A origem do catahoula perdeu-se em lendas, mas cães
semelhantes há muito são conhecidos no sudeste
dos EUA. A raça é incontestavelmente uma linhagem
de trabalho, embora mais renitente e mais agressiva
que muitas de seus parentes pastores, mas seus
ancestrais permaneçam um mistério. Especula-se
que seja, em parte, descendente dos cães de guerra
do tipo mastife trazidos para essa região pelos
exploradores espanhóis. Cathy J. Flamholtz relata
como Hernando de Soto cruelmente ensinava esses
cães a atacar índios e, em seguida, os abandonava
para serem cuidados pelas suas vítimas.
Esses cães, se acasalados com cães pastores de
origem tanto européia quanto indígena, poderiam
ter sido a raiz dessa raça. Poderia também ter
sido inoculada uma gota de sangue sabujo. A raça
iria detectar tanto em arvores quanto em trilhas
embora tenha puxado o lado pastoreiro da família
em mais características.
Muitos cinófilos historiadores ainda classificam
a raça como o cur (vira-latas) catahoula (curs
formam um grupo distinto de cães americanos).
Henri De Tonti, in 1686, disse ter visto cães
com olhos brancos e malhados durante suas explorações.
Jim Bowie teve um par de catahoulas, ou “gatos”
como eles freqüentemente chamavam em meados da
década de 1800.
O
nome da raça veio da Paróquia de Catahoula (significando
águas lindas e claras), um condado pantanoso no
noroeste da Louisiana, onde crianças iam para
a escola de barco em lugar de ônibus one o Catahoula
Hog Dog era mais conhecido. O povo dos alagados
ganhavam a vida pescando, de artezanato, e correndo
com um punhado de porcos selvagens e os reconduzindo
para as florestas. Essa linhagem era selvagem
e rebelde, vivendo de frutos grandes e pequenos,
sem ver seres humanos exceto durante o arrebanhado
anual.
Os porcos, particularmente, eram quase impossíveis
de se conduzir. Eles se voltavam contra a maioria
dos cães e lutavam em vez de correr.
Os “gatos” foram essenciais para reunir e cercar
os porcos e suas técnicas de pastoreio foram descritas
por H. Ellen Whiteley, médica veterinária,no seu
artigo "Catahoula Hog Dog Retorna Memórias de
Casa". “Vagabundos eram apanhados pelos cães e
forçados à luta.” Gritos angustiados dos irados
javalis traziam outros porcos, especialmente o
javali lider, para o resgate com fortes presas
mandibulares e eriçamento do dorso. Os cães, então
voltavam e corriam, escapando das suas presas
cortantes, rápido o suficiente para atormentar
os javalis na continuidade da perseguição o que
logo os conduzia para o cercado. Os “gatos” habilmente
pulavam a cerca e os javalis estavam encurralados.
Bons cães tiveram seus pesos valorizados em ouro.
Uma seleção natural do plantel da raça ocorreu
uma vez que os exemplares ineptos ou lentos raramente
sobreviviam ao primeiro ano de trabalho.
Quando uma pessoa precisava de um cão de trabalho,
um era recebido através de um vizinho que tinha
filhotes. No passado, os catahoulas geralmente
não eram vendidos, devido ao versículo da Bíblia
em Deuteronômio que dizia “Tu não deverás trazer...
o preço de um cão para a casa do Senhor vosso
Deus...”
O catahoula moderno tem sido adaptado tanto para
o gado quanto para os javalis, mas ele ainda é
o melhor para tirar bovinos semi-selvagens das
moitas então conduzi-lo manso para o celeiro para
a ordenha. Ele é agressivo e fica firmemente no
calcanhar, característica que é necessária para
trabalhar com exemplares selvagens, mas sem assustar
ou ferir qualquer animal no curral. Um criador,
como revelou Dennis McClintic, referiu-se a eles
como “marreta ambulante”. Ele também é valorizado
pelas suas habilidade em farejar o ar e encontrar
o gado quando eles estão dispersos em pesados
esconderijos.
NALC (National Association of Louisiana Catahoulas)
é a organização nacional que trabalha para padronização
do tipo e para educar pretensos compradores. Em
1979, o cão catahoula foi nomeado o cão do Estado
da Louisiana.
Os catahoulas utilizaram seus profundos latidos
como uma grande vantagem como cães de vigia e
companheiros de caça inclusive encurralando racuns
nas árvores. NALC
acabou com as brigas dos “gatos” contra racuns
em provas "Coon on a Log" desde que não era divertido
para o racum perder sempre”. Uma proprietária
descreve seu gato como “forte, feito de cordel
de chicote e couro”, embora gentil com seu outro
cão, embora seja perpetuamente o “líder da matilha”.
A raça é muito querida, ainda que sensível aos
anseios do dono. São afetuosos e protetores de
suas famílias, mas freqüentemente inóspitos com
visitantes.
Padrão
NALC (National Association of Louisiana
Catahoulas)
Origem: EUA
Nome de origem: Catahoula Leopard Dog
Outros nomes: Catahoula Hog Dog, Catahoula
Cur
Utilização: caça pesada
Classificação
-
cães de caça
-
- Sem prova de trabalho.
*
Atualizado em 14 de setembro de 2003.
ASPECTO
GERAL
- o
leopardo catahoula da Louisiana é um cão de
porte médio para largo, bem musculado embora
elegante e atlético. A construção revela rusticidade,
agilidade e grande resistência. Sua aparência
mostra um cão atleta autoconfiante e bem balanceado.
-
-
PROPORÇÕES
- (padrão não comenta).
-
-
TALHE
- altura na cernelha: machos de
55,8 a 66,0 cm e fêmeas de 50,8 a 60,9 cm.
Em ambos os sexos, as alturas intermediárias
são preferidas.
-
- comprimento: (padrão
não comenta).
- peso: (padrão não comenta).
-
-
TEMPERAMENTO
-
Os catahoulas utilizaram seus profundos latidos
como uma grande vantagem como cães de vigia
e companheiros de caça inclusive encurralando
racuns nas árvores. A NALC acabou com as brigas
dos catahoulas contra racuns em provas "Coon
on a Log" desde que não era divertido para
o racum perder sempre”. Uma proprietária descreve
seu gato como “forte, feito de cordel de chicote
e couro”, embora gentil com seu outro cão,
embora seja perpetuamente o “líder da matilha”.
A raça é muito querida, ainda que sensível
aos anseios do dono. São afetuosos e protetores
de suas famílias, mas freqüentemente inóspitos
com visitantes.
-
-
PELE
-
cicatrizes de honra, em virtude do catahoula
ser um cão de trabalho, não devem ser penalizadas.
--
-
PELAGEM
- pêlos
curtos para comprimento médio.
-
-
COR
- embora
a marcação de leopardo predomine, qualquer
cor ou combinação de cores é aceita. Coloração
uniforme não deve ser penalizada.
-
-
CABEÇA
- poderosamente
construída com um topo do crânio largo, bem
desenvolvido e maxilares pronunciados.
-
Crânio
- topo
do crânio largo, bem desenvolvido.
-
Stop
- bem
definido e de comprimento moderado.
-
Focinho
- forte
e profundo de comprimento quase igual ao do
crânio, medido do stop ao osso occipital.
Largo na base e, quando visto de cima, afilar
na direção da trufa.
-
Trufa
- (padrão
não comenta).
-
Lábios
- (padrão
não comenta).
-
Mordedura
- em
tesoura forte. Mordedura em torquês é aceitável.
Maxilares pronunciados.
-
Olhos
- podem
ser de qualquer cor ou combinação de cores.
-
Orelhas
- de
comprimento curto para médio, portadas dobradas,
com a dobra no nível ou ligeiramente abaixo
da linha do topo do crânio. A preferência
das orelhas corretamente portadas devem ter
as bordas anteriores caindo rente às faces.
-
-
PESCOÇO
- musculado
de bom comprimento.
-
-
TRONCO
-
-
Linha
superior
- (padrão não comenta).
-
Cernelha
- (padrão
não comenta).
-
Dorso
- de
nível, bem musculado e de comprimento médio.
-
Peito
- suficientemente
largo e profundo alcançando abaixo dos cotovelos.
-
Costelas
- bem
arqueadas.
-
Ventre
- moderadamente
esgalgado.
-
Lombo
- ligeiramente
arqueado.
-
Linha
inferior
-
moderadamente esgalgada.
-
Garupa
- de
comprimento médio para longo e ligeiramente
inclinada.
-
-
MEMBROS
Anteriores - o comprimento deve ser de 50-60% da
altura na cernelha. Inseridos moderadamente
separados e de ossatura forte sem ser excessivamente
pesada.
-
Ombros
- bem
inclinados.
-
Braços
- (padrão
não comenta).
-
Cotovelos
- trabalhando
rente ao tórax e corretamente direcionados
para a frente
-
Antebraços
- com
boa ossatura e longos.
-
Carpos
- (padrão
não comenta).
-
Metacarpos
- (padrão
não comenta).
-
Patas
- dígitos
corretamente direcionados para a frente.
-
-
Posteriores -
-
Coxas
- longas,
largas e fortemente musculadas.
-
Joelhos
- bem
angulados.
-
Pernas
-
-
Metatarsos
-
-
Jarretes
- curtos
e, vistos por trás, corretamente direcionados
para a frente.
-
Patas
- robustas
e de comprimento moderado. Os dígitos devem
ser ligeiramente mais longos que os anteriores
e menos arqueados. Devem ser palmípedes. Ergôs
devem ser removidos.
-
-
Cauda
- de
inserção média para alta. Anurismo pode ocorrer
ocasionalmente e não deve ser penalizado.
-
-
Movimentação
- as
passadas devem ser planas e fluentes.
-
-
Faltas
-
avaliadas conforme a gravidade.
Cabeças que apresentem insuficiente musculatura
e força, tanto muito longas e de focinho bicudo
ou muito curtas e pesadas.
Fêmeas com cabeça muito masculinizada e machos
com cabeças muito femininas.
Orelhas flutuantes, do tipo pendentes ou parcialmente
eretas.
Patas de gato (na ponta dos cascos) ou patas
de lebre (pés chatos) devem ser penalizados.
-
-
Faltas
graves
-
Prognatismo superior ou inferior.
Animais que excederem os limites de altura
na cernelha para mais ou para menos devem
ser penalizados de acordo com o grau de afastamento.
-
-
DESQUALIFICAÇÕES - as geraise mais
Estrabismo o má formação das pupilas.
Pelagens longas e/ou cães peludos.
-
-
NOTA:
os machos devem apresentar dois testículos
de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados
na bolsa escrotal.
Bruno
Tausz Consultor
e Colaborador em cinologia, cinotecnia, comportamento
animal e adestramento
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