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HANTAVÍRUS

 

O que � Hantavirus?

Trata-se de v�rus da fam�lia Bunyaviridae, g�nero Hantavirus, com distribui��o universal.

Onde se encontra o hantavirus?

O hantavirus se instala em pequenos mam�feros, principalmente roedores silvestres que se infectam pelo v�rus e,

ap�s um per�odo com o v�rus, desenvolvem imunidade e apresentam anticorpos, os quais n�o s�o suficientes para total elimina��o do v�rus. O roedor passa, ent�o a ser um transmissor e a excret�-lo pela urina, fezes e saliva. Os roedores silvestres brasileiros infectados s�o (Bolomys lasiurus, Akodon sp., Oligoryzomys sp.).

Quando se descobriu a doen�a?

Os primeiros casos foram descobertos no sudoeste dos Estados Unidos 1993. Passou a ser conhecida como S�ndrome Pulmonar por Hantavirus (HPS).

Como o ser humano pode contrair a doen�a por hantavirus?

A principal maneira em que o hantavirus se transmite aos seres humanos � ao respirar o ar contaminado com urina, fezes ou saliva do roedor. Pode tamb�m ser transmitida manipulando roedores contaminados. A mordida de um roedor tamb�m pode transmitir o v�rus. N�o h� evidencia que os gatos e os c�es transmitam a doen�a aos seres humanos. Tamb�m n�o se tem evid�ncia que o v�rus possa ser transmitido de pessoa para pessoa.

Quem pode contrair a doen�a por hantavirus?

Atinge principalmente jovens e adultos, mesmo saud�veis que tem contato com roedores e �reas infectadas por roedores tem uma chance maior de contrair a doen�a.

Quais s�o os sintomas da doen�a contra�da por hantavirus?

Os sintomas iniciais s�o dores musculares e febre. Outros sintomas como dores de cabe�a, tosse, n�usea e vomito, diarr�ia e dor abdominal.
Todavia o sintoma principal da doen�a causada por hantav�rus � a dificuldade de respirar que � causada por ac�mulo de flu�dos nos pulm�es. Isto pode causar dificuldade de respirar ou at� parada respirat�ria. Tipicamente, estes problemas respirat�rios se desenvolvem alguns dias depois dos sintomas iniciais. Em alguns casos da doen�a os rins e outros �rg�os param de funcionar.

Qual o per�odo de incuba��o e quando come�am os sintomas?

Os sintomas come�am geralmente uma semana depois do cont�gio mas o per�odo de incuba��o pode variar de 3 dias a 6 semanas.

Qual � o tratamento para a doen�a causada por hantav�rus?

Atualmente n�o h� tratamento espec�fico. O cuidado intensivo em hospitais � a �nica medida conhecida. Por�m quanto mais r�pido for diagnosticada, maior a possibilidade de cura, com um tratamento sintom�tico e de suporte na Unidade de Terapia Intensiva.

Como pode se prevenir a doen�a causada por hantav�rus?

A melhor maneira de se evitar a contamina��o por Hantav�rus � a preven��o e controle da doen�a por meio da redu��o do risco de exposi��o, com a ado��o de pr�ticas de higiene ambiental que impe�am o roedor de se instalar no ambiente domiciliar ou de trabalho.

As medidas gerais para a preven��o de infesta��o de roedores recomendadas pelo CDC e pela Secretaria de Sa�de do Estado de S�o Paulo, s�o as seguintes:

  • Nas casas de alvenaria, fechar com cimento todas as aberturas que tenham di�metro maior ou igual a 0,5cm, para evitar a entrada de roedores no interior dos domic�lios.
  • Nas casas de madeira, barro, tijolo cru e outros materiais que n�o alvenaria, colocar ao redor de toda a base da casa uma barreira para roedores feita com chapas de metal (usadas para telhado), enterradas no solo a uma profundidade de 15cm ou mais e com altura m�nima de 30cm.
  • Nas casas constru�das sobre pilares acima do n�vel do solo, que tenham um v�o livre entre o solo e a casa, colocar 10cm de pedregulho ou cascalho neste v�o, para evitar que os roedores escavem o solo para fazer tocas.
  • Usar funda��es de cimento elevadas na constru��o de novos barrac�es, celeiros, pai�is e outros anexos.
  • Eliminar entulhos, pneus usados, pe�as e ve�culos abandonados e outros materiais in�teis no interior ou ao redor do domic�lio que possam servir para a constru��o de tocas e ninhos de roedores.
  • Cortar a grama, arbustos densos ao redor da casa em um raio de pelo menos 50 metros.
  • Colocar pilhas de lenha e qualquer outro tipo de madeira sobre estrados elevados a pelo menos 30 cm do solo e, se poss�vel, a 30 metros ou mais de dist�ncia da casa.
  • Remover fontes de �gua e alimentos para roedores num raio de 50 metros da casa.
  • Os produtos e os alimentos armazenados no interior dos domic�lios, devem ser conservados em recipientes fechados � prova de roedores e a 40cm do solo.

  • Lavar a lou�a e os utens�lios de cozinha imediatamente ap�s o uso e remover todos os restos de comida, dando a estes um destino adequado.
  • Em locais onde haja coleta de lixo rotineira, os lixos org�nicos e inorg�nicos devem ser acondicionados em lat�es com tampa bem ajustada ou em sacos pl�sticos sobre suporte de aproximadamente 1,5 metro de altura do solo.
  • Lixos org�nicos e inorg�nicos, caso n�o exista coleta regular, devem ser enterrados separadamente, respeitando-se uma dist�ncia m�nima de 50 metros do domic�lio, bem delimitados das �reas silvestres.
  • Armazenar gr�os e ra��o de animais em recipientes a prova de roedores.
  • N�o deixar sobras da comida ou ra��o dos animais dom�sticos nos seus potes ou pratos depois que eles comerem.
  • O produto colhido assim como restos de colheita n�o devem pernoitar no campo.
  • Armazenar insumos agr�colas e outros objetos em galp�es distantes pelo menos 30 metros dos domic�lios, sobre estrados de 40cm de altura.
  • Armazenar produtos agr�colas (gr�os e hortifrutigranjeiros) em silos e tulhas situados a uma dist�ncia m�nima de 30 metros do domic�lio, sobre estrados com 40cm do solo com escada remov�vel e rateiras dispostas em cada suporte.
  • O armazenamento em estabelecimentos comerciais deve seguir as mesmas orienta��es para o armazenamento em domic�lios e silos de maior porte.
  • O plantio deve sempre obedecer a uma dist�ncia m�nima de 50 metros do domic�lio, bem-delimitados das �reas silvestres.
  • Sites consultados para a pequisa:

    www.cati.sp.gov.br/produtos/cecor/HANTAVIRUS.html
    www.vdh.state.va.us/spanish/hantaf.htm
    www.cchst.ca/reponsessst/diseases/hantavir.html
    www.diseaseworld.com/hanta.htm
    www.discovery.com/exp/epidemic/hanta/hanta.html

    Lúcia Helena Salvetti De Cicco
    Diretora de Conteúdo e Editora Chefe

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