Équidna
- ouriço
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe
Seis das 4.237 espécies de mamíferos
põem ovos. São o ornitorrinco da Austrália
e cinco espécies de équidnas também
da Austrália e da Nova Guiné, únicos
membros da ordem Monotrêmata.
NOME:
équidna-ouriço
NOME CIENTÍFICO: Tachyglossus aculeatus
FILO: chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Monotrêmata
FAMÍLIA: Tachyglossidae
TAMANHO: mede de 35 a 50 cm de comprimento
e pesa de 3 a 6 kg. Tem um focinho cilindro-cônico,
em forma de bico de pássaro e quase tão
longo quanto o resto da cabeça. Os espinhos
que recobrem seu dorso mostram-se rígidos e
robustos, geralmente amarelos na base e negros na
extremidade ou, às vezes, inteiramente amarelos,
medindo até 6 cm de comprimento e ultrapassando
os tamanhos dos pêlos negros e bruno-escuros.
As unhas dos pés anteriores são largas,
rígidas e retas. Nos pés posteriores,
a hálux tem uma unha muito curta e arredondada
e o segundo dedo uma unha muito longa e robusta.
HABITAT: habita a Austrália e a Nova
Guiné e vive em ambientes variados, da floresta
aos confins dos desertos, com uma preferência
pelas regiões montanhosas até 1.000
m de altitude. Aprecia, particularmente, os bosques
secos, onde pode cavar enormes luras e longas galerias
sob as raízes das árvores e onde se
abriga durante o dia , para à noite sair em
procurar de alimento, farejando e cavando.
ALIMENTAÇÃO:
Come insetos e vermes, mas sobretudo formigas e cupins,
que descobre com seu focinho, tão sensível,
que serve mais como órgão tátil
do que olfativo. Para comer, o équidna procede
da mesma maneira que os tamanduás, isto é,
serve-se da longa língua viscosa, retirando-a,
junto com alimento, uma certa quantidade de areia,
de poeira, de resto de mata e, às vezes, um
pouco de ervas, que lhe facilita a trituração.
SOM: O grito do équidna consiste num grunhido
surdo que se ouve quando ele esta inquieto.
ESPINHOS: tamanho de 6 cm
REPRODUÇÃO: na época de
reprodução aparece no ventre da fêmea,
uma dobra de pele em forma em forma de crescente,
que forma uma bolsa suficientemente grande. Esta bolsa
recebe o ovo à saída da cloaca, o qual,
sempre único, fica protegido por uma casca
membranosa e mole.
INCUBAÇÃO: Sua incubação
dura de 7 a 10 dias, na bolsa.
RECÉM-NASCIDO: O recém-nascido,
inteiramente nu, fica na bolsa até que seu
tosão tenha-se formado. A mãe coloca-o
em um refúgio seguro, onde vai periodicamente
aleita-lo.
TEMPO DE VIDA: Vive muito, já foi assinalado
o caso de um équidna-ouriço que viveu
50 anos em cativeiro.
INIMIGO: Seu único inimigo é
o homem. Os indígenas apreciam muito sua carne.
O
Zaglosso (Zaglossus bruijnii), que habita
a Nova Guiné, pode medir até 78 cm de
comprimento e pesar 10 kg. Além do talhe maior,
ele se distingue dos outros équidnas por seu
bico quase duas vezes mais longo que a cabeça
e por seus pêlos lanosos, abundantes, brunos
ou negros, às vezes longos bastante para dissimar
os espinhos, que são menos cerrados e mais
embotados que os das outras espécies.
O
équidna-da-tasmânia (Tachyglossus
setosus) vive exclusivamente na ilha que lhe
deu o nome. No conjunto, parece-se muito, tanto pelo
aspecto como pelos hábitos, com o équidina-da-austrália,
embora seja um pouco maior e seus espinhos mais curtos.
A
família dos Taquiglossídeos ou Equidnídeos
compreende animais cujo corpo mostra-se recoebrto,
não somente de pêlos, mas também
de espinhos agudos, como o dos ouriços-cacheiros.
Em
seu aspecto exterior, eles se distinguem marcadamente
do ornitorrinco, embora sejam muito semelhantes em
sua estrutura interna. O pescoço, muito curto,
prolonga-se, sem solução de continuidade
com o corpo maciço, muito curto, prolonga-se,
sem solução de continuidade com o corpo
maciço e achatado. A cabeça oval e relativamente
pequena acaba por um focinho fino, cilíndrico
ou em forma de tubo afilado, com a extremidade arredondada,
onde se abre uma boca muito pequena e muito estreita.
As narinas, ovais, muito reduzidas, encontram-se na
parte superior do focinho. Os olhos pequenos, fundos,
têm uma membrana nicitante. O pavilhão
auricular externo, normalmente desenvolvido, fica
situado atrás da cabeça, mais ou menos
dissimulado pela pelagem e pelos espinhos, podendo
o animal abri-lo e fecha-lo a vontade.
Os
membros apresentam-se retacos e do mesmo tamanho.
Os pés posteriores são virados para
fora e os anteriores para dentro, enquanto os dedos
possuem unhas fossadores, longas e fortes e especialmente
nos membros anteriores. Os machos apresentam no calcâneo
dos pés posteriores um esporão córneo
agudo e perfurado, que se comunica com a glândula
de veneno.
A
cauda, rudimentar, termina em ponta arredondada. A
língua protrátil e sempre coberta de
uma substância viscosa, segregada por glândulas
salivares. Possui dobras córneas no palato
e na língua, em substituição
aos dentes. Os dois conjuntos mamários terminam
através de numerosos canais excretores, nos
campos glandulares situados de cada lado do ventre
da fêmea, em depressões um pouco profundas.
Na ocasião da postura de ovos, formam-se no
abdômen duas dobras cutâneas que constituem
uma espécie de bolsa de incubação
onde se alojará o ovo e, depois o filhote.
Essa
bolsa desaparece durante o desmame. Observou-se que
durante o período de incubação
dos ovos, a temperaturas da bolsa se elevava em relação
ao resto do corpo.
Os
ovos têm 14 a 17 mm de comprimento, apresentam
uma gema muito grande e uma casca apergaminhada.
Quando
sai do ovo o filhotes medem apenas 2 mm e seu focinho
é particularmente muito curto. Nesse estágio
ainda não consegue mamar, lambendo apenas o
leite que escorre ao longo dos pêlos situados
na região mamário.
A
família dos taquiglossídeos compreende,
portanto, os Monotremos de conformação
maciça, caracterizados pelos seguintes fatores:
Corpo coberto de espinhos;
-
Focinho muito alongado, com língua vermiforme
e protrátil;
-
Membros robustos, providos de unhas poderosas;
-
Cauda rudimentar;
-
Bolsa marsupial, que se desenvolve sobre o ventre
pouco antes da postura do ovo e que serve para
sua incubação.
O
équidna vive, em meios muitos diversos, na
Nova Guiné na Austrália e na Tasmânia.
A família compreende dois gêneros, Tachyglossus
e Zaglossus, e 5 espécies.
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe
BIBLIOGRAFIA:
Enciclopédia
Os Animais
Editora
Bloch - 1872 - Rio de janeiro
Naturama
Editora
Codex - 1965 - São Paulo
Vida
Selvagem
Nova
Cultural - 1981- São Paulo
O
Mundo dos Animais - Mamíferos
Nova
Cultural - 1980
Zoo
O Fantástico Mundo Animal
Mundial
- 1982
Os
Bichos - Enciclopédia Ciências
Editora
Abril Cultural - 1972
Mamíferos
Editora Globo - 1989
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