Como
é sabido, a RAIVA é transmitida
a través das mordeduras de animais contaminados
pelo VIRUS RÁBICO, e no caso da transmissão
entre animais, tal se dá principalmente
pelo MORCEGO HEMATÓFAGO, no Brasil representado
pela espécie " Desmodus rotundus
" (Morcego sugador de sangue também
chamado de Vampiro), que também se contamina
com o vírus e vindo a sugar outros animais
transmite a doença, a través desse
ato de sugar sangue com sua saliva contaminante
da mordida.
Esses
números do Instituto Pasteur, foram confirmados
pela FUNDEPEC (Fundo de Desenvolvimento da Pecuária
do Estado de S. Paulo), e também confirmado
por Órgãos Públicos Estaduais
e Municipais.
Na
Região de Atibaia (SP) neste ano foram
já registrados 28 casos da doença
contra zero durante todo o ano de 1998. A hipótese
mais provável é que os morcegos
do Sul do Estado de Minas Gerais que faz divisa
com a região paulista do vale do Rio
Paraiba em S. Paulo, migram para nosso estado,
e como têm um raio de ação
de até 50 Km para cá trazem essa
terrível doença, para a qual após
declarada não existe cura.
A
única medida possível contra o
mal, é a Vacinação, que
é eficiente porém deve ser aplicada
de forma profilática, ou seja, em todo
o rebanho suscetível de ser contaminado,
e isso abarca parcela significativa do rebanho
paulista, principalmente aquele produtor de
leite, que se situa preponderantemente nessa
região do Estado.
Todo
animal do grupo dos Mamíferos pode se
contaminar, como bovinos, eqüinos, suínos,
caprinos, ovinos, cães, gatos e mesmo
o homem. O homem em geral se contamina a través
da mordeduras por cães, porém
pode também se contaminar por contato
de ferimentos com saliva ou secreções
e mesmo sangue de animais doentes do mal. Num
animal enfermo os sintomas são diferentes
daqueles da doença humana, sendo predominantemente
paralíticos nas espécies herbívoras,
como o boi, cavalo, cabra ou ovelha. Um boi
com a doença, por exemplo, não
apresentará excitação como
acontece no cão ou o gato, apenas paralisia,
e vindo a ser examinado por um leigo que desconhece
essa particularidade, pode nesse simples exame,
essa pessoa, inadvertidamente vir a se contaminar
com sua saliva ou outras secreções
do animal doente.
Desconhecendo
haver se contaminado nesse ato, deixa de tomar
as necessárias vacinas, no caso humano,
curativas, e virá inexoravelmente a ficar
doente e perecer com a doença.
Além
da vacinação de todo o rebanho
bovino principalmente, porém outras espécies
podem e devem também ser vacinadas, o
combate a doença deve ser estendido também
com a captura de morcegos para aplicação
de pomadas venenosas para seu combate.
Recomendo
aos interessados que leiam artigo também
por mim escrito e neste mesmo site publicado
sobre a Raiva, com o título MORCEGOS
TRANSMISSORES DA RAIVA para se inteirarem da
gravidade da moléstia e suas implicações
em saúde pública.