Aos exemplares desta raça, proveniente
da Bélgica, são chamados de "pequenos
barbudos das ruas", pôr seu caráter
inteligente e independente, um cão de extrema
lealdade.
Por
pouco não foram extintos durante a Segunda
Guerra Mundial. Pôr sorte haviam sido importados
alguns exemplares para a Inglaterra, e os ingleses
fizeram com os grifos um excelente trabalho, possuindo
uma ótima qualidade, sendo logo exportado para
os EUA, alí se comprometeram a melhorar ainda
mais as qualidades da raça, onde hoje encontramos
nesse país as melhores linhagens e os maiores
ganhadores a nível mundial.
O
aspecto geral da raça é de um cão
pequeno, parecido com um terrier, ativo, relativamente
robusto, com uma expressão quase humana. Seu
peso varia entre 3,5 kg a 6 kg.
Outra
característica mais importante é sua
cara achatada, com uma mandíbula
forte. São encontrados em quatro cores; Vermelho
sólido, preto sólido, preto e tan(fogo)
e bege. A raça é dividida em dois tipos
de pelagem; Dura e suave. Na variedade de pelo áspero(duro)
possui uma barba proeminente. Os olhos devem ser grandes,
redondos, proeminentes e muito escuros. Suas orelhas
podem ser cortadas ou não. Contam com um pelo
largo e profundo, patas dianteiras com ombros bem
formados e pernas traseiras musculosas.
É
uma raça excelente para quem queria ter um
cão pequeno com uma grande inteligência,
ótimo guardião e que não late
com insistência.
Contam
com um caráter extraordinário e um coração
tão nobre que conquistará com seu afeto
toda a família.
O
grifo é extremamente dócil, vivas, com
muito bom caráter que se adapta muito bem em
pequeno espaços, os que os fazem ideais para
quem tem crianças e para todos os amantes dos
animais. Uma característica que realça
aos grifos é usa rusticidade. Essa particularidade
são de exemplares naturalmente resistentes,
frente às doenças, poucas serão
as necessidades da raça para manter um cão
saudável e forte.
Origem
e História
O
grifo de Bruxelas, como muitas raças agora
denominadas de cães de raça pura iniciaram
com uma combinação de várias
raças.
Apesar
de conhecermos algumas das espécies que são
cruzadas entre si para sua criação,
não há registros nem estudos completos
da raça. Se supõe várias teorias
para chegar ao grifo que existe hoje.
Não
há dúvida que o Affenpinsher(uma raça
de origem alemã), o Rubytoyspaniel e o Pug
negro, foram raças básicas que foram
cruzadas e recruzadas com um cão belga chamado
grifo d'Écurie para enfim ser criado o grifo
de Bruxelas.
Do
Affenpinsher vem o pelo duro de arame, do Rubyspaniel
vem a cor vermelho profundo e o Pug negro contribuiu
com uma suave pelagem e a cor preta. Uma característica
das três raças ajudaram na formação
da cara chata com uma forte mandíbula e o nariz
para cima, os olhos grandes e redondos e sua frente
em forma de cúpula.
Alguns
historiadores crêem que o Terrier Irlandês
foi uma das raças mais mencionadas no passado.
Outra
raça também lembrada nas cruzas é
o Yorkshire Terrier.
O
grifo de Bruxelas porém não é
uma raça acidental, conhecida entre os anos
de 1870-1880.
Em
meados de 1880 vários membros da Família
Royal Belga se interessaram pelo grifo de Bruxelas
reproduzindo e mostrando vários exemplares
de excelente qualidade. Este investimento real deu
ao grifo um grande prestígio social ao qual
tornou-se assim divulgada a raça no continente.
Nos
anos de 1890 muitos grifos foram importados para a
Inglaterra onde cresceu lentamente em popularidade
até 1900 quando a raça foi admitida
no Estudo de Registros e passou a ater um lugar no
mundial de cães de raça pura da Grã-Bretanha.
As
dificuldades da Primeira Guerra Mundial quase extinguiram
com a raça em seu país de origem, poucos
exemplares foram salvos e logo depois do Dia do Armistícios
os grifos foram reproduzidos novamente, mas não
em grandes números.
Pôr
problemas na formação do grifo várias
linhas de sangue foram eliminadas, pôr criarem
cães com faltas graves.
Com
isso sua qualidade novamente foi diminuída
e o grifo foi outra vez eliminado. Logo depois dessa
desastrosa conseqüência veio a Segunda
Guerra Mundial com a qual a maioria dos criadores
belgas pararam com a reprodução.
Apesar
da raça ter iniciado seu crescimento após
a 2º Guerra com a ajuda da importação
de outros países, a raça nunca mais
voltou a ter a mesma popularidade na Bélgica.
Os
ingleses, sempre notados como grande reprodutores,
fizeram um trabalho excelente de qualidade máxima
de grifos e uma grande maioria das principais linhas
americanas são decentes de grifos importados
da Inglaterra.
PADRÃO DA RAÇA - Bruno Tausz
ASPECTO
GERAL: um
pequeno cão de luxo, inteligente, esperto, robusto,
socadinho, lembrando o atarracado, de estrutura
e movimentação elegante, cativando as atenções pela
sua expressão, quase humana.
PELAGEM: ruivo;
um pouco de preto, nos bigodes e cavanhaque, é tolerado;
o pêlo é duro, eriçado, de comprimento médio e farto.
CABEÇA: grande
e redonda, testa bem arqueada, revestidas de pêlos
duros e eriçados, um pouco mais longos em torno
dos olhos, focinho, bochechas e queixo, que formam
sua guarnição.
Orelhas: bem
retas, sempre operadas em ponta.
Olhos: bem
grandes, pretos, bem redondos, inseridos bem afastados
e protuberantes.
Trufa: sempre,
bem preta, excessivamente curta, larga, a linha
entre as narinas bem pronunciada.
Lábios: de
bordas pretas.
Mandíbula: proeminente
e desenvolvida, ultrapassando a maxila.
Mordedura: prognatismo,
os incisivos da mandíbula estão à frente dos da
maxila.
PEITO: muito
largo e profundo.
MEMBROS: retos
aprumados e de comprimento médio.
PATAS: curtas,
redondas e compactas, sola das almofadas preta.
UNHAS: pretas.
CAUDA: alta,
amputada aos dois terços.
PESO:
a. para a classe de machos e fêmeas, de talhe
pequeno, o peso deverá ser inferior a três quilos.
b. para a classe de machos e fêmeas, de talhe
grande, isto é, pesando mais
de três quilos, o peso deverá ser inferior a quatro
quilos e meio, para os machos e, cinco quilos, para
as fêmeas.
Esses
valores de peso, constituem o máximo absoluto, entretanto,
a título de tolerância, a latitude é de cem gramas.
FALTAS: pêlos
sedosos na cabeça; olhos claros ou pequenos; unhas
marrons; dentes e língua à mostra; dígitos com aderência,
numa ou mais patas.
DESQUALIFICAÇÕES:
1 - trufa marrom ou clara;
2 - manchas de pêlos brancos;
3 - língua pendente;
4 - unhas claras;
5 - mordedura em tesoura ou retrognatismo;
7 - mal de patela.
Os cães
claudicantes, qualquer que seja a causa, os completamente
cegos ou surdos e os castrados ou vasectomizados
e fêmeas esterectomizadas não poderão ser premiados.
ESCALA
DE PONTOS: |
|
a.
Cabeça
40 pontos |
|
Testa |
8 pontos |
Trufa e focinho |
10
pontos |
Olhos |
8 pontos |
Queixo |
8 pontos |
Maxilares |
4 pontos |
Orelhas |
2 pontos |
| |
40
pontos |
b.
Pelagem 25 pontos |
|
Cor |
13
pontos |
Aspereza |
12
pontos |
| |
25
pontos |
c.
Conformação 35 pontos |
|
Tronco e conjunto |
10
pontos |
Membros |
15
pontos |
Patas |
5 pontos |
Movimentação |
5 pontos |
| |
35 pontos |
Total |
100
pontos |
NOTA: os
machos devem apresentar dois testículos de aparência
normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa
escrotal.
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
* Informações
fornecidas pelo Canil
Kailas Kennel
Criação: Solange Loiola
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