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Leão
História

 
 

O gênero Miacis, o mais antigo antepassado dos felídeos e dos canídeos, habitava o continente norte -americano há cerca de 40 milhões de anos (Eoceno). Esse pequeno carnívoro primitivo vivia provavelmente nas árvores Ainda que as fases intermediárias entre o gênero Miacis e o leão atual sejam pouco conhecidas, sabe-se que gênero Nimravus, que existiu há 30 milhões de anos (oligoceno), já possuía a dentadura própria dos felídeos, com caninos longos e cortantes. Por diversas vezes no decurso da história desta família, os caninos superiores tornaram-se afiados e cresceram de tal forma que ultrapassaram o bordo superior da mandíbula. Smilodon, também conhecido como tigre-dente-de-sabre, foi o derradeiro representante desses felídeos, que possuíam caninos enormes e desapareceram da terra há 12.000 anos, no final da época plistocena.

Foram encontrados na América numerosos exemplares fósseis de Panthera atrox e na península Ibérica de Panthera spelaea que, são considerados, antepassados diretos da espécie Panthera leo. Chamado leão das cavernas, o gênero Panthera spelaea foi reproduzido nas grutas de Combarelles, na Dordonha, em belíssimas pinturass rupestres que remontam ao Paleolítico Superior (13000 - 8000 a.c.). Com a extinção das florestas, a espécie acabou por desaparecer.

Os primeiros desenhos representando os leões são muito antigos. Os monumentos do Egito antigo figuram-no nas mais diversas fases da vida desse povo, provando assim que os egípcios já o conheciam muito bem. O antigo idioma dos egípcios utiliza a mesma palavra para designar o leão e o gato. O hieróglifo com o qual o leão é identificado, nas inscrições, corresponde à palavra maao, cuja origem onomatopaica é evidente.

Não se sabe com precisão em que época o leão se extinguiu na Europa mas é certo que isso ocorreu no último milênio. Na Roma antiga reuniam-se, nas arenas, centenas desses animais. Heródoto conta que, quando o exército de Xerxes atravessou a Macedônia, numerosos leões, encorajados pela escuridão, atacaram os camelos que carregavam as bagagens. O fato provocou grande surpresa entre os soldados, que ignoravam a presença desse animal naquela região. Aristóteles afirma que o leão não existia em nenhuma outra regiao do continente europeu.

A Bíblia informa-nos que, na antigüidade, existiam leões na Síria e na Palestina. Contudo, também sobre a época de seu desaparecimento da Terra Santa nada sabemos de preciso. Em todo caso, é certo que, em outras épocas, sua área de distribuição estendida do Cabo da Boa Esperança à África do Norte e do sul da Ásia à Índia.

Há um século atrás, os leões substituíam na totalidade da África, exceto nas zonas das florestas equatoriais. Existiam também na Arábia e na Ásia Menor, no sopé dos Himalaias, no Irã e no Afeganistão.

Atualmente, além dos últimos leões da Ásia que sobrevivem na reserva indiana de Gir, rica em florestas, existem ainda populações deles nas reservas do Quênia e da Tanzânia. Por fim, nas savanas e nas regiões semidesérticas da África Ocidental encontram-se núcleos populacionais bastante reduzidos.

No mapa ao lado a região em azul representa as zonas atualmente habitadas por leões.

A cor laranja no mapa representa as zonas habitadas por leões no século passado.

É quase certo que se extinguiu no Irã e no Iraque, mas o leão-persa (foto ao lado), Leo leo persica, que constitui uma subespécie bem característica, ainda existe na floresta de Gir, na região indiana de Kathiawar.



Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe

BIBLIOGRAFIA:

Enciclopédia Os Animais
Editora Bloch - 1872 - Rio de janeiro
Mil Bichos
Editora Abril - 1975 - São Paulo
Vida Selvagem
Nova Cultural - 1981- São Paulo
Vida Selvagem - Animais da Savana
Larousse -Altaya - 1997

 Miacis - Por milhões de anos, evoluiu a linha de Miacis e dividiu em muitos grupos. Este caminho evolutivo e lento criou formas de animais cada vez mais de perto se assemelhar a gatos modernos.
Evidência de fóssil sugere que Leões e Chitas já existiam há 6 milhões de anos atrás. Aproximadamente 1 milhões de anos atrás, Leopardos, Tigres, Jaguares e o agora extinto o Gato Selvagem de Martelli morou na África e Ásia.

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 Eoceno: segunda divisão do cenozóico, era da escala do tempo geológico. Começou há cerca de 54 milhões de anos e terminou há 40 milhões de anos.
No hemisfério ocidental, este período marcou a última fase da orogênese das cordilheiras. Por outro lado, produziu-se o levantamento do sistema montanhoso alpino-himalaio. A Antártica e a Austrália, que haviam estado unidas, separaram-se e distanciaram-se.

Com a ausência dos grandes répteis começa o domínio dos mamóferos sobre a terra. Nesse período proliferam os mamíferos, insentívoros, marsupiais, roedores, carnívors e desdentados.
A rápida evolução de novas ordens de mamíferos, iniciada no paleoceno, seguiu adiante. Apareceram, ao mesmo tempo, formas ancestrais do cavalo, o rinoceronte, o camelo e outros grupos modernos. O final desta época foi testemunha da primeira adaptação dos mamíferos à vida marinha.

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