BOXER ALEMÃO
Os ancestrais do boxer,
conhecidos na Idade Média com o nome de "alans",
eram treinados para a caça ao urso e ao javali.
Sua aptidão para aprender faz dele um cão
de muitas habilidades. A raça foi fixada no começo
deste século, na Alemanha.
O
boxer resulta de cruzamento de mastins bullenbeisser e
buldogues realizados em Munique na década de 1850.
Foi mostrado pela primeria vez em Londres na década
de 1930.
Apesar
da aparência agressiva, belicosa e da natureza extrovertida,
ele é suficentemente dócil para ser usado
como guia em certos países.
Tem
uma devoção à família que
é estraordinária e um instinto de proteção
excepcional. Sua afeição pelas crianças
é mundialmente conhecida e, quem convive com um
boxer logo percebe sua boa índole. Com as pessoas
estranhas ele age sem agressividade e constuma observar
o estranho antes mesmo de latir.
BOXERS
INTELIGENTES
Os
boxers não só podem comunicar-se com outros
cachorros como também podem fazer com que suas
emoções e desejos sejam percebidos pelos
humanos. Muito frequentemente você dará,
por intuição, a interpretação
correta a estes sinais e aprenderá com o tempo
a interpretá-los, observando de perto seu animal.
Linguagem
corporal
Os
boxers têm um modo muito especial de fazerem-se
entender pela linguagem corporal e pela mímica.
Prontidão:
se um ruído estranho, por exemplo, chama a atenção
do seu boxer, ele empinará a cabeça e enrugará
a testa.
Alegria:
os boxers, como outros cachorros , também expressam
prazer sacudindo o rabo.
Satisfação:
em passeios você seguramente verá seu boxer
cheio de prazer, se jogar na grama e rolar de um lado
para outro repetidamente. Ele está transbordando
de alegria e este comportamento é um sinal de seu
bem estar. Ele se sente bem particularmente, deitará
de lado totalmente relaxado. Deitar de costas é
uma expressão de intimidade absoluta.
Submissão:
deitado de costas, o boxer também expõe
seu pescoço. Isto é um gesto de submissão.
Você verá isto repetidamente também
durante lutas por classificação. O cachorro
mais fraco deita de costas e mostra seu pescoço
para o outro cachorro. Deste modo ele demonstra que é
o perdedor. O impulso de morder do cachorro mais forte,
diante disso, é inibido por sua postura comportamental.
Afinal de contas, o propósito de detrminar que
é o melhor cão foi cumprido.
Tristeza:
se seu boxer estiver, se enrolará como uma bola.
Se você o castigou, ele pode estar muito ofendido.
Alguns boxers se afastam e não reagem até
mesmo a agrados ou palavras amáveis.
Medo:
um boxer mostra medo pondo seu rabo entre as pernas. Reage
com o mesmo comportamento quando faz alguma travessura
e você o chama em seguida. Com a cabeça inclinada
e o rabo comprimido entre as pernas, dirige-se furtivamente
para você.
Olhos
expressivos: os olhos do Boxer expressam freqüentemente
seus sentimentos. Porém, para se interpretar esses
sentimentos corretamente, você precisa conhecer
seu animal há algum tempo: seu olhar suplicante
quando quer conseguir o presente ; seu olhar de impaciente
quando o passeio diário terminou há muito
tempo e ainda a expressão feliz em seus olhos quando
ele percebe que sua companhia é bem vinda.
Vocalização
O
boxer possui uma grande variedade de latidos e outros
sons com quais pode expressar seu estado de espírito
e seus desejos. Não é uma boa razão
que todas essas expressões vocais são descritas
como vocalização. Quanto mais tempo dedicar
a seu boxer, mais nuances ele expressará em sua
comunicação e, reciprocamente, melhor você
entenderá seu animal.
Lamúria
e lamento: o boxer indica que está com dor por
meio de sons muito altos produzidos com a boca fechada.
Quando implora também faz o mesmo som, por exemplo,
quando quer comer algo ou sair.
Grunhido:
quando o grunhido parece mais um zumbido, é uma
indicação do bem estar de seu boxer; mas
se é um pouco ronco fundo, ele está com
humor hostil e pronto para uma briga. Grunhindo profundamente,
adverte o oponente do ataque iminente.
Latido:
o timbre e os intervalos entre latidos transmitem informações.
Mesmo o latido em tom profundo é um sinal de saudade,
demonstrava de forma amigável. Desagrado é
expressado por latidos muito altos e agitados.
Dominado
por seus instintos
O
comportamento do boxer, assim como o de qualquer outro
animal, é em grande parte determinado por reações
instintivas e impulsos. Em última análise,
eles servem ao propósito de autopreservação
ou preservação da espécie.
O
instinto para resistir permite ao cachorro defender-se
A
caça ou instinto de rapina: se expressa quando
o boxer persegue um animal que está se afastando
e que é então visto como pressa.
Freqüentemente
é só um tipo de brincadeira de pegar, quando
o boxer , por exemplo, persegue uma lebre. Este padrão
de comportamento é esperado, embora o boxer não
seja exatamente um cão de caça. O treinamento
dele tem que objetivar a repressão deste impulso,
tanto quanto o possível. Qualquer impulso nesta
direção deveria ser reprimida já
na sua fase inicial, por exemplo, quando ser boxe cava
ninhos de rato ou de toupeira. Do mesmo modo, não
deixe seu cão de estimação perseguir
um veado outra caça do tipo. Para evitar que seu
cão seja ferido, você deveria considerar
se quer deixa-lo sem coleira numa área de caça
livre.
Minha
dica: embora seu boxer possa ser obediente, é esperado
que algum dia ele corra atrás de um animal selvagem
em vôo. Quando isso acontecer, não saia do
lugar de onde ele correu de você. Não corra
atrás dele. Seu boxer se orientará por meio
de faro e achará o caminho de volta para você.
O
instinto de Proteção: se aplica não
só à prole do boxer, mas a família
de seu dono também. Nos passeios ele está
sempre conferindo o grupo de pessoas pelo qual ele é
responsável, concedendo particular proteção
às crianças. Quando encontra outras pessoas
com cães, seu boxer se tornará extremamente
alerta. Ele se plantará a sua frente e eriçrá
o pêlo. Uma vez passado o "perigo, ou seja,
o outro cachorro, seu nível de tensão volta
ao normal.
O
instinto de vigiar: e Ter cuidado com os outros está
voltado principalmente aos filhotes do cão, mas
também pode se estender aos caçulas da família
do dono. É expressado quando o cachorro o lambe,
especialmente sua face. Por motivo de higiêne você
não deveria permitir isto, porque o boxer pode,
deste modo, facilmente transmitir-lhe doenças ou
vermes. Por isto tente firmemente impedir o cão
de lamber suas crianças, oferecendo-lhe sua orelha
ou mãos como alternativa.
O
instinto de comer: serve só a propósito,
auto preservação. Nada mudou pelo fato do
boxer, na sua condição de animal doméstico,
já não Ter de achar comida por si mesmo,
mas ser alimentado por seu cão.
O
instinto de acasalamento: também tem um só
propósito: preservação da espécie.
Não pode ser influenciado pelo treinador.
Doenças Específicas Do Boxer
Apesar
de todo nosso cuidado e atenção, os Boxers
ocasionalmente sofrem de doenças para as quais
a raça parece estar predisposta. Quer estas doenças
sejam origem geneética ou ocasionadas por fatores
ambientais, elas de qualquer modo precisam ser tratadas.
Câncer
Descobriu-se
que os Boxers são de alto risco para uma grande
variedade de tumores. Estão incluídos tanto
os tumores benignos de pele ( lipomas e histocitomas)
quanto o câncer que afeta o cérebro, a pele,
a tiróide, as glândulas mamarias e órgãos
internos como o Baço e pâncreas. Tumores
benignos de pele normalmente podem precisar ou não
de tratamento ou simples remoção cirúrgica
sob anestesia local. Os malignos requerem tratamento específico
para o câncer e variam bastante. Tal qual nos casos
de câncer humano, os cães são tratados
com cirurgia, quimioterapia e ás vezes radiação.
Tem havido enormes avanços no tratamento de cães
e no tempo de sobrevivência. Não há
como prever se o Boxer desenvolverá alguns tipo
de câncer com o envelhecimento.
No entanto, é prudente estar alerta em relação
a qualquer manifestação estranha e consultar
seu veterinário caso observe algo suspeito.
Hiperplasia
gengival
São
tumores benignos da boca essencialmente, um crescimento
excessivo do tecido gengival comumente visto em Boxers
de meia idade e mais velhos. Estes tumores podem ser numerosos;
no entanto normalmente não causam danos significativos.
Ocasionalmente eles deformam a posição dos
lábios e estéticamente não são
atraentes. Visto que eles podem reter partículas
de alimento, o dono deve prestar atenção
bucal. Consulte sempre seu veterinário para excluir
qualquer malignidade possível.
Doença
do Coração
Assim
como a maioria das raças caninas, os Boxers estão
sujeitos a enfermidades do coração. Entre
elas incluem-se anomalias congênitas, bem como doenças
adquiridas mais tarde. As doenças cardíacas
do Boxer normalmente enquadram-se em duas categorias:
estenose aórtica e cardiomiopatia.
A
aórtica é uma doença congênita,
um estreitamento ou constrição do sistema
de fluxo do ventrículo esquerdo para a aorta Geralmente
esta deficiência ocorre abaixo da válvula
aórtica e por isso é denominada estenose
subaórtica. Pode ser detectada por um sopro sistólico
pelo seu veterinário - frequentemente num jovem
filhote se o estreitamento for severo, ou num cão
mais velho se a constrição for menos aguda.
Deve-se fazer distinção entre este sopro-
as frequentemente denominados sopros de "fluxos"
inocente que desaparecem com o crescimento do filhote.
Não há nenhum tratamento cirúrgico
viável e se a deficiência resultar em arritmias
ventriculares, geralmente é utilizado uma terapia
anti- arrítmica. A estenose subaórtica pode
levar à falencia do coração e/ou
morte súbita, porém formas amenas da anomalia
podem passar despercebidas, não sendo incompatíveis
com a vida normal.
A cardiomiopatia é uma doença do próprio
músculo do coração. Causa arritmias
que ameaçam a vida e freqüentemente conduzem
à morte súbita ou falência do coração.
Pode ser causada por certos venenos; infecções
bacterianas, parasitas e virais (notadamente parvovirus);
uremia severa , diabetes e insolação. Nos
Boxers, entretanto, ela freqüentemente ocorre na
meia idade por motivo desconhecido. Indubitavelmente a
hereditáriamente desempenha um papel chave.
A cardiomiopatia é muito comum em toda a raça
na América do Norte e não há um modo
fácil de evitá-la. A boa notícia
e que uma grande chance de seu Boxer nunca venha a desenvolve-la.
Contudo, você deve estar ciente de seus sintomas.
Se seu Boxer alguma vez apresentar fraqueza súbita
ou desmaios você precisa investigar a causa deste
comportamento. Estes são sintomas clássicos
de cardiomiopatia da raça e não podem ser
ignorados. Muitas vezes, se você levar seu cão
ao veterinário depois de episódio destes,
seu batimento cardíaco poderá estar normal.
Infelizmente
isto não é garantia de um coração
saudável porque as arritimias, geralmente de origem
ventricular, só podem ser detectadas sob esforço
nos primeiros estágios da doença. São
necessários testes mais sofisticados.
A
cardiomiopatia pode ser tratada com drogas anti arrítmicas
e uma vez regulado o coração do cão,
ele poderá viver muitos anos sem mais nenhum sintoma.
Criadores de Boxers conscienciosos estão financiando
pesquisas sobre este problema e esperam um dia identificar
"sinais" genéticos de modo que a cardiomiopatia
possa finalmente ser eliminada ou grandemente reduzida.
Displasia
do quadril
Esta
é uma doença que se desenvolve na articulação
do quadril de muitas raças de cães, inclusive
os Boxers. A cabeça do fêmur (osso da coxa)
e o acentábulo (encaixe do quadril) tornar-se incompatíveis;
a articulação enfraquece e perde sua função
característica. A relutância em submeter-se
a exercícios físicos vigorosos , o andar
manco e a dor são sinais possíveis de displasia
de quadril, que se manifestam normalmente entre os quatro
meses de idade e um ano. Subir escadas ou levantar-se
de uma posição sentada ou deitada pode ser
difícil e o cão poderá gritar se
a articulação do quadril for manipulada.
As radiografias dão definitivamente o diagnóstico
e mostrarão a evidência da falta anormal
de firmeza da articulação. O tratamento
é direcionado ao alívio dos sintomas de
dor e inclui terapia medicamentosa e cirurgia. A displasia
do quadril é tida como hereditária, mas
outros fatores como dieta alimentar e condicionamento
não podem ser excluídos. Cães com
mais de vinte e quatro meses podem ser registrados e avaliados
pela Orthopedic Foundation For Animals (OFA) na Columbia,
Missouri.
Hipotireoidismo
(deficiência da Tiróide)
A
ocorrência do hipotiroidismo no Boxer adulto está
sendo diagnosticada com mais freqüência. Esta
deficiência pode ser causada por tumores na tiróide
ou basicamente pelo mau funcionamento da glândula.
O que acontecerá é que a glândula
tiróide revela -se deficiente na produção
de Hormônios tiroidianos. A tiróide deficiente
pode afetar muitos órgãos .Dentre os sintomas
temos: pêlo excessivamente ralo ou perda total dos
mesmos, obesidade, falhas reprodutivas e infertilidade,
anemia e letargia. O diagnóstico é confirmado
através de exame de sangue que comprove níveis
inadequados de hormônios da tiróide na circulação.
A administração de doses cuidadosamente
determinadas de reposição hormonal aliviarão
a maioria dos sintomas e provavelmente precisarão
ser ministradas visando o equilíbrio da vida do
cão.
O
envelhecimento do Boxer
A
medicina geriátrica canina realizou grandes avanços
ao longo dos anos. Vidas plenas e felizes podem muitas
vezes ser prolongadas através de tratamentos médicos
apropriados destinados a rejuvenescer e aliviar o stress
de um organismo em declínio. O velho Boxer é
uma grande dádiva, o valioso amigo que compartilhou
e enriqueceu a vida de seus familiares por muitos anos.
Sintomas
do envelhecimento
Embora
a maioria dos Boxers tenda a agir vigorosamente durante
toda a vida, seu velho cão poderá recusar-se
a correr e brincar como fazia antes. Ele pode desenvolver
artrite; se sofreu algum dano no esqueleto ou nas articulações
durante sua vida, isto poderá trazer-lhe desconforto.
Ele pode apresentar dificuldade em levantar-se ou mancar
periodicamente. Há excelentes remédios contra
a dor para estes problemas que podem ser prescritos pelo
seu veterinário.
Sua
responsabilidade para com o velho cão são
na maioria das vezes, uma questão de bom senso.
Não se pode permitir que ele se torne obeso. O
excesso de peso em cães, como nas pessoas, causa
tensão desmedida ao coração e ao
esqueleto. À medida que envelhece, o metabolismo
se tornará mais lento e irá requerer menos
calorias. Há excelentes alimentos cuidadosamente
elaborados para cães mais velhos. Se seu boxer
parece inclinado a correr a toda velocidade como se fosse
um filhote, mas você sabe que ele tem uma articulação
de joelho frágil ou astrite da espinha dorsal ou
coração anormal, seus exercícios
devem ser limitados dentro de parâmetros sensatas.
Dê-lhe uma cama boa e macia para deitar-se, mas,
acima de tudo, mantenha-o em ordem, conserve suas unhas
aparadas e faça-o sentir que ainda é um
valioso membro da família.
Dizendo
Adeus
Quando
chegar a hora de dizer adeus, você poderá
Ter a sorte grande de descobrir que seu velho amigo o
deixou como que sonhando no seu canto favorito do tapete.
Ou então , você terá que tomar a mais
dolorosa das decisões: pôr um fim no sofrimento
incurável do seu Boxer da maneira mais humana possível,
via eutanásia veterinária.
A
eutanásia é simplesmente uma dose excessiva
de anestesia. O cão adormecerá tranqüilamente
antes que a overdose cause a parada cardíaca. Se
você tomar esta difícil (e angustiante) decisão,
encha-se de coragem e permaneça com seu cão
enquanto o procedimento é realizado. Lembre-se
seu boxer não sabe o que está acontecendo
e a última coisa que você gostaria que ele
lembrasse é o tom suave da sua voz à medida
que ele é levado a dormir. É o mínimo
que você pode fazer: foi uma notável jornada.
PADRÃO DA RAÇA - Bruno Tausz
Padrão FCI: nº 144 / 10 de abril de 2002 / BR;
Origem: Alemanha
Nome de Origem: Deutsher Boxer
Utilização: Boiadeiro, guarda e defesa.
Classificação FCI:
- Grupo 02 - Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços;
- Seção 2.1 - Tipo Dogue/Mastife;
- Com prova de trabalho.
ASPECTO GERAL - o bóxer é um cão de talhe médio, pêlo liso, compacto, de estrutura quadrada e ossatura robusta. Sua musculatura é seca, fortemente desenvolvida, modelagem nitidamente definida. Sua movimentação é enérgica, poderosa e nobre. O bóxer não é rústico, pesado, muito leve, nem lhe falta substância.
PROPORÇÕES - Comprimento do tronco: construção é de figura quadrada, isto é, a altura na cernelha: a horizontal da cernelha e as duas verticais, uma tangenciando a ponta do ombro e a outra a ponta do ísquio, formam um quadrado.
TALHE
• Altura na Cernelha Macho: Altura Máxima - 63 cm
Altura Mínima - 57 cm
Altura Ideal - padrão não comenta.
Fêmea: Altura Máxima - 59 cm
Altura Mínima - 53 cm
Altura Ideal - padrão não comenta.
• Comprimento - igual à altura na cernelha
• Peso - Machos: acima de 30 kg (com cerca de 60 cm de altura na cernelha).
- Fêmeas: cerca de 25 kg (com cerca de 56 cm de altura na cernelha).
TEMPERAMENTO - de nervos firmes, autoconfiante, tranqüilo e equilibrado. O temperamento é da maior importância e requer maior atenção. Sua ligação e fidelidade para com o dono e seu território, sua vigilância, sua intrépida coragem como defensor e guardião, é bem conhecida ha muito tempo. Dócil no meio familiar, mas desconfiado para com os estranhos; de temperamento alegre e amistoso nas brincadeiras, contudo destemido numa situação séria. De fácil treinamento por conta de sua avidez por obedecer, sua mordacidade natural e acuidade olfativa. Pouco exigente e asseado, é tão agradável e apreciado em seu círculo familiar tanto como cão de guarda quanto de companhia. De caráter franco, sem falsidade ou traiçõe
PELE - ajustada, elástica e sem rugas.
PELAGEM - pêlo curto, duro, brilhante e bem assentado.
COR - fulvo (dourado) ou tigrado.
O fulvo se apresenta em diversas tonalidades, indo do fulvo claro ao ruivo-cervo escuro; mas as tonalidades mais bonitas são as intermediárias (ruivo/fulvo). Máscara preta.
O tigrado também se apresenta nas diversas tonalidades já descritas, e sobre essas cores se desenham listas transversais, de cor escura ou preta, no sentido da direção das costelas. O contraste entre a cor das listas e a cor base deve ser nítido. As marcas brancas não devem ser completamente rejeitadas; elas podem , até mesmo, ser muito agradáveis.
CABEÇA - confere ao bóxer o seu aspecto característico: bem proporcionada ao tronco sem parecer leve nem muito pesada. O focinho, o mais largo e poderoso possível.
REGIÃO CRANIANA
• Crânio - bem modelado, deve ser o mais anguloso e esbelto possível. Ligeiramente arqueado, sem ser abobadado e curto, nem plano. De largura moderada e o occipital não muito pronunciado. O sulco sagital é apenas ligeiramente definido, sem ser muito profundo, especialmente entre os olhos.
• Stop - a testa forma uma nítida interrupção com a linha superior do focinho. A cana nasal jamais deve ser encurtada, como no Buldogue, nem caída para a frente.
REGIÃO FACIAL
• Focinho - poderosamente desenvolvido nas três dimensões de volume sem ser pontiagudo ou estreito, nem curto ou plano.
Sua forma é determinada por:
* - formato dos maxilares;
* - posição dos caninos;
* - maneira com que os lábios se amoldam a essa estrutura;
os caninos devem ter bom comprimento e serem inseridos o mais afastados um do outro possível de maneira que a face anterior do focinho seja larga, quase quadrada, formando um ângulo obtuso com a linha superior do focinho. Na frente, a borda
• Trufa - larga, preta muito ligeiramente arrebitada com narinas bem abertas. A ponta da trufa é ligeiramente mais alta do que sua raiz.
• Lábios - os lábios arrematam o formato do focinho. O superior é espesso, formando um acolchoado, que preenche o espaço do prognatismo entre a arcada superior e inferior e fica apoiado nos caninos inferiores.
• Bochecha - desenvolvidas proporcionalmente aos maxilares fortes sem serem marcadamente protrusas. Fundem-se em suave curva para o focinho.
• Mordedura - a mandíbula se estende além da maxila sendo ligeiramente curva para cima. O bóxer é prognata. A maxila é larga na raiz onde se insere no crânio, diminuindo apenas levemente para a trufa. Os dentes são fortes e saudáveis. Os incisivos são, tanto quanto possível alinhados em linha reta. Os caninos são bem separados e de bom tamanho.
• Olhos - marrom escuros, não muito pequenos e inserção faceando com a superfície da pele, com a rima das pálpebras escura. De expressão enérgica e inteligente, sem ficar com a expressão carrancuda, ameaçadora ou penetrante.
• Orelhas - no seu tamanho natural são de tamanho apropriado. Inseridas bem afastadas no mais alto ponto das faces laterais do crânio. Em repouso, são portadas pendentes bem rentes às faces. Em atenção, voltam-se para frente, caindo e fazendo uma dobra bem marcada.
PESCOÇO - a linha superior se desenvolve num elegante arco desde a nuca, claramente marcada até a cernelha. De bom comprimento, seção redonda, forte, musculado e sem barbelas.
TRONCO
• Linha superior - reta, dorso e lombo curtos, largos e bem musculados.
• Cernelha - marcada.
• Dorso - curto, firme, reto, largo e bem musculado.
• Peito - profundo, descendo no nível dos cotovelos; A profundidade de peito é igual à metade da altura na cernelha. Antepeito bem desenvolvido.
• Costelas - bem arqueadas, sem ser em barril, com as articulações bem anguladas para trás.
• Ventre - ligeiramente esgalgado.
• Lombo - curto, firme, reto, largo e bem musculado.
• Garupa - levemente inclinada, larga, com tênue, quase reto, arqueamento. O osso pélvico é longo e largo, especialmente nas fêmeas.
MEMBROS
Anteriores - , , ,
• Ombros - longos e inclinados bem ajustados ao tórax. Não excessivamente musculados.
• Braços - longos formando um ângulo de 90° com os ombros.
• Cotovelos - trabalhando bem ajustados rente ao tórax.
• Antebraços - verticais, longos com musculatura seca.
• Carpos - fortes, claramente definidos, mas sem dobrar para frente.
• Metacarpos - curtos, quase verticais.
• Patas - pequenas, redondas, compactas com almofadas grossas e duras.
Posteriores - , , ,
• Coxas - longas e largas. A angulação da cinta pélvica com a coxa (articulação coxofemoral) o menos obtusa possível.
• Joelhos - com o exemplar em stay, deve tangenciar a vertical baixada da ponta do ílio.
• Pernas - muito musculosas.
• Metatarsos - curtos com uma leve inclinação de 95° a 100° com relação ao solo.
• Jarretes - forte, bem definido, com o ápice não voltado para cima. A angulação é de aproximadamente 140°.
• Patas - ligeiramente mais longas que as dos anteriores. Compactas com almofadas resistentes.
CAUDA - de inserção mais para alta, a cauda permanece íntegra ao natural.
MOVIMENTAÇÃO - vivaz, com muita propulsão e nobreza.
FALTAS: - Clique aqui para ver FALTAS.
FALTAS GRAVES - padrão não comenta.
FALTAS ELIMINATÓRIAS: - as gerais.
Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou comportamental deve ser des-qualificado.
Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou comportamental deve ser desqualificado.
NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Diretorad e Conteúdo e Editora chefe
Bibliografia:
David
Alderton
Cães
- Ediouro Publicações - 1993
Mil
Bichos
Editora
Abril - 1975 - São Paulo
Jean
Pierre Allaux - El cuidado del Perro
Editorial
Blume SA - 1986
*Padrão
da raça - Retirado do livro Manual de Exposição
- Guia de Consulta Rápida. Bruno Tausz.
*Informações
obtidas no Jornal da Sociedade Paulista do Boxer