De origem britânica este
cão de pelagem que vai do dourado até
o creme tem um porte atlético e um temperamento
calmo que aos poucos está conquistando o mundo
todo.
Excelente
para atividades físicas como o agility e, é
uma das formas que os proprietários tiveram para
uma maior integração com seus cães,
que estão sempre prontos à agradar e obedecer.
Por ter excelente olfato é muito usado, para
farejar drogas e como guia de cegos. por ser um cão
de temperamento equilibrado acredita-se que, possa ser
criado, inclusive, em apartamentos apesar de ter porte
grande.
Em
inglês seu nome significa Goldem - dourado - Retriever
- o que recolhe.
A
seleção da raça teria sido iniciada
pelo Lord Tweedmouth em Brighton
no Sul da Inglaterra, por volta de 1835, que supostamente
teria adquirido alguns cães de um circo russo
que na ocasião eram 8 cães. Levou-os para
a Escócia em sua propriedade que chama-se Guisachaar,
o Lorde possuía o hoby de caçar cervos,
foram feitos acasalamentos com o Bloodhound para aperfeiçoar
o olfato e diminuir o tamanho dos cães.
Isto,
são suposições que se deparam com
outra hipótese: o cruzamento com Tweed Water Spaniel;
hoje uma raça extinta e os Wavy-Coats pretos e
o Setter Irlandês. A linhagem desenvolvida na Escócia
chamava-se Ilchester.
Ao
longo dos anos outras linhagens foram desenvolvidas até que chegou-se ao Golden conhecido hoje.
O
primeiro Golden chegado ao Brasil foi Patrick, que
tinha o nome de registro: Eldorado of Gold Leaf, sua
proprietária Sra. Yvette Tobião o comprou
de um canil na Califórnia. A partir daí
a raça começou a se introduzir no País
por mais dois canis no Rio de Janeiro e, hoje, por
todo o país. A raça foi reconhecida
em 1911.
Tido
hoje como ótimo cão de companhia para
quem gosta de cães de porte grande, o Golden
é assim, um companheiro fascinante.
SAÚDE
Como
todo cão de caça o Golden é um
cão resistente e como todo cão suscetível
à alguns problemas como:
Displasia coxo-femural - detectada entre
o 5º e 8º mês de idade, sempre antes
dos 18 meses, cães com este problema não
devem ser reproduzidos, evitando assim transtornos
no futuro, e não colocando em risco a reputação
do criador.
Atrofia
progressiva da retina: detectada entre o 4º
e o 8º ano de vida, pode levar a cegueira total
ou parcial do animal, podem ser feitos exames oftálmicos
depois dos 24 meses para prevenção.
Catarata e o Entrópio de pálpebras: pode aparecer à partir do 3º mês
de idade.
Piodermite: pode ser por inúmeros fatores; distúrbios
metabólicos, deficiências imunológicas,
descontrole endócrino ou por processos alérgicos.
CUIDADOS
COM O GOLDEN
A
escovação semanal é necessária,
sempre com a escova de pinus ou rasqueadeira, os ouvidos,
por terem orelhas caídas devem receber atenção
especial, limpe-os com uma solução de
álcool iodado com alguns grãos de cravo,
toda semana.
Nos
banhos, dados com shampoo ou sabão, deve ser
bem enxaguado para que não fiquem resíduos
e, com isso, não prejudique a pele do seu golden.
O
usos de um bom condicionador é indicado para
amaciar o pêlo.
Fotos
de filhote de golden retriever
PADRÃO
DA RAÇA
CBKC
nº 111, de 30/4/94
FCI
nº 111 e, de 24/6/87 País
de origem: Grã-Bretanha. Nome
no país de origem: Retriever (Golden). Utilização: buscar a caça. Prova de trabalho: para o campeonato, independente. Aparência geral: simétrico, balanceado,
ativo, poderoso, de movimentação fluente,
com a linha superior de nível; íntegro
com expressão afável. Características: obediente, inteligente
e uma vocação natural para o trabalho. Temperamento: afável, amigo e autoconfiante.
Cabeça
e crânio: balanceada e bem cinzelada, crânio
largo, sem ser grosseiro; bem articulado com o pescoço,
focinho poderoso, largo e profundo. O comprimento
do focinho é igual ao do crânio (distância
do stop ao occipital). Stop bem definido e trufa preta.
Olhos- inseridos bem separados, marrom-escuro, rima
das pálpebras, escura. Orelhas- Tamanho moderado,
inseridas quase ao nível dos olhos. Boca- Maxilares
fortes, com mordedura em tesoura, perfeita, regular
e completa, isto é, os dentes superiores sobrepõem-se
aos inferiores, encaixando-se com os da mandíbula.
Pescoço: de bom comprimento, musculoso e sem barbelas.
Anteriores:
membros retos, com boa ossatura, ombros bem articulados,
escápulas longas, com úmeros de comprimento
igual, apoiando as patas dentro da projeção
vertical do corpo. Cotovelos bem ajustados. Tronco: balanceado e curto, peito profundo.
Costelas bem arqueadas. Linha superior de nível. Posteriores: lombo e membros fortes e musculosos,
pernas bem constituídas e joelhos bem angulados.
Jarretes bem curtos, visto por trás, retos
e corretamente direcionados para a frente. Jarretes
de vaca são altamente indesejáveis. Patas: redondas, como as do gato. Cauda: inserida e portada no nível do
dorso, alcançando o nível dos jarretes,
sem enroscar na ponta. Movimentação: poderosa com boa
propulsão e os membros anteriores trabalhando,
com os posteriores, em planos paralelos. Andadura
de passos largos e livres, sem indício de movimentação
com ação elevada nos anteriores (hackney). Pelagem: dupla, reta ou ondulada, bem cheia
e densa. Subpêlos resistentes à água. Cor: qualquer tonalidade de dourado ou creme,
nem vermelho nem mogno. Alguns fios de pêlo
branco são permitidos, somente no antepeito. Talhe: altura na cernelha, para machos, de
56 a 61 cm e, para fêmeas, de 51 a 56 cm. Faltas: qualquer desvio, dos termos deste padrão,
deve ser considerado como falta e penalizado na exata
proporção de sua gravidade. Nota: os machos devem apresentar os dois testículos
normais, bem acomodados na bolsa escrotal.
Lucia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
As
informações deste artigo foram fornecidas
pelo Canil
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