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TUDO
O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A ERLIQUIOSE
FOLHETO
DE INFORMAÇÃO AOS PROPRETÁRIOS
O
que é a Erliquiose canina?
A Erliquiose é uma doença infecciosa
severa que acomete os cães, causada por bactérias
do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia
canis. Sua incidência vem aumentando significativamente
nos últimos anos, em todas as regiões
do Brasil.
Como
o cão é contaminado?
A transmissão entre animais se faz pela inoculação
de sangue proveniente de um cão contaminado
para um cão sadio, por intermédio do
carrapato.
Qual
é o vetor da doença?
O principal vetor da enfermidade é o carrapato
marrom do cão (Rhipicephalus sanguineus). No
entanto, a infecção também poderá
ocorrer no momento de transfusões sangüíneas,
através de agulhas ou instrumentais contaminados.
O mesmo carrapato pode transmitir a babesiose, que
em algumas situações pode ocorrer juntamente
com a Erliquiose.
Quais
são os sinais clínicos da Erliquiose?
Os sinais clínicos podem ser divididos em três
fases: aguda (início da infecção),
subclínica (geralmente assintomática)
e crônica (nas infecções persistentes).
Nas áreas endêmicas, observa-se freqüentemente
a fase aguda da doença caracterizada por: febre
(39,5 - 41,5 oC), perda de apetite e de peso, fraqueza
muscular. Menos freqüentemente observam-se secreção
nasal, perda total do apetite, depressão, sangramentos
pela pele, nariz e urina, vômitos, dificuldade
respiratória ou ainda edema nos membros. Este
estágio pode perdurar por até 4 semanas
e, ocasionalmente pode não ser percebido pelo
proprietário.
A fase subclínica é geralmente assintomática,
podendo ocorrer algumas complicações
tais como depressão, hemorragias, edema de
membros, perda de apetite e palidez de mucosas.
Caso o sistema imune do animal não seja capaz
de eliminar a bactéria, o animal poderá
desenvolver a fase crônica da doença.
Nesta fase, a doença assume as características
de uma doença auto imune, com o comprometimento
do sistema imunológico. Geralmente o animal
apresenta os mesmos sinais da fase aguda, porém
atenuados, e com a presença de infecções
secundárias tais como pneumonias, diarréias,
problemas de pele dentre outras. O animal pode também
apresentar sangramentos crônicos devido ao baixo
número de plaquetas (células responsáveis
pela coagulação do sangue), ou cansaço
e apatia devidos à anemia.
Como
a Erliquiose é diagnosticada?
O diagnóstico é difícil no início
da infecção pois os sintomas são
semelhantes a várias outras doenças.
A presença do carrapato e a ocorrência
de outros casos da doença na região,
podem ser importantes para se confirmar a suspeita
clínica. O diagnóstico pode ser feito
através da visualização da bactéria
em um esfregaço de sangue (exame que pode ser
realizado na clínica veterinária) ou
através de testes sorológicos mais sofisticados,
realizados em laboratórios especializados.
Como
tratar?
O objetivo do tratamento é curar os animais
doentes e prevenir a manutenção e a
transmissão da doença pelos portadores
assintomáticos (fase sub-clínica e crônica).
O antibiótico conhecido como "DOXICICLINA"
é considerado o principal medicamento no tratamento
da Erliquiose em todas as suas fases.
Qual a duração do tratamento?
Os critérios para o tratamento variam de acordo
com a precocidade do diagnóstico, da severidade
dos sintomas clínicos e da fase da doença
que o paciente se encontra quando do início
do tratamento. O tratamento na fase aguda pode durar
até 21 dias e na fase crônica até
8 semanas.
Qual o prognóstico da doença?
O prognóstico depende da fase em que a doença
for diagnosticada e do início da terapia. Quanto
mais cedo se diagnostica e se inicia o tratamento,
melhores são as chances de cura. Em cães
nas fases iniciais da doença, observa-se melhora
do quadro clínico após 24 a 48 horas
do início do tratamento.
Como prevenir a doença?
A prevenção da doença é
muito importante nos canis e no locais de grande concentração
de animais. Devido a inexistência de vacina
contra esta enfermidade, a prevenção
é realizada através do tratamento dos
animais doentes e do controle do vetor da doença:
o carrapato. Para tanto, produtos carrapaticidas ambientais
e de uso tópico são bastante eficazes.
Esta
doença pode ser transmitida para o homem?
Sim. Apesar de até hoje não existirem
evidências de que a E. canis possa ser transmitida
para o homem, existem outras espécies de Ehrlichia
que podem ser transmitidas, pelo carrapato, para os
cães e para o homem. Os casos de Erliquiose
humana vêm aumentando muito em países
como os Estados Unidos. No Brasil, esta doença
ainda é pouco diagnosticada em humanos.
Dr.
Israel Bleuch
Alergia e análises laboratoriais
São Paulo - SP
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