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PULGAS EM GERAL

 

São as pulgas seres vivos classificados em zoologia na ordem Aphaniptera, compreendendo vários gêneros, entre os quais o mais conhecido é denominado Pulex, no qual se encontra a conhecidíssima e universalmente encontrada pulga doméstica: Pulex irritans, parasita preferencialmente do homem. Além dela, existem e têm especial importância em saúde publica e medicina, tanto humana quanto veterinária, o gênero Xenopsylla, no qual está classificada a espécie que parasita o rato (Xenopsylla cheopis) capaz de ser transmissora para o homem, da terrível doença conhecida por Peste Bubônica, que dizimou populações inteiras no século passado, além da denominada pulga dos cães e gatos, classificadas respectivamente como Ctenocephalides canis, e Ctenocephalides felix.

As espécies que parasitam animais, como aquelas dos gêneros Ctenocephalidae e Xenopsylla, também podem parasitar o próprio homem, devido a convivência comum deste com animais domésticos como cães e gatos, como ocorre normalmente em centros urbanos e rurais. Da mesma forma, a espécie Pulex irritans (Pulga comum) que normalmente parasita o homem, também pode ser encontrada em animais, pelas mesmas razões anteriores, e mesmo sobre ratos que vivem em esgotos, como é o caso das ratazanas (Rattus norvergicus).

Não vem ao caso, discutir nesta oportunidade as características morfológicas que distinguem essas espécies uma das outras, por ser isso interesse apenas de especialistas em entomologia e saúde pública; Porém, apenas as implicações decorrentes desses animais inferiores serem além de parasitas, por serem hematófagos (nutrem-se do sangue de suas vítimas), como principalmente o fato de poderem exercer grave papel como transmissores de doenças dos animais ao homem, como é o caso da própria Peste Bubônica, e reciprocamente do homem aos animais.

Sendo todos esses seres hematófagos, ou seja, nutrem-se do sangue das pessoas ou animais nos quais estejam parasitando, causam-lhes nesse ato irritação cutânea provocando coceira, isso explicado pelo fato desses seres para poderem sugar sangue e impedir que nesse momento o mesmo se coagule, injetam no de sua picada sua própria saliva, e esta é que provoca a coceira decorrente desse ato. Em pessoas mais sensíveis e alérgicas a essa saliva da pulga, podem inclusive provocar graves coceiras e mesmo eczemas . A própria Peste Bubônica, causada por uma bactéria (Pasteurella pestis), é transmitida do rato de esgotos (ratazana) quando infectada e parasitada por pulgas, para o homem, por esse mesmo mecanismo da pulga infectada injetar sua saliva no local da picada.

Quando o número de pulgas é pequeno, a espoliação provocada por essas picadas e conseqüente ato de sugar dessas mesmas pulgas pode ser passado sem maiores conseqüências, porem com o passar do tempo sem tratamento, e conseqüente aumento do número desses parasitas pela sua procriação, sobre o próprio animal parasitado, tal espoliação pura e simples de sangue pode representar grave dano a própria saúde do animal parasitado, levando-o até a graves anemias do tipo espoliativa. Apenas para ter pálida idéia desses danos espoliativos causados, basta ser citado que a capacidade do estômago de uma pulga é de aproximadamente 0,5 mm3 de sangue, e pelo fato delas se alimentarem durante um dia até 20 vezes, o sangue absorvido de suas vítimas quando seu número é grande explica essa decorrente anemia.
Paralelamente a irritação cutânea em suas vítimas, provocada pelo simples atos de sugarem sangue para se alimentarem, causam também desassossego nesses seres parasitados, e no caso implicações até psicológicas quando os hospedeiros são humanos. Em animais, principalmente quando se tratar de animais em fase de engorda ou lactação, tal irritação cutânea provocada pela picada dessas pulgas, podem se traduzir até em perdas econômicas por menor produção de leite ou carne.

A doença conhecida por Peste Bubônica, que teve conseqüências graves para a humanidade até fins do século passado, principalmente em países do Oriente e mesmo alguns da própria Europa, era levada de um porto marítimo a outro, por navios onde ratos se alojavam e no caso destes encontrarem-se infectados pela Pasteurella pestis, a doença disseminada para novas regiões do globo. Até hoje em cidades marítimas onde existem portos, um serviço preventivo para essa doença infecto-contagiosa está sempre de prontidão contra ratos de esgotos e seus parasitas naturais. Numa próxima oportunidade voltarei a esse assunto, tratando especificamente dessa terrível moléstia.
Além dessa doença, podem também as pulgas serem vetores para outras doenças bacterianas ou viróticas, causadas por exemplo pelos: Micrococcus aureus, M. albus, Bac. Pyocyneus e provavelmente também pneumococos, além de bactérias do grupo tífico.

As pulgas parasitando animais domésticos como cães ou gatos, são também vetores para a transmissão de certos parasitas intestinais, como por exemplo: Dipylidium caninum. Por se tratar esse parasita uma espécie freqüente no trato digestivo desses animais domésticos, merecerá de minha parte, a referida doença, especial atenção neste texto, como Veterinário que sou.
É o Dipylidium caninum, uma tênia, ou seja um parasita do grupo das solitárias como são conhecidas vulgarmente, porém especificamente parasitas de cães, gatos e outros animais selvagens do grupo dos carnívoros em geral. Mede esse parasita, de 15 a 20 cm de comprimento por 2-4 mm de largura em sua fase adulta. Sendo ele um verme do grupo dos chamados vermes chatos (achatados dorso ventralmente), ou Platelmintos como chamados em zoologia, quando em sua fase adulta são perfeitamente visíveis a vista desarmada. Já seus ovos, só são visíveis com auxílio de microscópio ótico, e encontrados sempre agrupados formando o que é chamado de sincício.
Para prevenção desse parasitismo intestinal, o principal cuidado é o combate às pulgas, por serem estas as transmissoras do verme de um animal para outro, e mesmo provocadoras de auto-parasitismo, pela ingestão dos cães ou gatos por sua direta catação com os dentes, e conseqüente persistência dessa infestação intestinal.
As pulgas em sua primeira fase logo após a eclosão do ovo, chamada forma de larva, em geral no solo para onde foram levadas por haverem caído dos animais que as albergam, nessa fase larval nutrem-se de fezes, e sendo essas fezes as de cães parasitados, irão ingerir os ovos desse verme, e consequentemente serão também essas mesmas pulgas parasitadas pelo Dipylidium, por ser esse parasita chamado heteroxeno, ou seja necessita passar em sua vida, por mais de um hospedeiro para atingir seu completo desenvolvimento. Uma pulga jovem assim parasitada pelo Dipylidium, sendo ingerida por um cão ou gato, ira essa pulga levar o verme para esse novo hospedeiro, que atingirá então sua fase adulta de verme já nos intestinos desse cão ou gato, onde passará então, o Dipylidium, a viver sua nova vida parasitária. Cães ou gatos parasitados, albergando em seus intestinos esse verme, sofrerão as conseqüências dessa doença, que será objeto de minha atenção, quando numa ocasião futura venha a tratar especificamente das Tênias (Solitárias).

TRATAMENTO O PARASITISMO POR PULGAS

Existem no mercado de medicamentos veterinários vários produtos comerciais patenteados para combate de pulgas. Todos são indistintamente eficientes, porém, pelo fato de existirem alguns laboratórios inescrupulosos que ainda continuam a juntar na fórmula desses medicamentos produtos do tipo como os chamados DDT ou BHC, especial atenção devem ter os criadores e proprietários de cães e gatos, principalmente, pela chamada especial sensibilidade desses animais domésticos a produtos clorados ou fosforados como o são esses medicamentos. Apenas isso.

Dr. Carmello Liberato Thadei - médico veterinário - crmv-sp-0442


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