Dra.
Carmen Sílvia Pierobon
Médica Vetrinária
Quem ainda não
se deparou com cenas urbanas do tipo, animais andando ou mesmo correndo sem
rumo pelas vias públicas assustados, ou seguindo pessoas à procura
de um destino...
Há poucos dias me deparei com uma dessas criaturas, tentando desviar das pessoas e dos automóveis em plena Praça da Bandeira, é raça miniatura um Dobermann Pinsher, Preto e Canela, adulto jovem, que demonstrou aos primeiros sinais ter tido um dono, como se portar dentro de casa, ter uma caminha, andar de coleira e guia e ter sido querido.
Carinhosamente o apelidamos de "croquete", ele se encontra bem junto de nós, mas está sempre a espera de alguém, olhando para o céu e choramingando como quisesse dizer - meu lugar não é aqui; estou à procura do meu lar (como dizia "ET" o extra-terrestre - quero minha casa!!!)
Sua foto já saiu nos jornais, mas até o presente, seu dono não apareceu.
Cenas como estas nem sempre acabam com um final feliz. No caso do "croquete", mesmo sendo um animal de raça pequena é bem provável que tenha se perdido acidentalmente durante mudança de residência, ou durante o passeio diário.Como estamos em plena época de reprodução das cadelas - época do cio, é provável que o "croquete" tenha se perdido ao acompanhar uma matilha. A segunda hipótese de um animal estar perdido há algum tempo, é mesmo o abandono pelo dono. - O uso de uma coleira de couro com o telefone ou o endereço, grafados a mão ou com um pirógrafo, evitaria cenas tristes como estas.
Carmen
Sílvia Pierobon
Médica Veterinária