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ESQUILO
DA MONGÓLIA
Pouco
conhecido no Brasil, apesar de encontrado em lojas
especializadas, este roedor já faz parte da
lista dos 10 animais de estimação favoritos
nos lares americanos, segundo artigo publicado no
New York Times em 12 de novembro de 92. Originário
do deserto e áreas semi-desertas da Mongólia
e nordeste da China, o Gerbil (Meriones unguilatus),
como é chamado nos EUA, é um dos poucos
entre as outras suas 79 espécies que pode ser
criado como bicho de estimação, devido
ao temperamento sociável e pacífico.
Foi descoberto em 1811 e criado em cativeiro só
em 1935 quando C. Kasugo, um zoologista japonês,
levou ao seu país alguns exemplares da bacia
de Amur na fronteira da Rússia com a China.
Inicialmente era usado em pesquisas laboratoriais
e, posteriormente, a partir de 1982, para detectar
drogas em bagagens nos aeroportos canadenses e em
revistas a visitantes de prisioneiros em Toronto,
por causa de seu excepcional faro.
Sua
popularidade deve-se ao fato de ser limpo, não
produzir cheiro ruim como outros roedores, à
facilidade de amansar e ser mantido, ocupando pouco
espaço e comendo pouco, (cerca de só
8gr de comida diária) e por não ter
doenças transmissíveis ao homem.
Pequeno, com cerca de 9cm, excluídos os outros
9 da longa cauda peluda, tem patas dianteiras curtas
com as quais apanha os alimentos e as trazeiras longas,
que facilitam sua rápida movimentação,
as quais também bate no chão para avisar
os companheiros de perigo nas redondezas, como fazem
os coelhos. Os olhos grandes, inseridos no alto da
cabeça, dão-lhe um grande campo de visão
e as orelhas redondas e pequenas são sensíveis
ao menor som. Os dentes incisivos da frente crescem
durante toda a vida, necessitando, portanto, roer
sementes, raízes etc. Sua cor original é
marrom-dourado com as pontas do pêlo pretas,
chamada de "agouti", mas há várias
mutações obtidas por seleção
em cativeiro e já fixadas: marrom-dourado com
pintas brancas, pintado (várias e maiores manchas
brancas), preto, prata e suas tonalidades, branco,
albino (tem olhos vermelhos), cinamon (canela), cinza-amarronzado,
ouro prateado, chinchila e azul.
Sociável, vive em tocas na areia do deserto,
em colônias de 30 a 40 exemplares, e é
tanto ativo de noite quanto de dia, alternando horas
de cochilo. Quieto, emite um guincho baixo. Extremamente
curioso e explorador adora fazer acrobacias e se divertir
com brinquedos como túneis e rodas (use as
fechadas para não ferir a cauda). Vive pouco
- em média de 3 a 4 anos.
ALIMENTAÇÃO: 1) ração
industrializada para roedores ou própria para
a espécie (importada dos EUA), frutas, verduras
e legumes ou 2) mistura de 50% de trigo, aveia, cevada
em iguais quantidades, adicionada com 15% de milho
e o resto com ração para roedores ou
para a espécie. Como petisco, larvas de tenébrio,
um pouco de vagem seca, e verdura (alface, couve,
chicória, espinafre) e legumes (cenoura, nabo)
bem picados e lavados.
INSTALAÇÕES: gaiola própria
para a espécie ou de hamster (a maior possível
e bem funda para caber forração para
ele se entocar e não cair restos das mesmas
pelas grades) ou aquário de vidro ou plástico
de, no mínimo, 22,5cm de comprimento x 20cm
de largura para até 1 casal. Bebedouro de garrafa
com bico, potinho de cerâmica para comida. Forração:
serragem grossa de pinho ou areia ou granulado sanitário
de gato. Toca ou cama: feno macio ou caixa de madeira
para periquito. Não usar jornal nem serragem
de madeira perfumada ou tratada.
REPRODUÇÃO: juntar casal desde
jovem para evitar brigas. Maturidade sexual a partir
de 9 a 12 semanas. Cio de 4 dias a cada 6 dias. Dar
descanso de 30 dias após 5 meses de reprodução.
Gestação de cerca de 25 dias. Ninhada
média de 6 filhotes. Separar filhotes com 3
a 4 semanas e por sexo com 1 mês (o macho é
maior, com distância entre o ânus e o
órgão genital mais longa, cerca de 1cm
- o dobro da fêmea - e pele escura na bolsa
escrotal).
AMANSAR: preferível desde filhote. Introduza
a mão com movimentos lentos na gaiola e procure
pegá-lo diariamente. Coloque comida na palma
da mão para atraí-lo. Leva cerca de
2 a 3 semanas para se acostumar com você. Evite,
no início, pôr a mão na cabeça
para não assustá-lo.
CARLOS ALEXANDRE PESSOA - MÉDICO VETERINÁRIO
CRMV/SP: 8621 FONE: 9911-2330
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