História
do Mastino
Atlas
Agripa - Canil Signori D'Arezzo
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Napole,
cidade italiana, encravada na região da
Campânia, é banhada pelo Mar Tirreno
e no verão ostenta um dos céus mais
azuis do país. A máfia italiana,
porém, a vê com bons olhos não
pelo excelente clima, mas sim por ser o berço
da Camorra - um dos ramos mais importantes, eficientes
e lucrativos da família - e também
de Al Capone, o lendário gângster
que enriqueceu sob os auspícios da Lei
Seca nos EUA dos anos 30. Nada mais natural que
o Mastino Napoletano, em 1946, depois de anos
quase extinto, ressurgisse em Napole. Seu arrebatamento,
força física e apego à família
são traços típicos das terras
napolitanas.
A
espessa névoa do tempo encobre as origens
mais remotas do Mastim, ou Mastino Napoletano,
como preferem seus criadores mais ortodoxos. Há
muitas hipóteses para seu surgimento, todas
passíveis de crédito. Alguns afirmam
que ele seria descendente dos cães que
Alexandre, o Grande, conheceu na Grécia
e logo trouxe a Roma. Outros sustentam que seria
descendente direto dos molossos romanos, usados
nas guerras contra os exércitos inimigos.
Ainda há quem credite sua ascendência
ao cruzamento entre os molossos romanos e os "Pugnaces
Britannie", trazidos da Inglaterra pelos
soldados romanos.
Por último há a possibilidade de
ter sido trazido ao Mediterrâneo em navios
fenícios, há milênios. Estas
suposições têm em comum a
crença que o progenitor do Mastino seria
um cão de características molossóicas
que viveu no Tibete. Porém, alguns estudiosos
discordam desta linha de raciocínio e investigam
o passado do Mastim em cães europeus.
Se a origem é indefinida ainda, a época
da aparição está bem registrada
por Columela, um grande orador da Roma antiga:
"o cão guardião da casa deve
ser preto, ou escuro, para atemorizar o ladrão
de dia e poder atacá-lo à noite,
sem ser visto. A cabeça é tão
importante que se apresenta como a parte mais
importante do corpo, as orelhas são caídas
e pendem para a frente..."
Além
de ser usado para guarda, seu trabalho junto ao
Exército era importantíssimo. Como
as lutas eram corpo-a-corpo, a investida de centenas
destes cães - cada soldado romano possuía
um exemplar - representava muitas baixas no exército
inimigo. Foi usado também para diversão
do público em lutas contra touros nas arenas.
Há algumas indicações de
ter sido utilizado também para sacrifício
de cristãos. Para Enrico Furio Dominici,
em Florianópolis - SC, um italiano criador
de Mastins há 16 anos, esse uso da raça
não aconteceu, "o Mastim nunca foi
usado para matar cristãos, eles só
atacam para defender o dono e seu território.
Já vi alguns filmes americanos que mostram
esse absurdo. Em Roma, no Coliseu, os cristãos
eram devorados por leões. Qualquer um que
visite o Coliseu poderá comprovar isso,
junto aos guias turísticos.
O
tempo passou, mas o Mastim manteve suas Características
desenvolvidas na região da Campânia:
Durante a 2ª Guerra Mundial, muitos exemplares
morreram.
A fome se abateu sobre todos e não
havia alimentação para o
pesado Mastim, que consome em média
2,5 kg de comida por dia.
Em
1946, ressurgiram oito belos exemplares
na 1ª Exposição Canina
em Napole. Estes cães despertaram
o interesse do escritor Piero Scanziani.
Ele criou e selecionou os melhores exemplares
para, finalmente, em 1949, conseguir junto
ao E.N.C.I. (Ente Nazionale Cinofilo Italiano)
o reconhecimento oficial da raça.
Em 1971, a mesma entidade fixou definitivamente
o padrão da raça. Hoje em
dia, é criado em todo o mundo,
e sua procura nos países europeus
é grande. Sua larga aceitação
deve-se ao fato de ser exímio cão
de guarda, que prescinde de qualquer adestramento,
pois segundo Enrico Dominici, "ele
é guarda há 2 mil anos,
já aprendeu a fazer isto muito
bem". |

Pollyanna (4 meses) - Prop. Dra.
Auri Bruno
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Como
ele age na guarda
As
vezes a gente fica observando-o de longe, imaginando
o que estará pensando, sozinho no quintal,
com aquele ar de superioridade. Imponente, grande,
forte, corajoso, feio e ao mesmo tempo lindo,
movimentação segura, tranqüila...
parece um marechal!
Falando de seus cães com muito entusiasmo,
Eduardo M. Maranhão, de Catanduva - SP,
explica que o Mastino tem até uma estratégia
de guarda, como a de um marechal mesmo: "Ele
se senta numa posição estratégica,
num local de onda possa observar toda a movimentação
de pessoas dentro e fora da casa, como se fosse
ele o responsável único e absoluto
por tudo e pela resolução de todos
os problemas".
Para
delimitar o território que lhe será
destinado à guarda, ele fareja todo o local
durante os dois primeiros dias, marca os cantos
com urina, circula sem correr pelo ambiente ao
qual se apega em demasia - informações
confirmadas por todos os criadores consultados.
Esse grande apego ao dono e ao seu território,
faz com que o Mastino demonstre uma profunda aversão
à estranhos. "Quando chego em casa,
com o carro, minha cadela praticamente me revista
e, se tiver pessoa estranha dentro do carro, ela
fica muito desconfiada", afirma Aníbal
Rebequi Pereira, de Bragança Paulista,
SP, descrevendo o comportamento de sua fêmea
em relação à estranhos. "É
um cão que age silenciosamente. Quase não
late, vai de mansinho e ataca pulando sobre a
pessoa", conta Roseli Pereira, esposa de
Aníbal, que também lida diariamente
com os cães. Ela conta que, a algum tempo,
quando a casa do vizinho estava em construção,
havia alguns pedreiros que trabalharam lá
durante meses, ficando por isso conhecidos até
pelos cães, embora nunca tenham passado
do muro para dentro de sua residência. Certa
vez, deixaram cair uma ferramenta no seu quintal
e um dos pedreiros, julgando que não havia
perigo, pulou para lá para pegar o objeto.
"Bastou ele pular o muro para que a cadela,
sentada à porta da cozinha, atenta a tudo,
saísse correndo, sem latir, para pegá-lo.
A sorte é que ele percebeu e voltou logo
para o outro lado. Se ela tivesse alcançado,
poderia machucá-lo muito e até tê-lo
matado". De fato, não teria sido difícil
que a suposição de Roseli se concretizasse,
principalmente graças ao tamanho, peso
e força excepcionais, aliados a uma forma
certeira de ataque. "O Mastino nunca vai
morder a perna de alguém. Ele pula no rosto
da pessoa, buscando seu pescoço, já
com intenção de matar", afirma
Aníbal, que já teve oportunidade
de constatar isso assistindo a um treinamento
de ataque. "Mas não é um cão
de má índole", segundo Maranhão,
que explica que, "pelo contrário,
é até muito amoroso com os donos.
Meus cães querem sempre ficar em volta
da gente, recebendo carinho, brincando".
"E são até muito afáveis
com crianças", acrescenta o criador
João Carlos Marinoni, de Curitiba, PR,
fato também comprovado por Aníbal,
quando do nascimento de seu filho: "Ele não
teve ciúmes do nenê, queria ficar
junto do carrinho, tomando conta dele".
Uma
característica do Mastino Napoletano é
a expressão de ferocidade que assume quando
se vê na incumbência de defender seu
dono. "A expressão é aterradora.
Ele levanta a cabeça e as orelhas, fica
imponente, retesa os músculos, os olhos
ficam mais brilhantes, e conforme a tensão
aumenta, ficam mais vermelhos devido ao aumento
do fluxo de sangue", afirma Marinoni.
"Parece
mais um animal selvagem", acrescenta Maranhão,
"mostra os dentes, começa a urrar,
enruga a testa e os olhos brilham de maneira impressionante.
Todo mundo se assusta só com a expressão
dele".
Quanto
ao ataque, Marinoni explica por fases: quando
da aproximação de um estranho, primeiramente,
ele fica alerta e tende a rosnar. Se a pessoa
se aproximar mais, ele se "arma" para
o ataque. Se estiver deitado, ou sentado, se levanta,
prepara os músculos para o ataque, retesando-os.
Se a pessoa insistir em avançar no território,
ele salta sobre ele e a derruba, sendo capaz de
machucá-la muito devido a seu peso.
Outro
fator que contribui bastante para a eficiência
deste cão é a sua mordedura muito
possante. Içan Samaur, de São Paulo,
SP, relata que "durante o ataque, ele pega
a presa e não a solta; segura até
rasgar a vítima. Pega a presa e a chacoalha,
não a soltando mais. E se derrubar a pessoa,
ele sai arrastando-a". Içan já
viu isto acontecer em treinamento. "O cão
pega no braço do treinador e não
o larga", afirma ele. A forte mordedura do
Mastino é algo que seus criadores podem
comprovar facilmente. Maranhão tem um cão
chamado Barone, de 2 anos e 70 quilos. Numa brincadeira
que costuma fazer, Eduardo enrola um pano, segura-o
em uma das extremidades, enquanto Barone morde
a outra. Então ele o gira em torno de si.
Barone consegue se sustentar no ar com todo o
seu peso sem o menor prejuízo para os seus
dentes. Aníbal Pereira, por sua vez, conta
que costuma dar ossos de boi para sua cadela e
que esta os tritura em segundos, sem muita dificuldade.
"outro dia, dei um osso de vaca para a minha
cadela, e ela, sem esforço, quebrou-o inteiro
e comeu. Acho que se ela morder uma pessoa, poderá
deixá-la seriamente machucada".
De
modo geral, o Mastino não se assusta com
tiros, fogos de artifício e trovões,
entre outros ruídos - pelo menos no dizer
de seus criadores. Aníbal Pereira teve
até oportunidade de comprovar esse fato.
Já atirou perto de seus cães com
um revólver calibre 38. No sítio,
ele treina tiro ao alvo. "Pode-se atirar
o quanto quiser, que ele não liga, não
se amedronta". Porém, Eduardo M. Maranhão
acredita que o medo de tiros ou outros ruídos
não pode ser atribuído a essa ou
àquela raça. "Tudo depende
do condicionamento do cão". Ele conta
que já levou sua cadela a uma exposição
no qual houve uma prova de tiro. Ele recorda que
ela ficou alerta, mas não com medo. "Em
relação à relâmpagos
e trovões, existe uma regra para todos
os cães - por herança ou significado
genético - de "procurar abrigo",
diz ele. Marinoni, por sua vez, afirma que seus
cães não demonstram o menor temor
a relâmpagos ou trovões e que nestas
ocasiões, eles latem ostensivamente.
No carro, na calçada, ou em qualquer outro
local a ser guardado, o comportamento do Mastino
parece ser o mesmo. Quando um estranho se aproxima,
ele fica alerta, rosna, arma-se para o ataque,
mas se contém se receber um comando em
contrário do dono, segundo afirmação
dos criadores. O carro é defendido como
se fosse uma continuação da casa,
ou como propriedade do próprio cão.
No passeio, que ninguém se atreva a botar
a mão em sua cabeça e muito menos
a fazer qualquer gesto mais brusco, pois ele reage
violentamente. Essa é uma característica
que Maranhão faz questão de conservar
para que o cão "nunca abra a guarda
a ninguém", porque acredita que se
permitir que alguém o agrade, mais tarde
um estranho poderá persuadi-lo.
Maranhão
alerta: "Todo proprietário de Mastino
deve ter consciência de que não pode
deixar seu cão absolutamente à vontade,
sem domínio sobre ele, pois quando um Mastino
parte para um ataque, é muito difícil
fazê-lo parar. Deve-se evitar o ataque,
impedindo o cão no momento em que ele se
prepara para tal. Até então, será
possível refreá-lo". Tempos
atrás, a mãe de Eduardo, que mora
em São Paulo, foi passar uns dias em sua
casa em Catanduva. Saiu para passear pela cidade
com uma amiga. Na volta, ela abriu o portão
e foi entrando à vontade. A despeito da
convivência que teve com os cães
durante 15 dias, eles não se fizeram de
rogados e saíram em sua direção.
"Eu dei ordem para eles pararem e eles imediatamente
obedeceram", lembra Eduardo. Marinoni afirma
que seus Mastinos, mesmo sem terem sidos treinados,
são extremamente obedientes. "Se você
os soltar do canil durante dois ou três
minutos e em seguida der-lhes uma ordem de retorno
imediato, eles voltarão sem criar problemas,
não resistem à ordens".
"Cão
de guarda por excelência". Quem comprova
essa afirmação é Maranhão.
Ele conta que, um conhecido seu, que morava em
Goiânia, saiu para fazer cooper em companhia
de seu cão e em dado momento, distanciou-se
dele mais ou menos 20 metros. Na ocasião,
um desconhecido tentou assaltá-lo e o cão,
mesmo de longe, percebeu a situação
ameaçadora que envolvia seu dono. Correu
e atacou o assaltante, machucando-o muito. O mais
interessante é que esse cachorro conhecia
muitas pessoas na cidade e nunca avançava
em ninguém justamente por esse motivo,
mas foi capaz de perceber que seu dono vivia uma
situação de perigo. Eduardo conta
que esse cão acabou morrendo envenenado
e acredita que foi mesmo por "vingança
do assaltante". "Mas não foi
fácil matá-lo. Esse não comia
nada fora de seu comedouro e a pessoa que o envenenou
teve de colocar o alimento ali. Caso contrário,
não o conseguiria".
O
Mastino Napoletano é um cão bastante
ágil, considerando-se que é bastante
pesado - pesa de 55 à 85 Kg. Segundo seus
criadores, embora tenha aparência de "molenga"
(devido à pele solta), ele é capaz
de saltar a uma altura de 1,5 m. aproximadamente.
Fazer amizade com um Mastino é uma empreitada
muito difícil. "Antes de abrir os
olhos (quando nascem), os filhotinhos já
avançam na mão da gente. Com 20
ou 30 dias, eles começam a fazer "reconhecimento
das pessoas". É possível fazer
amizade com ele até os 8 meses, no máximo
até um ano de idade. A partir daí,
é muito difícil", afirma Aníbal
Pereira. Quem conseguir ter um amigo Mastino "terá
um companheiro devotado, de exclusiva confiança
e que nunca vai deixá-lo numa situação
de perigo". Esta é a opinião
de Eduardo M. Maranhão, que acredita estar
100% seguro com seus cães "Eles parecem
que dão a vida pela gente", conclui.
Padrão
oficial da raça
CBKC nº 197a de 11/04/94.
FCI nº 197f de 19/11/91.
País
de Origem: Itália
(Napole)
Nome no país de origem: Mastino
Napoletano
Aparência Geral: de porte grande e conformação
de um broquimorfo, cujo
comprimento do tronco é maior que a altura
na cernelha.
Proporções importantes:
Altura na cernelha: machos
de 65 a 73* cm.; fêmeas de 60 a 68 cm. (*
o clube especializado da raça na Itália
diz que a medida 73 cm. para machos está
errada, valendo os dados do item Talhe).
Comprimento do tronco: 10% maior que a altura
na cernelha.
Cabeça: 30% da altura, aproximadamente.
Relação crânio-focinho: 2 por 1
Comportamento e caráter: caráter
firme, leal, sem ser mordaz ou agressivo injustificadamente,
defensor da propriedade e das pessoas assumindo
sempre um comportamento vigilante, inteligente,
nobre e majestoso.
Cabeça: braquicefálica, massuda, com o crânio
largo na altura dos zigomas, seu comprimento total
atinge cerca de 30% da altura na cernelha. Pele
abundante com rugas e pregas, das quais, partindo
do canto distal externo da pálpebra, surge
uma prega típica e bem marcada indo até
a comissura labial. As linhas superiores do crânio
e do focinho são paralelas.
Crânio: largo
e achatado, particularmente entre as orelhas e
ligeiramente convexo na região anterior.
As arcadas zigomáticas são muito
pronunciadas, mas com músculos planos.
A largura é maior que 50% do comprimento
total da cabeça. As arcadas superciliares
são muito desenvolvidas, a sutura metópica
é marcada, a apófise occipital apenas
marcada.
Região Facial:
Trufa: sobre
a mesma linha da cana nasal sem projetar-se além
da linha anterior dos lábios; deve ser
volumosa com narinas grandes e bem abertas. A
pigmentação acompanha a da pelagem:
preta nos exemplares pretos, escura nos de outras
cores e marrom nos de pelagem mogno.
Focinho: muito
largo e profundo, seu comprimento corresponde
ao da cana nasal, sendo próximo a 33% do
comprimento total da cabeça. As faces laterais
são paralelas, de maneira que, visto de
frente, dá ao focinho uma forma, praticamente,
quadrada.
Lábios: de
pele pesada, espessa e abundante. Visto de frente,
os lábios formam um "V" invertido.
A linha inferior do focinho é formada pelo
contorno do lábio superior. Sendo o ponto
mais baixo a comissura labial, situada na vertical
do canto externo do olho, com as mucosas visíveis.
Maxilares: forte, com ossos mandibulares
bem robustos e arcadas dentárias perfeitamente
encaixadas. A mandíbula deve ser bem larga
com incisivos alinhados.
Dentes: brancos, bem desenvolvidos, regularmente
alinhados e numericamente completos. Os incisivos
do maxilar tocam com sua face posterior , a face
anterior dos incisivos da mandíbula (mordedura
em tesoura).
Olhos: de inserção frontal,
bem afastados e ligeiramente aprofundados, com
o contorno das pálpebras tendendo ao redondo.
A cor da íris acompanha a cor da pelagem.
Orelhas: em relação do talhe
do cão, são pequenas, de formato
triangular, inseridas acima das arcadas zigomáticas.
Quando inteiras, são achatadas e portadas
pendentes e rente às faces, quando operadas
formam um triângulo quase equilátero.
Pescoço:
Perfil: linha superior levemente arqueada.
Comprimento: em torno de 28% da altura da cernelha.
Forma: de tronco de cone e bem musculado,
o perímetro, na metade do seu comprimento,
é igual a 80% da altura na cernelha.
Pele: a linha inferior do pescoço
é rica em peles soltas que formam uma barbela
dupla, menos abundante, começa logo atrás
da mandíbula e termina na metade do comprimento
do pescoço.
Tronco: o comprimento do tronco ultrapassa a altura
da cernelha em 10%.
Linha superior: a linha superior do dorso é
reta, onde a cernelha se apresenta larga, longa
e não muito elevada.
Dorso: largo de comprimento em torno de
33% da altura da cernelha. A região lombar
deve fundir-se harmoniosamente com o dorso, pela
musculatura de largura bem desenvolvida. Caixa
torácica ampla, com costelas longas e bem
arqueadas. O perímetro torácico
ultrapassa em 25% a altura na cernelha (altura
+ 25%).
Garupa: larga, robusta e bem musculada.
Com angulação em torno de 30°.
Comprimento igual a 30% da altura na cernelha.
Ancas proeminentes a ponto de alcançar
a linha superior do lombo.
Peito: largo, amplo com os músculos
peitorais bem desenvolvidos. A largura está
em relação direta com a do tórax
atingindo os 40% a 45% da altura na cernelha.
A ponta do esterno está situada no mesmo
nível da ponta do ombro.
Cauda: com base larga, grossa na raiz;
robusta, adelgando-se ligeiramente, para a ponta.
O comprimento atinge o nível dos jarretes.
Amputada, a cerca de 66% do seu comprimento, portanto
permanece cerca de 33%. Em repouso é portada
pendente e em cimitarra; em movimento, eleva-se
até a horizontal, ou um pouco mais do alto
do dorso.
Membros anteriores: em conjunto, os aprumos vistos
de qualquer ângulo são verticais
com uma ossatura robusta e bem proporcionada.
Ombros: de comprimento em torno de 30%
da altura na cernelha fazendo um ângulo
de 50º a 60º com a horizontal. A musculatura
é bem desenvolvida com músculos
longos e bem contornados. O ângulo da articulação
escápulo-humeral é de 105° a
115°.
Cotovelos: abundantemente revestidos por uma pele
frouxa, trabalhando moderadamente ajustados à
parede torácica.
Antebraços: de comprimento quase igual
ao do braço em posição perfeitamente
vertical, dotado de uma ossatura robusta e de
uma musculatura seca e bem desenvolvida.
Carpo: articulado na vertical do antebraço,
bem largo, seco e liso.
Metacarpo: chato, articulado no prumo do
antebraço. Inclinado em torno de 70°
a 75° com a horizontal. De comprimento aproximado
de 16,5% do comprimento do membro, do solo ao
cotovelo.
Pata: redonda, volumosa, com os dedos bem
arqueados e bem fechados. Almofadas plantares
secas, solas duras e bem pigmentadas. Unhas fortes,
recurvadas e escuras.
Membros posteriores: no conjunto são
robustos e poderosos, cuja proporção
assegura a propulsão necessária
ao movimento.
Coxa: medindo 33% da altura na cernelha
fazendo um ângulo em torno de 60° com
a horizontal. Larga com músculos grossos
e proeminentes, claramente evidenciados. Angulação
coxo-femoral é de 90°.
Pernas: de comprimento um pouco inferior
ao da coxa e anguladas de 50° a 55°, dotada
de robusta ossatura em musculatura bem modelada.
Joelhos: angulação femoro-tibial
em torno de 110° a 115°.
Jarretes: bem longos em relação
às pernas, de comprimento igual a 25% da
altura na cernelha; angulação tibio-tarsiana
em torno de 140° a 145°.
Metatarso: robusto e seco, de forma quase
cilíndrica; e perfeitamente a prumo. De
comprimento em torno de 25% da altura na cernelha.
Ergôs, eventualmente presentes deverão
ser amputados.
Pata: menor que a dos anteriores, redondas,
com dedos fechados. Almofadas plantares secas,
duras e pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas
e escuras.
Movimentação: constitui uma
das características típicas da raça.
O passo é indolente, lento, semelhante
ao do urso. O trote é caracterizado por
uma forte propulsão dos posteriores e um
bom alcance dos anteriores. O Mastino Napoletano
raramente galopa. Andadura preferida: passo e
trote. O chouto é tolerado.
Pele: espessa, abundante e solta em todo
o corpo, particularmente na cabeça onde
desenha numerosas pregas ou rugas, e na linha
inferior do pescoço, aonde forma barbela.
Pelo: brilhante, denso; todos de igual
comprimento, no máximo 1,5 cm., uniformemente
liso e fino. Sem apresentar qualquer início
de franja.
Cor: de preferência cinza, cinza-chumbo
e preto, com eventuais pequenas manchas brancas
no centro do antepeito e na ponta dos dedos como
também, mogno, fulvo e fulvo-avermelhado
(cervo). Todas as cores podem ser tigradas. O
avelã, cor de rola (rolinha) e isabela.
Talhe: altura na cernelha: machos de 65
a 75 cm. e fêmeas de 60 a 68 cm., com uma
tolerância de mais ou menos 02 cm.
Peso: machos de 60 a 70 quilos; fêmeas
de 50 a 60 quilos.
* Nota: os machos devem apresentar dois
testículos de aparência normal, bem
desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão
deve ser considerado como falta e penalizado na
exata proporção da sua gravidade.
Faltas que desqualificam para o julgamento: (no
exame preliminar): prognatismo pronunciado (inferior);
cauda enrolada; altura fora dos limites tolerados.
Desqualificações:
1.
retrognatismo (prognatismo superior).
2. convergência ou divergência acentuada
das linhas crânio e focinho.
3. cana nasal côncava ou muito arqueada.
4. despigmentação total da trufa.
5. despigmentação total da orla
das duas pálpebras.
6. estrabismo bilateral.
7. ausência de rugas, pregas ou barbelas.
8. monorquidismo, criptorquidismo.
9. anurismo (ausência de cauda), braquiurismo
(cauda curta); congênito ou adquirido.
10. manchas brancas muito extensas.
11. manchas brancas na cabeça.

As
informações deste artigo foram fornecidas
pelo Canil Signori D'Arezzo -
Salto - SP - http://www.mastim.com
Cria
da Atena di Palermo e 'Faruk'
Canil Signori D'Arezzo - Nascidos em 13/12/97

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