Cavalo
Cavalo
- História -
Dentição e
Idade - Anatomia
- Aprumos - casco
- Reprodução
- Pelagem - Doenças
- Ciclo de Vida
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FILO:
Chordata
CLASSE:
Mammalia
ORDEM:
Perissiodactyla
SUB-ORDEM:
Hippoidea
FAMÍLIA:
Equidae
GÊNERO:
Equus
NOME
CIENTÍFICO: equus caballus
NOME
COMUM: Cavalo doméstico
NOME
EM INGLÊS: Horse
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- CARACTERÍSTICAS:
- Temperatura
em ºC= 37,5 - 38,5
- Pulsações
normais por min (animal em descanso) = 28 - 42
- Respiração
normal movimentos por min (animal em descanso)
= 8 - 15
- Altura
Média - 1,50m a 1,60 m
- Peso
médio - 330 kg a 550 kg
- Tempo
de vida - até 30 anos
- Vida
últil - 4 aos 20 anos
- Gestação
- 11 meses ou 336 dias
- Alimentação
- capim e ervas quando no pasto. Os cavalos também
são alimentados com ração
industrializada, milho e farelo.
Os
eqüideos são representados hoje por um
pequeno número de espécies entre as
quais são utilizadas no Brasil o cavalo, o
jumento e seu híbrido (burro
ou mula).
Os
Eqüídeos são animais de talhe médio,
cabeça fina e alongada, pescoço musculoso
e pernas delicadas. Seus olhos mostram-se grandes
e vivos, as orelhas pontudas e móveis e as
narinas muito abertas. O corpo, bastante arredondado,
apresenta-se coberto de pêlo curto e liso que
se alonga na cauda e na tábua do pescoço,
onde forma a crina. O esqueleto é caracterizado
pelo crânio longo, do qual a caixa craniana
ocupa apenas um terço, sendo o resto constituído
pela face.
Todos
os eqüídeos são vivos, alegres
e inteligentes, são animais gregários
e se mostram ativos durante o dia. Os eqüídeos
possuem somente o dedo central, os demais desaparecem.
A última falange deste dedo único é
cercada por uma formação córnea
que não pode ser chamada casco.
O
casco é constituído por 3 camadas superpostas,
de diferente qualidade. A camada interna assegura
o contato com a terceira e última falange:
é a camda geradora do tecido córneo.
Essas três camadas, diferentes mas estreitamente
solidárias, formam um conjunto muito estável,
de elasticidade relativa e extremamente resistente.
Os
eqüídeos possuem 6 incisivos em cada
maxilar: 2 centrais (as piças), 2 intermediários
(os medianos) e 2 laterais (os cantos). Este aspecto
permite aos compradores de cavalos avaliar com precisão
a idade do cavalo.
Apesar de todos os cavalos
pertecerem à mesma espécie (Equus
caballus), o homem interveio para modificar
os caracteres da raça sempre pensando na
sua utilização e beleza. Hoje existem
mais de 100 raças diferentes de cavalos em
todo o mundo.
Na
maioria das espécies de animais a cor de cada
raça apresenta várias misturas mais
ou menos uniformes, não variando mesmo sob
influência de idade, clima etc. A pelagem é
o conjunto de pêlos, de uma ou de diversas cores,
espalhados pela superfície do corpo e extremidades,
em distribuição e disposição
variadas, cujo todo determina a cor do animal. Apesar
de haver muitos matizes diferentes, todas as pelagens
agrupam-se inicialmente em três modalidades
ou categorias: simples, compostas e conjugadas, cada
uma delas com suas divisões e, que no total,
forma 76 pelagens diferentes.
Simples
- São as pelagens formadas por pêlos
e crinas da mesma cor.
Compostas
- Pêlos bicolores misturados, com crina e
cola diferentes.Conjugadas
- Malhas e pintas de contorno irregular, mescladas
com branco.
O período
médio de prenhez da égua é de
11 meses. Meia hora depois de nascido, o potro está
de pé e se aconchegando à mãe
para a primeira mamada. Uma vez em pé, embora
incerto das pernas, ele já é capaz de
acompanhar a mãe. As éguas chegam na
"adolescência" entre 15 e 25 meses,
podendo procriar com dois a três anos, embora
quatro sejam mais aceitáveis. Os machos, muitas
vezes, são sexualmente potentes já com
um ano de idade; contudo, na domesticidade, não
são usados como reprodutores antes dos três
ou quatro anos. Maduro aos cinco ou seis, um cavalo
pode viver 20, 30 anos e até mais.
O
cavalo vem sendo utilizado, pelo homem, de várias
maneiras diferentes: esporte, lazer e trabalho.
Para ser utilizado é preciso que o cavalo
seja adestrado e depois domado para que se possa
montar. São quatro os andamentos naturais
do cavalo, ou seja, a maneira como ele se desloca
quando está em movimento. São eles:
passo, trote, cânter (meio-galope) e galope.
Existe também os andamentos adquiridos, por
adestramento e, artificiais, que são os da
alta escola de Viena.
O PASSO - o
passo é o andamento natural, a quatro tempos,
marcado pela progressão sucessiva de cada
par lateral de pés. Quando a marcha começa
com a perna posterior esquerda, a sequência
é a seguinte: posterior esquerda, dianteira
esquerda, posterior direita, anterior direita. No
passo calmo, os pés de trás tocam
o solo adiante das pegadas feitas pelos pés
da frente. No passo ordinário, os passos
são mais curtos e mais elevados, e os pés
de trás tocam o solo atrás das pegadas
dos pés dianteiros. No alongamento, os pés
de trás tocam o chão antes das impressões
dos pés da frente. No livre, todo o esquema
é prolongado.
O TROTE -
O trote é o andamento simétrico, a
dois tempos em que um par diagonal de pernas toca
o solo simultaneamente e, depois de um momento de
suspensão, o cavalo salta apoiado no outro
par diagonal. Por exemplo: no primeiro tempo, o
pé anterior esquerdo e o pé posterios
direito pousam no solo juntos (diagonal esquerda).
No segundo tempo, o pé dianteiro e o pé
traseiro esquerdo pisam juntos (diagonal direita).
No trote, o joelho jamais avança à
frente de uma linha imaginária perpendicular
tirada do topo da cabeça do animal até
o solo. As estilizações supremas do
trote são o piaffer, em que o cavalo, sem
avançar, fica batendo no chão, alternamente,
com os pés dianteiros; a passagem em que
ele se desloca para o lado, trocando os pés,
sem avançar.
O CÂNTER -
O Cânter (do inglês canter - andar a
meio galope) é um andamento a três
tempos, em que o cavalo avança com a perna
dianteira direita quando gira para a direita e vice-versa.
Quando o cavalo tenta virar para a esquerda avançando
com a perna dianteira direita, portanto, a do lado
de fora no mvimento, esse avanço é
chamado um " avanço falso" ou cânter
com a perna errada. A seqüência de pisadas
que dão as três batidas rítmicas
no chão são, quando o movimento se
inicia com a perna dianteira direita: posterior
equerda, esquerda diagnol (em que as pernas dianteiras
direita e traseira esquerda, tocam o solo simultaneamente)
e, por fim, perna dianteira direita - dita "de
guia".
O GALOPE - O
galope é o mais rápido dos quatro
andamentos naturais. Descrito habitualmente como
uma andamento a quatro tempos, sofre variações
na seqüência de acordo com a velocidade.
Com a perna dianteira direita na liderança,
a seqüência de pisadas é a seguinte:
posterior esquerda, posterior direita, dianteira
esquerda, dianteira direita, ao que se segue um
período de suspensão total, em que
todos os pés estão no ar. Um puro-sangue
inglês galopa a 48 km/h ou mais. O pé
mais avançado toca no chão em linha
com o nariz, mesmo que, estirada a perna ao máximo,
o pé fique no ar à frente dessa linha.
A
introdução do cavalo na América
é atribuída a Colombo em sua segunda
viagem realizada em 1493 à ilha de São
Domingos. Posteriormente o cavalo foi introduzido
em 1534 na capitania de São Vicente, por D.
Ana Pimentel, esposa de Martim Affonso de Souza.
A
partir daí o cavalo foi introduzido no Brasil
em épocas diferentes e, 1808, D. João
VI veio para o Brasil trazendo a sua coudelaria do
Alter Real (uma raça
de cavalo). Esta raça desempenhou um papel
importante na formação dos nossos melhores
cavalos de sela: Mangalarga e o Campolina.
As
raças desenvolvidas no Brasil, desde a época
do Império, são: o Mangalarga, Crioula
brasileira e o Campolina.
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
BIBLIOGRAFIA:
Millen,
Eduardo - Guia do Técnico Agropecuário
"Veterinária e Zootecnia"
Instituto
Campineiro de Ensino Agrícola, 1984
Edwarads,
Elwyn Hartley - Horse
A
Dorling-Kindersley Book - 1993
Santos,
Ricardo de Figueiredo - Eqüideocultura
J.
M. Varela Editores, 1981
Torres,
A. Di Paravicini e Jardim, Walter R. - Criação
de Cavalos e outros eqüinos
Nobel,
1987
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