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História
da Raça

Totteen Burning Bivin - Macho
Campeão, Grande Campeão e
Campeão Panamericano Criador e Prop.
-Anahy Thierry Gasparini Luize |
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A
raça surgiu na Irlanda, onde também
é conhecido como Irish Blue, mais precisamente
na extremidade sudeste do país nos montes
Kerry, no condado de Kerry no século
XVIII. xistem inúmeras versões
sobre sua descendência a mais aceitável
é de que tenha como antepassados o Irish
Terrier, o Dandie Dinmont Terrier e o Bedlington
Terrier.
Observando
o Kerry Blue é fácil deduzir que
nos cruzamentos, feitos por irlandeses que viviam
no campo, a intenção era fixar uma
gama de características que lhes fossem
úteis na vida no campo, e o trabalho atingiu
seu objetivo, ou seja, um cão de porte
médio (para se impor no pastoreio do gado,
na defesa do rebanho de ovelhas e na guarda da
casa e de seu dono ou família), de fácil
manutenção (sua pelagem densa é
constituída de fios espessos e ondulados,
fazendo com que a pelagem fique "armada"
evitando os "nós" e promovendo
ventilação entre os pêlos,
fazendo com que o cão não apresente
mau cheiro),muito rústico e resistente,
obediente, afetuoso, leal, corajoso, de reflexos
rápidos, ágil, mais sofisticado
e introvertido (temperamento mais ameno, calmo)
que outros terriers, excelente companheiro, sempre
alerta e um caráter tipicamente irlandês:
simpático, impulsivo e astuto. Na guarda
do dono ou da casa além de todas essas
características tem uma impulsão
nas patas traseiras chegando quase a uma altura
de 1,8 metros do chão, dentes grandes e
fortes e uma mordedura extremamente poderosa.
No campo sua vida era extremamente ativa, poderia
pela manhã reunir o gado para a ordenha,
pastoreava e protegia ovelhas ou vara de porcos,
à tarde caçava roedores nos estábulos
e de noite dormia dentro de casa fazendo
a guarda e proteção da família,
além de participar de caçadas a
aves e pequenos animais com seu dono. Desde o
início do processo de formação
da raça, apenas exemplares que exerciam
com eficiência todas essas tarefas eram
utilizados para a reprodução, conseguindo
assim, descendentes com as mesmas qualidades dos
pais e acima de tudo animais extremamente resistentes
e rústicos que dificilmente adoecem.
Depois de viver no campo com muito êxito,
foi levado para a cidade em fins do século
XIX, foi de tal maneira bem aceito, apreciado
e amado que, depois da independência irlandesa
em 1.937, foi considerada uma raça nacional
por excelência, pois não houve nenhuma
modificação física estrutural
quando saiu de seu país de origem, a única
modificação ocorrida foi na
introdução de uma tosa específica
para sua pelagem pêlos ingleses, americanos
e canadenses ( tosa que teve tanto sucesso que
levou os criadores de poodles a imitá-la),
na Irlanda não é permitido nenhum
tipo de tosa. O orgulho dos irlandeses pela criação
do Kerry Blue Terrier chegou ao ponto da raça
ser considerada, juntamente com o Trevo, o símbolo
do país. Na cidade, além de ser
ótima companhia e guarda da casa, foi requisitado
pela polícia em diversos países
europeus, não só para detectar tóxicos
com seu faro apuradíssimo, mas também,
sendo adestrado para o ataque e obediência
contra ladrões e rondas em locais públicos
de grande circulação de pessoas,
devido a seu médio porte e equilibrado
temperamento, sem causar incômodos e pelo
exército Britânico durante a Segunda
Guerra Mundial, com bastante êxito nas atividades
militares. Entre todos os terriers o Kerry Blue
é considerado o "factótum",
quer dizer, "o que faz tudo".
O padrão da raça foi descrito pela
primeira vez no fim da Primeira Guerra Mundial.
Embora tenha participado de mostras em fins do
século passado, somente foi introduzido
oficialmente em Londres, em 1.922 (primeira empreitada
da raça fora de seu país de origem),
ano da fundação, na Inglaterra,
do primeiro Kerry Blue Terrier Club, pouco anterior
à fundação do clube irlandês.
Muito importante como cão de exposição,
em 1.979, na exposição "Crufts
Dog Show" (Inglaterra), a raça contou
com a apresentação do campeão
inglês e americano Callagham of Leander,
proclamado "Best in Show" (o melhor
animal em exposição), após
concorrer com 8.154 de todas as raças,
dos quais apenas 46 eram Kerry Blues. Nas exposições
da Europa, fora da Inglaterra, é também
freqüentemente um exemplar da raça
ser premiado como "Melhor do Grupo dos Terriers".
Algumas ocasiões mostram-se particularmente
inesquecíveis para os criadores, quando
o único Kerry Blue inscrito conseguia o
título de "Best in Show".
Mais numerosos nos Estados Unidos (maior e melhor
centro criador atual) do que na própria
Irlanda, os cães da raça obtiveram
êxito também na Itália, conquistando
37 títulos no período entre 1.954
e 1.983. Nos países onde não é
difundido, registram-se dois campeões,
por ano, em média.
O Kerry Blue no Brasil
A história do Kerry Blue no Brasil
é bastante gloriosa no que diz respeito
a premiações dos primeiros exemplares
importados, mas poucos foram os que deixaram descendentes.
O primeiro exemplar da raça no Brasil,
de que se tem notícia, foi o macho Shellalag's
Vikor, importado já com vários títulos
dos Estados Unidos da América no ano de
1.978, sendo consagrado melhor cão do Brasil
em 1.979 (ranking C.B.K.C. - Confederação
Brasileira de Cinofilia); mais tarde em 1.982
chega a fêmea Mauveen of the Heath Park
da Holanda, a tentativa de acasalamento com Vikor
não obteve sucesso (Vikor morreu sem deixar
descendentes no Brasil). Em 1.983 chega ao Brasil
o macho Paxon's Path to Glory, de propriedade
de Maria Alice, acasalado em novembro de 1.984
com Mauveen, no dia 12 de Janeiro de 1.985 nasceu,
possivelmente, a primeira ninhada de Kerries do
Brasil.
Outro título de destaque conquistado por
um Kerry foi o de melhor cão de 1.987 (ranking
C.B.K.C.) pela fêmea Kel Lee's Formidable
Glory, que, como Vikor, não deixou nenhum
descendente.
O grande impulso, em termos de criação
e divulgação da raça se deve
ao canil Longchamp que iniciou seu trabalho com
a fêmea Clarksville Blueberry (nascida na
ninhada descrita anteriormente), importou, primeiramente,
o macho Paxon's Silver Bullet em outubro de 1.987,
a fêmea Paxon Company of Longchamp e mais
tarde o macho Tontine's Clowning Around em 1.990,
que veio a morrer alguns meses depois da importação,
detentor de alguns "Best in Show" (melhor
da exposição) no Brasil e deixando
três ninhadas de descendentes, destacando-se
seu filho Billy Boy Blue of Longchamp (ascido
em 1.990, obteve vários "Best in Show"
e o título de "Grande Vencedor Nacional")
e seu neto Blue Jazz of Blue Champ (nascido em
janeiro de 1.993, "Best in Show" aos
"6 meses" de idade e 2o Melhor Terrier
do Brasil de 1.993 aos "14 meses"
de idade), sendo estes dois últimos de
propriedade do canil Totteen.

Filhotes com 45 dias
Padrão Oficial C.B.K.C.
Aparência Geral
O
Kerry Blue típico é altivo, bem
construído e proporcionado, exibindo bom
desenvolvimento muscular, com o estilo estrutural
típico de um terrier.
Comportamento
e Temperamento
Caráter
terrier em sua totalidade. O mais importante fator
expressivo - severidade e atenção.
Cabeça

Blue By Blue of Longchamp - Fêmea
Campeã e Grande Campeã
Criador: Reynaldo Farah
Props: Anahy Thierry Gasparini Luize |
Forte
e bem proporcionada, apresentando fartura
de pelagem. Focinho de comprimento médio.
A cabeça dos machos deve ser mais forte
e musculosa do que a das fêmeas. |
Stop: leve.
Trufa: preta,
narinas grandes e amplas.
Dentes: alinhados,
grandes e brancos; mordedura em tesoura.
Boca: gengiva
e palato escuros.
Mandíbula: forte
e musculosa (punishing jaws)
Olhos: de
tamanho médio, bem inseridos, escuros ou
castanho escuros e expressão severa.
Orelhas: finas,
largura moderada, portadas voltadas para a frente
ou caídas rente às faces. Na posição
para a frente, expressa a severidade aguda do
terrier.
Pescoço: Moderadamente
longo, bem proporcionado e bem inserido nos ombros.
Tronco
Ombros: refinados,
inclinados e bem articulados.
Peito: profundo
e moderadamente largo. Costelas bem arqueadas.
Dorso: de
comprimento médio, nivelado e lombo curto.
Cauda: fina,
bem inserida e portada empinada.
Membros
Anteriores: visto
de frente, retos e de boa ossatura.
Posteriores: coxas musculosas,
bem desenvolvidos, jarretes fortes, bem posicionados
sob o cão.
Patas: compactas, fortes e redondas,
unhas pretas.
Pelagem: Macia, farta e ondulada.
Cor: azul
de qualquer tonalidade, com ou sem a extremidades
(cabeça, patas e cauda) pretas.
Talhe
Altura na cernelha:
machos-
45,5 a 49,5 cm
fêmeas-
44,5 a 48 cm
Peso:
machos-
15 a 18 Kg
fêmeas - proporcionalmente menos.
Características Indesejáveis
Cabeça: gengivas
cor de carne, prognatismo, mas se for leve, não
deve ser visto como falta.
Olhos: amarelos
ou esgazeados.
Frente: peito
estreito.
Dorso: selado
ou carpeado.
Membros: cotovelos
para fora; cor branca ou creme; ergôs nos
posteriores ou cicatrizes da remoção.
Movimentação: juntando
jarretes ou jarretes de vaca; movimentação
saltitante nos posteriores. Exemplares, cuja cabeça
ou a cauda forem mantidas altas pelos expositores
ou handlers, deverão ser penalizados.
Pelagem: dura,
de arame ou manchada.
Cor: qualquer
cor diferente do azul, excetuando-se as descritas
acima.
NOTA: os machos devem apresentar dois testículos
de aparência normal, bem desenvolvidos e
acomodados na bolsa escrotal.
As informações deste artigo
foram fornecidas pelo
Canil
TOTTEEN de propriedade de Anahy Voss Di
Giaimo Thierry G. Luize
Americana - São Paulo - Brazil
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