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Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe
O
carbúnculo é uma doença contagiosa
que ataca todos os médios e grandes animais,
inclusive o homem e, geralmente é mortal.
Entretanto os eqüideos são menos atingidos
que os ruminantes. É produzida pelo Bacillus
anthracis e, este micróbio encontra-se,
principalmente, onde já ocorreu a doença,
pois seus esporos permanecem no solo por vários
anos. Geralmente estes esporos provêm de animais
carbunculosos enterrados no campo, sem o devido
cuidado e trazidos à superfície pelas
minhocas. As fezes e sangue dos animais que estiverem
na pastagem são infectados.
É
uma doença comum de animais mantidos em regime
de pasto, porém, pode surgir em estábulos
por feno contaminado adquirido em áreas onde
ela ocorre.
O
carbúnculo pode aparecer em qualquer lugar,
porém, em certas regiões existem focos
onde ele se manigesta com freqüencia. Em terrenos
pantanosos e em áreas com muita matéria
orgânica em decomposição, os esporos
podem viver por tempo prolongado, durante anos. Os
bacilos, porém, são pouco resistentes
ao calor e à dessecação. Infelizmente
o esporo é o elemento responsável pela
maioria das infecções.
SINTOMAS
- Nos eqüideos, a enfermidade em geral apresenta
forma relativamente benigna, com os seguintes sintomas:
cólicas fortes; edema do peito, pescoço
e da região faringeana. Também podem
ocorrer: depressão, febre alta, dispnéia,
edemas subcultâneos no tórax e no pescoço,
cólicas, faringite, hemorragia nasal e manqueira.
A morte, quando ocorre, as vezes é tão
rápida que não se percebem os sintomas
nos animais a campo. Nos casos fulminantes, a morte
pode ocorrer em 24 e 48 horas e, nesses casos, observam-se
os edemas (tumefações), diarréia
sangüinolentas, cor de chocolate, e os animais
se deitam com convulsões e dificuldade respiratória.
Os cadáveres incham rapidamente e então
observam hemorragias pelas aberturas naturais. O sangue
é escuro e de difícil coagulação.
Só estes sinais identificam a doença.
Os
animais são contaminados através dos
intestinos; água; escoriações;
picaduras de insetos infectados e inalação
do agente infeccioso. Os urubus podem transportar
a doença a grandes distâncias. O homem
pode ser infectado durante uma necropsia ou manipulação
de couros, chifres, lá e cadáveres de
animais vitimados pela infermidade.
A
necrópsia é perigoso, sendo preferível,
em caso de se pretender um diagnóstico de laboratório,
enviar um esfregaço de sangue ou um osso de
canela, muito bem protegido. O cadáver
deve ser incinerado ou enterrado no mesmo local,
aplicando na sepultura uma boa quantidade de cal.
PROFILAXIA
- Emprego da vacinação. No entanto,
a escolha do produto deve ser feita por um médico
veterinário pois depende da região e
situação que se apresenta. Em toda propriedade
onde tenha ocorrido casos de carbúnculo, ou
mesmo na vizinhança, os animais devem ser vacinados
no mês de agosto, pois geralmente o carbúnculo
aparece em outubro. A imunização requer
20 a 30 dias.
Também
são recomendadas as seguintes medidas:
- notificação
de qualquer caso às autoridades sanitárias
mais próximas;
- cremação
perfeita do cadáver no próprio
lugar da morte;
- isolamento
dos pastos contaminados;
- desinfecção
energética ou queima dos objetos e utensílios
contaminados;
- tratamento
dos animais doentes com doses adequadas de soro
anticarbunculoso;
- vacinação
sistemática de todos os animais sãos
na região exposta à doença;
- drenagem
e saneamento das áreas pantanosas.
TRATAMENTO
- quando há tempo, o soro anticarbunculosos
produz bons resultados. No caso de suspeita chamar
o médico veterinário o mais urgente
possível.
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe
BIBLIOGRAFIA:
Millen,
Eduardo - Guia do Técnico Agropecuário
"Veterinária e Zootecnia"
- Instituto
Campineiro de Ensino Agrícola, 1984
Edwarads,
Elwyn Hartley - Horse
- A
Dorling-Kindersley Book - 1993
Santos,
Ricardo de Figueiredo - Eqüideocultura
J.
M. Varela Editores, 1981
Torres,
A. Di Paravicini e Jardim, Walter R. - Criação
de Cavalos e outros eqüinos
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