Ansiedade
de separação é o conjunto de comportamentos
exibidos por cães quando são deixados sós,
sendo um dos problemas comportamentais mais comuns em
cães. Os proprietários freqüentemente
referem-se a estes animais como "rancorosos",
"chateados", "raivosos", que agem
com "despeito", "má vontade",
mas este tipo de explicação não tem
nenhuma base etológica. Como conseqüência,
acabam punindo seus animais de modo incorreto e contribuindo
para a manutenção ou aumento da freqüência
do comportamento. O mais correto seria descrever este
tipo de comportamento perturbado como resultado de uma
resposta ao estresse pela separação da pessoa
ou pessoas com quem o animal está ligado ou apegado.
O
comportamento de apego é essencial para a sobrevivência
de animais sociais. É um mecanismo de coalizão
social. A partir do nascimento o filhote forma ligações
com a mãe e com os irmãos da ninhada. Posteriormente,
com o início do período de sociabilização
(2 a 4 meses de idade), o filhote irá se ligar
a seus irmãos e a outros cães adultos. Com
o cão isto pode incluir outras espécies
com que tiver contato neste período. O período
de sociabilização determina o tipo de relação
social que um animal estabelecerá, bem como os
processos de comunicação, coordenação,
hierarquia e o tipo de relação que terá
com seu proprietário. A ligação implica
numa relação de confiança e é
o fundamento do laço entre o proprietário
e o animal de estimação. Porém, quando
um cão fica dependente demais de seu proprietário
poderá desenvolver alterações comportamentais
associadas a separação.
Poderão
ser observados: defecação e micção
em localizações impróprias, comportamentos
destrutivos ( escavar, arranhar, morder objetos pessoais,
móveis, paredes, portas e janelas), vocalizações
excessivas (latidos, uivos e choramingos), depressão,
anorexia e adipsia e hiperatividade. Porém é
preciso deixar claro que, somente o levantamento do histórico
comportamental e do contexto em que estes comportamentos
ocorrem podem determinar um diagnóstico de ansiedade
de separação.
Definições necessárias
Medo:
sentimento de apreensão associado a presença
ou proximidade de um objeto, indivíduo ou situação
social de risco. O medo é parte do comportamento
normal e pode ser uma resposta adaptativa. A determinação
de até que ponto o medo ou respostas de medo são
anormais ou inapropriadas deve ser feita pelo contexto
em que ocorrem. O medo normal ou anormal são geralmente
manifestações graduadas, com intensidade
de resposta proporcional à proximidade ou percepção
da proximidade do estímulo.
Fobia:
uma resposta súbita, tudo ou nada, profunda, anormal,
que resulta num comportamento de medo extremo (catatonia,
pânico). Muitas reações de medo são
aprendidas e podem ser desaprendidas com exposições
graduais. Fobias são definidas como reações
de medo desenvolvidas rapidamente e profundamente e que
não são extintas com exposições
graduais. Uma vez o evento fóbico tenha sido experimentado,
qualquer evento associado a ele ou a memória deste
é suficiente para gerar a resposta.
Ansiedade:
uma antecipação apreensiva de um perigo
futuro ou desgraça acompanhada por um sentimento
de disforia e ou sintomas somáticos de tensão
(vigilância e atenção, hiperatividade
autonômica, manifestações fisiológicas,
aumento da atividade motora e tensão)
Origem
e Diagnóstico
A
principal característica da ansiedade de separação
é que os comportamentos indesejados estão
claramente relacionados à ausência de um
ou de todos os membros da família. Ocorre quando
o animal não pode ter acesso ao proprietário.
Mesmo que o animal esteja na companhia de outras pessoas
ou animais, o comportamento pode vir a se manifestar por
estar associado a ausência de uma pessoa em especial
com quem o animal tem uma "ligação
muito forte". Deve-se procurar fazer diagnóstico
diferencial com outros distúrbios comportamentais
e patológicos. Para isso é preciso obter-se
a história comportamental detalhada do proprietário.
O
comportamento de ganir, latir e uivar no filhote pode
ser considerado normal e é o resultado da separação
da mãe, visando a reunião. Quando isto não
ocorrer, o filhote fica deprimido, quieto e imóvel
até o retorno da mãe. No caso de cães
adultos este comportamentos podem se repetir, mas são
considerados distúrbios devido às conseqüências.
Cães
com ansiedade de separação são muitas
vezes obedientes e bem treinados quando estão na
companhia do proprietário. A ansiedade de separação
é então considerada como o resultado de
um estresse pela ausência do proprietário.
Eventos
traumáticos na vida de um cão jovem podem
aumentar a probabilidade do desenvolvimento de ansiedade
de separação. Estes eventos incluem: separação
precoce da mãe, privação prematura
de laços com a ninhada (filhote de cães
mantidos em lojas ou abrigos para animais), uma mudança
súbita de ambiente (casa nova, ficar em um canil),
uma mudança no estilo de vida do proprietário,
resultando em um súbito término no contato
constante com o animal, uma ausência de longo prazo
ou permanente de um membro da família (divórcio,
morte, crianças que crescem e deixam a casa, volta
para a escola ou trabalho, férias que terminam)
ou a adição de um novo membro na família
(bebê recém-nascido, novo relacionamento
social ou novo animal de estimação). O problema
também pode ser o resultado de uma estadia prolongada
ou traumática na casa de um parente ou amigo, em
um canil ou hotel. A ansiedade de separação
pode estar ainda associada a um evento traumático
que possa ter ocorrido durante a ausência do proprietário
(explosões, tempestade, assaltos violentos).
Não
há predisposição sexual ou por raça.
Cães de rua recolhidos em canis de adoção
têm predisposição a ansiedade de separação.
Os
cães com predisposição a ansiedade
de separação são ansiosos, agitados
e super ativos. Seguem o proprietário por todo
lado, pulam em cima dele e correm sem parar.
Muitos
cães podem sentir quando seu proprietário
está para sair de casa e ficam ansiosos até
mesmo antes de sua saída. Enquanto o proprietário
se prepara para sair, o cão apresenta sinais de:
aumento
de atividade, choramingar, ganir, solicitar atenção,
pular e seguir o proprietário onde quer que
ele vá, tremer ou até mesmo fica agressivo
quando o proprietário tenta partir; neste caso
a agressão por dominância deve ser pesquisada;
depressão,
fica parado, deitado sem se mexer quando o proprietário
chama ou tenta tirá-lo do lugar.
Depois
de um tempo variável da saída do proprietário,
os cães:
arranham,
cavam e mastigam as portas e janelas na tentativa
de seguir seu proprietário;
mastigam,
arranham e cavam objetos domésticos ou
pessoais (livros, móveis, fios, paredes,
roupas);
urinam
e defecam em localizações inaceitáveis,
como na porta ou na cama do proprietário
e vocalizam (choramingam, latem e uivam sem parar);
ficam
deprimidos e não comem ou bebem enquanto
o proprietário não volta. Isto é
especialmente prejudicial se o proprietário
ficar fora por um longo período;
sialorréia,
tremor, dispnéia, taquicardia, diarréia,
vômito ou auto-mutilação (morder
e lamber patas e outras partes de seu próprio
corpo).
A
maioria dos cães afetados fica super excitado quando
o proprietário retorna, saudando seu proprietário
mais efusivamente do que o normal. Quando o proprietário
retorna, o cão geralmente torna-se extremamente
ativo e exagera suas saudações à
chegada do proprietário.
Se
o problema for recente e o animal não for de temperamento
extremamente ansioso, o prognóstico será favorável.
Já nos casos mais antigos de ansiedade, ou nos casos
em que há associação com comportamentos
de pânico, o prognóstico é reservado.
Diagnóstico
diferencial
Um
cão com comportamento destrutivo deve receber um
diagnóstico diferencial. É preciso recolher
a história comportamental, o foco do comportamento,
o contexto e as circunstâncias nas quais o comportamento
ocorreu. Deverão ser caracterizados o ambiente social
e físico e a rotina diária (alimentação,
higiene, brincar, exercício, dormir). A história
comportamental irá informar também como ocorreu
o processo de educação e adestramento, incluindo
a forma como foi realizado o treino para as eliminações
e como foram aplicadas as punições. Deve-se
caracterizar a rotina dos habitantes da casa e a forma como
se dão as interações, incluindo o sociograma.
Os
principais diagnósticos diferenciais devem ser
feitos de acordo com o comportamento exibido:
1.
Comportamentos associados a eliminação: Falta
ou educação deficiente para eliminação.
Falta de oportunidade de defecar e urinar em local apropriado
Medo ou excitação Submissão, saudação
e marcação Patologias (cistite, prostatite,
gastroenterites). Cães idosos Agressividade por dominância
ou territorial 2. Comportamento destrutivo Comportamento
lúdico ou exploratório Mastigação
de filhote Resposta de medo Reação a estímulos
excitatórios Super atividade Agressividade por dominância
ou territorial 3. Vocalização Reação
a estímulos excitatórios (sonoros) Facilitação
social Lúdico Agressão Respostas de medo
O
exame laboratorial deve incluir urinálise, coproparasitológico,
hemograma, sorologia e hormônios da tireóide
e glândula adrenal (hiperadrenocorticismo), na dependência
da história e dos sintomas clínicos associados.
É preciso pesquisar sintomas de dor. Para cães
de mais de 8 anos está indicada a colonoscopia na
dependência dos sintomas. Nos
casos envolvendo animais com mais de 8 anos, os processos
patológicos podem estar associados a disfunção
cognitiva geriátrica canina. Esta patologia determina
lesões comparáveis a Alzheimer humana, porém
a causa não foi ainda estabelecida. Suas manifestações
incluem, além dos comportamentos de ansiedade de
separação, diminuição de obediência
a comandos, irritabilidade, confusão, perda do condicionamento
associado a eliminações e alteração
no padrão de sono.
Tratamento
Antes
de se iniciar qualquer protocolo de tratamento comportamental
é preciso orientar o proprietário em como
ocorre o aprendizado canino. O conhecimento que temos do
processo cognitivo animal é o resultado da análise
experimental do comportamento e estabelece relações
funcionais entre as variáveis comportamentais e as
variáveis ambientais e endógenas. Assim, quando
se observa o comportamento de um animal, é preciso
entender que ele foi o resultado da interação
destas variáveis. Se um determinado animal apresenta
ansiedade de separação, o que está
implícito é o resultado da relação
da ausência do proprietário, o comportamento
resultante e os estímulos conseqüentes (condicionamento).
O comportamento foi portanto reforçado. Então
é preciso identificar quais são os estímulos
reforçadores. No caso da ansiedade de separação
identificaremos estímulos antecedentes (sinais da
saída do proprietário), respostas (após
um tempo determinado da saída, o cão apresenta
comportamentos inadequados tais como: destruição,
eliminação inadequada, vocalização
etc.) e no retorno do proprietário haverá
estímulos conseqüentes (dar comida, fazer carinho),
responsáveis pela probabilidade futura da emissão
dessas respostas. É importante ressaltar que, seja
qual for o comportamento do proprietário, se o comportamento
indesejado se mantiver ou aumentar em freqüência,
este estímulo será chamado de reforço
positivo. O proprietário deve ser alertado de que,
uma vez iniciado o protocolo de modificação
comportamental, ele deve se programar e se determinar a
segui-lo passo a passo, evitando qualquer falha de procedimento.
Parte do tratamento inclui a extinção do comportamento
indesejado, isto é não deve haver mais a apresentação
de reforço positivo após a emissão
do comportamento anteriormente condicionado. Se o proprietário
falhar poderá haver o retorno do comportamento e
desta vez ainda mais difícil de ser extinto ou modificado.
Por outro lado, pode haver estímulos conseqüentes
ao próprio comportamento, então diremos que
são estímulos auto-reforçadores. Pensando
nisto deveremos assegurar que o animal tenha acesso somente
a seus próprios objetos, brinquedos, e ossos. Ele
não deverá ter mais acesso a objetos pessoais
ou móveis. Se preciso, pode-se colocar uma chapa
plástica nas paredes para evitar que ele as cavouque.
O
princípio subjacente a toda técnica de tratamento
para fobias, medos e ansiedades consiste em permitir que
um animal experimente situações que elicitem
medo e ansiedade sem que fique ansioso ou com medo. Para
isso é preciso identificar quais são estes
estímulos.
Os
métodos para tratar ansiedade de separação
incluem: modificação da relação
entre proprietário e seu animal de estimação,
exercício físico, treino para obediência,
modificação dos estímulos antecedentes
e conseqüentes, prevenção e medicamentos
ansiolíticos.
O
sucesso do manejo da ansiedade de separação
inclui ensinar o cão a tolerar a ausência do
proprietário e corrigir os problemas associados a destruir,
vocalizar, e eliminar em locais inadequados.
O
cão deverá adaptar-se gradualmente a ficar só
através de exposição a pequenas partidas.
Se a resposta ansiosa acontecer logo após a partida
do proprietário (dentro de 30 minutos), o cão
deverá permanecer sozinho, no princípio, durante
intervalos muito pequenos (5 minutos) para assegurar o sucesso
do tratamento. O período de ausência é
então gradualmente aumentado. O proprietário
deve evitar a interação enquanto o animal apresenta
comportamentos ansiosos. Deve assegurar que o cão não
se ocupe com saudações prolongadas no retorno
do proprietário, gratificando ou premiando o animal
somente quando este estiver tranqüilo e calmo.
O
tratamento pode ser iniciado com a dessensibilização
às pistas ou sinais que indiquem ao cão a
saída do proprietário. O animal deverá
permanecer calmo enquanto o proprietário se movimenta.
As pistas que antes informavam ao cão a futura saída
(estímulos discriminativos antecedentes) serão
expostas ao cão, mas não devem ser concluídas
com a saída real do proprietário. Pode-se
também fazer o contra condicionamento, para isso
treina-se o cão a manter-se sentado e calmo enquanto
o proprietário se movimenta, se afasta cada vez mais
até chegar perto da porta. Posteriormente este treino
é feito com ausências que serão gradualmente
aumentadas. O proprietário se ausenta por tempos
progressivamente maiores, mas não lineares (2, 5,
3, 6, 4, 8 minutos), e retorna antes que o cão manifeste
comportamentos ansiosos.
As
partidas e retornos deverão evitar super estimular
o cão. O cão não deverá receber
gratificação ou atenção nas
partidas e chegadas. Atenção excessiva anterior
à partida e no retorno parece aumentar a ansiedade
de separação. Pode-se condicionar o animal
a associar a saída do proprietário com um
retorno breve e seguro. A TV ou rádio podem permanecer
ligados ou um brinquedo apropriado pode ser fornecido
ao cão. Porém, é muito importante
que a pista não seja um artigo associado a ansiedade.
Estas sugestões ajudam o cão a associar
positivamente o período de isolamento. Uma vez
iniciado o tratamento, o cão não poderá
ficar sozinho mais do que o tempo estipulado. É
fundamental identificar se há componente de pânico
associado; em caso positivo, deve-se tratar a condição,
pois o pânico está associado a estímulos
específicos e a ausência do proprietário
é apenas a chave de onde parte o problema.
Medicamentos
ansiolíticos auxiliam a suprimir a ansiedade de
separação. São freqüentemente
usados em cães com ansiedade de separação
severa ou quando os proprietários têm que
deixar o cão só por um período longo
enquanto o tratamento está em andamento. Na maioria
dos casos, fármacos não são uma solução
e devem ser usados em combinação com um
programa de modificação comportamental.
A escolha do medicamento deve levar em conta o fato destes
diminuírem a capacidade de aprendizagem e que seu
efeito varia de acordo com o indivíduo. O ideal
é que ansiolíticos sejam dados ao animal
enquanto o proprietário está em casa, para
se determinar a duração e os possíveis
efeitos colaterais. Caso não sejam constatados
efeitos colaterais, a droga deve ser dada uma hora antes
da saída do proprietário. A diminuição
da dose deve ser gradual e conforme avaliação
do sucesso do programa de modificação comportamental.
Os principais medicamentos utilizados são os antidepressivos
tricíclicos, progestágenos, barbitúricos,
fenotiazinas e benzodiazepínicos. O objetivo é
reduzir a ansiedade sem induzir sedação,
o que poderia interferir com a aprendizagem. Além
disso é preciso considerar o estado clínico
do animal antes de se ministrar o medicamento e os efeitos
colaterais.
Em
casos severos o proprietário pode ter também
que executar um programa de dessensibilização
da dependência do cão a uma pessoa, evitando
contatos prolongados, impedindo que o animal durma no
mesmo quarto ou na mesma cama que o proprietário.
Ignorar o cão por um período de tempo não
quebrará o laço afetivo com o proprietário,
mas diminuirá a dependência extrema do cão,
permitindo que ele tolere sua ausência sem ansiedade.
Ignorar um animal de estimação pode ser
difícil para o proprietário, mas é
importante que ele entenda que isto resultará em
uma relação muito mais saudável e
feliz para ambos.
Castigos
ou punições físicas só pioram
a ansiedade, por isso não são recomendados
como tratamento. A punição é um procedimento
que visa suprimir rapidamente a freqüência
de um comportamento por meio de um controle aversivo.
Raramente o procedimento é aplicado com planejamento
e conhecimento. As pessoas confundem punição
com "castigo", sendo que o castigo aplicado
muitas vezes só serve para aliviar a ira do proprietário
contra um cão que fez algo inadequado. Como conseqüência
há o desenvolvimento de comportamentos respondentes
(medo/agressividade) diante do punidor. O uso da punição
como estímulo aversivo deve ser feito com planejamento,
de modo que a punição seja aplicada imediatamente
após a ocorrência do comportamento a ser
suprimido, o que é difícil pois, no caso
de ansiedade de separação, tais comportamentos
só ocorrem na ausência do proprietário.
Prevenção
Quando
o proprietário inicia um relacionamento com seu
animal de estimação de maneira muito intensa,
afetiva, carinhosa e por muito tempo, mas sabe que esta
disponibilidade irá mudar, deveria preparar gradualmente
o cão para essas mudanças, evitando assim
a ansiedade de separação.
Se
um filhote ou um cão novo é trazido para casa,
é importante evitar situações que encorajem
um apego excessivo. O cão deve ser acostumado lentamente
a ficar. Isto pode ser realizado através do "treino
da gaiola" (anexo1). Este tipo de exercício é
especialmente útil quando se sabe que o proprietário
irá se ausentar por longos períodos. Outra orientação
deve alertar o proprietário a impedir que o cão
o siga constantemente, ajustando-o gradualmente a estar só
em casa por um longo período. Deve-se evitar estimular
ou reforçar comportamento de brincar com outros objetos
que não os brinquedos apropriados. Todos os comportamentos
que estimulem demasiadamente o cão devem ser evitados.
Todo comportamento de chamar a atenção ou solicitar
coisas ao proprietário não devem receber atenção.
Os comportamentos tranqüilos e silenciosos devem ser
reforçados. Após os 5 meses de idade o cão
pode ser ensinado a sentar, ficar e esperar. Se o cão
começar a morder objetos inadequados, o proprietário
deverá evitar a interação, mas se for
absolutamente necessário deve-se utilizar um spray
de água imediatamente enquanto o animal morde o objeto
(estímulo aversivo). O exercício físico
diário (passeio), deve durar no mínimo 20 minutos
e oferece a oportunidade da interação tranqüila,
calma, paciente e consequentemente gratificante. O passeio
possibilita ainda a oportunidade de ensinar o cão a
sentar, ficar e esperar.
Anexo
1
Treino
da gaiola para filhotes a partir de 45 dias de idade.
Use
um gaiola ou uma caixa de transporte com espaço
suficiente para o filhote dar a volta.
Acostume
o filhote a ficar, dormir ou brincar neste espaço
sem fechar a portinha.
Após
uma semana inicie o treino, deixando o filhote por
curto espaço de tempo, fechado na casinha e
sem contato visual com você.
Terminado
o tempo estando o filhote calmo e relaxado, abra a
porta e interaja com o cão de modo calmo.
Vá
progressivamente aumentando o espaço de tempo
em que o animal fica fechado dentro da casinha até chegar a 1,5 horas.
Assegure-se
que ele tenha evacuado e urinado antes de iniciar
o exercício.
Não
corra atrás do animal para pegá-lo.
O
alimento deve ser fornecido 15 minutos depois de terminado
o exercício.
Dr.
Mauro Lantzman - Médico Veterinário
- Homeopata e Etólogo - São Paulo -
SP
FUCHS,
H.; WATANABE, O.M. I Curso de Comportamento Animal.
1997.
HART,
B. L. ;HART, L.A. Canine and Feline Behavioral Therapy.
Pennsylvania: Lea & Febiger, p. 56- 69, 1985.
LANDSBERG,
G.; HUNTHAUSEN, W.; ACKERMAN, L. Handbook of behaviour
problems of the dog and cat. Oxford: Butterworth-Heinemann,
p.97 -106,1987
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E.M. Diagnosis and treatment of destructive behavior
in dogs. Veterinary Clinics of North America: Small
Animal Practice,v.27, (3),p. 533-547,1997.
LOMBARD-PLATET,
VLV; WATANABE, OM; CASSETARI, L. Psicologia Experimental.
Manual teórico e prático de analise
do comportamento. São Paulo:Edicon,1998.
OVERRAL,
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Missouri: Mosby, 1997.
VOITH,
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Readings in Companion Animal behavior. New Jersey:
VLS. p.124- 134, 1996.
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