Rin
Tin Tin
"O
mais célebre animal do mundo do cinema nos
deixou para ingressar nas reservas de caça
dos Campos Elíseos. Exemplo de bondade e coragem
a lembrança dos seus esplêndidos filmes
nos acompanhará toda a vida"
O
Cão "estrela" mais famoso da tela
é, sem dúvida o cão Rin Tin Tin.
Foram 5 gerações que entusiasmaram os
pequenos e os grandes a quase um século. Rin-Tin-Tin
conta as aventuras de um heróico cachorro e
o seu dono, Rusty (Lee Aaker) pelas terras áridas
do Velho Oeste.
RIN
TIN TIN (I)
Rin
Tin Tin nasceu no dia 12 de setembro de 1918, na França,
e morreu no dia 8 de agosto de 1932, em Colinas de
Beverly, CA.
Em
setembro de 1918 no fim da primeira guerra mundial,
Lee Duncan (1893-1960), um sargento da aviação
norte-americana, cinófilo e apaixonado por
cães, encontrou uma cadela pastor alemão
e 5 filhotes numa estação de cães
de guerra alemã abandonada.
Duncan
sugeriu corajosamente que estes cães fossem
levados com a corporação porém,
não era fácil salvar a família
peluda. A mãe, protetora como só uma
mãe pode ser, lutou para proteger os filhotes.
Temendo que a corporação matassem todos
os cães, Duncan levou apenas dois filhotes,
deixando a mãe e os outros três onde
estavam.
Duncan
chamou os filhotes de Nannette e Rin Tin Tin e, no
final da guerra os levou para sua fábrica na
Califórnia e começou a adestrá-los,
notando os excepcionais dotes do macho, Rin Tin Tin.
Seis
meses mais tarde, Rin Tin Tin chegava a Hollywood, contratado
com um verdadeiro ator, para interpretar seu primeiro
filme, Onde começa o Norte. Os produtores de
Hollywood o haviam recebido bem: um cão adestrado
sempre é útil no cinema; mas ninguém
previu o êxito de Rin Tin Tin, que era algo
mais que um cão bem adestrado: um verdadeiro
ator, que não se limitava a cumprir as ordens
recebidas, mas as interpretava, demonstrando uma personalidade
muito definida. Rapidamente Rin Tin Tin assumiu por
si mesmo um lugar de primeiro plano, converteu-se
no protagonista absoluto dos filmes que interpretava;
os atores masculinos tiveram que contentar-se com
servir de apoio à sua atuação.
Em geral tratava-se de filmes policiais
onde o cão era acompanhado por um detetive
e seu jovem sobrinho. Em quatorze anos de carreira,
Rin Tin Tin, que assinava pessoalmente os contratos
imprimindo na folha a marca de sua pata direita, interpretou
vinte e dois filmes de êxito, que entusiasmaram
a milhões de espectadores pequenos e grandes
em todo o mundo. Ao morrer, em 1932, a notícia
foi dada por uma agência periodística,
a United Press, com estas palavras: "O mais célebre
animal do mundo do cinema nos deixou para ingressar
nas reservas de caça dos Campos Elíseos.
Exemplo de bondade e coragem a lembrança dos
seus esplêndidos filmes nos acompanhará
toda a vida".
RIN
TIN TIN (II)
Isto
não significou o fim da série de êxitos
de Rin Tin Tin. Magistralmente adestrado por Lee Duncan,
já estava sendo preparado para sucedê-lo,
o filho de Rin Tin Tin e de Nanette: Rin Tin Tin Júnior
(que a seguir, continuando a série, haveria
de chamar-se para maior comodidade Rin Tin Tin II).
Apesar
de não estar a altura de seu pai, Rin Tin Tin
II conseguiu obter muito êxito, atuando em dupla
com outro ator animal de exceção: o
famoso cavalo Rex. Rex e Rin Tin Tin II (definidos
pela publicidade cinematográfica como "O
rei dos cavalos selvagens e o Cão herói
da jovem América") foram protagonistas
de aventuras espetaculares. Também juntos,
cão e cavalo, debutaram como atores radiofônicos
em episódios muito movimentados onde os momentos
mais dramáticos eram acentuados pelos latidos
de um e os relinchos do outro. As aventuras de Rin
Tin Tin passaram, com o mesmo êxito, aos álbuns
de histórias em quadrinhos.
RIN
TIN TIN (III)
A
carreira de Rin Tin Tin III começou em 1941.
Pelo menos o principio foi um pouco diferente da do pai; na realidade,
parecia-se com a do avô. Como o grande Rin Tin
Tin I, também terceiro da série debutou
na vida "real" como cão de guerra:
no princípio da Segunda Guerra Mundial foi
chamado à frente e destinado a um corpo especial,
onde demonstrou que os dotes da dinastia não
eram ficção cinematográfica.
Terminado o seu serviço, como outros atores
célebres, Rin Tin Tin III foi convidado a atuar
para as forças armadas aliadas, em espetáculos
para as tropas que passavam à retaguarda depois
dum período na frente e também para
os feridos. Terminada a guerra, pode dedicar-se finalmente
ao cinema, como o seu pai e o seu avô. Tocou-lhe
passar do branco e preto à cor, com A Volta
de Rin Tin Tin, filme em cores.
RIN
TIN TIN (IV)
Nos
anos 50 apareceu Rin Tin Tin IV, que deu novo vigor
e uma Segunda juventude a um personagem que parecia
Ter-se desgastado. Rin Tin Tin IV, com o apelido de
Big Rin (Rin o Grande) encontrou um campo de ação
ideal na televisão, com uma série de
filmes televisivos que alcançaram êxito
excepcional em todo o mundo. As novas aventuras de
Rin Tin Tin estão ambientadas na Segunda metade
do século XIX, pouco depois de terminar a Guerra
de Secessão; pois seus adversários são
bandidos, índios, ex-soldados sulistas dispersados,
contrabandistas de whisky; seus amigos são
os ginetes defensores do Fort Apache, o tenente Rip
Masters, o sargento O'Hara, mas principalmente o pequeno
Rusty (interpretado pelo menino Lee Aaker), mascote
do regimento. Os filmes seguem os cânones tradicionais
do gênero western, com muita ação
e impacto, até o inevitável final com
a chegada providencial dos "bons", somente
que aqui "os bons" são "o bom":
Rin Tin Tin, chamado carinhosamente Rinty.
RIN
TIN TIN (V)
A
partir de 1965, o papel de "estrela" da
televisão corresponde a Rin Tin Tin V. A série
continua com êxito permanente: cada semana,
diante dos televisores de todo o mundo, pequenos e
grandes reúnem-se para seguir, comovidos, as
emocionantes aventuras do grande cão. Das reservas
de caça dos Campos Elíseos, o antepassado
Rin Tin Tin I pode olhar com satisfação
os seus descendentes.
Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
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