é ciência
que estuda a distribuição geográfica
dos animais na superfície da terra.
Muitas
outras novas ciências vem sendo criadas, pormenorizando
ainda mais o estudo de per si de cada faceta do organismo
vivo animal.
NOÇÕES
SUMÁRIAS DE SERIAÇÃO ANIMAL
Para
melhor compreensão de cada faceta do organismo animal
e de suas inter-relações recíprocas,
foram criadas regras de hierarquia, daí nascendo a
ciência que tem por nome TAXIONOMIA OU SISTEMÁTICA,
que conforme já assinalei tem por escopo o estudo da
classificação dos seres vivos, sendo no caso
dos animais denominada de SISTEMÁTICA OU TAXIONOMIA
ZOOLÓGICA.
Em
Botânica também são seguidas as mesmas
regras de classificação, assim como em Mineralogia,
sendo que em todas essas ciências, a ESPÉCIE
constitui o grupamento alimentar, a base de toda a classificação.
A
ESPÉCIE ANIMAL é a reunião de indivíduos
que possuem características semelhantes e que ao reproduzirem-se
transmitem a sua descendência esses mesmos caracteres,
dando origem assim a novos indivíduos igualmente semelhantes.
A
espécie distingue-se pelos seus caracteres próprios,
porém podem possuir um certo número de caracteres
comuns com outros organismos que lhes são vizinhos.
A reunião dessas espécies chama-se de GÊNERO.
Muitos Gêneros, além dos caracteres que lhes
são peculiares, apresentam, em comum com outros gêneros,
certo número de caracteres também semelhantes,
e a reunião desses grupos todos constituindo um conjunto
mais vasto vêm se constituir no que se denomina uma
FAMÍLIA. No caso da existência de famílias
também com certo número de características
comuns com outras famílias, sua reunião vai
se constituir numa ORDEM. As diversas ORDENS do mesmo modo
podem reunir-se formando uma CLASSE, estas CLASSES um RAMO,
e a reunião dos diversos RAMOS um FILO (PHILO). A reunião
de todos os FILOS vem então constituir o REINO ANIMAL,
que os zoologistas por sua vez subdividem em dois SUB-REINOS:
PROTOZOA, os animais formados por um só elemento anatômica,
ou célula, e o SUB-REINO: METAZOA, cujos elementos
são compostos por grande número de células
constitutivas de seus diferentes tecidos.
NOMENCLATURA
BINÁRIA
Foram
instituídas pelos cientistas estudiosos tanto do Reino
Animal quanto do Reino Vegetal, certas regras seguidas por
todos os países, indiferentemente de sua própria
língua, com a finalidade de tornar esses estudos compreendidos
por todos independentemente de suas origens pátrias.
O
naturalista LINNEU, um dos primeiros estudiosos dos seres
vivos , criou e é aceita a chamada NOMENCLATURA BINÁRIA.
Nessa nomenclatura, o primeiro nome, representado por um substantivo,
pertence ao GÊNERO, e o segundo nome é o da ESPÉCIE,
expresso sempre por um adjetivo, que o distingue das outras
espécies do mesmo gênero. Esses nomes sempre
escritos em LATIM, ou LATINIZADOS.
Assim, segundo essas regras e como exemplo o CÃO DOMÉSTICO,
pertencente a Classe MAMMALIA, Ordem CARNÍVORA, família
CANIDAE, tem seu nome científico assim:
"
Canis familiaris "
A
palavra Canis designa o seu GÊNERO, e familiaris designa
sua espécie, distinguindo-a das várias outras
espécies do mesmo GÊNERO, como "Canis vulpis",
"Canis aureus", "Canis jubatus", "Canis
lupus", e outros.
Devido
a revisão periodicamente feita pelos especialistas
em cada grupo zoológico, verifica-se muitas vezes que
espécies conhecidas por determinadas designações
científicas haviam sido anteriormente já descritas
por outros nomes, e assim são tais nomes modificados,
prevalecendo sempre o chamado PRINCÍPIO DA PRIORIDADE
(Artigo 25 das Regras Internacionais de Nomenclatura Zoológica).
Segundo
o artigo citado, o nome utilizado por quem primeiro descreveu
a espécie que está sendo revista, é a
que deve prevalecer, desde que tal descrição
primeira tenha sido publicada e acompanhada por uma indicação
ou descrição e que seu autor tenha aplicado
os princípios dessa Nomenclatura Binária. Nesses
casos, então que a designação científica
foi ignorada ou esquecida torna-se então o novo nome
válido, e o nome corrente nos melhores compêndios
e tratados de Zoologia deixa de prevalecer, devendo ser substituído
pela designação antiquada, que havia sido descrita
anteriormente.
NOME
DE FAMÍLIA E SUBFAMÍLIA.
O
nome de FAMÍLIA deriva do radical do nome do seu GÊNERO
tipo a que se acrescenta a terminação IDAE,
e o da SUBFAMÍLIA, acrescenta-se a terminação
INAE.
DESIGNAÇÃO
DOS GRUPOS SUPERIORES
Não
apenas os nomes de espécies, dos gêneros e das
famílias devem ser escritos em Latim, mas também
os nomes da ORDENS, CLASSES, RAMOS OU FILOS. Deve-se dizer
então FILO OU PHILUM VERTEBRATA , CLASSE MAMMALIA,
ORDEM CARNÍVORA, FAMÍLIA CANIDAE.
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