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Criar
coelhos, além de ser fácil, pode
também se tornar uma atividade lucrativa.
Existem poucos criadores e o coelho é
um animal totalmente aproveitável. Veja
neste artigo: |
O que se aproveita
do Coelho?
Como deve ser as
instalações?
Como deve ser a
alimentação?
Como é a reprodução?
Como conhecer o sexo nos
coelhos jovens?
Como deve ser a limpeza
e a vacinação
Algumas Doenças
mais comuns entre os Coelhos
O
que se aproveita do Coelho?
Sua
carne é macia, saborosa e de fácil
digestão. A pela, depois de curtida, é
utilizada na confecção de objetos
dos mais variados. O pelo produz uma lã extremamente
macia e leve. Até os dejetos (fezes e urina),
depois de curtidos adequadamente em estrumeiras
especias, constituem um ótimo adubo, rico
em fosfatos e nitratos. De sua cartilagem obtém-se
uma cola de excelente qualidade e das vísceras
produz-se farinhas, utilizadas na alimentação
de outros animais. Saiba ainda que os neonatos (recém-nascidos)
são empregados na fabricação
de vacina contra a febre aftosa e o próprio
coelho na idade adulta se presta como animais de
pesquisa nos laboratórios.
Como
deve ser as instalações?
A criação
doméstica não há nescessidade
de tantos gastos como muma industria. Mas, para
evitar prejuízos, são necessárias,
pelo menos, as seguintes instalações
e equipamentos: gaiola, bebedouro, comedouro, manjedoura,
ninho e cobertura. Saiba, agora, como se monta um
coelhário.
A
primeira preocupação deve ser com
relação à água, que
deve ser potável. As instalações
precisam oferecer aos coelhos uma boa aeração,
condições para que eles que eles não
sofram com as mudanças brutas de temperatura
e para que fiquem protegidos das chuvas, ventos,
frio e sol direto.
Providencie,
então, o galpão, que poderá
ser construído de blocos de cimento de 10
cm, até a altura de 1,50m, fazendo-se pilares
para sustentação do telhado, o qual
poderá ser de duas ou uma só água.
A cobertura pode ser feita com telhas de amianto,
que não nescessitam de muito madeirame, ficando
o telhado mais leve do que com telhas de barro.
As
paredes devem ter 1,50m de altura e o restante poderá
ser fechado com tela ou, ainda, com cortinas de
plásticos usados para proteger os coelhos
do vento. Depois de construído o galpão,
instale as gaiolas de arame galvanizado, de tamanho
padrão que são encontradas em lojas
especializadas: 80 X 60 X 45 cm. Veja o modelo abaixo
de uma coelheira dupla.
Para
uma criação pequena, o galpão
poderá ter 8 X 4 metros, comportando inicialmente
16 gaiolas, isto é, oito em cada lado, para
abrigar raças médias. Mas também
poderá ser feito de tal maneira que, mais
tarde, se construa outro tanto, para ser colocado
como se fosse o segundo andar.
Para
10 matrizes (para cada 10 fêmeas é
necessário apenas um macho), são necessárias,
no mínimo, 16 gaiolas: uma para o macho,
uma para cada matriz, e algumas de reserva para
os filhotes (antes de irem para a gaiolas de engorda).
As gaiolas devem ficar a 80 cm do solo.
Fixadas
as gaiolas, coloque os bebedouros e comedouros dentro
de cada uma (normalmente as gaiolas já vem
com comedouro externo, que são os ideais.
Os bebedouros, também encontrados no mercado,
são do tipo canudo e adaptados com uma garrafa
do lado externo da gaiola).
O
corredor, entre as gaiolas, deve ser cimentado.
A esterqueira, que fica sob as gaiolas, deve ter
seu nível abaixo do corredor e ser inclinada
para deixar o esterco sempre seco.
Como
é a reprodução?
Você
deve providenciar a compra das matrizes para corte
(raças Califórnia, Nova Zelândia,
Gigante de Flandres, Gigante Branco de Bouscat)
ou para produção de pele (Rex, Gigante
Borboleta, Negro e Fogo, Fulvo de Borgonha e Angorá).
procure sempre um fornecedor idôneo e para
cada 10 matrizes adquira um macho. Cada animal deve
ficar em gaiola individual e deve-se deixá-lo
descansar por 30 dias, antes de acasalar, para adaptá-lo
ao ambiente.
Passado
o período de adaptação, inicie
a verificação do cio, que consiste
em observar a vulva da fêmea. Se ela estiver
intumescida e com a coloração rosada,
brilho intensoe mucosa, estará no cio. Leve
a fêmea até a gaiola do macho e anote
a cobertura na ficha. (Cada macho deve cobrir uma
fêmea a cada 36 horas).
Dez
dias depois, verifique a prenhez apalpando o animal.
Caso isso não indique sinal de prenhez, leve
a fêmea novamente ao macho. Se ela estiver
prenha irá mostrar-se irritadiça,
agressiva ou procurará se esconder. Se ela
aceitar o macho anote novamente na ficha a nova
cobertura e se isto se repetir pela quarta vez a
fêmea deve ser descartada.
O parto ocorrerá
entre o 28º e o 34º dia após a
cobertura (dependendo da raça). No 27ª
dia, coloca-se na gaiola o ninho (veja modelo ao
lado), um caixote de madeira com 40 cm de comprimento
e 27 de altura e largura e deve possuir uma abertura,
cheio de pó-de-serra grosso.
Após
o parto, faça a limpeza e desinfecção
do ninho, com água clorada ou iodo. Coloque,
então, pó-de-serra fino no ninho.
As crias devem permanecer, com a mãe, durante
30 a 35 dias. Os láparos (como são
chamados os filhotes) começam a comer alimentos
sólidos de 18 a 21 dias, além do leite
materno. A fêmea deve ser coberta novamente
no 29º dia após o parto (não
se deve tirar mais que 5 a 6 crias por ano). As
crias devem ser colocadas nas gaiolas de engorda,
para o abate, aos 70 dias de vida, com peso médio
de 2,2 quilos.
Como
conhecer o sexo nos coelhos jovens?
Em relação
a todos os animais domésticos, é o
coelho que se destaca pela precocidade da maturidade
sexual; portanto a separação do sexo
deverá ser feita bem cedo, logo após
o desmame quando os láparos tem em média
2 meses de idade.
Para se conhecer o sexo dos coelhos jovens, temos
a necessidade de examinar os órgãos
sexuais, cuja técnica é a seguinte:
levantar o coelho por cima do lombo, segurando-o
pela dobra da pele e com os dedos livres segurar
a cauda do animal e repuxá-la para trás
na direção do corpo.
Com
o animal nessa posição, o criador
verá duas aberturas situadas debaixo da cauda
que se acha levantadda. A abertura superior, arredondada
e ligeiramente pregueada, constitui o ânus
que é a parte final do intestino, pela qual
são eliminados as fezes. Logo abaixo do ânus
há uma abertura, ligeiramente alongada no
sentido vertical, a qual deverá ser cuidadosamente
examinada assim: o criador suspendendo o coelho,
com os dedos polegar e indicador colocados cada
um ao lado desta abertura, deverá comprimir
o local e puxá-lo ligeiramente para trás.
Se por esta abertura aparecer uma ponta de 1 cm
de comprimento, ligeiramente encurvada conforme
a idade, trata-se de um macho. Ao contrário,
se durante a compressão e repuxamento da
abertura, esta apresentar apenas uma fenda, ligeiramente
ovalada, trata-se de uma fêmea.
Como
deve ser a alimentação?
Na
alimentação, use ração
específica para coelho. O reprodutor e a
matriz em crescimento comem, em média, de
120 a 150 gramas de ração/dia; matriz
em gestação consome de 200 a 220 gramas/dia;
os láparos do 22º dia após o
nascimento até o desmame, 40 a 60 gramas;
depois do desmame até o abate, de 100 a 120
gramas; e a matriz lactante, com sete láparos,
de 400 a 420 gramas/dia.
A
distribuição da ração
deverá ser realizada de manhã e à
tarde em horas mais ou menos certas. Também
o criador não deverá das comida em
quantidade excessiva aos animais, sabendo-se que
um coelho come de acordo com seu tamanho.
Como
deve ser a limpeza e a vacinação?
A
limpeza deve ser diária e meticulosa das
coelheiras, além da desinfecção
periódica. Nos serviços de rotina
devem ser levados em conta os seguintes fatôres:
combate às moscas e ratos, muitas vezes responsáveis
pela transmissão de várias moléstias
e preservá-las de môfo e bolores na
ração.
A
desinfecção periódica deve
ocorrer quatro vezes por ano. Há dois métodos:
promover a queima da gaiola com o uso dee lança-chamas
a gás; ou pulverizá-la com produto
desinfetante (vendido em lojas de agropecuária).
Também
o estêrco do coelho, responsável muitas
vezes pelo aparecimento de doenças, deverá
ser guardado em esterqueiras próprias. Apesar
de ser execelente adubo, nunca deverá ser
aproveitado nos terrenos destinados á plantação
das verduras e forragens destinadas aos próprios
coelhos, pois, em caso de moléstia, tal como
a coccidiose, seria muito fácil a sua disseminação
entre os animais.
Não
esqueça de vacinar os animais contra a pasteurelose
(necessária) e mixomatose (só em lugares
ou zonas infectadas), as doenças mais comuns
verificadas em coelhos. A profilaxia contra as sarnas
é obtida através da higiene.
Algumas
Doenças mais comuns entre os Coelhos
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
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