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Coccidiose
Hepática
Esta
moléstia, muito freqüente nas criações
de coelhos causa sempre grandes prejuízos aos
criadores, pela grande mortalidade que produz entre
os animais.
De
um modo geral, todos os coelhos são atacados
pela coccidioso, mas ela atinge de preferência
os coelhos de 2 a 4 meses, onde a mortalidade é
maior. Os coelhos adultos, quando atingidos pela moléstia,
são bem resistentes, tornando-se muitas vezes,
portadores da coccidiose. Esses animais são
assim chamados porque, mesmo não apresentando
o sintoma da moléstia, são os propagadores
da mesma, pela eliminação do micróbio
da coccidiose pelas fezes. Desse modo, é fácil
a propagação da coccidiose através
dos alimentos, água, coelheiras e até
pelo próprio tratador. Entretanto, para que
o micróbio da coccidiose esteja em condições
de contaminar os animais, é preciso que o mesmo
apresente modificações tais, facilitadas
pelo calor e umidade, a partir do momento em que os
parasitas são expelidos pelo coelho doente
até o momento de serem ingeridos pelos coelhos
sãos. Assim, a contaminação só
será feita quando o micróbio da coccidiose
sofrer as transformações necessárias
ao seu amadurecimento durante três dias mais
ou menos. Antes desse tempo, os micróbios da
coccidiose não transmitem a moléstia
quando ingeridos pelos coelhos sãos, por não
estarem maduros. A constatação da moléstia
é feita pelos
seguintes sintomas: tristeza e abatimento dos coelhos,
falta de apetite, pêlos arrepiados, diarréia,
ventre aumentado de volume; em alguns casos há
convulsões e paralisia das patas. A morte do
animal poderá dar-se em dias ou dois a três
meses. Entretanto, o diagnóstico certo da coccidiose
só poderá ser feito com exame de laboratório,
devendo o criador enviar o coelho morto ou doente
ao Instituto Biológico, onde serão feitos
os exames necessários.
Ao
abrir-se um coelho morto suspeito de coccidiose o
criador notará, como indício, o fígado
muito aumentado de volume e todo salpicado de pequenos
pontos ou manchas branco-amareladas. O meio mais certo
para impedir o aparecimento da coccidiose são
as seguintes medidas preventivas: limpeza diária
e desinfecção das coelheiras: a criação
deverá ser instalada em lugares secos e amplos:
os alimentos e a água destinados aos animais
deverão ser muito limpos e nunca em contato
com os excrementos; as coelheiras deverão ter
o piso de sarrafo ou tela, evitando assim o contato
do animal com os excrementos e sua possível
contaminação.
Os
animais doentes deverão ser isolados imediatamente,
os coelhos mortos de coccidiose deverão ser
queimados.
O
criador deverá ter muito cuidado em introduzir
coelhos de procedência, ignorada na sua criação.
O
estrume dos animais doentes nunca deverá ser
usado em hortas ou plantações destinadas
à alimentação dos coelhos.
Somente
quando existe a coccidiose é que devemos fazer
o tratamento curativo à base das sulfas. Entretanto,
não devemos esquecer que, apesar de sulfa ser
o medicamento específico da coccidiose, esta
deverá ser aplicada com bastante cautela e
somente quando tivermos certeza do aparecimento da
coccidiose. Isto porque, em geral, a aplicação
da sulfa como curativo determina também certas
perturbações no organismo do coelho.
Assim
os reprodutores, machos e fêmeas, ao receberem
a sulfa ficam durante alguns meses completamente frios
e indiferentes, não permitindo ao criador continuar
a fazer normalmente os acasalamentos; também
as fêmeas, quando prenhes, abortam facilmente
e as coelhas com ninhadas chegam a perder totalmente
o leite.
Não
deixe de procurar um médico veterinário.
Somente ele é capaz de reconhecer com certeza
a doença e aplicar o tratamento correto.
Lúcia Helena Salvetti De
Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe

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