Javali
|
|
 |
|
FILO:
Chordata
CLASSE:
Mammalia
FAMILIA:
Suidae
ORDEM:
Artiodactyla
NOME
CIENTÍFICO: Sus scrofa
NOME
EM INGLÊS: Wild Boar
NOME
EM FRANCÊS: Sanglier
ALTURA
NA CERNELHA: cerca de 90 cm
PESO:
250Kg nos machos e a 150Kg nas fêmeas
COMPRIMENTO:
até 1,50 m
TEMPO
DE VIDA: 15 a 30 anos
FILHOTES:
de 4 a 12 leitões que nascem em março
e abril. O filhote do javali nasce de olhos
abertos e com 8 dentes, entre eles os 4 caninos
que freqüentemente ferem as tetas da
mãe. Possui pelagem ruiva, listrada
de amarelo, e mantém-se de pé
desde o primeiro dia.
ÉPOCA
ACASALAMENTO: dezembro e janeiro
GESTAÇÃO:
média de 121 dias
MAMAS:
6 pares
PATA:
4 dedos em cada pata
DENTES:
dentição completa de 44 dentes,
cujos caninos em forma de foice formam verdadeiras
presas, sobretudo no macho. |
Componentes
nutricionais da carne do Javali em 100 g
HISTRÓRIA:
O
termo javali serve para designar as espécies
selvagens do gênero Sus, reservando-se o nome
de porco para as raças domésticas. A
origem do javali, cuja denominação cientifica
é "sus scrofa", remonta a vários
milênios, é um animal muito antigo, retratado
nos desenhos rupestres dos homens das cavernas. O
sabor de sua carne, seu tamanho, ferocidade e bravura
fizeram do Javali um dos mais cobiçados troféus
de caça, desde a Idade Média. O Javali
e o ancestral do nosso porco doméstico, que
resultou de vários cruzamentos, acabando por
se transformar num animal completamente diferente
daquele que o originou. Por causa desse distante parentesco,
muitos acham que o javali é o porco da natureza,
mas ocorre justamente o contrário. Bem diferente
do porco doméstico, o javali adora cuidar de
sua higiene, apreciando muito os banhos de água
e do lodo encontrado nas margens dos rios, dos quais
se utiliza para manter sua pele sempre limpa e livre
de parasita.
Originário
do norte da África e sudoeste da Ásia
o Javali também migrou para a Europa, onde
se disseminou por diversas regiões em função
de sua capacidade de adaptação. Na América
não é catalogado na fauna nativa; por
isso é considerado um animal exótico.
Possui hábitos noturnos e faro muito aguçado.
Não ataca seres humanos a menos que sinta-se
ameaçado.
CARACTERÍSTICA
FÍSICA:
O
javali-comum caracteriza-se por possuir orelhas ovais
e pilosas, cauda de tamanho médio terminada
por um tufo de pêlos.
Animal robusto, perfil afilado, membros fortes e ágeis
e focinho longo. Seu peito e espáduas são
muito poderosos, sendo que o macho adulto concentra
cerca de 70% do seu peso na sua porção
anterior. O javali é dotado de dois pares de
presas que, nos machos mais velhos, chegam a medir
15cm. As presas inferiores, as mais longas, estão
sempre em contato com as superiores, menores e arredondadas,
que fazem o papel de "amoladores", mantendo
as inferiores sempre bastante afiadas.
A
pelagem do javali, ao nascer, é ruiva e apresenta
listras escuras longitudinais em todo o corpo que
desaparecem durante os primeiros meses. Estas listras
são miméticas e ajudam na
sua proteção contra predadores. A medida
que vai crescendo seu pelo vai escurecendo, perdendo
as listras, e assumindo sua coloração
final. Em alguns "tipos" essa pelagem tende
mais para o pardo com reflexos negros e em outros
para o cinza com nuances patinadas ou grisalhas. O
pêlo do
javali é composto de cerdas longas, duras e
rígidas, sempre forçadas na extremidade
e, de pêlos lanosos mais ou menos longos segundo
a estação. No inverno, como proteção
contra o frio, ele desenvolve uma sub-pelagem mais
curta e sedosa, que perde no verão.
HÁBITOS E HABTAT:
Os
habitats preferidos do javali são as regiões
úmidas e brejosas, cobertas de florestas e
carrascos. Este animal tem o hábito de repousar
numa fossa cavada no solo raso e de tamanho que lhe
permita alojar todo o corpo. Quando possível,
ele atapeta a fossa com musgos, ramos e ervas secas,
passando boa parte do tempo aí. É esse
o seu leito.
Os
javalis são animais sociais que vivem em vaas
ou bandos, formados pelas fêmeas, seus filhotes
e os machos jovens. O amor dos machos mais velhos
pela solidão valeu-lhes o apelido de "solitários".
Sanglier, o nome francês do javali, vem aliás
do latim singularis, que significa solitário.)
Só se juntam de novo ao bando quando chega
a época do cio.
Durante
o dia o javali fica abrigado no mato fechado, dormindo
preguiçosamente; por volta do fim da tarde
ele se movimenta para procurar alimento. Procura também
a água e aí brinca longamente. parece
que tem uma necessidade absoluta de se refrescar,
pois não vacila em percorrer um quilômetro
ou dois para ir até o ponto da água.
Só invade os campos depois que a noite cai
e, uma vez instalado neles, é difícil
desalojá-lo. Quando o trigo amadurece, os javalis
constituem um verdadeiro problema e, como destroem
mais do que comem, tornam-se extremamente nocivos.
As
reações do javali são sempre
violentas e impetuosas, embora ele se mostre às
vezes um pouco acanhado. Corre com muita velocidade,
quase sempre em linha reta, sobretudo o macho, que
evita volteios bruscos. Nada muito bem e atravessa
largos cursos de água ou mesmo braços
de mar.
Os
javalis são animais prudentes, sempre atentos
ao quem vem lá, mas perfeitamente conscientes
de sua força e das armas temíveis que
têm à sua disposição. sua
visão não é muito aguda, mas
a audição e o olfato são excelentes.
Como o veado, o javali fareja a presença do
homem a 500 ou 600 metros e pára sempre que
cruza uma pista recente deixada pelo homem.
As
faculdades intelectuais do javali não são
tão limitadas como geralmente se crê
e ele muitas vezes da provas de inteligência
e malícia. Seu caráter é, simultaneamente,
plácido e irritável. Desde que não
seja atacado , o mais robusto varrão não
é perigoso para o homem, só se mostrando
agressivo contra os cães, seus mais acirrados
inimigos. Mas todos os javalis, e principalmente os
machos, são extremamente susceptíveis.
Se o homem que se encontra face a face com um deles
pelo caminho, o animal não se preocupa com
ele e apenas se afasta trotando; mas, se o homem tiver
a idéia de desafiar o animal, este imediatamente
ataca sem se preocupar com o perigo. A fêmea
é menos corajosa, exceto quando acompanhada
de seus filhotes. Neste caso, ela não hesita
em atacar tudo quando lhe pareça representar
perigo para sua prole.
Os
meios de defesa do macho adulto são temíveis.
Exibe presas aceradas e cortantes, o que faz com que
os golpes de seu focinho sejam extremamente perigosos,
por vezes, mesmo mortais. Os lanhos que produzem são
bastante profundos para pôr um osso a nu, ou
para perfurar a parede abdominal e lacerar os intestinos.
O
grito do javali é em tudo semelhante ao do
porco-doméstico. Quando nada o incomoda, exprime
seu contentamento com grunhidos. Os filhotes e as
fêmeas manifestam a dor com gemidos agudos.
O macho, ao contrário, não se lamenta
nem mesmo quando gravemente ferido, contentando-se
com um rugido ameaçador.
ALIMENTAÇÃO:
O
javali é onívaro, isto é, alimenta-se
praticamente de qualquer vegetal e também da
carne de pequenos animais. Essa característica,
aliada à sua grande adaptabilidade climática,
por certo muito o ajudou nas suas migrações
voluntárias. Nos bosques e pradarias, o javali
procura glandes. tubérculos, ervas, insetos
e vermes; no outono, nutre-se de avelãs, castanhas,
batatas, rábanos e de todos os legumes. Aliás,
ele come indiferentemente tudo que é vegetal
ou mesmo animal, desde carne de animais mortos até
a de seus semelhantes. Durante os invernos muito rigorosos,
quando o alimento escasseia, o javali faz migrações
às vezes bem longas.
REPRODUÇÃO:
O
período do cio começa no final de novembro
e dura de 4 a 6 semanas. Em geral, as fêmeas
só têm uma parição por
ano. Assinalam-se casos de fêmeas com 2 parições
por ano, fato que é explicado pelo abastardamento,
na cruza com porcos-domésticos que voltam ao
estado selvagem. Durante a época do cio, os
machos solitários juntam-se ao rebanho, afastando
os rivais mais jovens, e ficam em companhia das fêmeas
enquanto elas estiverem no cio. Entre rivais de igual
força os combatentes são muitas vezes
violentos, mas raramente terminam pela morte de um
dos adversários. Como o resultado do combate
é incerto na maioria dos casos, os rivais acabam
se tolerando mutuamente, mesmo que seja contra a vontade
. Entre 11 e 115 dias após o acasalamento as
fêmeas jovens dão a luz 4 a 6 filhotes,
e as mais robustas, 11 ou 12. Antes da parição
a fêmea prepara uma cama confortável
em uma moita fechada e forrada com musgos e folhas.
Os filhotes ficam reclusos durante o tempo estritamente
necessário à busca de alimento. Em seguida,
conduzindo-os pela floresta, ela ensina-os a se nutrirem
e a se defenderem. É comum que várias
fêmeas se grupem para criar juntas seus filhotes.
Se uma delas morre, as outras tomam conta de sua prole.
Com
18 ou 19 meses de idade o javali está apto
a reproduzir-se e, com 5 ou 6 anos, atinge seu completo
desenvolvimento. Pode viver de 15 a 20 anos, indo
muito excepcionalmente até os 30 anos.
SAIBA MAIS: Existem numerosas variedade de javalis
na Europa, na Ásia e na África, entre
elas podemos citar:
O
Javali-das-Índias (Sus cristatus), que
exibe uma crina negra, eriçada, ao longo da
espinha dorsal. Maior que o javali-europeu apresenta
presas mais desenvolvidas. É o provável
tronco dos porcos-domésticos da Índia.
O
Javali-raiado (Sus vittatus) caracteriza-se
pela faixa clara que lhe orna os flancos. Habita as
ilhas de Java, Samatra e Bornéu.
O
Javali-de-bigodes-branco (Sus scrofa leucomystax),
a subespécie japonesa, apresenta uma linha
esbranquiçada que liga o olho ao canto da boca.
É considerado o ancestral provável dos
porcos-domésticos da China.
O
Javali-verrugodo (Sus verrucosus) tem verrugas
sob os olhos. Habita Bornéu.
O
Javali-barbado (Sus barbatus), que também
vive em Bornéu, é maior que os outros
javalis e exibe uma barba abundante.
O
Javali-anão (Sus Salvanius), que não
vai além de 28 cm na cernelha e cuja fêmea
é dotada apena de 3 pares de mamas. Habita
as florestas úmidas e os caniçais da
Ásia.
INFORMAÇÃOES
DO IBAMA:
A
Lei de Fauna, Lei 5.197/67 proporcionou medidas de
proteção e, com o advento da Constituição
Brasileira de 1988, o protecionismo à fauna
ficou bastante fortalecido tendo em vista o teor do
seu Art. 225, assim descrito: "Proteger a fauna
e a flora, vedadas, na forma da Lei, as práticas
que coloquem em risco sua função ecológica,
provoquem a extinção das espécies
ou submetam os animais a crueldade".
Esta
Lei elimina a caça profissional e o comércio
deliberado de espécies da fauna brasileira.
Por outro lado, faculta a prática da caça
amadorista, considerada como uma estratégia
de manejo e sobretudo estimula a construção
de criadouros destinados à criação
de animais silvestres para fins econômicos e
industriais.
Manejo
de espécies nocivas:
O
controle de espécies animais consideradas problema
ou nocivas à agricultura faz-se necessário
visando garantir a integridade dos ecossistemas e
das espécies brasileiras. Esta é uma
das metas dentro do programa de manejo de espécies
da fauna brasileira e exótica. Dentro desta
perspectiva, o IBAMA vem atuando e buscando parceiros
para definir estratégias de manejo para: javali
- Sus scrofa, no Rio Grande do Sul e Paraná.
Comparação
de componentes nutricionais entre a carne de
Javali e
de outros animais |
| Porções
de 100g |
Calorias |
Gorduras
(g) |
Colesterol
(mg) |
Proteínas
(mg) |
Ferro
(mg) |
| Javali (cortes Variados) |
160 |
2,8 |
45 |
22 |
2,1 |
| Frango (peito) |
159 |
3,42 |
83 |
31 |
1,8 |
| Peru (carne magra) |
154 |
3,45 |
68 |
29 |
- |
| Ovelha (carne
magra) |
178 |
7,62 |
83 |
25 |
- |
| Boi (carne magra) |
214 |
9,76 |
92 |
26 |
2,9 |
| Porco (carne magra) |
219 |
10,64 |
101 |
29 |
2,5 |
Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe e Diretora de Conteúdo
BIBLIOGRAFIA:
Enciclopédia
Os Animais - Editora
Bloch - 1872 - Rio de janeiro
Mil
Bichos - Editora
Abril - 1975 - São Paulo
Sites:
http://www.bhonline.com.br/1000prazeres/javali.htm
http://www.sambaqui.com.br/javali.htm
http://www.agrov.com/agrov/animais/pequenos/javali.htm
|