SALUKI
Galgo
persa
Entre as dinastias XIII e XVII, o Egito suportou a dominação dos hiscos, povos asiáticos nômades e combativos. Seguindo as suas tropas, parece que iam numerosos cães de caça (lebréis) asiáticos, teriam sido cruzados com lebréis egípcios, formando assim os primeiros antepassados salukis. É certo que na atualidade, no Egito não existem salukis, mas unicamente sloughi; mas deve-se notar que, com exceção do pelo, muitas características são comuns a ambas as raças, e pode ser que os cruzamentos mencionados entre lebréis egípcios tenham-se produzido somente nas regiões mais próximas ao Eufrates, quase na fronteira Persa. No final da XVII a, dinastia depois da guerra de liberação, o Egito, vitorioso, estendeu as suas fronteiras até o próprio Eufrates. Também desse modo poder-se-ia explicar a convivência de lebréis asiáticos e egípcios, assim como a localização da raça. Outros opinam que o saluki pode ser uma derivação do tazi ( lebrel afegão), existente desde a época de Gengis Khan e Tamerlão.
Os
salukis atuais descendem diretamente dos mais antigos
cães de carreira do mundo, que foram talvez os
primeiros cães adestrados pelo homem para a caça.
Lindo e elegante, de pelo liso e brilhante, e largas franjas
na cauda, nas orelhas e nas coxas, o saluki não
requer corte especial de pelo nem tratamento algum para
a sua apresentação nas mostras.
PADRÃO
DA RAÇA - Bruno Tausz
ASPECTO
GERAL: de graça e simetria, de grande velocidade
e resistência, a combinação de força
e agilidade, lhe permite caçar gazelas ou outra
caça, sobre terreno arenoso ou montanhoso e pedregoso.
De expressão digna e amável, com um olhar
profundo, fiel e penetrante.
CABEÇA:
longa e estreita; crânio, moderadamente, largo e
reto, entre as orelhas, stop moderado, conferindo,
em conjunto, uma imagem de nobreza. Trufa preta ou marrom.
Olhos: grandes e ovais,
inseridos no plano da pele, de cor escura a castanho,
brilhantes.
Orelhas: longas, com
mobilidade, revestidas de pêlos longos e sedosos,
caindo junto a cabeça.
Boca: dentes fortes e
alinhados.
PESCOÇO:
longo, flexível, bem musculado.
TRONCO:
dorso muito longo, os músculos, levemente, arqueados
no lombo.
MEMBROS
ANTERIORES: ombros inclinados e bem articulados, bem
musculados, sem rusticidade. O peito é profundo
e, moderadamente, estreito. Os membros anteriores são
retos e longos, do cotovelo ao carpo.
MEMBROS
POSTERIORES: fortes, garupa longa, joelhos, moderadamente,
angulados, jarrete curto, sugerindo potência, para
corrida e salto.
Patas:
moderadamente alongadas, dígitos longos e bem arqueados,
formato, entre pés de gato e de lebre, no conjunto,
forte e flexível, bem guarnecidas de pêlos,
entre os dígitos.
CAUDA:
longa, de inserção baixa e portada, naturalmente,
curvada, na face ventral, bem guarnecida de franjas longas
e sedosas, sem formar tufos.
PELAGEM:
lisa e sedosa; leves franjas, na face posterior dos membros
e nas coxas; às vezes, leves franjas lanosas, nos
ombros e nas coxas (na variedade de pêlo liso, os
termos são os mesmos, com exceção
da pelagem, que não tem franjas).
Cor:
branco, isabela, bege, dourado, vermelho, cinza e castanho,
tricolor (branco, preto e castanho), preto e castanho
e todas as variações dessas cores.
TALHE:
a altura varia entre 58 cm e 71 cm, para os machos e,
as fêmeas, são, proporcionalmente, menores.
NOTA:
os machos devem apresentar os dois testículos,
bem visíveis e normais, totalmente descidos na
bolsa escrotal.
Lucia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe