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Oscar ou Apaiari
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NOME CIENTÍFICO: ASTRONOTUS
OCELLATUS
NOME VULGAR: Apaiari ou Oscar
FAMÍLIA: Cichlidae
TAMANHO: 28 cm
ORIGEM: Região Amazônica
NOME INGLÊS: Red Oscar or Tiger Oscar
OUTROS NOMES: Velvet Cichlid
DISTIBUIÇÃO GEOGRÁFICA:
Bacia Amazônica e nas represas nas regiões
nordeste e sudeste.
COMPORTAMENTO: Pacífico se colocado
com peixes do seu tamanho ou ligeiramente menores,
peixe territorial de movimentos lentos e de razoável
beleza, criado também como peixe industrial
para o consumo humano e como predador de caramujos;
pH: Ligeiramente ácido; entre 6,5 a 6,8
em água mole.
PLANTAS PARA O AQUÁRIO: Echinodorus
sp., Myriophyllum sp., Sagittaria sp., Valisneria
figantea (plantadas em vasos individuais irão
dificultar que o peixe arranque) e a Lemna polyrhiza
(planta flutuante que proporciona sombra e abrigo.
ÁGUA: a troca parcial da água
(20%) deve ser mais constante no verão
do que no inverno, e ela deve estar isenta de
cloro.
TEMPERATURA: precisa se manter entre 21 e
26°C. Abaixo dessa temperatura, o Oscar começa
a demonstrar desinteresse pela alimentação.
FILTRO BIOLÓGICO: quando você
for montar o filtro biológico, coloque
sobre a tubulação (ou placa) uma
tela de nylon recoberta por uma camada de 4 cm
de areia. Isso evita que o peixe danifique o filtro
se escavar o fundo. A dolamita (mármore
moído) não deve ser usada na composição
do filtro ou na decoração, pois
torna a água alcalina.
ILUMINAÇÃO: O Oscar necessita
de 12h de esc uro e 12 de claro. Pode-se
pintar as paredes do aquário de preto,
para tentar reproduzir a escuridão de seu
habitat natural. À noite o Oscar passa
por um período de repouso, permanecendo
quase deitado.
AQUÁRIO: Durante o dia, o Oscar é
muito ativo, podendo saltar para fora do aquário
usando as aberturas mais incríveis. Por
esta razão, deve-se manter o aquário
sempre tampado. Recomenda-se o uso de grandes
aquários (100L) para um indivíduo
adulto.
CARACTERÍSTICAS: Espécie tropical
de água doce, sua coloração
é escura com belos desenhos em mosaico
quando jovem. Conforme vai crescendo adquire manchas
claras e escuras num meio tom verde-acinzentado
e laranja. Na nadadeira caudal existe um ocelo,
mancha circular escura, circundada por um laranja
brilhante. O colorido aumenta e diminui de intensidade
conforme o ambiente.
Este
peixe tem o costume de arrumar a decoração
do aquário de acordo com o seu próprio
gosto. Consegue arrastar pedras relativamente
pesadas, arrancando plantas, revolvendo areia,
etc.
Também
conhecido como Apaiari, o Oscar é grande,
guloso e fujão, é capaz de arrastar
pedras e arrancar plantas. Mas é um dos
preferidos dos aquaristas pois além de
sua beleza, ele encanta pela meiguice: sabe reconhecer
seu criador e permite que ele faça carícias
em seu dorso.
O
Oscar é mais um dos peixes originários
da região amazônica e que foi introduzido
em algumas represas do sudeste do país.
Diferente de sua região de origem, onde
pode chegar a pesar 2.0kg, nas represas das hidrelétricas
dificilmente vamos encontrar exemplares pesando
mais de 1.0kg. O seu comprimento médio
se situa por volta de 30cm nas represas e por
volta de 35-40cm na região amazônica.
Este
peixe é muito simpático e sociável
e, é capaz de reconhecer o seu tratador,
pegar a comida na mão ou até mesmo
pular para fora do aquário para apanhá-la.
Costuma deixar que se façam carícias
em seu dorso.
AQUÁRIO
PARA REPRODUÇÃO: O aquário
para reprodução deve ter pelo menos
250l, sendo que nos estados do nordeste ocorre
durante todo o ano. Nos mais frios como São
Paulo, a época vai de outubro a fevereiro,
com a água por volta de 28°C.
REPRODUÇÃO: Aparecendo
certo reboliço no aquário é
sinal de que começaram os "jogos de
boca", que evidenciam o acasalamento. Esse
jogo consiste numa prova de força, onde
o macho e a fêmea se colocam frente a frente
com as bocas abertas. Após algumas investidas,
mordem-se simultaneamente puxando o companheiro
para o lado. Depois disso, isolam-se dos demais
e é o momento ideal para serem instalados
num novo aquário (ou mantê-los no
mesmo se já estiverem adaptados), com cascalhos
não cobertos por areia e fora da área
do filtro biológico. Os pais escolhem uma
superfície lisa (uma pedra, tronco, ou
uma telha virada com a boca para baixo) e a limpam.
A fêmea vai então depositando os
ovos em círculos num total de 800 a 2.000,
enquanto o macho os fertiliza. Começa então
um violento esquema de defesa e proteção.
Movimentam continuamente as nadadeiras gerando
uma corrente de água que proporciona uma
melhor oxigenação para os ovos e
evita o ataque de fungos e bactérias. Depois
de 3 a 4 dias ocorre a eclosão. O macho
faz buracos no substrato e transporta os alevinos
com a boca mantendo-os aí até que
nadem livremente.
Nessa
época, os pais tornam-se ainda mais cautelosos
e agressivos, chegando até a atacar a mão
do criador, e só devem ser separados das
crias quando diminuírem seu interesse por
elas. Os casais são monogâmicos e
podem Ter até 3 desovas por ano. Se o casal
interromper o namoro por 6 meses, experimente
trocar a fêmea.
ALIMENTAÇÃO
DOS ALEVINOS: Assim que nascem, os alevinos
contam com o saco vitelino para suprir suas necessidades
alimentares. Assim que esse saco começar
a desaparecer, forneça minhocas, camarões
crus, carne de boi crua e sem gordura, carne de
peixe, fígado e miolos, todos bem triturados.
Também podem ser alimentados com dáfnas,
microvermes e artemia salina recém-eclodida.
Forneça as refeições de 2
em 2 horas e sem exageros.
ALIMENTAÇÃO
DOS ADULTOS: Ração e pequenos
peixes. Desde pequeno, o Oscar consome grandes
quantidades de alimento, aumentando a refeição
à medida que cresce. Devora todos os peixes
menores do aquário pode chegar a medir
até 35 cm. Os adultos gostam de minhocas,
caramujos, coração, fígado
(em pedaços pequenos) e peixe como os pecilídeos
(ex. Lebiste). Esse último, assim como
a vitamina E, tem relação direta
com o desempenho na reprodução.
BIBLIOGRAFIA:
Vida
no Aquário, 1987
Editora
Três
Mills,
Dick - Aquarium Fish, 1995
Dorling
Kindersley
Exotic
Tropical Fishes, 1988
Twenty-ninth
Edition
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Lúcia
Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
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