O Kuvasz é um cão inteligente
e aprende com muita facilidade. Um filhote com apenas
sete semanas já é capaz de aprender
e reter "lições" tão
eficazmente quanto um adulto. Sua educação
deve iniciar logo cedo porém devagar e com
muita paciência. Com agressividade não
serão atingidos bons resultados. É também
importante que, desde pequeno fique bem claro que
o dono está no comando, se não quisermos
que ele se julgue o líder e aja como tal. Quanto
mais for permitido que desenvolva o seu comportamento
independente, mais parecerá teimoso.
História
da raça
O
Kuvasz descende do Mastim do Tibete, que é
o mais legendário dos mastins.
Há
evidências arqueológicas datadas 6.600
a.C., ao norte do Iraque. Segundo Palfalvy, o Kuvasz
(plural Kuvaszok) foi domesticado pelos
pastores sumérios a 7.000-8.000 anos atrás,
acompanhando-os pela Mesopotâmia até
a presente Hungria.
A
criação moderna da raça teve
início em 1883, quando dois exemplares foram
expostos em Viena. Infelizmente, a Segunda Guerra
Mundial prejudicou sensivelmente a raça, quando
muitos cães foram fuzilados pelas tropas que
atravessavam a Hungria.
Os
soldados temiam os cães e também os
consideravam ótimos alvos esportivos.
Os
Kuvaszok guardavam grandes propriedades e seus donos,
por isso eram os primeiros a serem eliminados pelas
tropas invasoras. Ao final da guerra, presume-se que
tenham restado apenas trinta exemplares. Em 1934,
o padrão húngaro da raça foi
aceito pela F.C.I. (Federação Cinológica
Internacional).
Padrão
(FCI)
1.
Cabeça
A
parte mais atraente deste cão é a cabeça,
que revela força e nobreza. O crânio
é alongado sem ser pontiagudo. De tamanho médio
e bem largo. A base da cabeça é grande.
Da linha reta do crânio surgem as orelhas, situadas
nos lados da cabeça. Sulco frontal pronunciado.
Os arcos superciliares estão moderadamente
desenvolvidos. A linha do stop é moderadamente
oblíqua e com uma curva ampla. O focinho preto
é reto e estreito sem chegar a ser pontiagudo.
O sulco longitudinal da fronte se
projeta sobre o focinho.
As
bordas das pálpebras e dos lábios são
negras. A cana nasal é extensa, larga e musculosa.
A dentadura é bem desenvolvida, forte e regular,
com mordedura em tesoura. Os lábios aderem
aos arcos dentários e são guarnecidos
nas comissuras.
Os
olhos são oblíquos, amendoados, castanho-escuros
ou pretos. O olhar revela freqüentemente uma
certa ferocidade. As bordas das pálpebras estão
bem unidas ao globo ocular, de cor preta. Da parte
superior do crânio nascem as orelhas, colocadas
horizontalmente e dobradas na base. Estão separadas
da cabeça em seu terço superior, voltando
a cair sobre esta. O pavilhão tem a forma de
um "V" arredondado.
A
linha do pescoço forma um ângulo de 25
a 30° com a linha horizontal que passa por sua
base. De extensão média, mais para o
curto, é muito musculoso. A nuca é curta
e não apresenta saliência.
2. Extremidades anteriores
A
caixa torácica baixa, mas não muito
grande, e redonda do Kuvasz facilita a posição
oblíqua da extensão das omoplatas. Os
cotovelos não se retraem debaixo da caixa torácica
estão bem juntos a ela. As extremidades sustentam
verticalmente o tronco, sua direção
é reta para baixo (vertical). O antebraço
é grande e de musculatura seca. No sentido
do carpo, os membros se prolongam mediante ligamentos
fortes e secos. As articulações bem
como o carpo também são delgados.
A
direção do metacarpo e a linha horizontal,
formam um ângulo de 45°. Os pés são
tensos, fechados estreitamente. Existe pouco pelo
entre os dedos. As plantas dos pés são
elásticas. A posição as extremidades
anteriores é de amplitude média e regular.
As unhas devem ser bem desenvolvidas, de cor negra
ou cinza.
3. Corpo
A
cernelha, elevada nitidamente acima do plano dorsal,
é grande; o dorso, médio; a parte inferior
da região lombar é curta; garupa levemente
afundada, larga e com musculatura farta. A pelagem
abundante ressalta a garupa dando a impressão
de ser mais alta do que a frente. O peito é
bem rebaixado, grande sem ser muito largo. No centro
do peito aparece uma proeminência formada pelo
esterno e uma forte musculatura.
O
ventre está bem jogado para trás. O
rabo é de inserção baixa, na
continuação da garupa, indo para baixo
até o jarrete. A extremidade do rabo apresenta
uma volta para cima, mas sem nunca se enroscar. Quando
o cão está em estado de atenção
ou excitado, o rabo se ergue acima da região
lombar.
4. Extremidades posteriores
As
extremidades posteriores são de inserção
alta. A amplitude do ângulo coxo femural é
de 90°; o ângulo femurotibial é de
110 a 120° e o ângulo tíbio-tarsiano
é de 130 a 140°. As coxas e pernas têm
boa musculatura. Os jarretes são grandes e
largos. O tarso é vertical. O metatarso é
mais abrupto que o metacarpo. Os pés são
maiores do que os dos membros anteriores e igualmente
fechados. As plantas são elásticas e
tensas. As unhas apresentam-se bem desenvolvidas de
coloração cinza-escuro. Os esporões
devem ser retirados.
5. Pele e pelagem
A
pele é muito bem pigmentada, de cor cinza,
protegendo o cão contra o calor e resfriados,
podendo se adaptar a qualquer tipo de clima. As pálpebras,
a trufa e os lábios são negros. As solas
dos pés são negras ou cinzas. O palato
deve ser de coloração escura. O ventre
tem pigmentação de uma só cor
e deve ser escuro. A língua apresenta um vermelho
vivo. Também é admitido uma pigmentação
manchada sobre fundo colorido. A cabeça é
coberta por pelo curto, reto, apertado e espesso,
de 1 a 2 cm de comprimento; como também as
orelhas e os pés. A frente e os costados das
extremidades anteriores, como também a parte
interior dos membros posteriores, estão cobertos
por um pelo igualmente curto.
A
pelagem do tronco, do braço, das patas e do
rabo apresentam ondulação e é
de comprimento médio, de 4 a 14 cm, formando
freqüentemente cristas e mechas. A pelagem é
bastante densa, ondulada, um pouco áspera,
ficando sempre livre e solta. Debaixo desta pelagem
aparece um subpêlo lanoso mais fino. No pescoço
aparece um colar que se estende até o peito.
Os membros ostentam franjas de 5 a 8 cm de comprimento.
Toda cauda está coberta por um pelo abundante
e ondulado. A parte inferior da cauda é o local
onde aparecem os pelo mais compridos, de 10 a 15 cm.
A
pelagem do cão apresenta-se brilhante, ondulado
ou lisa e espessa. A cor da pelagem deve ser branca.
Hoje em dia tolera-se a cor marfim. Seu pelo é
inodoro e quase não dá trabalho, ele
tem uma proteção, que o faz, mesmo após
um banho de lama, estar branco novamente após
algumas horas. Dificilmente embaraça, não
sendo necessário escová-lo todos os
dias, como acontece em outras raças de pelo
longo. Um bom banho, com escovação uma
vez por mês é suficiente para mantê-lo
bonito.
6. Peso e tamanho
Altura média medida na cernelha: 71 a 76
cm nos machos e 66 a 70 cm nas fêmeas.
Proporções
do corpo expressas em porcentagens da altura:
| |
Padrão
|
Freqüente
|
| Comprimento
do tronco |
104%
|
108-110%
|
| Profundidade
do peito |
48%
|
52-58%
|
| Amplitude
do peito |
27%
|
-
|
| Perímetro
do peito |
120%
|
125-130%
|
| Comprimento
da cabeça |
45%
|
-
|
Comprimento
da cara é de 42% da cabeça, e é
tolerável até 50%.
O comprimento das orelhas é de 50%.
Peso: machos de 42 a 50 Kg; fêmeas de
30 a 42 Kg.
7. Marcha
O passo é lento, bem estudado. O trote
apresenta um movimento lateral. Esse cão é
capaz de trotar continuamente cerca de 25 a 30 Km
sem nenhum esforço.
8.a. Defeitos
Cana nasal curta ou muito longa. Crânio
muito arredondado. Arcos superciliares pouco desenvolvidos.
Pálpebras e lábios um pouco caído.
Orelhas grudadas na cabeça e voltadas para
trás. Pescoço grande. Peito largo demais,
ombros frouxos. Pele rosa ou cinza claro. Olhos amarelos
e/ou redondos. Manto manchado ou tingido de amarelo.
Pelo liso e ou curto. Constituição fraca.
Muito agressivo ou tímido.
8.b. Defeitos que implicam desclassificação
Orelhas levantadas. Linha do stop muito pronunciada
Pelagem dura ou emaranhada. Cauda enrolada ou, quando
em repouso, erguida acima da linha dorsal. Qualquer
outra cor que não seja o branco ou o marfim.
Membros não devem ter pelagem muito abundante.
A altura da cernelha inferior a 65 cm nos reprodutores
ou de 61 cm nas reprodutoras constitui motivo de eliminação
do livro de origens. Não é recomendável
peso acima de 60 Kg. Prognatismo superior ou prognatismo
inferior.
Obs. Os dados foram retirados do padrão oficial
internacional da raça Kuvasz.
Curiosidades
Resistência: 
O Kuvasz é forte e resistente a intempéries
e grandes caminhadas.
Se sente bem tanto em altas temperaturas, como em
baixas temperaturas.
O
Kuvasz como presente:
Durante séculos foi criado para trabalhar na
guarda de propriedades e de animais domésticos,
sem a supervisão do seu dono. No século
XV eram
trocados entres Nobres como presente. Neste caso,
eram utilizados na caça de javalis e ursos,
outros eram utilidades como guardanapos nas
grandes mesas, pois seu pelo tem a propriedade de
se limpar sozinho.
Informações
fornecidas por Alexandre Xavier - proprietário
do Canil
da Montanha do Arapy
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