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Jabuti
Geochelone
carbonaria
e
Geochelone
denticulata
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Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Editora
Chefe
Se você quiser ouvir o som do Jabuti-piranga
(Geochelone carboraria) clique
aqui. Para ouvir o som do Jabuti-tinga (geochelone
denticulata) clique aqui.
Página
com videoclipe
Este
animal é protegido pelo IBAMA e esta
na Lista Oficial de Espécies da Fauna
Brasileira Ameaçada de Extinção
publicada (Portaria no 1.522, de 19 de dezembro
de 1989). Como todos os animais silvestres,
requerem autorização especial
do IBAMA para serem criados em cativeiro.
Existem
duas espécies de jabutis reconhecidas para
o Brasil, a saber: jabuti-piranga
(Geochelone carbonaria) e jabuti-tinga
(Geochelone denticulata). Podem viver muitos
anos e isso ainda é razão de muita
controvérsia, mas com certeza podem
atingir os cem anos.
Jabuti-piranga
FILO:
Chordata
CLASSE: Reptilia
ORDEM: Chelonoidis
SUBORDEM:Cryptodira
FAMILIA: Testudinidae
GÊNERO:Geochelone
NOME CIENTÍFICO: Geochelone carbonaria
NOME EM INGLES: Red-footed Tortoise
NOME
COMUM: Jabuti-piranga
Tamanho: Os
machos são maiores que as fêmeas,
em média 30.4 cm e as fêmeas 28.9
cm. Máximo de 40-50cm.
Época
de reprodução: Primavera/verão.
Maturidade
Sexual: entre 5 e 7 anos
Nº de ovos: 6 ou 7, mas alguns autores
mencionam posturas de 15 a 20 ovos.
Incubação:
de seis a nove meses.
Tempo
de Vida: em torno de 80 anos
Possui
carapaça relativamente alongada. Em geral,
é de colorido mais vivo que o Geochelone
denticulata. Possui escamas da cabeça e
da pata de cor vermelha. No Brasil, normalmente
não são mantidos em terrários
fechados. É mais comum vê-los às
quantidades em grandes recintos ao ar livre e
expostos às variações climáticas.
Se não puder manter este animal em recintos
fechados e a opção for abertos,
é importante que o chão seja gramado
e não de terra batida, muito menos concreto
ou qualquer outro tipo de solo abrasivo. A grama
impede que os animais provoquem atrito no plastrão,
o que seria inevitável num substrato abrasivo;
ainda, os machos no período reprodutivo
caminham encaixados sobre as fêmeas e tendem
a pôr o pênis em contato com o solo,
que se for abrasivo pode resultar em graves feridas.
Deve, pois, ser reposta periodicamente, uma vez
que seja bastante pisoteada, mormente se o recinto
contiver muitos animais.
Habitat:
ocorre na região central do Brasil
FILO:
Chordata
CLASSE: Reptilia
ORDEM: Chelonoidis
SUBORDEM:Cryptodira
FAMILIA: Testudinidae
GÊNERO:
Geochelone
NOME CIENTIFICO: Geochelone denticulata
NOME EM INGLES: Yellow-Footed Tortoise
NOME
COMUM: Jabuti-tinga
CARACTERÍSITCAS:
Tamanho: Os
machos são menores que as fêmeas,
podendo atingir até cerca de 40 cm de comprimento.
As fêmeas chegam até 70 cm.
Maturidade
Sexual: entre 5 e 7 anos
Época
de reprodução: Primavera/verão.
Nº de ovos: 6 ou 7, mas alguns autores
mencionam posturas de 15 a 20 ovos.
Incubação:
de seis a nove meses.
Tempo
de Vida: em torno de 80 anos
Sua
manutenção também requer
grandes espaços, observando-se todos os
cuidados com tipo de piso e temperatura, uma vez
que também são animais usualmente
mantidos em recintos abertos.
Esta
espécie caracteriza-se por uma coloração
em geral mais clara que a precedente. A denominação
denticulada provém dos dentículos
que os filhotes apresentam nas bordas das escamas
marginais da carapaça. à medida
que os animais vão se desenvolvendo,
perdem os dentículos, mas conservam o
colorido amarelado.
É
nitidamente maior que o Geochelone carbonaria.
É na verdade a maior espécie de
jabuti da América do Sul e habita florestas
densas.
Habitat:
norte de Brasil, tendo também hábitos
mais florestais.
Alimentação
Os
jabutis, ao contrário do que muitas pessoas
pensam, devem receber uma dieta de qualidade e
bem diversificada. Em cativeiro podem ser mantidos
com camundongos abatidos ou carne como suplemento
de cálcio (em dias alternados). Frutas:
uvas, abóboras, bananas, mamão,
pêras. Flores: pétalas de rosa*,
flores de hibisco e de ipê-amarelo. Verduras:
escarola, e um pouco de carne moída e cogumelos.
Duas ou três vezes por semana pulverizar
sobre o alimento, um suplemento alimentar, como
por exemplo o Vionate. No caso de filhotes, pique
tudo bem miudinho. Água à vontade.
* As pétalas devem ser de rosas cultivadas
em quintais e não de floriculturas, pois
caso contrário estarão impregnadas
de herbicidas, o que pode ser fatal para os animais.
Reprodução
Nem sempre é possível
identificar o sexo dos répteis, visto que
em boa parte das espécies não há
diformismo sexual e alguns caracteres sexuais
externos são visualizados apenas na época
da reprodução.
Nos
jabutis uma das principais características
é o plastrão, que nos machos é
côncavo e nas fêmeas é reto,
ou mesmo convexo. Isso facilita o procedimento
da cópula, de modo que o macho possa encaixar-se
sobre a fêmea. O orifício cloacal
nos machos está situado mais afastado do
plastrão que nas fêmeas. Em função
das fêmeas porém ovos, suas placas
anais formam um ângulo mais pronunciado
que nos machos, facilitando assim a saída
dos ovos, no momento da postura.
O
período reprodutivo é determinado
pelas estações do ano e ocorre principalmente
a partir do mês de outubro, tendo seu ápice
em janeiro. Essas épocas podem variar um
pouco, de região para região. Os
machos devem ser maiores que as fêmeas para
que com seu peso possam ter maiores chances de
fecundá-las.
Quando
existe mais de um macho, eles vão disputar
a fêmea, os machos recolhem a cabeça
e batem repetidamente seus cascos um nos dos outros,
mas não chegam a se machucar. Como nem
sempre a fêmea aceita o macho, os criadores
que têm vários Jabutis os deixam
juntos para aumentar as chances de cruzamento.
Ao acasalar, o macho emite um chiado típico.
Os jabutis costumam enterrar os seus ovos em local
que lhes parecer mais apropriado, em geral onde
bate muito sol e a terra tem consistência
que lhes permite cavar. Esses animais não
camuflam o lugar, o que torna possível
identificá-lo pela terra remexida.
Os
ovos devem ser recolhidos porque dificilmente
ocorrem as condições ideais de temperatura
e umidade para eclodirem. Uma vez localizados,
é preciso não mudá-los de
posição. Marque-os com um "x",
a lápis, na parte superior para melhor
controle.
Os
ovos dos jabutis não devem ser virados,
pois por não possuírem os mesmos
mecanismos de proteção interna existentes
nos ovos das aves, fatalmente o embrião
pode sofrer danos mecânicos. Ainda, também
para que tenha sucesso incubando ovos de jabutis,
é importante a existência de bons
machos, pois é muito comum que as fêmeas
realizem posturas com ovos não fecundados.
Os
ovos devem ser submetidos a uma temperatura média
de pelo menos 27ºC, para serem fecundados.
O ideal é que logo após a postura
os ovos seja colocados em uma incubadora, com
altura de aproximadamente de 40cm, que pode ser
feita com um aquário, contendo uma lâmina
de água de 8cm e tendo uns 2cm acima desta
lâmina uma tela na qual devem ser colocados
os ovos. A água então deve estar
permanentemente aquecida a 28ºC. Pode-se
colocar um aquecedor na água com termostato
e um termômetro para controlar a temperatura.
A incubadora deve estar fechada, podendo ser mesmo
um plástico cobrindo o aquário,
mas bem fixo com uma fita adesiva. Nessa condições,
se os ovos estiverem fecundado, os filhotes devem
nascer em torno de 6 meses.
Assim
que os jabutizinhos nascerem devem ser retirados
da maternidade e devem ser colocados dentro
de uma bacia. Por cima, ponha lâmpadas
de 25 a 60 watts. Mantenha-os em ambiente fechado,
para manter a temperatura ao redor de 26 graus.
Não é necessário oferecer alimentos pois eles só começam
a se alimentar com um mês de idade. Até
lá, nutrem-se com a reserva vitelínea
que mantêm no abdômen ao saírem
do ovo. Basta colocar uma vasilha rasa com água
para beberem. Quando completarem um mês,
podem ser transferidos para junto dos pais.
É
importante atendê-los com uma dieta balanceada,
satisfazendo assim e principalmente às
exigências de vitamina A.
Terrário
Em
princípio, pense em utilizar substratos
que tenham as seguintes características:
- O
local deve ser fácil de manter a higiene
do recinto;
- Não
deve encharque com facilidade;
- Os
objetos colocados dentro do terrário
devem ter um tamanho grande, o suficiente
para não ser engolido pelo animal (Jabutis
gostam de engolir coisas bizarras...);
- O
piso não deve ser abrasivo ou cortante;
- Tem
que oferecer um certo conforto térmico;
- Deve
ser prático e barato.
Nota-se
portanto que não é tão simples
assim escolher um substrato. Descarte, areia ou
terra, muito menos serragem. Folha de jornal é
bom e prático, porém não
é esteticamente agradável. Existe
um substrato chamado Repti Bark da Zoomed que
é composto por cascas de arvores especialmente
tratada. Outra opção é um
carpete ou grama sintética, ambos também
dedicados a répteis. Estes últimos
são realmente ótimos e práticos.
Primeiro
tire a Terra. Tamanho ideal é sempre em
proporção ao tamanho do animal,
lembre-se que Jabutis ficam grandes... Quanto
ao bebedouro, um pratinho destes de vaso de planta
geralmente permitem que jabutis pequenos entrem
e saiam com facilidade e se for necessário
coloque umas pedras dentro como degrau.
Este
animal também é sujeito à
Sindrome metabólica esquelética
caso não receba iluminação
adequada.
A
higiene é imprescindível para a
manutenção de répteis em
cativeiro. Recomenda-se que a limpeza dos terrários
seja freqüente e a troca de água seja
diária. Os excrementos devem ser retirados
antes da limpeza. Os utensílios de cada
terrário devem ser exclusivos, evitando
carrear microorganismos de um local para outro.
Comedouros e bebedouros devem ser limpos após
o uso. Antes de ocupar um terrário com
novos animais, precerde-se-á a desinfecção.
Os desinfetantes à base de fenóis
não devem ser usados, pois são normalmente
ineficazes no combate à Pseudomonas, um
microorganismo freqüente nos terrários.
Um desinfetante eficiente e de baixo custo é
o hipoclorito de sódio (água sanitária),
diluído na proporção de 3%
em desinfecções rotineiras. O iodofór
(iodo orgânico) é eficaz contra vírus,
bactérias e fungos e bastante seguro para
os répteis. na prática, o agente
químico de desinfecção deve
permanecer em contato com as superfícies
por 15 a 30 minutos, antes de serem enxaguadas.
A maioria dos desinfetantes são inativos
em presença de material orgânico,
sendo portanto necessária a limpeza de
excrementos e detritos antes da desinfecção.
Não
é preciso que a higiene das instalações
se torne uma obsessão. Basta adotar práticas
que passem a ser rotinas de trabalho.
Outras
espécies de Jabuti:
Geochelone
(Chelonoidis) carbonaria (Tortue charbonnière)
Geochelone (Chelonoidis) chilensis (Tortue d'Argentine)
Geochelone (Chelonoidis) denticulata (Tortue dentelée)
Geochelone elegans (Tortue élégante)
Geochelone (Dipsochelys) elephantopus (Tortue
géante des Galapagos)
Geochelone gigantea (Tortue géante d'Aldabra)
Geochelone pardalis (Tortue léopard)
Geochelone platynota (Tortue à dos plat)
Geochelone (Astrochelys) radiata (Tortue étoilée)
Geochelone sulcata (Tortue sillonée)
Geochelone (Astrochelys) yniphora (Tortue à
soc)
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
FRANCISCO,
Luiz Roberto Répteis do Brasil - Manutenção
em cativeiro
Gráfica
e Editora Amaro Ltda - 1997
*A
maioria das informações desta
pagina foram fornecidas pelo Biólogo
e Autor do livro Répteis do Brasil -
Luiz Roberto Francisco e Pelo Dr. Zalmir Cubas
- especialista em aves e animais selvagens.
Ambos são colaboradores da Saúde
Animal

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