Os Camelos Bactrianos
NOME COMUM: Camelo bactriano
ou camelo de duas gibas
NOME
CIENTÍFICO: Camelus bactrianus
NOME
EM INGLÊS: Bactrian Camel
FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
FAMÍLIA:Camelidae
ORDEM: Artiodáctilos
SUBORDEM: Tilópodes
CARACTERÍSTICAS:
ALTURA: Mede cerca de 3 m de comprimento, tendo mais
uns 50 cm de cauda; a altura, no garrote, raramente
vai além de 2 m
PESO: está entre 450 e 690 Kg
DIFERENÇAS
ENTRE O DROMEDÁRIO: O camelo bactriano
de duas gibas ou camelo
(Camelus bactrianus) é parente muito
próximo do dromedário, uma vez que
eles podem dar, por cruzamento, híbridos
fecundos. Há três diferenças
essenciais: o camelo bactriano tem duas gibas em
lugar de uma; é mais retaco que o dromedário;
e sua pelagem mostra-se muito mais fornidas. Os
membros apresentam-se muito mais curtos do que os
do dromedário, e os pelos tão longos
- principalmente na cabeça, na garupa e nas
coxas - que, em determinadas variedades, quase chegam
a tocar o chão durante o inverno.
ORIGEM:
Originário do Turquestão chinês
e da Mongólia, o camelo bactriano é
encontrado em estado selvagem apenas no deserto
de Gobi, e ainda assim em número muito pequeno.
Aliás, os naturalistas não estão
todos de acordo no que se relaciona a esses poucos
animais. Alguns consideram que não se trata
de indivíduos autenticamente selvagens e
sim de descendentes de animais outrora domésticos
que voltaram ao estado selvagem, como ocorreu com
os mustangues da América.
DOMESTICAÇÃO:
E m estado doméstico,
o camelo bactriano é criado em todas as estepes
da Ásia central, onde outrora assegurava
todo o transporte de mercadorias entre a China,
a Sibéria meridional e Turquestão.
Sua área de distribuição diminui
progressivamente com a regressão das estepes
que as transformam em desertos.
O
camelo bactriano é bem mais dócil
e calmo que o dromedário. Sem oferecer residência,
este animal deixa-se apanhar e arrear, abaixar-se
sem protestar e pára sozinho se a carga que
leva no dorso ameaça cair. Entretanto, uma
lebre basta para apavorá-lo a ponto de fugir,
no que é logo imitado por seus companheiros.
Uma
grande pedra negra no caminho, um monte de ossos
ou uma sela caída no chão aterrorizam-no
de tal forma que ele perde a cabeça e transtorna
a caravana. Atacado por um lobo o camelo nem se
quer pensa em se defender. Embora bastasse um coice
seu para pôr o adversário fora de combate,
o camelo bactriano contenta-se cuspindo-lhe em cima
e gritando.
ALIMENTAÇÃO:
O
camelo não prospera em pastagens ricas e
férteis, como os demais Ruminantes. Necessita
da flora das estepes e, mais particularmente, de
plantas ricas em sal, que o fortificam e o são
indispensáveis a seu equilíbrio orgânico.
REPRODUÇÃO:
O
período de reprodução começa
em fevereiro e acaba em abril. Ao fim de 13 meses;
a fêmea dá à luz um filhote
tão canhestro que se torna necessário,
nos primeiros dias, cercá-lo de todos os
cuidados e até mesmo aproximá-lo da
teta materna. Mas seu progresso é rápido
e ele não tarda em seguir a mãe, que
lhe testemunha a maior afeição. Ao
fim de algumas semanas a cria começa a comer,
podendo então ser separada, da mãe,
cujo o leite é reservado para os donos. A
ordenha é executada regularmente como se
faz com a vaca.
CAMINHO
PERCORRIDO:
Um
camelo robusto percorre de 30 a 40 Km por dia, conduzindo
uma carga de 250 Kg. No verão pode passar
de 2 a 3 dias sem água e 1 ou 2 dias sem
alimento. No inverno pode suportar até 8
dias a falta de água e não se alimentar
por 4 dias, sem inconveniente para a sua saúde.
Embora
resista muito bem às intempéries,
às terríveis precipitações
de neve do inverno e as provações
de longas viagens, o camelo sofre com o calor estival.
No inverno não lhe tiram os arreios nem mesmo
quando, terminada uma viagem e desembaraçado
de sua carga, pasta livremente na campina; no verão
ao contrário, é necessário
libertá-lo tão logo termina o trabalho
a fim de evitar os ferimentos.
É
indispensável deixá-lo repousar demoradamente;
com excesso de calor fica sujeito a resfriados que
representam grave perigo para à sua saúde.
Em
toda a Ásia central o camelo bactriano pode
ser considerado como um dos animais mais úteis
ao homem, o qual além de lhe aproveitar os
pelos, o leite, a pele e a carne, ainda o emprega
como animal de tiro e de carga. Graças ao
camelo, o homem atravessa as estepes áridas
onde os serviços do cavalo seriam deficientes;
e é com ele ainda que escala as montanhas
de até 4.000 m, atitude onde só os
iaques conseguem viver.
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
BIBLIOGRAFIA:
Enciclopédia
Os Animais
Editora
Bloch - 1872 - Rio de janeiro
Naturama
Editora
Codex - 1965 - São Paulo
- Vida
Selvagem
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Nova
Cultural - 1981- São Paulo
- O
Mundo dos Animais - Mamíferos
-
Nova
Cultural - 1980
- Zoo
O Fantástico Mundo Animal
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Mundial
- 1982
- Os
Bichos - Enciclopédia Ciências
-
Editora
Abril Cultural - 1972 -

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