Em 1835, foi votada pelo Parlamento Britânico
uma lei que proibia o combate entre cães (normalmente
"Bulldogs") e touros. Esta lei não
conseguiu extinguir a paixão do povo inglês
pela luta entre animais. Os mesmos cães que antes
enfrentavam os touros, passaram a ser utilizados em
rinhas de cães, que não eram exatamente
uma novidade pois em outros países este hábito
já existia há muito tempo.
Sendo
tais combates proibidos pela lei Britânica, as "rinhas"
eram realizadas às escondidas, na clandestinidade.
As lutas entre os Bulldogs eram rápidas e sem mobilidade,
já que os cães mordiam e não soltavam
mais até a morte, fato que fez com que os mais
"apaixonados" pela atividade procurassem a criação
de uma raça que mantivesse a valentia, combatividade,
tenacidade e insensibilidade à dor do "Bulldog
"a outros predicados que se faziam mister para uma
boa "briga". O cão utilizado para esta
"miscigenação " foi o Terrier
branco existente na ilha, muito popular, valente e ágil,
caçador de predadores como lobos e raposas.
Assim
surgiram os primeiros Bulldog and Terrier, que durante
gerações combateram seus irmãos de
raça.
Pouco
a pouco o Bulldog and Terrier foi se tornando o companheiro
do inglês de classe média, principalmente
dos universitários de Cambridge e Oxford, subindo
posteriormente para os salões mais nobres.
Por
volta de 1850, um lorde de Birmingham, chamado James Hinks
resolveu apurar um pouco mais a raça, que carecia
de beleza e simetria. Durante anos efetuou cruzamentos
utilizando outras raças e muita consangüinidade,
até o ano de 1862, quando apresentou pela primeira
vez em uma exposição, o cão resultante
de seu trabalho. Foi considerado um cão muito superior
em confronto, beleza e temperamento aos antigos Bulldog
and Terrier.
Desde
então, vem sendo criado em vários países
como Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Holanda,
Argentina dentre outros e, recentemente no Brasil.
Hoje
o Bull Terrier é um cão cercado de lendas
e histórias, contadas na sua maioria por maus proprietários,
que se aproveitam de sua valentia, determinação
e força para outros fins, como também se
aproveitam de outras raças como: American
"Pit Bull" Terrier, Mastim Napolitano, Tosa
dentre outras.
Devido
aos vários incidentes ocorridos ultimamente envolvendo
cães da raça American Pit Bull Terrier,
mais conhecido como PIT BULL, a imagem do BULL TERRIER
vem sendo erroneamente utilizada pela mídia para
identificação visual dos cães, provavelmente
pela similaridade de nomes, mesmo sendo cães muito
diferentes na aparência e temperamento.
O Bull Terrier atual é antes de tudo um
grande amigo e companheiro, sempre cheio de vida e disposição,
com abnegação total pelo seu amado senhor;
gosta do ambiente familiar, tem paciência de "Jó"
com as crianças e quando é ignorado, normalmente
procura as pessoas da família com pequenos encontrões
e lambidas como que implorando a sua atenção
e carinho.
Por
ser um cão rústico, não necessita
de cuidados especiais, podendo ser criado em pequenos
espaços e até em apartamentos, precisando
apenas de passeios diários a fim de exercitar a
sua poderosa musculatura.
Dentro de casa é um cão educado
e inteligente, preservando o seu espaço. Por ter
o pelo curto, a sua higiene é fácil e sempre
faz suas necessidades no lugar escolhido por seu dono.
Outra característica muito marcante do Bull Terrier
é que ele praticamente não late, só
o fazendo normalmente para avisar a presença de
estranhos.
Com
temperamento alegre , gosta muito de deitar em um confortável
sofá e assistir a um bom programa na televisão
juntamente com a família, de brincar e pular como
um "canguru" e dar rodopios no ar para chamar
a atenção, buscar bolinhas e outros brinquedos,
apesar de não deixá-los inteiros por muito
tempo.
Padrão
da Raça - CBKC *(Bruno Tausz)
ASPECTO GERAL: cão de
constituição forte e sólida, musculoso
e simétrico, com uma expressão viva, determinada
e inteligente.
CARACTERÍSTICAS: o Bulterrier é o
gladiador das raças caninas, plena impetuosidade
e coragem. É único em suas características
de cana nasal descendente (downface) e cabeça ovóide.
Independente do tamanho, os machos devem ser notadamente
másculos e as fêmeas bem femininas.
TEMPERAMENTO: equilibrado, talhado à disciplina,
se bem que obstinado, é particularmente amável
com as pessoas.
CABEÇA E CRÂNIO: cabeça longa,
forte e profunda até o final do focinho, jamais
grosseira. Visto de frente, tem o formato de um ovo de
superfície uniforme e lisa, mas chato entre as
orelhas. Visto de perfil a linha superior desde o topo
do crânio até o focinho é arqueada.
A trufa é preta com a ponta inclinada para baixo
e as narinas bem desenvolvidas; o maxilar inferior é
forte e profundo.
BOCA: dentes sadios, fortes, de bom tamanho e ortogonalmente
inseridos. Apresentam uma mordedura em tesoura perfeita,
completa com os incisivos alinhados, isto é, os
incisivos superiores ultrapassam, pela frente, os inferiores,
em contato justo e todos inseridos ortogonalmente aos
maxilares. Lábios secos e ajustados.
OLHOS: de aspecto estreitos e triangulares, inserção
oblíqua e profunda, pretos ou marrom tão
escuro quase preto, com expressão penetrante. A
distância, desde os olhos até a ponta do
nariz, deve ser, nitidamente, maior que a dos olhos ao
topo do crânio. Olhos azuis ou parcialmente azuis
são indesejáveis.
ORELHAS: inseridas relativamente próximas,
pequenas, finas e portadas firmemente eretas.
PESCOÇO: bem musculoso, longo, arqueado,
reduzindo o diâmetro da cernelha para a cabeça,
sem barbelas.
ANTERIORES: ombros fortes e musculosos, sem serem
carregados. A ponta dos ombros fica próxima à
ponta do esterno com as escápulas planas, largas,
com pronunciada angulação com os úmeros.
Membros anteriores retos com ossatura de seção
redonda, muito fortes e robustos de modo que o cão
possa ficar, solidamente, plantado conferindo um paralelismo
perfeito. Cotovelos fortes, firmes e bem ajustados, trabalhando
rente ao tórax. No cão adulto os cotovelos
ficam na metade da distância da altura na cernelha.
Metacarpos verticais.
TRONCO: bem roliço, costelas muito bem arqueadas,
dorso curto e forte. A linha superior é de nível
desde a cernelha, lombo levemente arqueado, largo e bem
musculoso. Peito, visto de frente, é largo; visto
de perfil, com grande profundidade da cernelha ao esterno.
A linha inferior, do esterno ao ventre sobe em graciosa
curva.
POSTERIORES: visto por trás, os posteriores
apresentam paralelismo. As coxas devem ser musculosas
e as pernas bem desenvolvidas. Os metacarpos são
curtos e retos, os joelhos e jarretes são bem angulados.
PATAS: redondas e compactas, com dedos bem arqueados.
CAUDA: curta, de inserção baixa,
portada horizontalmente. Mais grossa na raiz, afinando,
gradualmente, até a ponta.
PELAGEM: pêlo curto, assentado, denso e áspero
ao toque e bem brilhante. O subpêlo macio e pode
estar presente no inverno. A pele é firmemente
aderida ao corpo.
COR: nos brancos é branco puro. A pigmentação
da pele ou marcações na cabeça não
devem ser penalizadas. Nos coloridos, a cor deve predominar
em área sobre o branco. O rajado é preferido.
Rajado escuro, vermelho, castanho claro e tricolor são
aceitáveis. Marcas pequenas no pêlo branco
são indesejáveis, azul e fígado são
altamente indesejáveis.
TAMANHO: não há limites para a altura
e o peso, mas o cão deve dar a impressão
de máxima substância para seu tamanho, em
coerência com as suas qualidades e sexo.
Bulterrier Miniatura: neste caso a altura não pode
exceder a 35,5 cm e não há limite para o
peso desde que dê a impressão de substancioso
e de proporções equilibradas.
MOVIMENTAÇÃO: através da cobertura
de solo e do movimento característico ritmado,
fácil e fluente, o cão transmite a sensação
de ter todas as suas partes bem integradas. No trote os
membros trabalham em planos paralelos. Quando a velocidade
aumenta, as pegadas convergem para o eixo central. Os
anteriores apresentam bom alcance de passadas e os posteriores
fornecem bastante propulsão pela ação
compassada das ancas e da garupa e pela flexão
dos joelhos e jarretes.
FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão,
deve ser considerado como falta e penalizado na exata
proporção de sua gravidade.
DESQUALIFICAÇÕES: gerais.
NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos,
bem visíveis e normais, totalmente descidos na
bolsa escrotal.
As
informações deste artigo foram fornecidas
pelo Bull Terrier´s Alley Kennel - propriedade de
Hamilton J. Borges Jr. - Campinas - SP
Bull
Terrier's Alley Kennel : fones 019-2525078 / 019 - 9712.8288

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