DÁLMATA
Dalmatian
- Iuguslávia

A
harmonia de linhas, a simpática vivacidade e principalmente
a típica pelagem manchada fazem dele uma raça
de luxo muito apreciada, além de ser um cão
de companhia que se distingue por seus desenvolvidos dotes
de fidelidade e inteligência.
O dálmata sempre demonstrou tendência a seguir o dono, seja qual for a forma de locomoção escolhida por este: carruagem, cavalo, bicicleta; na Inglaterra, ao redor de 1900, estava muito em moda nos ambientes senhoriais fazer seguir as carruagens elegantes por cães dálmatas; eram chamados, precisamente, "coach dogs", isto é cães de carruagem. Mais recentemente, nos Estados Unidos foram vistos muitas vezes nos carros vermelhos de bombeiros, que os converteram em mascote oficial, tanto que até meados dos anos 80 não havia quartel de bombeiros que não tenha o seu bonito dálmata.
Muitos autores
escreveram sobre as origens deste cão: pouquíssimos
estiveram de acordo. O seu nome deveria indicá-lo
com certeza, mas não é assim. A raça
parece ser antiqüíssima, já que
ilustrações
descobertas na Grécia e no Oriente. Pertencentes
a tempos remotos, reproduzem cães completamente
iguais, em linhas e pelagem, ao dálmata atual.
Alguns o consideram oriundo da Dinamarca, o que justificaria
o nome, adotado em alguns paises, de pequeno dinamarquês.
E o certo é que é que ainda hoje está
notavelmente difundido na Dinamarca.
Buffon
considera que descende do doge, que da Inglaterra passou
à Dinamarca e dai aos paises cálidos, até
dar origem ao cão turco. Com esta teoria vinculam-se
varias outras, todas distintas e aceitáveis, mas
nenhuma indiscutível. Angiola Denti di Perajno,
conhecida investigadora da raça, escreve: ..."
a hipótese que parece confirmada por certa quantidade
de elementos de probabilidade, é a que indica
que o dálmata tem por zona de origem o Oriente...".
Houve uma época em que o dálmata, dotado
de olfato notável, era usado também como
cão de caça. Embora lata pouco, é
considerado excelente guardião de casa.
PADRÂO DA RAÇA: (Bruno Tausz)
ASPECTO GERAL: um cão cujas manchas numulares (de numismática*) (pequenas e redondas) constituem um traço característico. O Dálmata é bem proporcionado, forte, musculoso e ativo. De linhas harmoniosas, sem ser grosseiro, nem rústico.

CARACTERÍSTICAS:
um cão elegante, boa presença, podendo fazer
prova de muita resistência e de movimentação
ágil.
TEMPERAMENTO: social e amistoso. Atrevido e autoconfiante, corajoso sem ser agressivo.
CABEÇA: de comprimento moderado, crânio chato, de razoável largura entre as orelhas, bem modelado à frente das orelhas, guardando certa moderação. Stop moderado. Cabeça sem rugas. Focinho longo e poderoso, nunca afilado. Lábios secos, moderadamente ajustados aos maxilares. A trufa é preta, na variedade preto, e marrom, na variedade fígado.
OLHOS: de tamanho médio, inserção moderadamente afastados, redondos, espertos e brilhantes; expressão inteligente; de cor escura nos cães de manchas pretas; tendendo ao âmbar nos de manchas fígado, o contorno dos olhos acompanha a cor da pelagem, preto, nos pretos, e marrom, nos de cor fígado.
ORELHAS: de inserção bem alta e de tamanho médio, bem largas na base, e diminuindo até a ponta arredondada.
MAXILARES: fortes, articulação em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores ultrapassam, tocando, com a face posterior, a face anterior dos incisivos inferiores.
PESCOÇO: de bom comprimento, graciosamente arqueado; elegante, diminuindo em direção a cabeça; sem barbelas.
ANTERIORES: ombros moderadamente inclinados, bem modelados e musculados. Cotovelos trabalhando bem ajustados, rente ao tórax e corretamente direcionados para a frente. Membros perfeitamente retos. Ossatura de seção redonda e forte até a pata, com uma leve curvatura na articulação do carpo.
TRONCO: o peito, moderadamente, largo e profundo, cernelha bem marcada; dorso forte e reto; lombo forte, bem modelado, com flancos bem cintados, musculosos e levemente esgalgados.
POSTERIORES: roliços, musculatura bem modelada, pernas bem desenvolvidas, joelho bem angulado e jarretes bem desenhados.
PATAS: redondas, compactas, dedos bem arqueados (pés de gato), almofadas plantares redondas, duras e elásticas. Unhas brancas ou pretas nos cães de manchas pretas; brancas ou marrons nos cães de manchas fígado.
CAUDA: de comprimento próximo ao nível do jarrete, grossa na raiz, afinando gradualmente para a ponta. Jamais grosseira. Inserção média, portada com uma leve curva para cima sem jamais enrolar. Deve ter manchas arredondadas de preferência.
MOVIMENTAÇÃO: o
Dálmata é bem fluente na sua movimentação
de movimentos uniformes, poderosos, rítmicos, com
passadas longas. Visto por trás, os membros deslocam-se
em planos paralelos, os posteriores fazem uma pista única
com os anteriores. As passadas curtas e jarretes em foice,
são defeitos.
PELAGEM: curta, dura e densa, de aspecto liso e brilhante.
COR: a cor base é o branco puro. Os cães de manchas pretas tem numerosas manchas redondas como moedas, pequenas e pretas. Nos de manchas fígado, essas pequenas manchas redondas são de cor marrom-fígado. Essas manchas não podem misturar-se. Elas são redondas e bem definidas do tamanho de uma moeda de 50 pences (peça de cinqüenta centavos franceses a uma peça de cinco francos franceses); o mais bem distribuídas possível. As manchas das extremidades devem ser menores do que as do tronco. As pelagens com placas de cor, tricolores e com pequenas manchas limão são proibidas. As nuances de bronze nas manchas numulares é um defeito do cão adulto.
TAMANHO: harmonia geral é de suma importância, a altura, na cernelha, ideal é de 58,5 a 61 cm, para os machos, e 56 a 58,5 cm, para as fêmeas.
FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos, bem visíveis e normais, totalmente descidos na bolsa escrotal.
(*) Numismática - ciência que estuda a história através das moedas de cada país; estudo de moedas.
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
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