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ALTERAÇÕES
DE CARAPAÇA E PLASTRÃO EM QUELÔNIOS
Uma
das alterações mais comuns verificadas
na clínica de quelônios, são as
alterações traumáticas de carapaça
e plastrão. Estas alterações
variam desde mordidas de outros animais como cães,
gatos e animais selvagens até atropelamentos
por carros, motos e bicicletas.
Na Universidade da Flórida, a cada três
consultas em quelônios, aproximadamente um era
trazido ao hospital por alteração traumática
na carapaça e/ou plastrão. Dependendo
da gravidade do caso, necessita-se de anestesia geral
geralmente inalatória, instrumental cirúrgico
adequado para suturas em tecidos moles, medicamentos
antibacterianos para limpeza das feridas, pomadas
cicatrizantes, bandagens cicatrizantes especiais e
medicamentos injetáveis como antibióticos
e analgésicos (caso necessário). Em
alguns casos, dependendo da extensão do trauma,
opta-se pela realização de exames laboratoriais
como cultura para bactérias e antibiograma.
Nos casos mais graves considerados emergências,
os animais são trazidos com grande perda sanguínea
causada pelo rompimento de vasos sanguíneos.
Esta hemorragia deve ser controlada ligando-se os
vasos rompidos com fio de sutura apropriado, eletrocauterização,
e nos casos mais brandos uma pressão leve com
gaze estéril, pode ser o suficiente para conter
o sangramento. Nunca deve-se esquecer que a reposição
de fluidos e eletrólitos, alimentação
forçada através de ``tubos`` ou sondas
esofágicas e temperatura ambiente adequada
podem ser requeridas.
Os
cuidados básicos nos casos de emergências
em répteis, são similares aos aplicados
em outros animais. Alguns profissionais acostumados
com a clínica e cirurgia de pequenos animais
ou animais selvagens de sangue quente, podem ter dificuldade
ao deparar-se com animais de sangue frio ou ectotérmicos,
dependentes diretamente de aquecimento externo para
um bom funcionamento do metabolismo interno. As dosagens
dos medicamentos e as vias de administração
são distintas, os répteis possuem um
sistema porta-renal, e no caso da reconstrução
da carapaça e/ou plastrão, utiliza-se
desde furadeiras especiais, parafusos e fios ortopédicos,
até resinas odontológicas.
Dr.
CARLOS ALEXANDRE PESSOA MÉD. VETERINÁRIO
DE RÉPTEIS EXÓTICOS CRMV/SP: 8621
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