O
borzói, como todas os lebréis, tem origem muito rêmotas.
Antigamente, na Rússia, era empregado exclusivamente
para defender-se dos lobos que infestavam as regiões
mais desoladas; à continuação, por iniciativa de grandes
senhores e de governantes, a caça do lobo converteu-se
em diversão emocionante, de grandiosas proporções.
O borzói custou a chegar aos diversos paises da Europa
Ocidental e a sua criação começou a expandir-se somente
a partir de 1860. A rainha Vitória foi possuidora
dum dos primeiros exemplares, o que suscitou muito
interesse. Importantes criações surgiram logo na França,
na Holanda, na Bélgica, na Alemanha. Na Inglaterra
a produção adquiriu importância em seguida; mas, principalmente
pela dificuldade
de importação, gradativamente chegou-se a criar um
tipo de local, muito refinado, e, embora interessante,
notavelmente afastado do clássico lebrel russo de
origem.
Na Europa, salvo raras exceções, é considerado como
exclusivamente cão de luxo. Mantido na inatividade
mais completa, perdeu as suas qualidades combativas
tradicionais. Foi usado algumas vezes para a caça
da raposa e da lebre; mas, principalmente nestas últimas,
demonstrou poucas aptidões; a pequena presa não corresponde
à importante estatura e peculiar constituição do borzói.
PADRÃO
DA RAÇA: Bruno Tausz
Padrão
FCI nº 193; Origem: Rússia;
Nome de origem: Barzaïa; Utilização: caça
e corrida.
Classificação FCI - grupo 10 -
Lebréis; - Seção 1. - Lebréis de Pêlo Longo ou Franjado; - Sem prova de trabalho. -
ASPECTO
GERAL - caracterizada pelo talhe imponente,
a riqueza da pelagem, a beleza das cores, o equilíbrio
das proporções, a elegância dos movimentos e a harmonia
das formas, que lhe conferem uma incontestável nobreza.
Provavelmente descende do antigo lebrél russo, com
uma pequena contribuição do sangue dos lebréis da
Criméia e do Cáucaso. Seu caráter distingue-se pela
calma e a reserva, no comportamento, grande segurança
e autodomínio. Nas corridas é rápido e resistente.
Em combate, é adversário perigoso, pois, apesar de
sua elegância, é um cão poderoso e corajoso. Utilizado,
na Rússia, como cão de caça, sendo notável por sua
visão acurada, rapidez, principalmente, em distâncias
curtas, e sua mordacidade contra a caça. A aparência
geral e caráter são prioridades no critério de qualificação.
Principal indicadora da pureza da raça, a aparência
geral, jamais deve ser sacrificada em favor da perfeição
de outro atributo, qualquer que seja sua importância.
Utilizado na caça, principalmente à lebre, à rena
e ao lobo. Na Europa Ocidental, freqüentemente, utilizado
como cão de corrida.
| PROPORÇÕES |
-
retangular, levemente alongado, ou seja, o comprimento
do tronco é de 1 a 2 cm maior que a altura na
cernelha. Tipo longelíneo (dolicocéfalo, membros
alongados, peito estreito e chato). |
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- |
| TALHE |
- altura na cernelha: machos 70 cm a
82 cm ou mais; a fêmea é mais baixa em torno de
5 cm.
De uma maneira geral, deseja-se o tamanho maior,
contanto que não desvirtue seu aspeto ou o rendimento.
A cernelha é pouco mais alta que a garupa, senão
da mesma altura. |
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- comprimento: (padrão
não comenta).
- peso: (padrão não comenta). |
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- |
| TEMPERAMENTO |
- (padrão não comenta). |
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- |
| PELE |
-
de textura fina, bem esticada, bem pigmentada,
(mesmo em exemplares inteiramente brancos) sem
rugas ou pele frouxa. |
| -- |
- |
| PELAGEM |
- pêlo
longo, sedoso, ondulado ou em grandes cachos.
Extremamente denso em torno do pescoço, na face
ventral do peito, nas faces posteriores dos membros
e na cauda. Curto na cabeça, orelhas e face anterior
dos membros. Pêlo curto, pequenos cachos ou crespo
é considerado falta. |
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- |
| COR |
- branco;
ouro em todas nuances; ouro prateado; ouro escurecido;
castanho sombreado em preto, o focinho e os membros
são escuros; cinzas, do cinza prata ao cinza-amarelado;
malhado; ouro, castanho ou cinza com listas em
tons mais escuros; castanho, preto e todas as
nuances intermediárias dessas cores. As marcações
castanho são admissíveis, mas indesejáveis. Nos
exemplares de cores escuras, a máscara preta é
característica, como também listas escuras pelo
corpo. Todas essas cores podem ser unidas ou separadas
em manchas sobre o fundo branco. Nos cães unicolores,
a cor da pelagem vai clareando para as extremidades
e para a face posterior dos membros. |
| - |
- |
| CABEÇA |
- visto
de qualquer ângulo, a cabeça é longa, estreita,
seca e elegantemente cinzelada, diminuindo, gradualmente,
para a frente. O comprimento e a largura são proporcionais
aos do tronco, bem como ao comprimento e a finura
dos membros, sendo que o comprimento do focinho
é, ligeiramente, maior que o do crânio. |
| - |
Crânio |
- chato,
ligeiramente fugidio e um tênue desenvolvimento
das arcadas zigomáticas, bem estreitas. Crista
occipital bem marcada. |
| - |
Stop |
- perfil
da linha superior crânio/focinho caracteriza-se
pela ausência de stop, fazendo um ângulo bem obtuso
cujo vértice fica na altura das arcadas superciliares. |
| - |
Focinho |
- forte,
longo, estreito, seco, pouco profundo. A cana
nasal, ligeiramente arqueada faz, com a linha
inferior do focinho, que é reta, um ângulo agudo.
Os lábios são finos, secos bem amoldados à estrutura
óssea do focinho, com as bordas pigmentadas de
preto. |
| - |
Trufa |
- preta,
qualquer que seja a cor da pelagem, relativamente
grande, projetando-se bem à frente dos dentes
incisivos. |
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Lábios |
- |
| - |
Mordedura |
- desejável
completa, fortemente desenvolvida, podendo articular-se
em tesoura ou torquês. O prognatismo superior
ou inferior é uma falta grave. Em virtude do extenso
comprimento dos maxilares, os dentes pré-molares
nascem bem afastados. |
| - |
Olhos |
- grandes,
amendoados, marrons, o mais escuro possível, inseridos
relativamente próximos, um pouco atrás da metade
do comprimento total da cabeça. Pálpebras de bordas
pretas, abrindo-se ligeiramente oblíquas. Expressão
doce, mas esperta. |
| - |
Orelhas |
- de
inserção alta e para trás, relativamente pequenas,
finas, estreitas terminando em ponta. Portadas
dobradas para trás repousando sobre a nuca, em
forma de rosa, e as pontas se tocam. Do momento
que o cão está em atenção ele pode portar as orelhas
retas, às vezes com a ponta caída para a frente. |
| - |
- |
| PESCOÇO |
-
longo, lateralmente achatado, com a linha superior
ligeiramente arqueada, bem musculado, fartamente
revestido de pêlos, sem barbelas. |
| - |
- |
| TRONCO |
- |
| - |
Linha
superior |
-
o dorso faz, principalmente, nos machos, um grande
arco, cujo ponto mais alto, fica na direção da
última costela. A fêmea pode apresentar a linha
superior mais plana. A proporção entre dorso e
lombo é, em torno de, 1:1. Toda a linha superior,
notadamente a região lombar, é relativamente grande
e bem musculada. |
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Cernelha |
- no
mesmo nível do dorso, sem ser marcada. |
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Dorso |
- |
| - |
Peito |
- relativamente
longo e muito profundo, até o nível dos cotovelos,
proporcionalmente, estreito e chato . O antepeito
é pouco pronunciado. A linha inferior da caixa
torácica é arqueada. |
| - |
Costelas |
- tenuemente
arqueadas. |
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Ventre |
- (padrão
não comenta). |
| - |
Lombo |
- (padrão
não comenta). |
| - |
Garupa |
- longa,
larga e bem musculada, no prolongamento da curva
da linha superior, descendo, gradualmente, para
os membros posteriores. Os ossos do ílio mantém,
entre si, um afastamento de, aproximadamente,
8 cm (mais ou menos a largura da nossa mão). |
| - |
- |
| MEMBROS |
| Anteriores - no conjunto, são longos, secos e musculados.
Visto de qualquer ângulo, são retos. Angulação
é, relativamente, tênue. Portanto o ângulo da
escápula e do cotovelo são bem obtusos. Contudo,
a disposição exageradamente vertical dos ossos
deve ser rejeitada como falta. Cada peça anatômica
componente da cinta torácica se caracteriza pelo
considerável comprimento. O cotovelo |
| - |
Ombros |
- escápula
longa, estreita e chata, guarnecida por músculos
tendinosos, longos e poderosos, e bem articulada
ao tórax. A crista dorsal da escápula não ultrapassa
muito a epífise dorsal. |
| - |
Braços |
- igualmente
longo, articulado de maneira relativamente reta
e muito secamente musculado, cotovelos trabalham
bem ajustados, rente ao tórax e corretamente direcionados
para a frente. |
| - |
Cotovelos |
- fica
no nível da metade da altura na cernelha. |
| - |
Antebraços |
- particularmente
longo e vertical. Visto pela frente, parece fino,
visto de perfil, é largo em virtude de sua musculatura
seca. A face posterior é revestida de pêlos que
formam franjas. |
| - |
Carpos |
- fortes,
ligeiramente inclinado. |
| - |
Metacarpos |
- relativamente
curtos, com uma tênue inclinação. |
| - |
Patas |
- articuladas
paralelas, estreitas, de formato oval, dígitos
fechados e bem arqueados. Unhas fortes e sola
bem pigmentada. |
| - |
- |
| Posteriores - no conjunto, igualmente longos, bem mais
musculado que os anteriores e angulação mais acentuada,
embora as angulações coxofemoral e femorotibial,
como também, as do jarrete, sejam bem abertas
os ângulos são mais fechados que os dos anteriores.
Visto por trás, são retos, paralelos e mais afastados
que os anteriores. Visto de perfil, ficam ligeiramente
para trás. |
| - |
Coxas |
- longa,
larga, musculatura seca, excessivamente desenvolvida.
A face anterior bem revestida de pêlos. |
| - |
Joelhos |
- bem
articulados. |
| - |
Pernas |
- longas,
com musculatura tendinosa. |
| - |
Metatarsos |
- curtos,
maiores que os metacarpos e articulados verticalmente. |
| - |
Jarretes |
- curtos,
forte, largos e secos; visto de perfil, ligeiramente
arqueados. |
| - |
Patas |
- iguais
às anteriores. |
| - |
- |
| Cauda |
- de
inserção baixa, em foice ou cimitarra, forte,
abundantemente revestida de pêlos, tão longos,
quanto possível. Passando-se a cauda por entre
as coxas, para a frente e para cima, seu comprimento
deve atingir o mais próximo do nível da ponta
do ílio. Portada baixa, em repouso; em excitação,
pode ser portada alta, mas nunca acima do nível
da linha superior. Cauda enrolada, desviada ou
portada muito alto é considerado falta. |
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- |
| Movimentação |
- passadas
grandes, flexíveis no passo e no trote. Na caça,
até o levante da presa, um trote de velocidade
moderada; uma vez em perseguição, um galope veloz
em saltos grandes e elásticos. |
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- |
| Faltas |
-
avaliadas conforme a gravidade.
Aspecto geral: pernalta, muito longo, muito baixo,
altura 5 cm abaixo dos limites do padrão.
Cor: marcas castanho muito fortes, cor café com
manchas.
Pelagem: macia, curta, eriçada, rala; culote ou
franjas insuficientes, pêlo duro; pêlos duros,
uniformemente distribuídos pelo corpo.
Cabeça: grosseira; stop acentuado; arcadas zigomáticas
pronunciadas. Focinho muito afilado; trufa clara.
Orelhas: inserção baixa, muito afastadas, insuficientemente
assente na nuca, grandes, grosseiras, extremidades
arredondadas.
Olhos: claros, pequenos, redondos, pálpebras claras.
Pescoço: de seção redonda ou grosseiro.
Peito: muito estreito, muito largo.
Linha Superior: dorso estreito, carpeado, costelas
em barril; um dorso selado é falta grave. Um dorso
chato é falta nos machos, uma imperfeição nas
fêmeas.
Garupa: estreita, insuficiente.
Ventre: pouco esgalgado, muito longo.
Anteriores: metacarpos fracos; cotovelos desviados
para dentro ou para fora; patas desviadas para
fora, movimentação pesada, grosseira; traços de
raquitismo.
Posteriores: patas viradas para dentro, tortas;
angulação fraca do jarrete; muito retos; dígitos
muito afastados.
Patas: dígitos afastados; redondas, grossas.
Cauda: curta, enrolada, portada alta, torcida
para o lado, desenvolvimento insuficiente das
franjas. Todos os defeitos são considerados como
falta e penalizados de acordo com a gravidade. |
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| Faltas
graves |
- (padrão não comenta). |
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| DESQUALIFICAÇÕES - as gerais. |
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| NOTA:
os machos devem apresentar dois testículos de
aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados
na bolsa escrotal. |
Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe

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