NOME Comum: Jupará
NOME em inglês: kinkajou
Nome Científico: Potos flavus
FILO: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Familia: Procyonidae
CARACTERISTICAS:
Comprimento: até 0,45 m, mais 0,45
m de cauda.
Altura: até 20 cm
Peso: até 3,8 kg
Tempo de Vida: até 20 anos
O
jupará lembra algo do macaco, do gato e
do urso, todavia, ele pertence a família
dos Procinídeos. Tem corpo alongado, membros
curtos e sulhueta maciça. A cabeça
redonda, com pequenas orelhas, termina num fucinho
achatado. Uma das caracterísitcas principais
é a presença, em cada semi-arcada,
de 3 molares. No total possui 36 dentes. Os cinco
dedos são dotados de garras curtas e afiadas,
e as plantas dos pés e das mãos
são desnudas. A cauda, tão longa
quanto o cropo, é preênsil como a
de vários primatas neotropicais e a de
numerosos Marsupiais. Na idade adulta, o jupará
pode atingir 90 cm de comprimento, sendo metade
pertencente à cauda. Mede 20 cm de altura,
na espádua, e seu peso é de dois
quilos e meio
aproximadamente. A pelagem muita
espessa, ligeiramente crespa, macia e brilhante
como veludo, é ruivo-dourada, com reflexos
castanhos na região dorsal do corpo; uma
listra mediana de cor escura, nitidamente marcada,
parte da cabeça e se prolonga até
à base da cauda. A região ventral
do corpo é castanho-amarelada. A cauda
é castanha na base e praticamente negra
na porção terminal.
O jupará vive na América, numa área que se estende do sul do México até o Mato Grosso. Habita as regiões florestadas, nas vizinhanças dos grandes rios, e passa a maior parte do tempo nas árvores. Animal estritamente noctívago, dorme durante todo o dia escondido num oco de árvores, saido apenas à noite. Trepa com grande agilidade e é tamanha a habilidade com que ele se serve da longa cauda preêncil, dos curtos membros e das unhas afiadas que pode rivalizar com os símios. Entretanto, seus movimentos são prudentes e realtivamente lentos, sobretuudo no solo, onde caminha apoiando toda a planta do pé. Nunca salta. O jupará vive só ou aos pares, contudo podem ver-se bandos reunidos quando se vê uma árvore carregada de frutos.
A ninhada do jupará é
de uma ou mais raramente, de duas crias, que
nascem no verão. Abrem os olhos dez dias
depois e, com sete semanas, começam a
pendurar-se nos galhos utilizando a cauda.
Em
cativeiro, o jupará dá provas
de seu caráter meigo, sendo para o homem
um companheiro fiel,a fetuoso e brincalhão.
A paixão que o Jupará tem pelo
açucar leva-o muitas vezes ao descontrole.
Ele pode beber água e leite, mas no cativeiro
prefere as bebidas adocicadas e fermentadas.
Quando bebe além da conta, o jupará
torna-se irritável e pode arranhar, morder,
ou até mesmo golpear seu criador com
a cauda. Quando
está sóbrio,
ele é calmo e de bom gênio. Como
quase de tudo e é afetuoso. Mas, apesar
da sua aparente adaptação ao cativeiro,
um jupará está sempre disposto
a voltar para a selva.
O jupará, conhecido também como macaco-da-noite, é com freqüência confundido com os primatas pelos caçadores e mateiros. Sua carne é saborosa e os nativos de certas tribos amazônicas utilizam seu pêlo para confeccionar colares e braçadeiras.
Lucia
Helena Salvetti De Cicco
Diretora
de Conteúdo e Editora Chefe
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