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Kinguio

Publicado originalmente no Alcon News

 Sem sombra de dúvidas, os Kinguios (Carassius auratus) são facilmente os peixes ornamentais mais conhecidos em todo mundo. Sua popularidade espalha-se hoje por todos os continentes. Muitos de nós e de nossos filhos já foram brindados com um destes peixinhos em uma feira ou exposição de animais. São peixes que fazem parte do nosso cotidiano e podem ser vistos em desenhos animados, filmes, roupas, comerciais e em gravuras e artes dos mais diversos tipos.

                    Coloridos e brincalhões, estão sempre em movimento, mexendo no fundo do aquário a procura de comida, fazendo sua bagunça característica. São peixes bastante sociáveis, que podem ser mantidos em aquários comunitários com diversas espécies de peixes, como Molinésias, Platys, Espadas, Barbos e Coridoras. Como são peixes relativamente lentos e com grandes nadadeiras, deve-se evitar mantê-los com peixes de tendência mais agressiva.

                    Origem e História

                    Também chamado de Japonês e Peixe-dourado (goldfish), o Kinguio teve sua origem na China. Os primeiros registros sobre este peixe datam do período compreendido entre as dinastias Chun (265- 419 d.C.), quando foi descrita a coloração dourada pela primeira vez, e dinastia Tang (618-907 d.C.). São uma espécie domesticada da Carpa “Gibel”, de cor predominantemente verde-oliva, mas que pode apresentar outras cores e formas, porém em escala bastante reduzida.

                    Inicialmente as Carpas Gibel eram criadas nos monastérios budistas, que as colocavam nos chamados “Go” (tanques). Alguns séculos mais tarde, o imperador chinês Zhao Gou construiu vários jardins na cidade de Hang Zhou onde foram colocadas inúmeras carpas trazidas de todas as regiões da China. Isto possibilitou a ocorrência de diversos cruzamentos que originaram os primeiros Kinguios brancos e vermelhos, assim como algumas variações hoje conhecidas.

                    Foi na dinastia Ming, porém, que a criação dos Kinguios teve um grande desenvolvimento. Neste período, os peixes passaram a ser criados também dentro de casa, em “aquários” sem visão lateral, que permitiam que os peixes fossem vistos apenas por cima. A criação nestes “aquários” possibilitou a seleção e a sobrevivência de espécies que antes não tinham condições de sobreviver nos tanques. Originaram-se então os Kinguios que hoje conhecemos por Red Cap, Telescópio, Cauda-de-foguete, Cálico e Ovo (sem nadadeira dorsal), entre outros.

                    A dedicação e a devoção dos chineses aos Kinguios era refletida na arte, na poesia e na literatura. Esculturas de jade e pinturas em papel de arroz constantemente traziam as imagens dos Kinguios. Em 1596 publicou-se então o primeiro “Ensaio sobre Kinguios”, uma literatura especialmente dedicada a estes peixes.

                    Foram exportados para o Japão por volta de 1610, onde os japoneses passaram a desenvolver diversas técnicas de reprodução, originando novas variedades como o Oranda, o Celestial, o Pompom e o Shubunkin (ou Brocado Vermelho).

                    Logo após chegarem ao Japão, os Kinguios também desembarcaram na Europa e causaram grande admiração. Conta-se que o rei francês Luiz XV freqüentemente os oferecia de presente a sua amante, a marquesa de Pompadour.

                    Atualmente os Kinguios são criados em escala comercial no mundo todo, em grandes volumes. Apenas uma fazenda em Maryland, nos Estados Unidos, chega a produzir 5 milhões de Kinguios anualmente.

                    Reprodução

                    Em nosso clima, o período reprodutivo inicia-se nos meses de agosto ou setembro, com a chegada da primavera. Nesta época a diferenciação entre machos e fêmeas é mais fácil. As fêmeas costumam apresentar o ventre mais volumoso e o macho mostra pequenos pontos brancos, semelhantes a grãos de areia, principalmente ao redor do opérculo (estrutura que protege as brânquias), e também nas nadadeiras peitorais e na cabeça. Estas saliências são chamadas de “órgãos de pérola” e são utilizadas pelo macho para estimular a fêmea durante a corte.

  Para a reprodução dos Kinguios em aquários, é importante um volume de água de pelo menos 80 litros, onde serão colocados dois machos e uma fêmea. Para garantir um maior percentual de ovos fecundados, a altura da coluna de água deve ser de 25 a 30 cm, com temperatura entre 22 e 24 ºC e pH entre 6,8 e 7,5. A colocação de plantas flutuantes como Aguapé e Alface d'água é fundamental, uma vez que em suas raízes os ovos ficarão aderidos.

                    A desova geralmente ocorre no início da manhã. Neste momento os peixes tornam-se bastante agitados e o macho tenta a todo custo levar a fêmea para a superfície, próximo às plantas flutuantes. A fêmea começa então a liberar os óvulos, que ficam aderidos às raízes e folhas das plantas flutuantes, onde os machos se encarregam de fecundá-los. Este ritual pode durar algumas horas e uma fêmea de Kinguio pode liberar de 500 a 1000 óvulos por desova.

                    Uma vez encerrada a desova, os reprodutores devem ser removidos do aquário para evitar que comam os ovos ou os filhotes. Pode-se também manter os peixes e remover a vegetação com os ovos para outro aquário, com características de água idênticas ao aquário onde estavam.

                    Os ovos fecundados são transparentes e apresentam dois pontinhos pretos, justamente os olhos dos peixinhos. O tempo entre a desova e a eclosão dos ovos depende principalmente da temperatura e da qualidade da água, podendo variar de 3 a 10 dias.

                    Ao nascerem os alevinos ainda possuem reserva de alimento (saco vitelínico) que será consumida nas primeiras 48 horas. Passado este período, os alevinos deverão ser alimentados com infusórios e também com o alimento microfloculado alcon Alevinos. Após cerca de 20 dias, podem também comer Artêmias e Pulgas d'água. Passados mais 30 dias, já podem ser alimentados com outros alimentos em flocos, como alcon Koi, alcon Basic e alcon Colours. Completados 2 meses de vida, a alimentação deve ser alternada entre os alimentos floculados e os granulados flutuantes alcon GoldFish Colours, alcon Goldfish Crescimento e alcon GoldFish Colour Bits.

                    alcon GoldFish Colour Bits é a mais nova opção da linha de alimentos destinados aos peixes de água fria. É um alimento flutuante especial, muito atrativo, que realça as cores e o brilho, proporcionando beleza e desenvolvimento saudável para Kinguios. A qualidade e variedade dos ingredientes, aliados ao criterioso processo de extrusão, conferem excelente digestibilidade a este alimento.

                    Dicas

                    Os Kinguios não são peixes muito exigentes, mas recomenda-se que o aquário tenha um bom sistema de filtragem, de preferência combinando filtragem biológica com mecânica. É interessante optar por um cascalho de maior granulometria, para evitar que os peixes revirem com facilidade o fundo do aquário, deixando a água turva. Por serem peixes de água fria, não há necessidade de aquecimento da água do aquário no inverno, porém no verão deve-se ter o cuidado de não deixar a temperatura da água ultrapassar os 28 ºC.

                    Condicionar a água do aquário com Labcon Protect é muito importante, pois o produto reforça as defesas naturais dos peixes, combatendo o estresse e tornado-os mais resistentes às doenças. Trocas parciais de água, com sifonagem de fundo, são recomendadas para garantir a qualidade da água e a saúde dos peixes.

                    Os Kinguios atingem em média 15 cm de comprimento e podem viver entre 5 e 10 anos. Todavia existem relatos de Kinguios que chegaram a medir 30 cm de comprimento e de outros que viveram por 70 anos.

                    Com uma boa dose de carinho e cuidado, estes peixes milenares certamente trarão alegria e distração para você e sua família.

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