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Animais Mortos. O que fazer?

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe


Nas criações, o descuido na destruição dos animais mortos gera uma série de problemas que podem ser assim resumidos:

  • incomodo proporcionado por um cadáver em putrefação ao ar livre;
  • perigo de propagação de diversas doenças, feita por meio de urubus, cães, moscas, pó e água;
  • a perda de outros animais contagiados pelos restos insepultos e não destruídos.

    O enterramento em profundidade insuficiente e a incineração incompleta não resolvem os citados problemas.
    A incineração deve reduzir o corpo do animal a cinzas. A sua execução não é fácil nem barata, pois um animal de 500 quilos, para ser bem incinerado, necessita de 200 quilos de lenha e alguns litros de querosene ou gasolina.
    Para ser eficiente, a incineração precisa ser feita da seguinte forma:

  • junto ao lugar onde se encontre o animal morto, abre-se um buraco retangular de 1,60 metros de comprimento por 0,80m de largura e 0,60m de profundidade;
  • no seu interior espalha-se o combustível;
  • na boca do buraco colocam-se diversas barras de ferro formando uma grelha. Sobre a grelha coloca-se o cadáver;
  • antes de acender o fogo, rasga-se com uma faca a cavidade abdominal do animal morto, a fim de ser evitada a expulsão violenta de gases e líquidos com a elevação da temperatura.

    O enterramento também pode ser eficiente, desde que seja bem feito, de acordo com as seguintes indicações:


  • os restos devem descansar no fundo de uma cova, ficando livre pelo menos um espaço de 0,50 metros até a superfície do terreno;
  • antes da cobertura, devem ser tapados com terra os espaços vazios em torno do cadáver;
  • depois será colocada em toda a extensão da cova uma camada de 10 cm de cal viva, que deverá, finalmente, ser coberta com uma camada de terra bem socada.

    O local onde o animal morreu deverá ser queimado, e todos os utensílios usados deverão ser desinfectados. Sempre que possível, o animal deverá ser enterrado ou incinerado no próprio local da morte, a fim de que não seja arrastado por outros locais.

    Em um estabelecimento de criação bem organizado deve ser destinado, a cemitério, uma pequena área de terreno. Então, o transporte dos cadáveres será feito com os devidos cuidados, sobre uma zona especial que será desinfectada logo depois de utilizada.

    Os fornos crematórios e digestores, embora eficientes, são caros e em geral não estão ao alcance do criador comum.

    A pele de animais mortos de doença não contagiosa pode ser aproveitada, assim como a carne de animais vitimados por acidentes, como coices, chifradas ou quedas.

    Lúcia Helena Salvetti De Cicco
    Editora Chefe
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