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CHINCHILAS -
Algumas Doenças mais Comuns das Chinchilas

Na criação de chinchila é preciso muita atenção. Sua alimentação deve ser balanceada e a água deve ser trocada todos os dias.

Os restos de alimentos devem ser retirados diariamente, pois azedam e mofam rapidamente, podendo ser causa de múltiplas enfermidades. Os excrementos devem ser limpos diariamente.

Não deixe de procurar um médico veterinário. Somente ele é capaz de reconhecer com certeza a doença e o tratamento correto.

Veja a seguir algumas doenças que acomentem a chinchila:

Prisão de ventre ou oclusão intestinal

É freqüente nas chinchilas. Caracteriza-se por um atraso e diminuição da quantidade total de excrementos expelidos normalmente, assim como pela modificação de forma e consistência normais dos mesmos. São neste caso finos, pequenos, alongados ou arredondados e cobertos de muco.

Faz-se acompanhar geralmente por uma diminuição da ingestão de sólidos e líquidos. Os animais mostram-se geralmente tristes, com diminuição da vivacidade.

A prisão de ventre pode ser a origem de uma oclusão intestinal ou uma manifestação da mesma. Apresenta-se freqüentemente diante de algum erro ou mudança súbita e inadequada na alimentação ou depois de transportes mais ou menos longos. É freqüente observá-la em partidas recentemente chegadas.

A oclusão intestinal por acúmulos de excrementos é freqüente nestes animais e de extraordinária gravidade pelo seu alto índice de mortalidade. Facilita seu aparecimento a extraordinária longitude do tubo digestivo e a debilidade da sua potência contrátil obedece às mesmas causas e origens que a prisão de ventre. Freqüentemente quando é chamado o veterinário, já é tarde demais.

Reconhece-se geralmente por apalpação abdominal e se manifesta por prisão de ventre intensa até produzir ausência total da emissão de fezes na sua última fase. Os animais têm inapetência total. Ficam tristes e sonolentos até que sobrevem a morte que às vezes demora sete dias ou mais.

Ás vezes se observa excitação talvez devido à existência de cólicas.

Também não é pouco freqüente o aparecimento de oclusões por invaginação do intestino. Os sintomas são análogos, mas a gravidade é enorme, sendo muito raros os casos em que tal anomalia se resolve favoravelmente.

Quando se trata tão só de prisão de ventre, o prognóstico é favorável.


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Diarréias e gastroenterite

São transtornos digestivos caracterizados pela emissão de excrementos moles ou líquidos, com mais ou menos freqüência, segundo a gravidade do processo.

Os transtornos digestivos se manifestam em geral por diarréia, prisão de ventre ou ambos que se revezam no curso do processo:

Pensamos que erros na criação, alimentação defeituosa, fadiga e transportes podem provocar a aparição da doença.

A flora intestinal das chinchilas se altera rapidamente e os germes patogênicos que existem habitualmente no trato digestivo predominam facilmente, aumentando a sua virulência, acentuando e agravando o processo primário. Daí o indubitável caráter infeccioso secundário de muitas diarréias destes animais e seu caráter não contagioso (até agora) das mesmas.

Os sintomas são, como já dissemos, emissão de excrementos moles, líquidos, mal cheirosos e verde pardacentos; inapetência, prostração, febre elevada e em alguns casos sede intensa.

O prognóstico é variável segundo existam ou não as complicações infectivas secundárias.


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Congestão pulmonar e pneumonia

Geralmente se apresenta pela ação primitiva de um ou vários fatores debilitantes: frio, correntes de ar, transportes, etc. que favorecem a açào de germes tipo pasteurela, pseudomonas, estafilococos, etc.

Às vezes, a pneumonia é sintomática e secundária e uma infecção primitiva causada por germes do tipo dos já citados de alta virulência. Caracteriza.se no animal adulto por indiferença, inapetência, febre alta acentuada, dificuldade de respirar, descargas nasais às vezes só observadas pelo umedecimento dos pêlos na zona do maxilar inferior. Em casos extremamente graves, há fluxo nasal apreciável e sangrento. Afeta com freqüência aos animais jovens, crias de poucos dias, ocasionando a morte em pouco tempo, sem manifestações clínicas características. A reação aos agentes terapêuticos é variável e em geral não muito promissora.


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Convulsões

Esta afecção se caracteriza por ataques que duram só alguns segundos ou uns poucos minutos que se apresentam com mais ou menos freqüência e que ao final podem produzir a morte.

Várias causas se assinalam como responsáveis: estados carências (cálcio, vitaminas), lesões nervosas (hemorragias cerebrais, tumores), transtornos cardíacos e circulatórios, doenças infecciosas, sustos repentinos, etc..

Ainda que todas as anteriores causas citadas sejam verdadeiras, não são as únicas nem talvez as mais importantes na origem desta afecção.

No nosso critério são doenças de natureza nervosa à que estão predispostas as raças animais melhoradas, sobretudo por uma consanguinidade excessiva. Sabemos que este método de reprodução dirigida é o utilizado nas chinchilas.

Também não descartamos na possível origem de muitos estados convulsivos a existência de uma disfunção endócrina de natureza supra-renal.

Deveremos deixar os animais em completo repouso sem que sejam incomodados sob nenhum pretexto.


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Queda ou perda do pêlo

Tivemos ocasião de observá-la alguns casos. Caracteriza-se pela perda progressiva do pêlo em zonas circunscritas que se estendem especialmente pela parte posterior sem que se observem na pele alterações manifestas. São zonas mais ou menos grandes, desprovidas ou quase de pêlo. Este fica sem brilho e se arranca com facilidade.

Autores estrangeiros dizem que esta afecção vai crescendo em importância, a partir do ano de 1951. Os fatores etiológicos mais importantes, no nosso entender, no aparecimento desta doença são: deficiências em vitamina A, ácido pantotênico e ácidos gordu- rosos não saturados.

Também exerce um importante papel a existência de injeções intestinais crônicas. Alguns autores julgam que esta afecção é devida a transtornos da mudança natural que sofrem todos os animais, estando diante de um caso de mudança prolongada podendo ter uma provável origem endócrina.

Existe um problema cada vez mais difundido na incipiente Patologia das chinchilas que consiste no vício de morder ou mastigar o próprio pêlo, chamado tricofagia.

Ê uma síndrome complexa de origem não perfeitamente estabelecida. Observa-se que os animais "mascadores" de pêlo são nervosos e excitáveis, o que parece indicar um hipertiroidismo.

A alimentação de pouco sabor estimula a aparição desta afecção. Às vezes se observam bons resultados na diminuição desta doença, aumentando o sabor e a qualidade da alimentação.

Favorecem o aparecimento desta doença excitações repetidas, doenças crônicas de tipo intestinal como a giardíase. É invocada como possível origem desta afecção uma disfunção endócrina de origem supra-renal. Seria interessante comprovar os efeitos da administração de ACTH. Há autores que afirmam que este transtorno é um problema psicológico de caráter hereditário.


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Canibalismo

Caracteriza-se pelo fato das mães devorarem as suas crias. Não é raro observar esta afecção.

Geralmente é de origem carencial, por insuficiência da dieta, nas fêmeas gestantes, de cálcio, fósforo, proteínas e vitaminas.

Em algumas ocasiões deve-se à agalactia das fêmeas e a que as crias famintas, pela falta de leite, mordem os bicos das mamas incomodando a mãe a tal ponto que esta acaba devorando-as.

Uma adequada contribuição nutritiva reduz quase a zero o aparecimento desta afecção assim como a vigilância sobre a sufi- ciência de produção de leite nas fêmeas lactantes.

Existem animais que freqüentemente e sem causa justificada devoram as suas crias; devem ser excluídos da reprodução.


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Anomalias Dentárias

Um crescimento anormal e excessivo dos incisivos, se estes não se desgastam convenientemente, pode impedir o animal de fechar a boca e como conseqüência não pode usar os molares, alterando-se estes de forma secundária.

Os molares normais são quadrados e emergem da gengiva um ou dois milímetros; sua superfície é horizontal e plana.

Em condições anormais, as superfícies trituradoras dos mesmos são inclinadas com pontas que sobressaem extraordinariamente das gengivas; as raízes dentárias crescem fora de seus alvéolos, podendo chegar a perfurar a mucosa bucal. Em algumas ocasiões, o crescimento dentário é tão grande que chega a aprisionar a língua.

O tratamento desta, afecção é pouco eficiente, alimentação correta e equilibrada de cálcio, fósforo e vitaminas, pedra-pomes ou madeira na jaula; para o desgaste dos dentes incisivos.

Os animais afetados destas anomalias em estado avançado apresentam perda de peso, inapetência, ficam nervosos e irritadiços E mais freqüente o aparecimento nas fêmeas do que nos machos especialmente durante a gestação e lactação, devido ao alto consumo de sais minerais, vitaminas e proteínas, cujas necessidades, se não São satisfeitas com a alimentação proporcionada, fazem com que as obtenham às expensas de seu próprio organismo, em detrimento de sua saúde, favorecendo o aparecimento destas alterações.


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Pseudomoníase

É produzida pela pseudomona aeruginosa. Germe fundamentalmente aeróbio e gran-negativo, amplamente difundido na Natureza e patógeno facultativo, freqüente no trato intestinal dos animais. A ação patogênica do germe está condicionada à existência de fatores debilitantes que, diminuindo as defesas orgânicas, permitem a infecção, assim como a exaltação de sua virulência passando de um animal a outro.


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Conjuntivite

60% das conjuntivites de que sofrem as chinchilas são produzidas por pseudomonas. Caracterizam-se por uma exsudação purulenta.

Os olhos aparecem geralmente fechados pela manhã, pelo acúmulo de secreções.


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Õrgãos Genitais

Podem estar afetados produzindo esterilidade. A doença caracteriza pela formação de pústulas típicas na vagina ou útero.

Manifesta-se por abundantes descargas de secreção purulenta. Os órgãos genitais masculinos podem estar afetados com a formação de pústulas cheias de pus.


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Otite

Trata-se de uma inflamação do conduto auditivo e geralmente ocasionado por germes vindos do meio exterior, por isso, a higienização diária das gaiolas é muito importante.

Pneumonia

Com os sintomas clássicos da doença e clara tendência à produção de abundantes exsudações nasais sanguinolentas.


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Gastroenterite

É uma afecção que acomete tanto o estômago quanto o intestino e pode er provocado por bactérias da própria flora intestinal ou virus ou até por vermes alojados no intestino.


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Salmonelose

Produzida pela salmonela typhimurium, bactéria entérica, gran-negativa. Sua infecção é até agora de caráter secundário e a forma clínica geralmente adotada é a intestinal (gastroenterite). O diagnóstico é realizado mediante exame bacteriológico.


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Listeriose

Produzida pela Listerella Monocytogenes. Ê uma enfermidade epidérmica. Esta infecção se apresenta após a ingestão de alimentos contaminados, ou a introdução, no criadouro, de animais doentes.

É uma doença de começo lento e insidioso que depois se acelera, podendo produzir grandes perdas. O animal fica indiferente, entorpecido, tem vômitos, não come quase nada, mas bebe com normalidade, tem prisão de ventre; o animal manifesta às vezes dores abdominais, fica deitado, quase constantemente.

O curso da doença é de 25 a 30 dias em algumas ocasiões.

As lesões anatomopatológicas se caracterizam por abundantes e pequenos focos de gangrena em todos os órgãos abdominais, dos quais pode ser isolado o germe.


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Estafilococias

Os estafilococos são germes gran-positivos de ampla destruição na Natureza. A infecção digestiva não é comum produzir.se, daí sua relativamente pouca difusão.

Estes germes podem infestar o útero e a vagina, produzindo alterações crônicas com esterilidade que geralmente são atribuídas a outras causas. Podem produzir pneumonias em animais de poucos dias, com sintomas típicos ou quase sem nenhum sintoma aparente.


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Infecção por Proteus

É um germe tipicamente oportunista de ação infectiva secundária, habitualmente presente na flora intestinal. Em algumas ocasiões e coincidindo com circunstâncias debilitantes do organismo, aumenta a sua virulência, invadindo tecidos sãos e órgãos vizinhos, provocando uma doença caracterizada por forte diarréia amarelo--parda quase líquida. Produz a morte em dois ou três dias. A virulência destes germes se exalta passando de um animal a outro.


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Afecções da pele

Até agora quase não temos observado afecções cutâneas. As chinchilas apresentam poucas afecções especiais de pele.

As lesões inflamatórias consecutivas a feridas, etc. não podem ser consideradas afecções da pele. Também não se têm encontrado parasitas extemos (pulgas e piolhos, etc.).

No tratamento de lesões cutâneas teremos que cortar o pêlo até deixar completamente descoberta a zona lesada e poder aplicar pomadas, suspensões, etc..

A afecção da pele por fungos é menos rara, ainda que não freqüente.

As fêmeas são mais recpetíveis. No contágio se supõe que intervêm animais doentes, ratos contaminadores dos alimentos, as pessoas encarregadas de seu cuidado, etc..

Manifesta-se pela queda do pêlo em forma circular com inflamação e avermelhamento da pele.

Começa em torno da boca, olhos, nariz e patas para depois estender-se a outras zonas.


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Giardíase

É uma das doenças parasitárias mais comuns em chinchilas e uma das mais importantes também.

É produzida pela giardia duodenalis. É um microrganismo que vive no intestino.

Alguns autores lhe atribuem uma função ativa na digestão e assimilação da celulose.

No ciclo evolutivo deste parasita existe uma fase de quisto em cuja forma é eliminado com as fezes podendo assim contaminar os demais indivíduos. Os quistos ao ser ingeridos e chegar ao intestino se convertem em tropozoítos começando novamente o ciclo.

Manifesta-se por excrementos escuros e viscosos, e logo fortes diarréias. O pêlo se torna quebradiço especialmente na parte posterior. Os animais se tornam nervosos e irritadiços. Em casos da infestação máxima, os animais morrem no prazo de três a cinco dias.


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Tricomona sp

As fezes são moles, 24 horas antes da morte. Encontra-se no intestino e no ceco.


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Chinchila. Como criá-los

 

Leitura de referência para elaboração deste texto

NEVES,DM. -

Criação caseira da chinchila e seu melhoramento genético.
São Paulo: Nobel, 1986.

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe


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