Como
criar répteis
Dr.
Carlos Eduardo S. Goulart
Introdução:
Os
Répteis sempre fascinaram (e também "aterrorizaram")
os homens desde o início de nossa História.
Existem lendas e relatos sobre a inter-relação
do homem com o réptil que datam de dezenas de séculos;
para exemplificarmos basta lembrar das estórias
contidas na Bíblia (a serpente que ofertou o fruto
proibido para Adão e Eva), A serpente que matou
Cleopatra a rainha do Egito, Existiam também os
"Dragões" na Idade Média , etc..
Tais Histórias que na maioria das vezes , na cultura
ocidental (principalmente na cultura cristã), transformam
injustamente os répteis em seres maléficos
e por isto, até hoje os répteis são
tidos como animais repugnantes.
Por
outro lado, ou melhor dizendo, do outro lado, na cultura
oriental as coisas são bastante diferentes. Na
cultura Chinesa por exemplo o Dragão é tido
como um símbolo de sabedoria e a serpente, como
emissário de prosperidade e guardiã das
riquezas.
Notam-se
então relatos dos primeiros Herpetocultores da
história: Os encantadores de serpentes, os sacerdotes
e os curandeiros que cultivavam estes répteis para
fins cerimoniais ou "farmacêuticos".
No
mundo moderno, a criação de répteis
como "Hobby" é uma prática relativamente
recente , mas vem crescendo de maneira vertiginosa, já
sendo considerada hoje a 30 maior industria "PET"
nos E.U.A. e na Europa, perdendo somente para os gatos
e cães , tendo superado em muito as aves ornamentais
e a aquariofilía, entre outros.
No
Brasil, apesar de muito recente, o mercado "Herpe"
vem seguindo esta tendência e cresce muito rapidamente.
Os
répteis porém, exigem cuidados bastante
distintos daqueles exigidos pelos demais animais domésticos
e por isto é fundamental conhecermos a biologia
de cada espécie que se pretende criar.
os
Répteis e os Homens:
A
atual inter-relação entre os répteis
e os homens nos traz questões de relevância:
São os répteis bons animais domésticos?
Os répteis podem ser perigosos para os seres humanos
transmitindo doenças?
Quanto
à primeira pergunta, a resposta depende do conceito
que se pretende adotar como animal doméstico. Nunca
espere que a sua Iguana ou a sua Python venha correndo
fazer festinha e abanando o rabo assim que você
chega em casa do serviço, mas saiba que elas vão
lhe reconhecer e ficarão satisfeitas em receber
um afago!
Existem outras espécies que serão apreciadas
em belos terrários sem que se tenha contato físico
mais "íntimo", assim como peixes ornamentais.
O
fato é que nos dias atuais, com este corre-corre
em que vivemos, muitos de nós não dispõem
de tempo para passear com um cão, limpar suas fezes,
escovar seus pelos, enfim, dar toda a atenção
que este animal solicita. Neste aspecto os répteis
são indiscutivelmente mais práticos.
Quanto
à Segunda pergunta, que já não escutou
as avós dizendo, "meu filho, não encoste
na lagartixa porque ela transmite cobreiro!" Puro
folclore. É obvio que répteis podem sim
transmitir doenças aos seres humanos mas se compararmos
com os outros animais domésticos os répteis
são de longe os mais seguros animais domésticos
que existem. Devido à grande distancia evolutiva
que nos separa , as doenças que acometem um praticamente
não acomete o outro (salvo algumas raras exceções
que falaremos mais tarde.). Portanto do ponto de vista
zoonótico, os répteis são considerados
muito seguros.
CONSIDERAÇÕES SOBRE
A ESCOLHA DE UM RÉPTIL COMO ANIMAL DE ESTIMAÇÃO:
Os
répteis em cativeiro:
1
- TEMPERATURA:
2
- UMIDADE
3
- NUTRIÇÃO:
4
- ILUMINAÇÃO:
5
- ALOCAÇÃO ADEQUADA:
1.
Das dimensões do recinto.
2.
Da Ventilação do recinto.
3.
Do Material de confecção dos recintos.
4.
Dos tipos de substratos que se pretende utilizar para
decoração e composição do
recinto.
6
-A Higienização do revisto e seus Fomites.
A
aquisição de um réptil:
A
prática, em síntese.
É muito comum uma pessoa se dirigir a uma loja de animais,
se encantar com um lindo filhote de Iguana medindo cerca
de 40 cm de comprimento total, comprar junto com ela,
um aquário de 60 cm, uma vasilhinha de água
e comida mais todos os utensílios para aquele bichinho.
Daí a 6 meses a um ano , aquele "bichinho"
já não entra mais dentro do aquário
pois já quadruplicou de tamanho, aquela vasilhinha
de comida já é do tamanho da boca do bicho
e para piorar, agora você já sabe que aquela
"lagartixinha" vai virar um "Dragãozinho"
de mais de 2 metros e vai precisar de espaço, muito
espaço. O que fazer?
Portanto
antes de adquirir um réptil se deve pensar no espaço
disponível, no tempo disponível para trata-los,
na sua real disposição e gosto pela criatura
e aí então faça um planejamento:
Estude a biologia básica da espécie que
se pretende criar, monte a estrutura e por fim, compre
o animal!
Um
ponto muito importante deve ser observado: Quando você
intencionar em ter um réptil, não pense
em mante-lo somente. Seria muito importante e interessante
se todo criador almejasse a reprodução em
cativeiro daquelas espécies criadas por ele. É
uma maneira de se preservar e perpetuar tais espécies
,promovendo a troca e /ou venda e compra de exemplares
nascidos em cativeiro, evitando assim a captura destes
animais na natureza, além de tornar este Hobby
muito mais fascinante!
Os
répteis em cativeiro:
Apesar
da grande variedade de espécies habitando uma grande
variedade de biótopos, que vão desde os
oceanos até o mais extremo deserto, existem fatores
básicos que devem ser observados ao se manter um
réptil em cativeiro.
São
seis estes fatores, que são fundamentais para a
manutenção de um réptil em cativeiro.
1.
Temperatura.
2. Umidade.
3. Nutrição.
4. Iluminação.
5. Alocação adequada.
6. Higiene.
1
- TEMPERATURA:
Répteis
em geral são animais pecilotérmicos, ou
seja: São animais que não tem a capacidade
de controlar adequadamente a própria temperatura
corpórea, portanto seus corpos possuem a temperatura
próxima à do ambiente.
A
temperatura adequada é muito importante pois sabemos
que os organismos vivos possuem enzimas que não
trabalham adequadamente fora de uma estreita faixa de
temperatura, sendo assim temperaturas acima ou abaixo
de uma determinada faixa podem efetivamente determinar
a morte destes animais.
De
uma forma geral, a temperatura de terrários deve
se situar entre 25º a 30º Celcius, mas podem
existir variações.
2
- UMIDADE
As
necessidades Hídricas dos répteis dependem
do Biótopo de origem de cada espécie em
questão e por conseqüência, a sua resistência
à desidratação.
O
fator Umidade é de suma importância em países
de clima temperado onde o inverno muito rigoroso pode
levar ao congelamento da umidade do e/ou obrigar ao herpetocultor
a instalar seus terrários em ambientes com calefação,
onde o ambiente pode se tornar mais seco que muitas regiões
desérticas.
Para
nós que habitamos uma região tropical, a
umidade raramente é problema. Somente no final
da estação das secas é que podemos
verificar índices abaixo de 15% de umidade relativa
do ar.
De
um modo genérico, a umidade relativa do ar deve
se situar entre 30 e 50 %. Estes índices podem
sofrer grandes variações em função
Da espécie envolvida . Mas o importante é
ter consciência de que ambientes muito secos (20%
ou menos) podem levar à desidratação
excessiva e ambientes muito úmidos podem favorecer
o surgimento de fungos e bactérias no terrário,
o que pode levar ao surgimento de doenças nos animais.
3
- NUTRIÇÃO:
Este
é um item especialmente importante! A alimentação
adequada é uma condição essencial
parra a boa saúde de nosso hospede.
Cada
espécie de réptil pode Ter um requisito
nutricional diferente e até mesmo dentro da mesma
espécie podem haver requisitos nutricionais diferentes
em função da idade, ou época do ano.
Portanto,
há que se estudar também sobre os hábitos
alimentares da espécie que se pretende criar.
Existem
espécies exclusivamente carnívoras, outras
insetívoras, vegetarianas ou mesmo onívoras.
Existem também espécies cujos Hábitos
alimentares são bastante especializados como por
exemplo, as serpentes ofidófagas (que comem essencialmente
outras serpentes).
Existem
erros que são cometidos muito comumente devido
à falta de informação sobre tais
necessidades nutricionais. Uma espécie carnívora
por exemplo, quando abate a sua presa a come por inteiro,
comendo as vísceras que muitas vezes contêm
matéria vegetal ingerida pela presa, ingere seus
ossos obtendo assim sais minerais , sua pele onde geralmente
se armazena gordura , etc.. Ou seja , um animal carnívoro
não é aquele que come somente "carne".
Da
mesma forma não se deve alimentar um camaleão
Que é um insetívoro, somente com Tenébra
pois só com este inseto nos não iremos fornecer
ao camaleão todos os nutrientes de que ele necessita
, sendo necessário variar o tipo de inseto ofertado.
Portanto,
além de se conhecer as necessidades nutricionais
da espécie que se pretende criar deve-se conhecer
o valor nutricional dos alimentos ofertados.
4
- ILUMINAÇÃO:
A
luz desempenha um papel fundamental na vida de todos os
seres vivos desde a fotossíntese ate processos
mais complexos. O ciclo de luz age sobre as glândulas
hormonais desencadeando o processo reprodutivo; Age como
degermante ajudando a controlar a sanidade de nossos terrários;
etc.
Na
natureza os animais se expõem ao sol, o qual lhes
proporciona calor e radiações. A luz solar
direta, Não filtrada por vidros proporciona radiações
ultravioleta (com comprimento de onda entre 290 a 400
nm ), Radiações de luz visível (de
400 a 750 nm) e radiações infravermelhas
(acima de 750 nm). E todos os espectros de luz tem importâncias
distintas aos animais.
A
radiação Ultravioleta ( U.V.) por exemplo,
é de suma importância, principalmente para
os herbívoros, pois transforma a provitamina D2
(ergocalciferol) encontra nas plantas, em sua forma ativa
para o metabolismo animal, a vitamina D3 (colecalciferol),
que por sua vez é fundamental para o metabolismo
do cálcio no organismo e por conseqüência,
pela boa formação dos ossos.
Mas
temos que lembrar que o excesso também pode fazer
mal. Não podemos nos esquecer de providenciar um
abrigo aos animais para que eles possam evitar o as luz
sempre que desejarem.
Devemos
também respeitar o fotoperíodo, ou seja,
precisamos ter dia e noite distintos e com as horas de
iluminação em função da época
do ano (Mais horas de luz no verão e menos no inverno).
Esta observação é fundamental para
o sucesso da reprodução em cativeiro.
5
- ALOCAÇÃO ADEQUADA:
O
espaço onde iremos alocar nossos répteis
é denominado de recinto. Tais recintos merecem
consideração especial pois devem fornecer
ao seus habitantes, condições necessárias
de conforto e subsistência. Mas para tanto, mais
uma vez, é fundamental que conheçamos a
biologia da espécie envolvida.
Os
recintos podem ser classificados como: Recintos fechados
ou de interior que são os terrários propriamente
ditos. São aqueles que nos possibilitam um adequado
controle das variáveis que incidem sobre o recinto
tais como temperatura, umidade etc.; E os Recintos abertos
ou de exterior onde os animais podem estar sujeitos aos
intempéries do clima.
1.
Das dimensões do recinto.
As dimensões do terrário devem variar em
função da atividade do animal. Quanto mais
ativo, maior a necessidade de espaço. A relação
Altura x Largura x Comprimento também varia em
função dos hábitos da espécie,
por exemplo : espécies trepadoras ou arborícolas,
necessitam de terrários mais altos que compridos,
onde poderemos colocar galhos para que estes possam escalar.
2.
Da Ventilação do recinto.
A ventilação do recinto deve ser controlada
a fim de se providenciar a boa circulação
de ar pelo ambiente retirando-se os gases tóxicos
ou indesejáveis provenientes do metabolismo dos
animais e também funcionando como fator anti-estressante
através do fornecimento de ar fresco, porém
há que se ter cuidados com o excesso de corrente
de ar a fim de se evitar a perda de calor excessiva, a
desidratação e o desconforto dos animais.
3.
Do Material de confecção dos recintos.
O material com que se vai confeccionar o recinto, deve
ser de fácil higienização. Neste
item podemos nos estender por muito tempo acerca do melhor
material para tal confecção (vidro ,plásticos,
Fibra de vidro, Madeira impermeabilizada, telas plásticas
ou metálicas, alvenaria , etc.) todos os materiais
apresentam prós e contras, e a sua escolha vai
variar em função de diversos fatores como
por exemplo, a biologia do animal, no espaço em
que se pretende alocar os animais , no objetivo do recinto
( Exposição? Reprodução? Quarentena?
Etc.) , nas condições climáticas
e ambientais, na disponibilidade de aquisição
destes materiais, no capital que se tem disponível
para este fim, etc. Temas estes que serão debatidos
durante o curso.
4.
Dos tipos de substratos que se pretende utilizar para
decoração e composição do
recinto.
O tipo de substrato de fundo que se vai colocar para ambientar
o recinto deve levar em conta a biologia do animal. Por
exemplo : Se o animal come geralmente no chão ,
não devemos colocar areia ou serragem no fundo
do recinto pois estes substratos poderão ser ingeridos
junto da comida ocasionando estomatites, gastrites entre
outros problemas. Devemos atentar para que o substrato
de fundo não tenha ponta perfurante ou superfície
cortante e também que seja de fácil higienização
e que não retenha umidade excessiva.
Não
podemos nos esquecer de providenciarmos um abrigo ou refúgio
onde o animal possa se sentir seguro.
Devemos
ter cuidado especial ao escolhermos os galhos que irão
ornamentar o recinto, evitando galhos verdes ou que detenham
resina em suas cascas. Devemos também analisar
a viabilidade de termos ou não , plantas vivas
no recinto e se optarmos por tê-las, selecionarmos
com critério as espécies que devemos utilizar,
em função dos hábitos da espécie
que ira povoar o recinto. Hoje em dia existem plantas
de plástico muito bem feitas, atóxicas e
que se prestam muito bem para esta ornamentação.
6
-A HIGIENIZAÇÃO DO RECINTO E SEUS FOMITES.
A
higiene adequada é um ponto óbvio em qualquer
criação, pois como sabemos a falta de higiene
predispõe qualquer organismo a diversas moléstias.
Porém
os excessos e a falta de conhecimento acerca dos produtos
e de técnicas corretas de higienização
também podem ser prejudiciais. Há que se
Ter cuidado com o uso dos desinfetantes, resíduos
de produtos de limpeza, etc. pois podem provocar irritações
,intoxicações e levar o animal à
morte. Portanto, após lavar e desinfetar um recinto
e seus fomites, procure enxaguar exaustivamente bem tudo,
para evitar a deposição de resíduos.
O
melhor meio de desinfecção dos fomites do
recinto é o calor. Mas tal meio só se aplica
obviamente ao cascalho, pedras, vasos de cerâmica,
enfim, fomites que suportem o calor de um forno.
Os
fomites que não podem com o calor, após
serem lavados, podem ser desinfetados em solução
de Hipoclorito de Sódio ou Iodo-Povidine, devendo
permanecer de molho nesta solução por um
tempo pré- determinado e depois exaustivamente
bem enxaguados e postos para secar bem antes de serem
dispostos no recinto.
A
AQUISIÇÃO DE UM RÉPTIL:
Quando
se pretende comprar um réptil, é muito importante
observar alguns cuidados básicos:
1-
Procurar obter do comerciante, o máximo de informação
sobre o animal: Qual a sua procedência? Nascido
em cativeiro ou capturado? Está se alimentando
com o que? Já foi vermifugado? Quando? Com qual
produto? Quanto tempo está na loja? O comerciante
garante a saúde do animal?
2- Procurar do animal o máximo de informações;
Observar o seu estado geral, está gordo ou magro?
; Está com cor brilhante e viva ou esmaecida ?
; A sua comida está mexida ? ; Apresenta vestígios
de comida nas bordas da boca? O animal está atento
ao ambiente que o cerca e reage ao ser estimulado ou está
"muito manso" e Não rege atentamente
ao ambiente à sua volta? Sua pele está elástica
e solta ou faz rugas e pregas ? Sua boca por dentro está
rosada ou pálida ? entre outras observações
que se pode fazer.
3- Quando você levar o animal para casa, o recinto
dele já deve estar previamente montado e lembre-se,
nunca misture um novo exemplar a outros animais ! É
fundamental um período de quarentena ! Procure
também levar o animal a uma consulta de um Veterinário
especializado para que se possa conferir a saúde
do novo hóspede, além de se providenciar
uma correta vermifugação e para medica-lo
se necessário for.
A
PRÁTICA, EM SÍNTEZE:
Na
maior parte das vezes o melhor seria a confecção
dos terrários em vidro ou material plástico
atóxico (no mercado norte-americano, existem recintos
fabricados especialmente para cada tipo réptil
mais comumente criados) podendo-se utilizar viveiros de
tela metálica para determinadas espécies
de grandes lagartos como por exemplo, as Iguanas.
Dentro
deste terrário devemos dispor de uma banheira de
água de tamanho suficiente para que o animal possa
entrar por inteiro nela. O substrato de fundo pode variar
em função da espécie alocada, podendo
ser um simples jornal ou papel toalha( preferível
), cascalho de seixos rolados e/ou musgos , mas devemos
evitar serragem ou casca de arroz pois predispõem
a formação de bolores e podem ser ingeridos
junto com o alimento , podendo provocar severas estomatites
devido às farpas ou outras patologias que podem
levar inclusive à morte .
Como
abrigo, podemos utilizar um vaso de cerâmica emborcado
onde faremos uma abertura na lateral. Não podemos
esquecer que se utilizarmos cascalho como substrato de
fundo, devemos providenciar uma "cama" para
nosso hospede pois a pedra é um bom condutor de
calor e rouba o calor corporal do animal. Para este fim
podemos utilizar por exemplo um "mouse-pad"
por baixo do vaso de abrigo, para que então o animal
durma por cima deste que isolará seu corpo do frio
das pedras que compõem o cascalho.
A
iluminação deve ser feita com lâmpadas
fluorescentes. (por não gerarem muito calor) próprias
para répteis (pois emitem adequadas concentrações
de radiação UV e IV ).
O
aquecimento do ambiente pode ser feito com cerâmicas
de aquecimento. Instaladas em spots com braços
articulados, instalados fora do recinto a uma distancia
mínima de 30cm do terrário e direcionada
para um dos cantos deste terrário a fim de criarmos
um gradiente de temperatura. Podemos ter também
, opções como pedras aquecidas, lâmpadas
infravermelhas ,etc. que apresentam prós e contras
que serão debatidos durante o curso.
Devemos
lembrar de posicionarmos corretamente o termômetro
a fim de mensurarmos a temperatura da região do
terrário onde o animal mais freqüenta. Uma
boa opção é a instalação
de sensores termostáticos a fim de se prevenir
o superaquecimento.
A
umidade geralmente é mantida em níveis satisfatórios
se o terrário possui uma grande banheira. Para
terrários mais ornamentais existem nebulizadores
ultra-sônicos que produzem um efeito de névoa
muito bonito. Podemos também utilizarmos o bom
e velho pulverizador de plantas para borrifarmos um pouco
de água nos terrários quando for necessário.
Agora,
antes de mais nada, existem duas coisas que devem ser
tidas como fundamentais para o sucesso de todo o herpetocultor;
O estudo da biologia dos répteis e o bom senso!
portanto tenha bom senso e estude!
Dr. Carlos Eduardo S. Goulart
Médico Veterinário ,CRMV-4862