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Porquinho-da-Índia

 

  • NOME COMUM: Preá ou porquinho da índia
  • NOME CIENTÍFICO: Cavia aperea
  • ORDEM: Rodentia
  • NOME EM INGLÊS: guinea pigs
  • FAMÍLIA: Cavidae
  • GÊNERO: Cavia
  • ESPÉCIE:
    Cavia porcellus
    Cavia aperea
    Cavia cobaio
  • PESO AO NASCER: 75 a 100 gramas
  • TAMANHO: de 25 a 30 cm quando adultos.
  • PESO ADULTO: variando entre 800 g e 1,5 Kg.
  • ORIGEM: regiões sul e sudeste do Brasil, Argentina e Paraguai.
  • HÁBITOS: basicamente noturnos.

O porquinho-da-índia doméstico tem origem desconhecida. Acredita-se que tenha sido domesticado na América do Sul desde os tempos pré-incas. Foram levados para Europa no século XVI, e durante os quatro séculos seguintes foram conservados na maioria dos países europeus e América do Norte como animais domésticos e foram usados como alimento nos países Mediterrâneos e na América do Norte.

Na América do Sul são encontrados na Colômbia, Venezuela, norte da Argentina. Já no Brasil ele é encontrado em vários Estados, principalmente no Nordeste.

Os porquinhos-da-índia são animais rústicos e muito resistentes, adaptando-se bem sob diversas condições climáticas e vivem de acordo com o habitat em que se encontram. São bastante tímidos e ariscos e quando afugentados correm aos pulinhos emitando pequeninos gritinhos ou guinchos.

A carne apresenta sabor agradável, sendo considerada de boa qualidade para consumo. Sua composição é bastante próxima ou quase superior a outros tipos de carnes, como as de bois, frangos, porcos etc. É uma carne magra, com baixo teor de gordura - inferior à do frango.

Estes animais são muito utilizados para a alimentação, principalmente nos países da América do Sul e, por sua pele e pêlo serem muito parecidos com o do homem, os porquinhos-da-índia também são utilizados em laboratórios cosméticos para vários tipos de xampus, tintas para cabelos, perfumes etc.

Além disso, os porquinhos-da-índia são utilizados para experiências em laboratórios e biotérios como comprovadores de eficácia de produtos biológicos, tais como soros, vacinas e, como detectores da toxicidade de ervas e forrageiras.

Veja a seguir:

Características Doenças
Alimentação Filhotes
Reprodução

 

Características

  • maturidade sexual ................................................................ 55 a 90 dias
  • período de gestação ............................................................. 59 a 75 dias (média 68 dias)
  • ciclo menstrual ......................................................................12 a 18 dias
  • duração do cio .......................................................................6 a 11 dias
  • retorno do cio pós-parto .......................................................6 a 8 dias
  • época de cruzamento ............................................................ano todo
  • idade mínima para acasalamento ........................................12 semanas
  • peso no nascimento ..............................................................60 a 100 gramas
  • peso do adulto .......................................................................500 a 600 gramas
  • peso máximo alcançado .......................................................1,5 kg
  • tamanho quando adulto ........................................................25 a 30 cm
  • quantidade de crias por ninhada ..........................................média 2 a 3
  • idade de desmama ................................................................14 a 20 dias
  • início da alimentação sólida .................................................1 a 5 dias
  • vida útil da fêmea .................................................................2 a 4 anos
  • vida útil do macho .................................................................4 anos
  • freqüência respiratória .........................................................69 a 104 por minuto
  • batimentos cardíacos ............................................................260 a 400 por minuto
  • média de pressão sangüínea ................................................81 a 90 mm
  • temperatura corporal ...........................................................38,5º C
  • leucócitos ..............................................................................10.000/mm3
  • hemáceas ..............................................................................4,5 a 7 milhões por mm3
  • hematócrito ...........................................................................42%
  • hemoglobina ..........................................................................12,35%

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Alimentação

A alimentação desses animais é constituída basicamente de verduras, capins, raízes, sementes, tubérculos, Alcon Club Roedores - Alimento Extrusado e Alcon Club Roedores - Frutas e Legumes . É importante fazer a suplementação vitamínica com Labcon Roevit .

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DOENÇAS

Os porquinhos-da-índia são animais resistentes às doenças porém, é muito importante fazer exame periódico verificando o aspecto e a sanidade dos animais. Muitas das doenças provem do manejo errado: da falta de higiene nos alojamentos, superpopulação, ambientes com pouca ventilação ou temperaturas elevadas, correntes de ar e ainda alimentação inadequada. A melhor prevenção é conservando as instalações limpas, bem ventiladas e fazer a verificação periódica nos animais, afastando também certos males como piolho, sarna e vermes. Não esquecer de colocar em quarentena qualquer novo animal introduzido na criação e manter uma alimentação fresca e balanceada. Normalmente quando o animal está doente ele se torna triste e seus pêlos ficam secos e arrepiados. Dentre as enfermidades que podem eventualmente aparecer numa criação estão as seguintes:

BACTERIANAS

1 - Salmonelose: produzida pela Salmonella thyphimurium (a mais comum, ainda que também por outros tipos de Salmonella com sintomatologia muito similar). É uma enfermidade que se difunde rapidamente produzindo alta mortalidade, principalmente para os animais em crescimento. É provavelmente a mais letal de todas as enfermidades dos porquinhos-da-índia.
2 - Pseudo tuberculose: Produzida pela P. pseudo tuberculosis. É uma enfermidade crônica caracterizada por nódulos sebosos, especialmente nódulos linfáticos e vísceras. Geralmente é contraída pela boca.
As lesões individuais iniciam-se com pequenos focos necróticos que vão aumentando de tamanho até sobressaírem na superfície do órgão ou glândula e quando cortados apresentam um pus fluido, espesso e cremoso.
3 - Pneumonia: Enfermidade respiratória causada por bactérias, provavelmente a mais comum, principalmente em se tratando dos porquinhos-da-índia de laboratório. Produzida pela Klebsilla pneumaniae, Pasteurella Multocida, Bordetella bronchiseptica, Streptococcus pyogenes e pneumonice.
Os sintomas são espirros, olhos lacrimejantes, tosse, além do decaimento do animal. É uma enfermidade contagiosa, sendo necessária a separação dos animais afetados e às vezes até a destruição da colônia e um recomeço com um novo grupo de animais.
4 - Abscessos subcutâneos: Enfermidades também comuns nos porquinhos-da-índia, causadas por qualquer um dos variados gêneros de bactérias. 5 - Linfoadenite cervical: Também bastante comum, é causada pelo Streptobacillus moniliformes ou Streptococcus.

VIRAIS

1 - Adenite Salival: Inflamação e irritação das glândulas salivares, também conhecida como parotidite. A enfermidade é simples e o animal se recupera completamente entre 7 e 14 dias.
2 - Coreomeningite:
Raramente ocorre em porquinhos-da-índia.

3 - Paralisia Infecciosa:
Debilidade e paralisia gradual das extremidades, especialmente dos membros traseiros, podendo-se também paralisar a bexiga.

4 - Miosite Infecciosa:
Inflamação e edema nas patas traseiras. Não se sabe ao certo qual o vírus que a produz, podendo ser de origem dietética ou hereditária.

PARASITÁRIAS

Nos porquinhos-da-índia é muito difícil o aparecimento de parasitos internos, mesmo para os animais domésticos, geralmente criados no chão. Já os ectoparasitos, ou seja, parasitos externos, são encontrados com facilidade inclusive em animais de laboratório.

ENTRE OS MAIS COMUNS ESTÃO:
1 - Piolhos - Vivem sobre as escamas da pele, causando irritações consideráveis. Geralmente aglomeram-se ao redor das orelhas e ocasionam áreas peladas em conseqüência das picadas. É muito difícil a eliminação completa dos piolhos, mas são controlados através de submersão e pulverização com inseticidas apropriados.
2 - Ácaros e insetos: Os animais criados em laboratórios raramente são infestados por ácaros. Porém quando a criação é doméstica os porquinhos-da-índia estão mais propensos ao ataque dos parasitas. O controle é fácil e realizado através de submersão e pulverização em solução sarnicida e inseticida, as quais, se usadas em dosagem correta, não provocam nenhum tipo de toxidade aos animais.

CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS
1 - Coccideose: Os protozoários vivem no intestino e aí se reproduzem com velocidade, matando células epiteliais e deixando uma superfície ulcerada, inchada e sangrando, não permitindo que o intestino funcione normalmente.
Os animais recuperados normalmente são imunes, mas são portadores e a transmissão se dá pelas fezes de outros animais da mesma espécie.

CAUSADOS POR FUNGOS
1 - Mucormicose: Um mofo concentrado sobre o feno e ferragem. Os únicos sintomas geralmente observados são causados por infecção dos nódulos linfáticos do mesentério pelo fungo, dando origem a uma grande massa benigna no abdome.

CARÊNCIAS

1 - Escorbuto: é a deficiência da Vitamina C. O escorbuto provoca um transtorno no tecido conjuntivo produzindo hemorragias, especialmente ao redor das costelas e articulações, assim como rigidez nas partes traseiras com inflamação e hemorragia na planta das patas. Os principais sintomas são dificuldade para andar, perda de peso constante e pêlo sem brilho. Com o tempo aparecem articulações inflamadas e gengivas sangrando ao redor dos dentes soltos.


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Reprodução Com dois a três meses de idade esse animal já está apto a se reproduzir, por isso, é conveniente separar os sexos na época da desmama. Para o macho, o ideal é iniciar a idade reprodutiva com oito meses de idade e para a fêmea a partir dos cinco meses.

O cio do porquinho-da-índia dura entre seis e onze dias. Quando ocorre o cruzamento, a fêmea entrará num período de gestação média de 68 dias. Quando os filhotes nascem (média de 2 a 3), a fêmea pode novamente entrar no cio em seis a oito horas após o parto.
No período de gestação é muito importante tomar cuidado com as fêmeas, evitando o seu manuseio. Pode ocorrer ocasionalmente partos prematuros onde a fêmea venha a perder parte ou todos os filhotes. Isto pode ocorrer por vários fatores, veja a seguir alguns deles:

  • número grande de animais na mesma gaiola;
  • manipular muitas fêmeas gestantes;
  • mudanças bruscas de temperatura;
  • obesidade ou fraqueza;
  • brigas, sustos ou transportes longos;
  • cruzar fêmeas muito jovens;
  • freqüência demasiada no acasalamento.

Outro fator importante na reprodução é a alimentação, que deve ser racional e de acordo com as necessidades das fêmeas gestantes.


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Filhotes

O período de amamentação varia entre dez a vinte dias e a desmama se dá entre catorze e vinte e um dias.

Se avaliarmos que uma fêmea possui apenas duas mamas abdominais, quando o número de crias é de dois, três ou quatro, a desmama pode dar-se aos vinte dias, mas se o número de filhotes dor maior, é conveniente deixá-los com a mãe até mais ou menos trinta dias. Mas, é importante não ultrapassar este tempo, pois nessa idade os dentes dos filhotes já estão em desenvolvimento, podendo machucar as mamas da mãe.

Os filhotes nascem, em média, com 75 a 100 gramas e quando são desmamados pesam entre 200 e 250 gramas. Com oito ou nove meses eles alcançam seu completo desenvolvimento atingindo 500 a 600 gramas. Quando os animais são selecionados podem chegar até 1,5 kg.

Esta rapidez no crescimento é explicada principalmente pela riqueza do leite que é rico em proteínas e gorduras. Além do leite, os filhotes com apenas três dias de vida já se alimentam a base de vegetais, ricos em vitamina C.

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Leitura de referência para elaboração deste texto

Corradello, Elaine de F- A. - Criação de Preá. São Paulo: icone, 1987

Secretaria de Agricultura e Abastecimento- Manual de orientação para criação de preás - São Paulo: 1986

Ministério da Educação e Cultura- Mamíferos - São Paulo: 1959.

Abril Cultural-
Mil Bichos - São Paulo: 1978

.Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretorad e Conteúdo e Editora Chefe
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