Socialização
Paralelamente a esta nova filosofia de adestramento, introduzi
a necessidade dos cães serem socialmente educados, principalmente,
pelos problemas que meus clientes enfrentavam em condomínios
e isso incluía, tanto os cães considerados de guarda de
médio e grande porte, quanto os de pequeno porte que incomodavam
os vizinhos com seus latidos histéricos, fugas freqüentes
e os buracos nos jardins.
Em Zurich, Suíça, encontrei cães entrando, tranqüilamente,
com seus donos em lojas de departamentos, lancherias, restaurantes
e até cinemas.
Aqui,
estamos, ainda hoje, tendo dificuldades em aprovar uma lei
para que os proprietários de cães-guia de cegos possam entrar
em coletivos, lojas e restaurantes, exclusivamente por falta
de educação da nossa população canina.
Ainda transferimos aos nossos cães as nossas neuroses e
as nossas frustrações. Outro dia foi divulgado pela internet,
e até pelo Fantástico, fotos de cães com seus donos, cara de um focinho do outro. Não é por acaso! Tanto
os donos procuram cães-deuses feitos à sua imagem e semelhança,
quanto os cães procuram proporcionar aos seus “amos” todos
os seus anseios. Os cães se esforçam por imitar seus “pais”
da mesma forma como as crianças. O grande problema é que
nós só sabemos explicar-lhes o que não gostamos e eles aprendem
rapidamente tudo o que nos incomoda.
Quando ficamos intimamente orgulhosos porque nosso cão adolescente
tenta nos defender de um estranho, não conseguimos perceber
que estamos incentivando a agressão contra pessoas, só pelo
fato de serem estranhas.
 História do Adestramento-página 4
Bruno
Tausz
Consultor
e Colaborador em
cinologia, cinotecnia, comportamento animal e adestramento
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