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Fábulas
A
Onça e o Bode
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História
enviada por Nilda Maria Rodrigues

Era
uma vez, na floresta, a onça resolveu construir
uma casinha para morar.
Também
o bode teve a mesma idéia. A onça saiu andando,
andando e encontrou uma planície verdejante, com
algumas árvores e uma vista muito bonita e resolveu:
-
será aqui a minha casinha!
Capinou
o terreno, demarcou o pedaço com algumas varas
e estando muito cansada resolveu voltar outro dia para
continuar a construção.
O
bode, procurando o lugar ideal, encontra aquele pedaço
de terra já capinado e cercado e pensa: Tupã
esta me ajudando! Mãos a obra, ergueu as paredes
feitas de bambu entrelaçado e resolveu voltar depois
para continuar a obra.
Dia
seguinte, chega a onça. Surpresa!
-
Ó! Tupã está me ajudando! Já
estão prontas as paredes!
E
feliz colocou o telhado, feito de folhas de palmeira e
disse contente:
-
Amanhã termino a casa!
Qual
não foi a surpresa do bode ao encontrar a casa
semi-pronta!
-
Tupã esta me ajudando!
Cantarolando
colocou as portas e janelas e lá se foi pensando
nos moveis e utensílios para o novo lar.
A
Onça quase desmaiou ao ver o feito.
-
Tupã esta me ajudando mesmo!
E
cuidou da decoração enchendo de flores as
janelas e varanda. Foi então, juntar seus
pertences para se mudar dia seguinte!
O
bode ficou pasmo ao ver a decoração primorosa
da casa.
-
Tupã me ajudou mesmo! Me mudo amanha!
Dia
seguinte, chegam os dois de mala e cuia e começa
a confusão!
-
Esta casa é minha, diz a onça! Eu limpei
o terreno e cerquei, coloquei o telhado e decorei!!!
-
Mas dona onça, quem fez as paredes, colocou as
janelas, heim?
-
MAS A CASA É MINHA, berra a onça!
Mostrando
os chifres afiados o bode contesta!. Briga vai, briga
vem, resolvem conversar e resolver o problema, afinal
os dois haviam construído a casa!
-
Moraremos juntos e juntos construiremos outra casa, igual
a esta e um de nós se mudara quando a nova estiver
pronta!
Apertos
de patas, e assim foi feito! Em uma semana outra casinha,
tão linda como a primeira estava pronta. Eram vizinhos
e se ajudavam mutuamente, como devem fazer os bons vizinhos!
E viveram felizes por muitos e muitos anos!
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*
Esta estória me foi contada pelo meu tio
(já falecido), homem viajado neste Brasil
e nos encantava quando vinha nos visitar em Belo
Horizonte, lá pelos anos de 1953,54. Minha
filha Ana Claudia, hoje com 21 anos, quando criança
ouviu esta estória por mais de 50 vezes e
adorava quando eu a contava, a noite, junto de sua
cama, até que ela dormia com um sorriso,
imaginando os bichos da estória. Tupã,
o Deus indígena, até hoje faz parte
de suas frases quando encontra pronta alguma tarefa
de sua responsabilidade! Não sei quem é
o autor... mas lendo as suas estórias, me
lembrei disso e quis contar!
Um abraço, com carinho!
Nilda Maria Rodrigues
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