|
A
HISTÓRIA DO CAVALO
Cavalo
- História - Dentição
e Idade - Anatomia
- Aprumos - casco
- Reprodução
- Pelagem - Doenças
- Ciclo de Vida
Na
maior parte da idade glacial, o Equus
passou das Américas para a Europa e para
a Ásia. O processo chegou ao fim há
cerca de 10 mil anos, quando o cavalo desapareceu
do continente americano. Quatro cavalos primitivos
se desenvolveram na Ásia e na Europa,
influenciados pelo meio em que viviam. Na Ásia,
o cavalo das estepes, Equus przehevalski,
hoje, conhecido como cavalo selvagem da Ásia
ou Cavalo de Przehevalski, que pode ser considerada
uma subespécie do atual cavalo doméstico;
mais para ao oeste apareceu o tarpan, uma cavalo
com ossatura mais fina e membros mais afilados
que os da estepes; e, ao norte da Europa, surgiu
o cavalo das florestas ou diluvial, pesado e
vagoroso. No noroeste da sibéria há
evidência de outro primitivo, o cavalo
da tundra.
CAVALO
DE PRZEWALSKI - O
cavalo selvagem da Ásia ou da Mongólia
agora só pode ser encontrado nos Zoos.
Há
mais de 5 mil anos o cavalo é um animal doméstico.
Acredita-se que o cavalo foi domesticado no Neolítico
(Idade da Pedra Polida), seus vestígios foram
encontrados (ossadas, gravuras, pinturas rupestres)
nas grutas de Lascaux, de Madaleine e de Altamira.
Em
1967, encontrou-se um esqueleto numa rocha da época
eocena do sul dos Estados Unidos. É o Eohippus,
a partir do qual o desenvolvimento dos eqüinos
pode ser traçado por um período de
60 milhões de anos, até surgir, há
cerca de 1 milhão de anos, do Equus caballus,
o antepassado do cavalo. O Eohippus tinha
o tamanho aproximado de uma raposa, com quatro dedos
nos pés dianteiros e três nos posteriores.
Sua pelagem era, provavelmente, mosqueada ou listrada
para que ele pudesse confundir-se com o seu ambiente.
No
Novo Continente, as formas mais primitivas se relacionam
com os períodos geológicos mais antigos.
Os tipos principais são os seguintes:
|
Espécie
|
Época
|
Descrição
|
Eohippus |
Eoceno
inferior |
Quatro
dedos adiante, com rudimento de quinto, quatro
dedos atrás; o mediano mais desenvolvido.
Supunha-se que pesava cerca de 5,4 Kg com uma
altura média de 36 cm, tal como uma raposa. |
| Orohippus |
Eoceno
superior |
O
vestígio do quarto dedo desapareceu.
4 dedos adiante e tres atrás; tamanho
de um tapir. |
| Mesohippus |
Oligoceno
Mioceno
inferior
|
O
2º 3 4º dedos apenas tocam o solo;
3 dedos adiante e um rudimento estilóide
e 3 dedos atrás. Tamanho de uma ovelha.
Foi neste período que a espécie
deixou de habitar florestas e passou a vagar
pelas planícies. |
| Miohippus |
Mioceno
superior |
3
dedos quase do mesmo tamanho. Menor que o protohipo. |
| Protohippus |
Plioceno
inferior |
Semelhante
ao cavalo, quase do tamanho do jumento. Apenas
o dedo central toca o solo, os laterais são
muito reduzidos. |
Pliohippus |
Plioceno
médio |
Muito
semelhante ao cavalo, menor; ossos estilóides
maiores do que no cavalo, cascos pequenos, falanges
mais largas. |
| Equus
fossilis |
|
Não
difere do cavalo atual; existiu muito difundido
na América do Norte e do Sul, onde se
extinguiu antes dos tempos históricos. |

Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
BIBLIOGRAFIA:
Millen,
Eduardo - Guia do Técnico Agropecuário
"Veterinária e Zootecnia"
- Instituto
Campineiro de Ensino Agrícola, 1984
Edwarads,
Elwyn Hartley - Horse
- A
Dorling-Kindersley Book - 1993
Santos,
Ricardo de Figueiredo - Eqüideocultura
J.
M. Varela Editores, 1981
Camargo,
Ruy de Arruda - Doma e Adestramento do Cavalo
Id«cone
Editora Ltda, 1986
Torres,
A. Di Paravicini e Jardim, Walter R. - Criação
de Cavalos e outros eqüinos
Nobel,
1987
|