Aranha-marrom
Aranha-marrom
Nome Científico: Loxosceles
Nome em Ingês: Brown Spider ou Violin Spider
Identificação:
É a menor aranha entre as mais perigosas (Corpo 7-12 mm). Por causa dos
hábitos noturnos e seu tamanho, passam desapercebidas pelo homem e podem
então proliferar-se extraordinariamente. Os machos têm corpo menor
e pernas relativamente mais longas. O cefalotórax é baixo, isto
é, não ultrapassa, em
altura,
o abdômen, os olhos são seis, reunidos em três pares de quelíceras
são soldadas na base. Todas apresentam um colorido uniforme que varia
do marron claro até o escuro, podendo apresentar no cefalotórax
um desenho amarelo em forma de estrela (L. gaucho). As fêmeas alcançam
a maturidade sexual em média aos 328,5 dias e os machos em 454,7 dias.
Uma fêmea pode produzir até 15 ootecas que contêm de 22 a
138 ovos. A duração de vida é de 1536 dias para as fêmeas
e 696 para os machos que acasalaram.
O ataque: Não são aranhas agressivas e a maioria dos acidentes (cerca de 80%) ocorrem dentro de casa. Elas picam quando são comprimidas contra o corpo da vítima, dentro de roupas , toalhas de banho e na cama.
Onde são encontradas: São aranhas domiciliares que se alojam, de preferência, nos armários, roupas e sapatos velhos. Comprimidas ao corpo da vítima quando esta se vete ou calça o sapato, desferem seu ataque. As picadas atingem, com mais freqüência, os antebraços, braços e ombros, colo, nuca, rosto, tórax, ventre e, mais raramente, outras partes do corpo.
Distribuição geográfica: Gertsh (1959 e 1967) fez uma revisão das espécies do gênero Loxosceles, que ocorrem o continente americano; citou 18 espécies para a América do Norte, Central e Antilhas e 30 para a América do Sul.
Lista de algumas das espécies:
L. rufescens - Cosmopolita; EUA, onde foi introduzida e provavelmente América Central e do Sul e em diversas ilhas do Oceano Atlântico.
L. rufipes - Toda
a América Central e Colômbia
L. laeta - Toda a América do Sul até a América Central (Chile, Peru, Colômbia, Equador, Argentina, Guatemala e Honduras).
L. gaucho - L. similis - Brasil
L. variegata - Paraguai
L. spadicea - Bolívia
L. lutea - Colômbia e Equador
Habitats: Habitam os climas quentes e temperados e no continente americano ocorrem cerca de 50 espécies diferentes.
Ação do veneno (peçonha): O veneno tem ação proteolitica e hemolítica e, se manifestam tardiamente, em torno de 12 a 24 horas após o acidente.
Quadro
clínico:O quadro clínico
cutâneo caracteriza-se por edema, eritema, dor local
emelhante
a queimadura. Quando há comprometimento cutâneovisceral, observamos
febre, mal-estar generalizado, icterícia, equimose, vesículas,
bolhas, necrose e ulceração. A urina torna-se escura, cor de "coca-cola".
Pode evoluir para oligúria, anúria e insuficiência renal
aguda, semelhante ao que ocorre no acidente crotálico.
Tratamento:
(O tratamento específico é feito com o soro antiaracnídeo
e/ou antiloxoscélico, 10 ampolas pelas via endovenosa. O tratamento complementar
consiste na limpeza local com anti-sépticos e hidratação
do doente de maneira semelhante ao preconizado para o acidente crotálico.
A vacinação anti-tetânica está indicada. Os antibióticos
devem ser utilizados quando houver infecção secundária
de maneira semelhante ao preconizado no acidente botrópico. O emprego
do soro específico deve ser feito até 36 horas após o acidente.
Conduta frente a picadas de Aranhas e Escorpiões:
IMPORTANTE: Toda pessoa agredida por aranhas deve ser encaminhada ao Pronto Socorro e se possível levar a aranha para identificação. Lembre-se sempre que a rapidez de atendimento em acidentes com qualquer animal Peçonhento pode significar a diferença entre a vida e a morte. A auto medicação pode ser fatal e não deve ser realizada. Procure sempre um médico e o pronto socorro mais próximo.
Lúcia Helena Salvetti
De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
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