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DOBERMAN
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe e Diretora de Conteúdo
Escreve
o famoso especialista Setgast: "Há poucas
raças de cães tão aptas para
a defesa e a guarda. As qualidades físicas
e psíquicas do Dobermann o colocaram em pouco
tempo em primeiríssima linha. Dotado de grande
desconfiança com os desconhecidos, sempre prefere
estar perto do dono sua vigilância é
incessante, seu olhar vivaz investiga sem descanso
ao seu redor, de modo que possa advertir o dono de
qualquer perigo eventual. Não conhece medo.
No momento do perigo, o seu corpo musculoso põe-se
tenso, sua fisionomia se endurece, o olho se acende
e ao menor sinal ou ordem do dono ataca corajosamente
o adversário."
Surpreende que, no caso desta raça, a obra
de seleção tenha sido lograda em um
período muito breve, obtendo com rigor características
excepcionais. A origem do Dobermann é recente:
tal como a conhecemos, a raça existe desde
há pouco decênios, e ainda antes, quando
se apresentava menos refinada, a sua origem não
ia mais além da metade do século passado.
Não
obstante, sabemos pouco sobre a sua origem. Os franceses
consideram que deriva do seu cão pastor de
Beauce e é certo que entre ambas as raças
há uma notável semelhança. Por
sua vez, os cinófilos alemães preferem
derivar o Dobermann de diversos antepassados; por
exemplo o consideram originário da Teringia
e, precisamente da aldeia de apold, onde um simples
porteiro de palácio de nome Dobermann (de quem
derivaria o nome da raça) haveria conseguido
obter este cão pelo cruzamento de várias
raças, entre elas o pastor alemão antigo
e o pincher alemão. No princípio, a
raça tivera por nome "belling", aparente
mente o apelido daquele porteiro, mas há quem
diga que o belling era um cão completamente
diferente. Segundo outros especialistas , o velho
pastor alemão haveria sido a raça básica
para criar o Dobermann, mas empregando, além
do pincher, o braco de Weimar. Não falta, finalmente,
quem supõe a intervenção do black
and tan terrier e do Rottweiler, mas isto foi rejeitado
categoricamente por Otto Goller, que seguiu na criação
a Dobermann; diz-se que Goller foi o verdadeiro selecionador,
o que fixou a raça. É provável
também, que mais adiante o Dobermann tenha
recebido sangue inglês no sentido de que, num
primeiro momento, era um pouco tosco e longo afinou-se
através do cruzamento com o terrier preto fogo
(blanck and tan), presente na Alemanha com dimensões
consideráveis. Parece que somente em 1900 o
dobermann adquiriu a conformação ágil
que ostenta hoje.
Já nos referimos aos dotes psíquicos
e as aptidões da raça. Agreguemos que
possui grande capacidade de aprendizagem e é
fácil de adestrar. De constituição
muito robusta, suporta facilmente fadigas e intempéries
e, em qualquer circunstância, está disposto
a sacrificar a vida para proteger o dono.
PADRÃO
DA RAÇA: Bruno Tausz
Aspecto
geral - tamanho médio, construção quase quadrada,
forte e musculoso. Linhas elegantes, postura ereta
e orgulhosa, temperamento firme e expressão determinada.
Talhe
- altura: machos 68 a 72 cm. e fêmeas 63 a 68 cm.
- comprimento: a fêmea pode ser um pouco mais alongada.
- peso: machos 40 a 45 quilos e fêmeas 32 a 35 quilos.
Pelagem
- simples, pêlo curto, duro, espesso e bem assentado.
Pele retesada e aderente, enaltecendo sua modelagem
seca e refinada.
Cor
- preto, marrom escuro e azul, com marcação castanho,
claramente definida, isenta de pêlos pretos: no focinho;
lábios; uma em cada bochecha e acima de cada olho;
na garganta; duas marcas no antepeito; pernas e patas:
na face interna das coxas e sob a cauda.
Cabeça
- 1:1 - // - cuneiforme, com paralelismo de crânio/focinho.
Nitidamente destacada do pescoço
Crânio - de perfil, a linha
superior plana se desnivela da do nariz até o topo,
descendo, do osso frontal em suave curva até a nuca,
de frente é plano e horizontal, sem caimento na direção
das orelhas.
Stop - suave
declive.
Olhos - ovais, tamanho médio
o mais escuros possível. Para cães marrons e azuis
é permitida uma tonalidade mais clara, mas devem parecer
escuros.
Orelhas - inserção alta,
portada dobrada e caída rente às faces, quando cortadas,
ficam eretas.
Focinho - profundo e largo.
Trufa - preta e nos marrons
e azuis, deve parecer escura.
Lábios - bem cerrados.
Mordedura - em tesoura.
Tronco
- é curto e firme. A cernelha bem evidenciada,
especialmente nos machos, define, pela altura e comprimento,
o traçado da linha superior descendente até a garupa.
Pescoço - de bom comprimento seco
e musculoso eleva-se do peito e dos ombros, em harmoniosa
e arqueada linha. Portado alto em notável expressão
de nobreza.
Dorso - largura adequada.
Lombo - bem musculoso.
Costelas - ligeiramente arqueadas.
Peito - boa largura antepeito bem
desenvolvido, profundidade superior a 50% da altura.
O antepeito, projeta-se à frente da articulação dos
ombros.
Ventre - linha inferior levemente
esgalgada.
Garupa - arredondada sem ser caída.
Membros
-
Ombros - escápula longa, inclinada,
angulação escápuloumeral em angulo quase reto. A escápula,
bem musculada e firmemente acoplada ao tórax, aparece
acima do nível do dorso, marcando a linha superior.
Anteriores - fortemente constituídos
e bem aprumados, com os cotovelos trabalhando bem
acoplados ao tórax e os metacarpos corretamente
direcionados para a frente.
Posteriores - coxas de boa largura,
fortemente musculadas e anguladas a 130°. As pernas
fazem ângulo obtuso com os Jarretes.
Patas - pés de gato, curtas, fechadas
e arqueadas. Sem ergôs nos posteriores.
Cauda - (padrão não comenta). (
N.R.: amputada deixando 2 ou 3 vértebras).
Movimentação
- elástica, elegante, ágil, livre, com boa cobertura
de solo e movimentos simultâneos, de um membro anterior
de um lado com um posterior do outro. A passada dos
anteriores têm bom alcance e os posteriores com propulsão
vigorosa e elástica.
Faltas
- ossatura leve. Cabeça curta e grosseira (arco
zigomático protuberante). Convexidade dos ossos da
testa, crânio e nariz (nariz romano). Muito ou pouco
stop. Focinho pontudo e fino. Lábios pendentes.
Inserção de orelhas muito alta ou muito baixa. Falta
de dentes. Prognatismo superior ou inferior. Olhos
rasgados salientes, demasiado profundos claros. Pescoço
curto e grosso papada ou barbela. Anteriores com ombros
curtos, soltos e de angulação aberta. Articulação
de cotovelo torcida e patas viradas para fora (posição
francesa) ou para dentro. Patas longas, abertas ou
flácidas. Dorso longo, selado ou carpeado. Garupa
caída. Peito em forma de barril. Costelas planas.
Falta de profundidade de peito, falta de antepeito.
Peito estreito. Posteriores mal angulados. Jarretes
virados para fora (pernas em barril) ou para dentro
(jarretes de vaca). Movimentação de pouca propulsão
e alcance, cambaleante travada, marcha. Pelagem longa
ondulada ou macia. Marcas muito claras e sem limitações,
marcas sujas (fuliginosas) Marcas brancas. Subpêlo
visível. Temperamento tímido, insegurança, medo.
DESQUALIFICAÇÕES
- as gerais e mais:
1 - olhos amarelos. ou cores diferentes.
2 - prognatismo ou em torquês.
3 - faltas dentárias.
4- manchas brancas.
5 - pelagem com falhas, longa ou
rala, pêlo ondulado.
6 - temperamento muito agressivo,
nervoso, timido.
7 - altura maior ou menor que 2
cm dos limites do padrão.
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe e Diretora de Conteúdo
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